A 28ª Conferência Nacional dos Bancários foi encerrada neste domingo, 21, com a definição da proposta defendida pela Contraf-CUT para a campanha salarial da categoria: ganho real de 5%.
A ContrafCUT acompanhou o encaminhamento da maioria das federações do país, incluindo a Fetec Centro Norte — federação que representa os estados das regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, de ganho real de 5%. O Espírito Santo foi a única base que encaminhou e defendeu o índice de reajuste de 10% de ganho real para a categoria bancária.
O debate gerou divergências e reflexões importantes sobre até onde a categoria está disposta a lutar por valorização salarial concreta diante dos lucros históricos apresentados pelos Bancos.
Durante a Conferência, a presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, que também coordena o Comando Nacional dos Bancários e atua como vice-presidenta da UNI Finanças Mundial, defendeu o índice de 5% sob o argumento de que seria uma proposta mais “factível” para a mesa de negociação com a Fenaban".
A presidenta da AFBEPA, Kátia Furtado, fez declaração de voto durante a Conferência e reforçou que os bancários e bancárias da base do Pará pedem salários e valorização real.
Em sua fala, Kátia destacou os acordos conquistados pelo Banpará nas duas últimas campanhas salariais, marcados por ganhos reais efetivos, como exemplo de que lutar por valorização concreta não é exagero, é reconhecimento legítimo para quem constrói diariamente os resultados do sistema financeiro.
A declaração reafirma o posicionamento histórico da AFBEPA em defesa de salário digno, ganho real e valorização permanente da nossa categoria.
A nossa Associação entende que bancárias e bancários não podem continuar enfrentando metas abusivas, pressão constante, adoecimento e sobrecarga enquanto as discussões salariais seguem limitadas apenas ao que seria “possível” para os Bancos milionários ou bilionários.
Porque as nossas vidas valem.
Somos nós que sustentamos o atendimento, movimentamos a economia e garantimos os lucros dessas instituições financeiras.
Mais do que números, melhores salários representa dignidade, reconhecimento e respeito por quem constrói, todos os dias, a força do sistema bancário brasileiro.
"É uma Vergonha a postura da Contrafcut e dos demais Sindicatos que fazem parte dessa confederação, vez que 5% foi pedido em 2024 e levamos apenas 0,9% de ganho real, e um dos piores reajustes da nossa categoria, nesses tempos de altíssimos lucros e resultados dos Bancos . Nós trabalhadores (as), infelizmente, neste ano entramos nessa negociação com a Fenaban, já diminuídos diante do valor do nosso trabalho e das nossas vidas", diz Kátia Furtado, presidenta da Afbepa.
UNIDOS SOMOS FORTES
A DIREÇÃO DA AFBEPA
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