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| 1ª mesa de negociações da Campanha Salarial 2026 |
Hoje, 9, foi dado o ponta pé
inicial para mais uma Campanha Salarial.
A nossa AFBEPA esteve presente e
atuante, representada pela presidenta Kátia Furtado, pela diretora Joventina
Marques e pela assessoria jurídica da Associação, representada pela advogada
Dra. Ana Carolina Albuquerque.
A reunião foi aberta pela
presidente do Banpará, Ruth Méllo, que destacou a importância de a campanha
olhar para a realidade do Banco e para a necessidade de manter o Banpará firme,
forte e sustentável. Em seguida, as entidades apresentaram suas expectativas
para este novo ciclo de negociação.
Valorização econômica: a
prioridade da categoria
Logo no início, nossa Associação
reforçou aquilo que tem ouvido das trabalhadoras e trabalhadores: a prioridade
da categoria é econômica.
A presidenta Kátia Furtado
destacou que o funcionalismo tem feito muito pelo Banpará e que este é o
momento de o Banco também fazer pela categoria. A defesa apresentada pela nossa
AFBEPA foi clara: é preciso avançar em melhorias salariais e reconhecer, de
forma concreta, o esforço de quem constrói diariamente os resultados da
instituição.
Superendividamento: uma pauta que
a AFBEPA não deixou sair da mesa
Outro ponto importante levantado
pela presidenta Kátia Furtado foi a necessidade de criação de uma política de
enfrentamento ao superendividamento do funcionalismo.
Essa é uma demanda que nossa
AFBEPA apresenta há quase três anos. A proposta é que o Banco construa uma
alternativa, visto que o governo federal tem acenado com o Desenrola Brasil,
oferecendo condições reais para que trabalhadoras e trabalhadores possam reorganizar
sua vida financeira com mais dignidade e segurança.
O Banco pediu para debater certos
tópicos que já se encontravam dispostos em uma pasta.
Ei-los abaixo:
1. Auxílio
funeral: ficou definido que esse benefício passará a constar no Acordo
Coletivo, vez que não há previsão
A discussão iniciou por esse
artigo, esse benefício não consta no Acordo Coletivo de Trabalho, sendo tratado
pela gerência de benefícios. Na prática, muitas trabalhadoras e trabalhadores
não têm conhecimento claro sobre como ele funciona e, em muitos casos, só
procuram informação em momentos de dor, quando ocorre uma perda familiar.
A nossa AFBEPA também solicitou
que o Banco avalie assumir a responsabilidade sobre esse pagamento,
especialmente nos casos em que a família não tem condições de arcar de imediato
com os custos de um funeral e, depois, se ressarce quando a seguradora pagar
esse auxílio.
2. Licença-prêmio:
mais um dia garantido
No artigo referente à
licença-prêmio, houve avanço com a concessão de mais um dia ao direito.
Embora pareça um ponto simples,
cada conquista dentro do Acordo Coletivo representa resultado de escuta,
presença e negociação. É nesse processo, ponto a ponto, que os direitos vão
sendo preservados e ampliados.
3. Fortalecimento
do Banpará: nova cláusula no Acordo
Também houve avanço no artigo de
fortalecimento do Banpará. O Banco aceitou incluir o caput do artigo 48 da
nossa minuta, como cláusula no Acordo Coletivo, o que antes não havia.
Esse é um ponto relevante porque
formaliza, dentro do ACT, o compromisso com o fortalecimento da instituição.
Para nossa Associação, defender o Banpará também é defender quem trabalha nele.
Um Banco forte precisa caminhar junto com uma categoria valorizada.
4. Folga-aniversário:
mais liberdade para escolher a data
A folga-aniversário também teve
avanço. O benefício poderá continuar sendo usufruído como ocorre atualmente,
inclusive com possibilidade de conversão em pecúnia.
A melhoria está na forma de
utilização da folga. A trabalhadora ou trabalhador não precisará,
obrigatoriamente, usufruir o benefício no dia do aniversário. Será possível
escolher outro dia dentro do período entre um aniversário e outro, sem acúmulo
para o ano seguinte.
Na prática, isso dá mais
liberdade de organização para o funcionalismo, permitindo que cada pessoa
escolha o melhor momento para usufruir esse direito.
5. Segurança
bancária: valor dobrado no parágrafo 5º
No artigo de segurança bancária,
a alteração ocorreu no parágrafo 5º da nossa Minuta. O valor previsto, que hoje
é de R$ 500, passa a ser de R$ 1.000, em situações relacionadas a bens ou
valores levados.
A nossa AFBEPA também reforçou a
necessidade de ampliar o debate sobre segurança cibernética, considerando os
desafios, oriundos de golpes, enfrentados diariamente nas Unidades e a
realidade concreta vivida pelas trabalhadoras e trabalhadores.
6. Cibersegurança:
seminário será ampliado
Outro encaminhamento importante
foi a ampliação do seminário previsto no Acordo Coletivo. Além da segurança
bancária, o evento também deverá incluir o tema de cibersegurança.
A inclusão desse assunto foi
defendida diante do crescimento dos golpes e dos riscos digitais que atingem
tanto o funcionalismo quanto a população atendida pelo Banpará. Em tempos de
ameaças cada vez mais sofisticadas, discutir segurança também significa
preparar, proteger, defender e orientar.
7. Acesso
aos sites das entidades, artigo 62: problemas devem ser relatados à NUSIF
A mesa também tratou da
democratização do acesso à internet, especialmente em relação ao acesso aos
sites das entidades representativas.
Nossa Associação relatou que
algumas trabalhadoras e trabalhadores enfrentam dificuldades para acessar os
canais da AFBEPA e de outras entidades. O encaminhamento definido foi que esses
problemas sejam relatados à NUSIF, setor responsável no Banco por tratar essas
situações e garantir o acesso adequado.
8. Tabela de
viagens: AFBEPA cobra análise dos deslocamentos
A nossa AFBEPA também solicitou
que o Banco faça uma análise da tabela de viagens, principalmente quanto aos
valores destinados ao deslocamento dentro dos municípios.
A presidenta Kátia Furtado
destacou que, em algumas localidades, a ausência de transporte por aplicativo e
outras dificuldades de locomoção tornam os custos mais altos. Por isso, a nossa
Associação defende que a tabela seja atualizada quanto a essa questão.
9. Violência
doméstica e familiar: tema voltará à mesa
Em relação aos artigos 71 e 72 da
Minuta, sobre violência doméstica e familiar, o Banco deverá apresentar uma
proposta de redação para ser analisada em conjunto com os pedidos apresentados.
O tema voltará à mesa para nova
discussão, com o objetivo de construir uma redação que fortaleça a proteção e o
acolhimento às trabalhadoras e trabalhadores que enfrentam situações de
violência.
Permanência no emprego: saída
deve ser escolha, não imposição
A AFBEPA solicitou o debate do Art.92, pois é de relevância para a nossa categoria.
As propostas são de que a
rescisão do contrato de trabalho possa ocorrer a partir dos 60 até 75 anos, por
vontade do funcionário (a). E, mais, que contemple quem tenha 20 anos de casa.
O Banco deverá apresentar
resposta sobre esse pedido na mesa do dia 24. Até lá, permanece mantida a
suspensão dos desligamentos compulsórios de quem seria obrigado a sair.
Esse é um ponto fundamental: quem
quiser sair poderá fazê-lo, mas a saída não deve acontecer por imposição. Para
nossa Associação, a decisão precisa respeitar a vontade, a trajetória e o
direito de cada trabalhadora e trabalhador.
Cláusulas descumpridas: AFBEPA
cobra respostas
Nossa Associação também cobrou
explicações sobre cláusulas do Acordo Coletivo que ainda não foram cumpridas
pelo Banco.
Na próxima mesa, o Banpará deverá
apresentar uma explanação sobre o que foi cumprido e o que ainda está pendente,
incluindo temas como reclassificação de agências, bonificação e reajuste das
comissões.
Negociação começou, e a nossa
AFBEPA conclama o funcionalismo a participar
A primeira Mesa de Negociação
mostrou que a Campanha Salarial 2026 começa com pautas importantes, alguns
avanços e temas que ainda exigem respostas concretas do Banco.
Nossa AFBEPA seguirá firme,
acompanhando cada cláusula, cobrando os encaminhamentos e defendendo aquilo que
a categoria tem apontado como prioridade: Valorização e Respeito.
Mais do que participar da mesa,
nossa Associação leva para a negociação a voz de quem vive o Banpará todos os
dias. E é essa presença, construída com escuta e compromisso, que seguirá
conduzindo a defesa da nossa categoria, ao longo de toda a Campanha Salarial
2026.
UNIDOS SOMOS FORTES
A DIREÇÃO DA AFBEPA