sexta-feira, 8 de maio de 2026

Terminamos a nossa semana juntinhos, mas as nossas conversas devem continuar ecoando nas nossas memórias.( Kátia Furtado)


Kátia Furtado e os colegas da Ag.Viseu


A AFBEPA cruzou estrada e rio para chegar até Primavera, Viseu, São João da Ponta, Bagre, Melgaço e Muaná. Municípios separados por quilômetros, travessias longas e realidades diferentes. 

Em muitos momentos, foi como atravessar o próprio Pará por dentro e enxergar de perto aquilo que, tantas vezes, aparece apenas em números, relatórios ou metas.

Porque atrás de cada agência existe uma rotina silenciosa acontecendo todos os dias, muitas vezes, sem as mínimas condições de trabalho.

Há quem acorde cedo, enfrente estrada, barco, calor, pressão e cobrança e, ainda assim, encontre forças para entregar resultado. Existe funcionário (a) sustentando metas, atendendo clientes, resolvendo problemas e mantendo o Banco funcionando, mesmo quando o reconhecimento não acompanha o esforço, quando até as exigências institucionais atrapalham e o trabalhador (a) tem de tirar do próprio sustento, para realizar o trabalho. 

E depois de percorrer vários Municípios e falar com muitos funcionários (as), uma percepção ficou evidente: existe uma tentativa constante de tirar do centro do debate a principal pauta do trabalhador(a) bancário: os salários!!! em que temos um único momento do ano pra reivindicar isso. 

Salários.

Ganho real.

Valorização.

Enquanto discussões paralelas surgem para dispersar o foco, quem vive de contracheque continua lidando com uma realidade simples: a falta de Salários melhores. Por isso, não podemos desperdiçar a oportunidade que temos para, Unidos, reivindicarmos as nossas Melhorias Salariais.

O funcionário (a) quer dignidade, reconhecimento e melhoria concreta no poder de compra. Outras pautas podem, e devem, ser tratadas em mesas permanentes com prazos de efetivação. Mas campanha salarial precisa continuar sendo, acima de tudo, luta por valorização salarial.

Enquanto nacionalmente a categoria recebeu apenas 4,64%, o Banpará alcançou 8,5%. E essa diferença não nasceu de boa vontade do sistema, nem de concessão espontânea. Ela foi possível porque a AFBEPA sustenta uma atuação firme, combativa e comprometida com a valorização real dos trabalhadores(as). Existe porque há enfrentamento, pressão e disposição para defender a pauta salarial sem transformar o essencial em detalhe.

Cada conversa realizada ao longo de todas essas visitas reforçou a necessidade de recolocar a luta salarial no centro do debate. Sem distrações e Sem inversões de prioridades.

A semana termina com uma certeza: nenhuma travessia foi em vão. Cada município visitado reafirmou algo muito claro: uma categoria que sustenta resultados milionários, bilionários e trilionários não pode ser condicionada a aceitar o mínimo e o descaso de quem lucra com o nosso trabalho. 

Pois quando o empregado(a) perde a consciência do próprio valor, o reajuste encolhe, a valorização desaparece e o lucro continua crescendo apenas para um lado.

Por isso, a nossa AFBEPA seguirá defendendo aquilo que nunca deveria sair do centro da discussão: Salários, Ganho Real Verdadeiro e Valorização Efetiva.

No fim, toda campanha salarial deixa a mesma pergunta: até quando quem gera tanto lucro vai continuar sendo incentivado, por alguns que se dizem aliados, a aceitar tão pouco? 


CONFIRA AS FOTOS

Ag. Viseu






Ag. Primavera






Ag. São João da Ponta






Ag. Bagre





Ag. Muaná



Ag. Abaetetuba



Ag. Barcarena Centro


Ag. Barcarena Vila dos Cabanos



Ag. Santarém 


UNIDOS SOMOS FORTES

A DIREÇÃO DA AFBEPA


terça-feira, 5 de maio de 2026

Na estrada, no rio e a AFBEPA na linha de frente


Saímos de Belém ainda de madrugada. Não por rotina, mas por posição.
Quem acredita no poder coletivo, vai aonde esse poder está.

Estivemos em Vigia, São Caetano de Odivelas, Castanhal, Castanhal Jaderlândia, Bujaru, Santa Izabel, Ponta de Pedras e São Sebastião da Boa Vista. Caminhos opostos, longas distâncias, por estrada e pelo rio. Mas existe algo que encurta qualquer trajeto: propósito.

Porque quando você entende que cada trabalhador(a) carrega uma história, uma família e uma luta, nenhuma distância é grande demais. E os nossos associados(as) são, para a nossa Afbepa, fonte de luta e proteção.

Mas essa matéria não é só sobre onde estivemos. É sobre o que está acontecendo, e se você está percebendo.

Vamos direto ao ponto.

Em 2024, o sindicalismo impôs nacionalmente a nossa categoria o baixíssimo reajuste de 4,64%.
O Banpará, com a firmeza da nossa atuação coletiva, fechou em 8,5%.

A pergunta não é “qual número é maior”.
A pergunta é: o que fez essa diferença existir?

Foi acaso?
Foi benevolência do sistema?
Ou foi postura de classe, enfrentamento e negociação que luta a favor de melhores salários?

Agora pense com honestidade: o que você quer na sua data base?

Você que acorda cedo todos os dias.
Que cumpre meta.
Que segura pressão.
Que faz resultado.

Você se sentiria representado com um reajuste que só cobre a inflação e te dá um humilhante ganho real?
Ou com algo que, de fato, muda seu poder de compra, sua vida, sua dignidade?

Isso tem nome: ganho real.
E ganho real não vem de silêncio.
Não vem de acomodação.
Não vem de quem se dobra, se curva, se submete aos interesses do Capital.
Principalmente, porque cada trabalhador (a) produz milhões, bilhões ou trilhões de lucro com o seu trabalho para os Banqueiros e Direções de Bancos (Governos). 

Houve um tempo em que o movimento sindical bancário era referência de luta de classe. E não era por discurso bonito, era por Luta. Direitos foram conquistados porque houve firmeza. Porque houve enfrentamento. Porque alguém decidiu não aceitar o mínimo.

E hoje?

Se você olhar com atenção, vai perceber: quando a postura enfraquece, os números acompanham.
Quando a pressão diminui, o resultado também diminui.

A diferença entre 4,64% e 8,5% não é só matemática.
É política.
É estratégia.
É escolha.

E talvez a reflexão mais importante seja essa: o que acontece com uma categoria quando ela deixa de lutar?

Se hoje o Banpará ainda não se equiparou aos piores índices, não é coincidência.
É porque existe Resistência.
Existe posicionamento.
Existe quem ainda entenda que representar não é agradar, é defender, é Lutar até o último fio de Esperança.

Seguimos em rota.
Mas não apenas visitando agências.

Estamos provocando consciência.

Porque no fim, nenhuma campanha salarial é só sobre números.
Ela revela o quanto uma categoria aceita ou o quanto ela decide reagir.

Confira as fotos:

Ag. Castanhal


Ag. Castanhal Jaderlândia 

Ag. Bujaru

Ag. Ponta de Pedras

Ag. São Sebastião da Boa Vista


Ag. Santa Izabel 


Ag. Vigia 

UNIDOS SOMOS FORTES
A DIREÇÃO DA AFBEPA

sexta-feira, 1 de maio de 2026

1º de Maio: a luta que construiu e constrói direitos não pode virar lembrança



Existe uma data que nunca foi só simbólica.

O 1º de maio não nasceu como feriado. Nasceu como marca de confronto, de gente comum que decidiu não aceitar mais o que parecia “normal”. Jornada exaustiva, ausência de direitos, vidas sendo tratadas como peça descartável. Foi na tensão, e não no conforto, que esse dia ganhou sentido.

E é justamente por isso que ele ainda incomoda.

Porque, quando a gente olha pro cenário atual no Brasil, dá pra ver que muita coisa avançou, mas muita coisa também foi sendo esvaziada aos poucos. Direitos que antes eram inegociáveis passaram a ser relativizados. A lógica da flexibilização, vendida como modernização, em muitos casos significou perda concreta: vínculos mais frágeis, menos proteção, mais insegurança.

Não aconteceu de uma vez. Foi acontecendo devagar. Quase imperceptível.

E talvez seja isso que mais preocupa.

Aos poucos, o que era conquista virou “benefício”. O que era direito passou a ser tratado como custo. E, no meio disso, o trabalhador(a) começou a ser empurrado de volta pra uma posição que a história já mostrou onde leva.

Por isso, falar de 1º de maio hoje não pode ser só repetir homenagem.

Precisa ser posicionamento.

 A AFBEPA, como entidade de classe, entende que esse não é um tempo de neutralidade. Porque quando se trata de trabalho, salário e dignidade, não existe espaço seguro no meio. Ou se defende, ou se perde.

E aqui entra um ponto que merece ser encarado com honestidade: o movimento sindical, que já foi protagonista de muitas lutas e de grandes conquistas da categoria bancária, hoje está aquém do que um dia foi. Aquele passado de mobilização forte, de enfrentamento claro, de organização coletiva, que arrancava direitos, está em algum lugar, distante dos dias atuais.

Isso deixa uma pergunta no ar:

o que aconteceu com esse sindicalismo?

O que se vê hoje são estruturas mais preocupadas em administrar e fazer dinheiro do que em tensionar e lutar, mais adaptadas ao jogo do que dispostas a enfrentá-lo. E isso abre espaço para algo perigoso: a acomodação, a retirada de direitos e a falta de transparência.

Se a história do 1º de maio ensina alguma coisa, é que nada é negociado de forma espontânea pelo capital. Todo direito é construído com Pressão, com Organização, Luta e, principalmente, com Consciência Coletiva.

E é exatamente isso que precisa voltar para o centro, para a nossa prioridade.

Porque, no fim das contas, a pergunta continua sendo a mesma, só mudou o tempo:

vamos assistir ou vamos nos posicionar?

A data está aí, lembrando.

Mas o sentido dela depende do que a gente faz a partir daqui.

UNIDOS SOMOS FORTES
A DIREÇÃO DA AFBEPA

quinta-feira, 30 de abril de 2026

AFBEPA nas agências: é tempo de foco, consciência de classe e luta por salário





Há um ponto sendo construído e, desta vez, ele já começou a aparecer no nosso dia a dia, nas conversas de corredor, naquele incômodo que a gente sente e não dá mais pra ignorar. A campanha salarial não é algo que ainda vai começar. *Ela já começou.* E, quando isso acontece, não dá mais pra olhar de fora, como se fosse assunto de outro lugar.

Então a pergunta muda.

Como você está olhando pra sua própria vida dentro disso?

A AFBEPA esteve com os associados e associadas da Agência Estrada Nova e, também, com a Sumep/Gecar. E não foi encontro para repetir fala pronta, não, nãofoi! Foi para alinhar o que precisa estar muito claro porque, quando não está, qualquer coisa vira prioridade, e a gente sabe que não é bem assim.

Se a gente não se posiciona, alguém faz isso pela gente. Simples assim.

E aqui entra um ponto que incomoda, mas precisa ser dito: não dá mais para só acompanhar, esperar, ver no que vai dar. A campanha salarial pede outra postura. Pede que cada trabalhador e trabalhadora entenda que não está assistindo está dentro, fazendo parte, influenciando, mesmo quando acha que não.

É tipo obra: ou você ajuda a firmar a base, ou depois vai ter que conviver com o que levantaram sem você.

E não estamos falando de algo distante. É vida real. Conta para pagar, salário que não dá mais no orçamento, plano que a gente adia, cansaço que acumula. É a nossa vida mesmo. E isso não pode ficar como detalhe em nenhuma decisão.
Por isso, o foco precisa ser direto, sem rodeio: *salário. melhoria salarial.* É isso. Sem desvio, sem enfeite.
E tem mais, isso aqui não se sustenta sozinho. Quando fica só no individual, enfraquece. Agora, quando vira coletivo, muda de peso. Consciência de classe não é frase bonita, é não se perder do que realmente importa, mesmo quando tentam puxar para outros lados.

No fim das contas, a campanha já está acontecendo.

A diferença agora está em como cada um escolhe se colocar. Porque não dá mais para assistir de longe.

São as nossas vidas. E elas precisam entrar nessa conta do jeito certo.
 VAMOS À LUTA!

Confira as fotos 

AG. ESTRADA NOVA
SUMEP / GECAR

UNIDOS SOMOS FORTES
A DIREÇÃO DA AFBEPA

DEMOS ADEUS AO NOSSO QUERIDO- Raimundo Nonato Maia



A Afbepa recebeu com profunda tristeza a notícia do falecimento do nosso associado Raimundo Nonato Maia, aos 64 anos, empregado do Banpará, destes dedicados grande parte à instituição Banpará, desde o ano de 1987.

Seu Maia, como era carinhosamente conhecido, era alguém de presença discreta e reservada, mas que se destacava pela forma como conduzia seu trabalho: com organização, zelo e uma dedicação admirável. Mesmo sem buscar destaque, sua postura firme e comprometida falava por si.

Durante muitos anos, esteve à frente do malote do Banco, exercendo a função de chefe com responsabilidade, cuidado e seriedade, sendo peça fundamental para o bom funcionamento do setor. Sua trajetória foi construída com constância e fidelidade, características que marcaram todos que tiveram o privilégio de conviver com ele.

Mais recentemente, estava lotado na Sudep, onde seguia contribuindo com o mesmo compromisso que sempre fez parte da sua caminhada.

Seu Maia nos deixa o exemplo de alguém que construiu um legado sólido através do trabalho silencioso, da disciplina e da responsabilidade diária.

Neste momento de dor, nos unimos em solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho, pedindo a Deus que conforte e fortaleça cada coração.

Seguimos aguardando informações sobre velório e sepultamento, que serão divulgadas assim que disponíveis.

O nosso querido Maia



A DIREÇÃO DA AFBEPA

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Brinde das Mães e um recado claro sobre o nosso Foco



A entrega do Brinde das Mães 2026 passou, nesta semana, pelo Complexo Municipalidade e pelo edifício sede do Banpará, na Av. Presidente Vargas, levando mais do que um presente: um gesto de carinho, cuidado e valorização que tem sido recebido com muito afeto pelas associadas.

Em cada entrega, mais do que o brinde, fica o encontro, a escuta e a proximidade, algo que a AFBEPA valoriza e faz questão de cultivar.

Durante as visitas, a presidenta Kátia Furtado reforçou, em diálogo com os associados (as), o foco da campanha salarial deste ano, os nossos salários.

Sabemos que há muitas demandas. Elas são legítimas e seguem no nosso radar. Mas a campanha salarial tem um tempo próprio, e ele precisa ser bem direcionado.

Neste momento, a prioridade é clara: Valorização Salarial.

É agora que se define aquilo que impacta diretamente a vida de cada empregado(a), mês após mês. Quando dividimos a atenção do que é principal, enfraquecemos aquilo que mais precisa da nossa Força.

Outras pautas continuam sendo acompanhadas e tratadas com responsabilidade. Mas este é o tempo de concentrar esforços, de alinhar forças e de não perder de vista aquilo que, hoje, faz a maior diferença.

Porque quando existe clareza sobre o que é para nós prioridade, a mobilização se fortalece, a União dá solidez e o resultado é alcançado. coletivamente.

CONFIRA AS FOTOS

SUDEP

Sucob


Gab. Diretoria

CPL


Gab. Presidência 


Unibanp

Sudes


Nubio


Sucon

Secre

Nurin

SUCPJ


SUESP

Numac

Suneg


Supro


Nusif


Sugot


Surec

Sumep 

Suret

Ag. Mocajuba


Ag. Igarapé Miri 

Ag. Moju