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| Kátia Furtado e os colegas da Ag.Viseu |
A AFBEPA cruzou estrada e rio para chegar até Primavera, Viseu, São João da Ponta, Bagre, Melgaço e Muaná. Municípios separados por quilômetros, travessias longas e realidades diferentes.
Em muitos momentos, foi como atravessar o próprio Pará por dentro e enxergar de perto aquilo que, tantas vezes, aparece apenas em números, relatórios ou metas.
Porque atrás de cada agência existe uma rotina silenciosa acontecendo todos os dias, muitas vezes, sem as mínimas condições de trabalho.
Há quem acorde cedo, enfrente estrada, barco, calor, pressão e cobrança e, ainda assim, encontre forças para entregar resultado. Existe funcionário (a) sustentando metas, atendendo clientes, resolvendo problemas e mantendo o Banco funcionando, mesmo quando o reconhecimento não acompanha o esforço, quando até as exigências institucionais atrapalham e o trabalhador (a) tem de tirar do próprio sustento, para realizar o trabalho.
E depois de percorrer vários Municípios e falar com muitos funcionários (as), uma percepção ficou evidente: existe uma tentativa constante de tirar do centro do debate a principal pauta do trabalhador(a) bancário: os salários!!! em que temos um único momento do ano pra reivindicar isso.
Salários.
Ganho real.
Valorização.
Enquanto discussões paralelas surgem para dispersar o foco, quem vive de contracheque continua lidando com uma realidade simples: a falta de Salários melhores. Por isso, não podemos desperdiçar a oportunidade que temos para, Unidos, reivindicarmos as nossas Melhorias Salariais.
O funcionário (a) quer dignidade, reconhecimento e melhoria concreta no poder de compra. Outras pautas podem, e devem, ser tratadas em mesas permanentes com prazos de efetivação. Mas campanha salarial precisa continuar sendo, acima de tudo, luta por valorização salarial.
Enquanto nacionalmente a categoria recebeu apenas 4,64%, o Banpará alcançou 8,5%. E essa diferença não nasceu de boa vontade do sistema, nem de concessão espontânea. Ela foi possível porque a AFBEPA sustenta uma atuação firme, combativa e comprometida com a valorização real dos trabalhadores(as). Existe porque há enfrentamento, pressão e disposição para defender a pauta salarial sem transformar o essencial em detalhe.
Cada conversa realizada ao longo de todas essas visitas reforçou a necessidade de recolocar a luta salarial no centro do debate. Sem distrações e Sem inversões de prioridades.
A semana termina com uma certeza: nenhuma travessia foi em vão. Cada município visitado reafirmou algo muito claro: uma categoria que sustenta resultados milionários, bilionários e trilionários não pode ser condicionada a aceitar o mínimo e o descaso de quem lucra com o nosso trabalho.
Pois quando o empregado(a) perde a consciência do próprio valor, o reajuste encolhe, a valorização desaparece e o lucro continua crescendo apenas para um lado.
Por isso, a nossa AFBEPA seguirá defendendo aquilo que nunca deveria sair do centro da discussão: Salários, Ganho Real Verdadeiro e Valorização Efetiva.
No fim, toda campanha salarial deixa a mesma pergunta: até quando quem gera tanto lucro vai continuar sendo incentivado, por alguns que se dizem aliados, a aceitar tão pouco?
CONFIRA AS FOTOS
Ag. Viseu
Ag. São João da Ponta
Ag. Bagre
Ag. Muaná
Ag. Abaetetuba
Ag. Santarém
UNIDOS SOMOS FORTES
A DIREÇÃO DA AFBEPA











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