| Presidenta Kátia Furtado e os associados (as) da Ag. Maracanã |
A semana se encerrou com novas paradas no nordeste do Pará. A nossa AFBEPA esteve na quinta e sexta-feira em Ourém, Maracanã, Marapanim, Magalhães Barata e Inhangapi. Cada visita confirma algo que só pode ser visto de perto: a realidade concreta das agências.
Em várias unidades, o Banpará tem deixado de cumprir o básico do básico. Falta gente para dar conta da demanda, faltam condições adequadas de trabalho e, em alguns casos, falta até estrutura mínima para que o atendimento aconteça com dignidade.
Há cadeiras quebradas. Clientes sentando e caindo por conta da situação de longarinas imprestáveis.
Equipamentos de computador e leitora ultrapassados.
E um problema que se repete em mais de um município: a internet não funciona a contento.
Quando isso acontece, não é apenas um sistema que para. Negócios deixam de ser fechados, atendimentos são interrompidos e a economia local sente o impacto. Quem está na linha de frente precisa explicar ao cliente que a operação não pode ser concluída, não por falta de esforço, mas por falta de estrutura que funcione.
É um retrato que diz muito.
Porque, enquanto os banqueiros e o Governo se beneficiam do trabalho realizado em cada cidade do nosso Estado, ainda há unidades operando com limitações que não deveriam existir.
E isso nos leva a uma reflexão inevitável.
Se a realidade nas agências exige cada vez mais adaptação, esforço e responsabilidade do funcionalismo, por que a valorização salarial oferecida insiste em ser tão pequena?
Este não é um ano para reposições tímidas.
Não é ano para percentuais simbólicos.
Não é ano para acordos que apenas simulam um avanço.
O momento exige algo maior: ganho real de verdade.
Ganhos que dialoguem com o custo de vida.
Ganhos que reconheçam o peso das responsabilidades assumidas todos os dias.
Ganhos que respeitem quem está na linha de frente do Banco em cada cidade do Pará.
Nos últimos 18 anos, sempre que o funcionalismo do Banpará conquistou mais melhorias econômicas nos acordos, isso ocorreu porque a nossa AFBEPA esteve presente lutando, se posicionando e sem abaixar a cabeça para defender os nossos interesses.
A nossa Associação encerra esta etapa da agenda com uma convicção ainda mais clara: a campanha salarial de 2026 precisa ser construída com muita LUTA E CORAGEM.
Sem maquiagem.
Sem dourar a pílula.
Sem aceitar pouco quando a realidade pede mais.
Confira as fotos:
Ag. Maracanã
Ag. Marapanim
UNIDOS SOMOS FORTES
A DIREÇÃO DA AFBEPA
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