sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Alcance de Resultado não pode custar a saúde de quem sustenta o Banco


Durante uma das visitas recentes às  agências do Banpará, uma fala simples, direta e profundamente reveladora chamou a atenção da AFBEPA. Uma funcionária resumiu, em poucas palavras, um sentimento que tem se repetido em diferentes unidades:

 “Instituiu-se uma política em que o funcionário que mais dá resultado é o mais espremido.” 

É a partir dessa fala, que não é isolada, mas ecoa o que muitos têm vivido, que a AFBEPA escreve esta matéria.

Não se trata de negar a realidade do ambiente bancário. Metas existem. Sempre existiram. E continuarão existindo. A pressão por resultados faz parte da dinâmica do sistema financeiro, e isso não está em debate.

O ponto central é outro.

O problema não é a cobrança.

É como ela acontece.

É o tom.

É a forma.

É o limite.

Quando a pressão ultrapassa o razoável, quando o reconhecimento dá lugar apenas à exigência constante, humilhações e constrangimentos, quando quem entrega mais passa a ser tratado como alguém que pode suportar tudo, o resultado deixa de ser sustentável, e o ambiente adoece.

A nossa Associação tem ouvido relatos recorrentes de sobrecarga, esgotamento emocional e sensação permanente de insuficiência. Pessoas comprometidas, profissionais responsáveis, que vestem a camisa do Banco, mas que muitas vezes estão pagando um preço alto demais por isso.

É preciso dizer com clareza: cobrança sem humanidade não é gestão eficiente.

E liderança não se exerce pelo medo, mas pela responsabilidade  com quem está na linha de frente.

Especialmente para quem ocupa cargos de chefia, o chamado é urgente. Liderar é, também, saber cobrar sem desumanizar. É entender que resultados são construídos por pessoas reais, com limites, emoções e vida para além das metas.

Cuidar de quem faz o Banco acontecer não é fragilidade.

É compromisso.

É respeito.

A AFBEPA seguirá atenta, ouvindo os trabalhadores e trabalhadoras, dialogando com a gestão e defendendo um ambiente de trabalho onde metas existam, sim, mas onde a dignidade, a saúde e a humanidade nunca sejam colocadas em segundo plano.

Porque resultado algum justifica o adoecimento de quem sustenta o Banco todos os dias.

UNIDOS SOMOS FORTES

A DIREÇÃO DA AFBEPA

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