sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Janeiro Branco: quando o silêncio também adoece




Nem todo adoecimento é visível. Muitos bancários e bancárias seguem cumprindo metas à exaustão, ouvindo humilhações e gritos de superiores hierárquicos intransigentes e desequilibrados, atendem clientes sem condições de trabalho e mesmo assim entregam resultados enquanto travam batalhas silenciosas e duras consigo. 

O cansaço que não passa, a ansiedade constante, a sensação de estar sempre no limite. Esse é um retrato cada vez mais presente na categoria bancária.

Os números ajudam a dimensionar o problema, mas não o explicam por completo. Transtornos mentais e comportamentais estão entre as principais causas de afastamento do trabalho entre bancários (as), segundo dados do INSS. Por trás dessas estatísticas existem histórias reais, pessoas que aprenderam a engolir o choro, normalizar o estresse e silenciar a dor para continuar funcionando.

O Janeiro Branco não é apenas sobre falar de saúde mental. É sobre autorizar o cuidado. É sobre lembrar que ninguém precisa dar conta de tudo o tempo todo. Em ambientes marcados por pressão constante e cobranças cada vez maiores, cuidar da mente deixa de ser escolha e passa a ser necessidade.

A nossa AFBEPA compreende que o bem-estar emocional é parte fundamental da dignidade no trabalho e na vida. Por isso, oferece atendimento psicológico aos seus associados e associadas, com uma equipe formada por três psicólogos, preparados para acolher, ouvir e caminhar junto em processos que exigem tempo, respeito e sensibilidade.

Cuidar da saúde mental não é fraqueza, nem falta de fé, nem ausência de competência. É um gesto de coragem. Que o Janeiro Branco nos lembre que pedir ajuda também é um sinal de força, e que ninguém precisa enfrentar seus dias difíceis sozinho.


UNIDOS SOMOS FORTES

A DIREÇÃO DA AFBEPA

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