quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

TÍQUETE EXTRA - UM DIREITO INCORPORADO ÀS NOSSAS VIDAS


COMO O GOVERNO E O BANCO SEQUESTRARAM NOSSO TÍQUETE EXTRA
Os valores pagos pela administração do Banpará, todo final e início de ano, desde 2008, na forma de Tíquete Extra, constituía uma prática reiterada e incorporada as nossas vidas, como uma importante e benéfica política de pessoal.

Na Campanha Salarial 2012/2013, os bancários do Banpará foram tristemente surpreendidos, desde a entrega da Minuta, com a má vontade da administração do Banpará em negociar, principalmente, as nossas cláusulas econômicas. Todos lembramos que a direção do Banpará encaminhou Comunicados informando sua indisposição. A primeira OMISSÃO dessa administração do Banpará, durante a campanha salarial, para com as nossas vidas, foi materializada quando se negaram a ratificar o nosso ACT 2011/2012, que finalizava sua vigência em 31/08/2012. No mesmo momento, dispensaram um advogado para receber a nossa Minuta de Reivindicação. Exigimos a presença de um diretor.

INTRANSIGÊNCIA - A MARCA DA DIRETORIA DO BANCO
O sinal estava dado. A intransigência seria a marca. Diante disso, a AFBEPA buscou lutar com o que tinha de estrutura, para VENCER o endurecimento da direção do Banpará.

Tentamos, antes e durante a greve, buscar apoio dos parlamentares, para abrir o diálogo com a direção do Banco, pois nem aos pedidos da Justiça do Trabalho o Banco cedia, naquele momento. Nas grandes greves de outros trabalhadores, como a da Construção Civil vimos, estupefatos, a desembargadora vice-presidente do TRT determinar o pagamento dos dias parados; e na dos Correios, julgada no TST, pois é de âmbito nacional, a reposição dos dias parados com apenas 6,5% de reajuste. Ou seja, em 2012, quando a presidente Dilma aniquilou de forma brutal as greves dos servidores públicos, logo ao início do ano, ficou claro para todos  os setores patronais, e inclusive para os tribunais do trabalho, que a senha era passar o trator e retirar direitos. Assim foi em todas as categorias e assim também ocorreu nos bancários.

Naquele momento, fomos recebidos em audiência pelo Secretário de Finanças, Orçamento e Gestão que, após a reunião, ligou para esta AFBEPA e nos informou que o governo foi taxativo: não iria negociar nossas reivindicações econômicas, apenas as sociais. De econômico, apenas o que a FENABAN negociasse em mesa nacional e, pior, com isso, o Sindicato concordava.


O GOVERNO JATENE MANDOU CORTAR NOSSO TÍQUETE.
Com mais ou menos 11 dias de greve, em uma rodada de negociação, a diretoria que sentava à mesa nos disse que o Banco já acumulava um prejuízo de mais de 18 milhões, mas que mesmo assim não negociaria o Tíquete Extra. Quem escolheu perder dinheiro foi a direção do Banco que cometeu muitos erros ao se mostrar tão intransigente, jogando a categoria na greve, sem apresentar outra saída. 

Por todo o tempo em que a greve perdurou, fomos incansáveis na luta pelos nossos interesses, direitos e conquistas.

No penúltimo dia de greve, após a assembléia, decidimos pela radicalização do movimento. Iria um grupo fechar a SUTEC, um outro grupo fechar a SULOG e a Matriz. Entretanto, naquela noite, por volta de 23h30, recebi uma ligação da minha assessoria, que me comunicou que a uma dirigente da Fetec, que compunha a mesa de negociação, havia telefonado para ela e dito que havia falado com o Presidente do Banpará e, que no dia seguinte, ele iria negociar com as Entidades. Exigimos que a negociação fosse nas primeiras horas da manhã. Uma das propostas oferecidas pelo presidente do Banco à dirigente que telefonou, era a de que ele aumentaria o percentual de distribuição da PLR até 15%, para embutir o Tíquete Extra, além de retirar as metas do nosso PCS; reajustar os salários pelo maior percentual, 8,5%, como também retornar os 2% retirados da tabela do PCS no ACT anterior; reajustar a gratificação dos caixas; proceder o PAD em todas as faltas disciplinares; abonar os dias parados etc.  
 
Uma das condições exigidas pelo presidente do Banco para que ocorresse a mesa de negociação era que deixássemos os pilotos entrarem na SUTEC, assim como a pessoa responsável pela FOPAG entrar na Matriz.
 
Acreditamos no que foi transmitido e cumprimos nossa parte no acordo, mas, quando as propostas do Banco vieram para a mesa que ocorreu no dia seguinte, destoavam completamente do que fora dito ao telefone, na noite anterior. Abriu-se mais uma, dentre as tantas crises, foi dado um tempo para que as entidades conversassem e a diretoria saiu do auditório. Foi quando a presidente da AFBEPA cobrou, uma a uma, as propostas oferecidas ao telefone na noite anterior. Tudo parecia mentira. Até os dias parados estavam sendo cobrados em forma de compensação!


Fomos pra cima do Banco e das entidades, ali, na mesa, e conseguimos reverter aquelas propostas ruins. Todas as propostas oferecidas na noite anterior, após horas e horas de negociação, e muita pressão, foram, finalmente garantidas na negociação, porém, quanto ao Tíquete, a direção do Banco só confirmava, a todo momento, aquilo que o próprio secretário da SEPOF já havia dito ao telefone dias antes: nosso Tíquete Extra, benefício que figurava no nosso orçamento, nos últimos quatro anos, por ordem do governo, não viria de jeito nenhum.

ASSEMBLÉIA APROVOU A PROPOSTA, MAS REPUDIANDO A DIREÇÃO DO BANCO E O GOVERNO PELA PERDA DO NOSSO TÍQUETE.
A proposta global foi levada à Assembléia dos Funcionários e defendida por todas as entidades que, mesmo contrariadas com a perda do Tíquete, entendiam que aquele era o limite da negociação e sabiam que o Banco já estava com ação de ajuizamento do dissídio coletivo pronta para entrar no dia seguinte de manhã, contra nossa greve, o que poderia ser julgado contra nós, até porque, lamentavelmente, como a greve da Contraf foi super rápida, de apenas sete dias, e já afirmávamos isso antes mesmo da nossa greve, e sabíamos que, apenas com a rápida greve nacional, não teríamos o tempo necessário para negociar nossas cláusulas econômicas, com o fim da greve nacional, a justiça, provavelmente, consideraria a assinatura da Convenção Nacional pelo Banpará e nossa greve abusiva, e aconteceria aquilo que mais temíamos: perderíamos nosso ACT.

O resto da história todos conhecem.

A AFBEPA MOSTROU QUE O TÍQUETE É A SOBRA DA PLR
Logo em seguida, a AFBEPA mostrou, em postagem aqui no Blog, de onde vinha o custeio desse Tíquete Extra, que de extra nada tinha, pois a verba utilizada para o seu pagamento era originária do nosso próprio esforço e dedicação: nossa participação nos lucros e resultados, uma vez que todo ano sobram valores do percentual de 13% a ser distribuído,  devido as limitações de teto convencionadas com a FENABAN. 

 A AFBEPA NÃO DETÉM O INSTITUTO DA SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL
A AFBEPA, vem divulgando, desde à época da nossa luta pelo PCS, que o Sindicato detém legalmente o Instituto da Substituição Processual, ou seja, apenas a instituição Sindicato pode, em juízo, ou fora dele, pleitear interesses e direitos individuais e coletivos da categoria que representa, e qualquer trabalhador, no caso, o bancário, filiado ou não ao Sindicato, será abrangido pela decisão.
 
O art. 8º, III, da Constituição Federal, confere esta legitimidade extraordinária aos Sindicatos. Vejamos: 
 

"É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:

III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;"
 
Desta forma, por deter esta legitimação extraordinária, na qual o Sindicato pede direito alheio em nome próprio, para esta AFBEPA, era preferível que o Sindicato entrasse com a Ação sobre o Tíquete, já que a decisão abrangeria toda a categoria, independente de ser filiado ou não ao Sindicato. Enquanto que a AFBEPA, precisaria elencar o rol de associados para a Justiça do Trabalho, que são mais ou menos 680 associados, e esses, somente esses, seriam abrangidos pela decisão judicial. Se o Sindicato não entrasse com a Reclamatória Trabalhista, na certa a AFBEPA entraria, principalmente por se tratar de um benefício incorporado às nossas vidas.
 
Se a AFBEPA entrasse com a Reclamação Trabalhista, demandando o Banpará sobre o Tíquete Extra, e depois o Sindicato entrasse com outra Reclamação na Justiça do Trabalho sobre o mesmo motivo, o juiz extinguiria a Reclamação do Sindicato sem julgamento do mérito, porque já existia uma Ação versando sobre a mesma causa de pedir e o mesmo pedido. Vejamos o que diz a doutrina pátria sobre a questão:
"Art. 301 do CPC:
 
Inciso V – Litispendência;

A própria legislação define litispendência (art. 301, §1º) como sendo a reprodução de ação anteriormente ajuizada enquanto essa ainda não transitou em julgado, entendida a reprodução quando a ação contiver as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo pedido.
“A segunda ação”, com propriedade defende Wambier, “na qual a litispendência será alegada como preliminar, não poderá prosseguir, e o processo será extinto, sem julgamento de mérito”.

Por isso o Sindicato, e não a AFBEPA, precisava entrar com a Ação cobrando o retorno do nosso tíquete extra. Entrou. Antes tarde do que nunca.

A AUDIÊNCIA DO TÍQUETE EXTRA SERÁ NA TERÇA-FEIRA, DIA 15/01/2013


O processo de nº 0001999-73.2012.5.08.0016, na Justiça do Trabalho, de competência da 16ª Vara, ocorrerá às 10:45h, do dia 15/01/2013.

A AFBEPA espera que aquela Casa que opera o direito, na apreciação da nossa causa, não permita que se mantenha o confisco, pelo Banco, no uso de sua força patronal, de um direito negociado pelas partes há  quatro anos, e que se incorporou às nossas vidas.

Que seja feita Justiça e que retorne nosso direito, nosso dinheiro, nosso Tíquete Extra!


SEMPRE FIRMES NA LUTA,


UNIDOS SOMOS FORTES!






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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

PARABÉNS AOS ELEITOS NO CONSAD. CONTEM COM A AFBEPA.

Esta AFBEPA parabeniza a todos os colegas que participaram do processo eleitoral para representante no Conselho de Administração do Banpará, assim como os vencedores do pleito: Francisco Nogueira Neto (titular) e Manoel da Silva Pereira Júnior (suplente).

Lamentamos que, novamente, o colega Carlos Antônio tenha sido prejudicado e impedido de concorrer e receber seus votos na referida eleição coordenada pelo Sindicato que, por tantas vezes, já deu mostras de que manipula processos e resultados, de acordo com interesses de ocasião.

Aos eleitos, nos colocamos à inteira disposição para colaborarmos na árdua tarefa de nos representar na instância de maior poder do Banco, por onde passam as grandes e estratégicas decisões.

Nos dicionários, representar siginifica: mostrar claramente, reproduzir a imagem de; retratar; refletir; expor verbalmente ou por escrito; ser procurador; ser embaixador; fazer as vezes de; estar no lugar de outro.

Representar-nos significa estar no Consad, sendo nossos olhos, ouvidos e bocas e, para isso, estar em contato permanente com os funcionários é fundamental. Estar presente nos fóruns: assembleias, reuniões, seminários para relatar o que for importante para os funcionários é decisivo. A nosso ver, dependendo da relevância das informações e decisões, o representante pode, até, solicitar das entidades que chamem um fórum de delegados sindicais ou mesmo uma assembléia para expor e decidir conjuntamente.

Lembremos que é no Consad que informações sobre finanças, reestruturações, alocações de recursos etc, são apresentadas e aprovadas. Lembram da ata de reunião do Consad que mostrava que o Banco tinha provisionado 13% para reajuste das verbas salariais? Uma informação como essa é necessária para nossa luta.

O mais importante é que cada representante tenha a clara e plena consciência de que não pode decidir conforme sua vontade ou compreensão individual, e isso vale para todos os que representam dentro e fora do Banpará. Nós, que cobramos que os deputados, vereadores, prefeitos, governadores, senadores, presidente sejam transparentes e honestos, devemos dar  o bom exemplo e, da mesma forma que cobramos, sermos democráticos em nossas decisões, apresentar, defender nossos pontos de vista, e acatar a decisão da maioria, porque errando ou acertando, terá sido a maioria e não apenas um a carregar sozinho a imensa responsabilidade de representar e decidir.

Que os novos mandatos no Consad sejam profícuos para as lutas, direitos e conquistas dos mais de 1.400 funcionários que representam e para a defesa do fortalecimento do Banpará enquanto Banco público e estadual. Nessa linha, contem com esta AFBEPA!


SEMPRE FIRMES NA LUTA,


UNIDOS SOMOS FORTES!







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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

EM 23 DE JANEIRO - PROMOÇÃO POR ANTIGUIDADE E REAJUSTE DA COMISSÃO DE CAIXA

2013 se inicia e já estamos lembrando que há conquistas a serem garantidas agora em janeiro. No dia 23, o Banpará deverá cumprir:

1) REAJUSTE DA COMISSÃO DE CAIXA - conforme acordo negociado em Mesa durante a Campanha Salarial 2012/2013 e

2) PROMOÇÃO POR ANTIGUIDADE - conforme ACT 2011/2012, que tem a sua resolução prevista para 23/01/2013.


QUANTO AO REAJUSTE DA COMISSÃO DE CAIXA
Lembrando...
O compromisso foi inicialmente assumido ainda na campanha salarial 2011, quando a diretoria acordou o estudo para revisão e reajuste de todas as comissões em até 10%, até janeiro de 2012, mas, depois, desdisse a palavra empenhada. De acordo com a mesa de negociação da campanha salarial 2011/2012, em setembro de 2011 deveria ter sido reajustada, imediatamente na data base, a comissão dos Tesoureiros e, até janeiro de 2012, todas as demais comissões que ainda não haviam sofrido o reajuste. A comissão dos Tesoureiros foi reajustada apenas em janeiro de 2012 e, até, hoje, sequer o estudo para revisão e reajuste das demais comissões foi enviado às entidades.

Estima-se que o Banco possua cerca de 90% de seus funcionários percebendo boa parte dos rendimentos em comissões. Supõe-se que, assim procedendo, o Banco tente realizar uma política de cooptação e pressão via concessão de comissões. Postura nada saudável, uma vez que a maior parte dos rendimentos dos funcionários deveria estar nos salários e não nas comissões. Nossa luta maior deve ser sempre, portanto, por aumento nos salários, mas, sem dúvida, há uma justa pressão pelo reajuste das comissões que ganhou força principalmente quando o Banco realinhou as agências e reajustou apenas as comissões de gerentes, em junho de 2011.

A comissão de Caixa veio para a pauta da negociação como um dos fatores decisivos na Campanha Salarial 2012/2013 e ficou muito claro na mesa de negociação, e foi aprovado em assembléia, o compromisso do Banpará com a revisão e reajuste da comissão de Caixas agora em 23 de janeiro de 2013. Portanto, colegas Caixas, aguardemos o reajuste justo e merecido da comissão, pela maior responsabilidade de uma função que envolve constante manuseio de dinheiro sob pressão de atendimento ao público, e alta exposição aos riscos inerentes ao ofício.
 
QUANTO À PROMOÇÃO POR ANTIGUIDADE

Lembrando...
Nossa luta pelo ACT é de longa data mas, desde 2007, ganhou contornos mais decisivos. O Banco acordou, no  ACT 2008/2009, um prazo para implantação do nosso PCS: 18 de maio de 2009, mas fugiu à responsabilidade, com a anuência da direção sindical. Não fosse a luta da AFBEPA e dos funcionários, a nossa Campanha pelo PCS, a sábia decisão da assembléia que escolheu a Ação de Cumprimento do ACT, hoje não teríamos nosso PCS implantado. Na Ação de Cumprimento, o Juiz Trabalhista Dr. Pedro Tourinho Tupinambá nos deu ganho de causa com tutela antecipada, e determinou que o Banco implantasse nosso PCS em janeiro de 2010, ainda garantindo retroatividade a 18 de maio de 2009.

Portanto, o marco para a contagem de tempo no PCS é janeiro de 2010, quando houve a adesão e o realinhamento na nova tabela.

Em nosso PCS há duas categorias de promoção: a promoção por merecimento, que ocorre no interstício de dois anos, e a promoção por antiguidade que ocorre no interstício de três anos. 

A promoção por merecimento, obedecendo a contagem de tempo de dois anos a partir de janeiro de 2010, ocorreu, para todos, em janeiro de 2012.

Agora, em janeiro de 2013, obedecendo a contagem de tempo de três anos a partir de janeiro de 2010, deverá ocorrer a promoção por antiguidade. É direito líquido e certo, tanto que a representante eleita pelos funcionários Kátia Furtado encaminhou como premissa, em suas contribuições ao GT/PCS, a garantia da promoção por antiguidade em janeiro de 2013. Veja, abaixo:


"O ENQUADRAMENTO É MARCO INICIAL PARA A CONTAGEM DO TEMPO: outra questão que merece ser ponderada e tratada com a maior razoabilidade possível é o fato de o Banco ter estabelecido no ACT 2011/2012, o prazo de 03 (três) anos para promoção por antiguidade, mas, inequivocamente, tendo como marco para contagem do tempo o enquadramento ocorrido em 2010, assim como foi realizada a contagem para a promoção por merecimento.


Desta forma, me reportando a previsão do ACT 2011/2012, a direção do Banpará se desobrigou da promoção por merecimento quando promoveu a todos, com as devidas ressalvas, em janeiro/2012, faltando apenas se desobrigar da promoção por antiguidade, que tem a sua condição resolvida em janeiro/2013.

É de bom alvitre considerar que os documentos produzidos pelo GT Paritário do PCS além dos ACT’s assinados entre os contratantes, determinam duas espécies de promoções: por merecimento e por antiguidade. São espécies distintas, pois aquela avalia a competência funcional dentro de suas atribuições e essa o tempo de permanência, o desgaste físico e biológico, e também a dedicação para empresa.

Isto posto, não se deve confundir a promoção por merecimento com a promoção por antiguidade. Em se tratando da promoção por merecimento, o Banpará honrou essa promoção em janeiro/2012, e, conforme ACT 2011/2012, essa já tem a sua primeira contagem.

A promoção por antiguidade, que deverá ser efetivada em janeiro/2013, também terá a sua primeira contagem a partir dessa data."


As duas políticas de pessoal: a promoção por antiguidade, que retribui o funcionalismo pelo tempo de permanência e dedicação à empresa, e o reajuste da comissão de caixa, que remunera a responsabilidade e o maior risco da função, configuram medidas efetivas de valorização da pessoa humana que é o trabalhador e a trabalhadora, em sua trajetória na empresa. Vale ressaltar que, muitas das vezes, os funcionários ficam muito mais tempo vivendo em seu local de trabalho, do que cuidando de outros interesses de sua vida como saúde, família, estudos, lazer etc.

Os resultados do Banpará tem demonstrado, inequivocamente, que os bancários e bancárias tem dado até o sangue pelo fortalecimento do Banco, mas a direção do Banco precisa reconhecer isso, se não quiser levar o funcionalismo a um esgotamento de esperanças de ver valorizado, justa e concretamente, o seu esforço. O desânimo provocado por perdas de direitos, e de dinheiro, é responsabilidade de quem se omite de honrar a palavra empenhada depois de negociada. 

Que o Banco cumpra suas obrigações para conosco, agora em 23 de janeiro de 2013, reajustando dignamente a comissão de caixa, e promovendo a todos os funcionários por antiguidade. Que não tenhamos que juntar mais essas pautas nas nossas tantas lutas e ações judiciais. Já bastam o Tíquete, o Ponto Eletrônico e outras mais.

Porém, se mais essa luta for necessária, estamos juntos pro que der e vier! O que não aceitaremos, jamais, é calar diante de injustiças, traições e perdas de direitos!


SEMPRE FIRMES NA LUTA,

UNIDOS SOMOS FORTES!






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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

FELIZ ANO NOVO DE LUZ, AMOR E PAZ!

Imagem da Chama Violeta fotografada pela National Geographic, recentemente.


“Senhor Deus, dono do tempo e da eternidade, 
Teu é o hoje e o amanhã, o passado e o futuro. 
Ao encerrar e iniciar mais um ano, 
medito diante de Teu calendário, 
e Te apresento estes dias 
que somente Tu sabes 
como serão vividos. 
Hoje, agradeço-te e peço, 
para todos, amor, paz e alegria, 
fortaleza e prudência, 
lucidez e sabedoria, 
independência e coragem. 
Quero viver cada dia 
com otimismo e bondade, 
levando por toda parte 
um coração cheio de fé e paz. 
Que meu espírito seja repleto 
de Tuas bênçãos, 
para que as derrame 
por onde eu passar. 
Força e persistência, 
humildade e serenidade, 
ensina-me, cada vez mais, 
essas lições de Vida, Pai. 
Agradeço por cada dia 
que será vivido 
como cada etapa 
de um longo aprendizado 
nessa Escola da existência. 
Que venha o Novo Ano, 
essa síntese do que fui, 
do que sou e do que serei 
num só tempo: o agora. 
Gratidão. Assim seja.”

A AFBEPA deseja a todos os bancários e bancárias e seus familiares um Ano Novo pleno de fé e amor, saúde e prosperidade, crescimento em todos os sentidos e dimensões da vida. 

2013 será um ano de transmutações, portanto, que estejamos com os corações e mentes abertos, permitindo A Luz, A Vida, O Pai, O Filho, A Mãe, O Espírito Santo, fazerem e fortalecerem morada em nós. 

Que cada um de nós, na rotina da vida, possa ser a Chama intensa do Amor Divino, alastrando Paz e Luz a tudo e a todos.

FELIZ ANO NOVO!




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domingo, 30 de dezembro de 2012

BALANÇO 2012. FIRMES NA LUTA, UNIDOS SOMOS FORTES!

É uma tarefa trabalhosa, mas feliz, sintetizar os quase 365 dias de lutas da AFBEPA neste 2012. Optamos por, de modo geral, organizar esse Balanço de acordo com os meses respeitando, inclusive, a sequência dos fatos. 

Como são muitas ações, e postagens, o Balanço ficou longo, assim, é interessante que você leia calmamente, mês a mês, e nem precisa ser só de uma vez; até porque clicando nas palavras em vermelho, que são links, você pode ler as postagens originais aqui no Blog, que registraram os fatos quando eles estavam acontecendo.

O que estamos te propondo é uma rápida, mas nem tanto, viagem a este ano que ainda nem acabou, mas que deixou muitas marcas, positivas e negativas em nossas vidas, e muitas lutas futuras serão travadas por 2012.

Assim, lendo, lembrando, revisitando os fatos, vamos aprendendo mais e mais com eles e reconstruindo nosso futuro, com os erros e acertos do passado.

Boa leitura. Vá com calma, mas clique nos links e leia tudo, de quantas vezes você precisar.

BALANÇO 2012 AFBEPA

JANEIRO 


Começamos 2012 lutando pelos pontos que o Banco excluiu da redação do ACT 2011/2012, lembram? 
1) Reajuste de 12% aplicado em toda a tabela do PCS;
2) Reajuste das comissões dos tesoureiros na data base;
3) Reajuste, até novembro de 2011, de todas as comissões.

Logo nos primeiros dias, houve também a denúncia, feita por esta AFBEPA, da dispensa injustificada de grande parte dos nossos colegas ajudantes vinculados à APPD; e, ainda no comecinho de janeiro, intensos boatos sobre precificação do Banpará nos atiçaram nesse permanente rio de defesa do Banco público estadual: "Nenhum governo tem legitimidade suficiente pra privatizar um patrimônio público. Ter sido eleito pelo povo, não significa ter carta branca para vender o que é do povo." Assim iniciava nossa postagem de 16 de janeiro de 2012 - O Banpará é um patrimônio do Povo e soberania do Estado.

Os pedidos de contratações via concurso público e as denúncias desta AFBEPA relativas à sobrecarga de trabalho foram inúmeras, desde o início do ano. Leia aqui.


A primeira de várias tristes denúncias de assaltos ao Banpará, com trágicas repercussões nas vidas dos bancários e bancárias, ocorreu ainda em janeiro: sapatinho em Tailândia. E nós, da AFBEPA, intensificamos a defesa de um instrumento válido e fundamental para a garantia da vida: o direito de recusa. Em março, viriam a ser vitimados o colega Macildson e sua família, com o sapatinho no PAB Salinas. Em abril, o coordenador, e sua família, com o sapatinho do PAB Água Azul do Norte. No dia 1 de maio, foram dinamitadas as Agências do Banpará e do Basa de Eldorado dos Carajás.

Os dois primeiros ofícios, dentre outros vários, em seguida, cobraram irregularidades trabalhistas cometidas pelo Banco contra os bancários, e se posicionaram contrários à absurda obrigação do sobreaviso, que colocava sob risco as vidas dos funcionários. Leia aqui e aqui.

FEVEREIRO

No dia 10 de fevereiro, uma sexta-feira, ocorreram as eleições para representantes dos funcionários nos comitês internos do Banpará. Quem lembra de como era antes? Eram bionicamente indicados pelo Sindicato e foi preciso a AFBEPA e os funcionários realizarem uma intensa campanha de denúncia dessa conduta autoritária, para garantir nosso direito de escolher nossos representantes em todos os comitês. A mais votada, em toda a eleição, foi Kátia Furtado, que agradeceu a confiança aos bancários e bancárias.

Ainda em fevereiro de 2012, repercutimos, parabenizando os bancários e bancárias, a publicação do lucro do Banco referente a 2011: mais de R$124 milhões.

MARÇO



Em março, importantes denúncias de sobrecarga de trabalho e desrespeito às leis trabalhistas com o recrudescimento de uma política de corte de despesas na qual até o devido pagamento das horas extras foi ilegalmente negado. Essa foi uma das primeiras denúncias de tantas outras que vieram em seguida.

No dia 29 de março, uma quinta-feira, foi realizado um Ato de Repúdio às arbitrariedades e injustiças da direção do Banpará contra os funcionários. Um, demitido sem justa causa, vários exonerados de suas funções sem explicação alguma. Exigimos respeito!


ABRIL

No dia 5 de abril, quinta-feira, paralisamos pacificamente, o dia inteiro, a Agência Cidade Nova, protestando contra a demissão sem processo administrativo disciplinar feita pelo Banco contra um bancário daquela unidade. Logo em seguida, denunciamos a medida jurídica autoritária do Banco que entrou com ação de interdito proibitório ameaçando multar a AFBEPA, pelo caso.

Diante de todo esse quadro aterrador procuramos os líderes de bancadas na ALEPA, pedindo ajuda para que a diretoria do Banco recuasse nos tantos ataques à AFBEPA e demais entidades.

No dia 12 de abril, perguntamos, em postagem aqui no Blog, sobre o repasse de R$ 60 milhões do Banpará ao governo do Estado. "O repasse foi feito como? Verba carimbada para programas de inclusão social, verba selada para aplicação em saneamento básico, saúde, educação, melhoria dos serviços públicos? Onde está este dinheiro e em quê está sendo aplicado? O Banpará tem essa informação? O governo do Estado, de forma transparente, disponibiliza essa informação?" Até hoje, nenhuma resposta.

Isso é gestão? Com esse título e a imagem de um espelho quebrado, essa postagem aqui no Blog listava e criticava duramente todas as posturas ditatoriais da diretoria do Banpará, até abril de 2012. 

No dia 17 de abril, mais um vigoroso Ato público, desta vez em frente à Ag. Palácio, e nova visita à ALEPA, para conversa com parlamentares.

MAIO

No dia 11 de maio, outro grande Ato público na Matriz, cobrando as arbitrariedades, os desrespeitos diante de nova demissão sem justa causa e, dessa vez, contra a decisão do comitê disciplinar.

Uma importante vitória no jurídico: AFBEPA ganha ação de incorporação de comissão no caso de um bancário cujo pagamento da comissão sofreu um pequeno interregno, mas, mesmo assim, a justiça considerou e acatou o pedido de incorporação da comissão ao salário. Em segunda instância, o Tribunal confirmou a decisão da Vara.

Em 15 de maio, postamos denúncias de bancários que foram impedidos de votar para escolher os delegados sindicais de suas unidades de trabalho. Segundo as denúncias, encaminhadas em documentos elaborados pelos próprios bancários, houve manipulação de informação e mais estranhas ocorrências nas eleições coordenadas pelo Sindicato, que, pasmem, apresentou conduta antissindical.


No dia 19 de maio ocorreu o Seminário em Defesa do Fortalecimento do Banpará. Clicando aqui, você lê a Carta pelo Fortalecimento do Banpará.

Em 24 de maio, denunciamos, aqui no Blog, a conivência da direção sindical com a introdução das metas no PCS, durante o período em que Kátia Furtado foi afastada do GT/PCS, pelo Sindicato e pelo Banco.

No dia 28 de maio, a Assembléia dos Bancários do Banpará decidiu, por maioria, manter as conquistas do ACT 2011/2012 e cobrar judicialmente do Banco, em Ação de Cumprimento, a instalação do Ponto Eletrônico e outras cláusulas descumpridas, que a AFBEPA levantou e publicou aqui no Blog.

JUNHO


Junho abriu com a agenda de organização e decisões sobre nossa Campanha Salarial 2012. Aqui no Blog, criticamos a subordinação à lógica nacional dos dirigentes sindicais atrelados que fecham os olhos para nossa realidade local e se pautam, permanentemente, por decisões tomadas no centro sul do país que, normalmente, tendem a proteger seu partido político e a defender os governos.

Internamente, obtivemos, em junho, mais uma vitória com a correção do AC 164, que expunha as vidas de alguns colegas no interior. Após denúncia e cobrança da AFBEPA, o problema foi resolvido.

No dia 23 de junho ocorreu o Encontro dos Bancários do Banpará, com a participação de mais de 50 bancários que, juntos, construímos uma importante Minuta de Reivindicações, contemplando todas as reais necessidades da categoria.

JULHO



No dia 18 de julho de 2012 publicamos trecho e link da Ata de reunião do Consad na qual o Banco afirmou ter provisionado 13% para reajuste das verbas salariais na Campanha Salarial de 2012. Por isso fomos contra o pedido da 14ª Conferência da Contraf de apenas 10,25% de reajuste, muito menor do que o que o Banco disse que poderia dar. Por isso o Sindicato aceitou quando o Banco impôs que iria negociar apenas as cláusulas sociais e, no financeiro, seria apenas o que viesse da Contraf. Absurdo!

A AFBEPA protestou: não aceitaremos o rebaixamento da nossa pauta! Nossa pauta, nossa realidade, nossa luta, que sempre nos conduziu e nos conduz, com independência e coragem.

AGOSTO



Em breve reunião, no dia 06 de agosto, o Banco recebeu nossa Minuta específica. Em uma demonstração de desprezo, a diretoria enviou um advogado para pegar a Minuta, mas as entidades não concordaram e pediram a presença de um diretor, já que, historicamente, sempre havia sido o presidente do Banco a receber o documento dos funcionários. O diretor Jorge Antunes, então, se apresentou para receber a Minuta. Após essa reunião, o Banco se fechou e foi preciso iniciarmos a greve para que nova reunião e negociação houvesse.

No dia 16 de agosto, 10 dias após a entrega da Minuta, não havia sinal de que o Banpará quisesse negociar. Nenhuma reunião marcada. Nada. Lembrando que em 31 de agosto nosso ACT perderia a vigência, a AFBEPA fez uma série de cobranças para que houvesse a negociação, mas o Banco não retornava nunca. Pra piorar, liberou o ponto e aumentou as comissões apenas para os assessores, como denunciamos aqui no Blog.

A AFBEPA deu início a uma série de postagens, atos, pedidos de assembleias, mobilizações nas unidades do Banco, visitas à ALEPA, sempre cobrando as negociações e preparando nossa luta que, saberíamos, seria duríssima. Leia aqui e aqui.

No dia 23 de agosto, publicamos nossa crítica ao Sindicato que, diante de todo o desrespeito do Banco para com nossa luta, decidiu apenas realizar pequenas paralisações e atos de 10 minutos nas unidades, estratégia que, sequer, preocupava a direção do Banco, ao contrário, lhe garantia tempo pra endurecer mais ainda em sua intransigência. Na verdade, como se confirmou depois, a direção do Sindicato concordava com o Banco na negociação apenas das cláusulas sociais. Quem exigia negociação das cláusulas econômicas era a AFBEPA e os funcionários que não se curvaram, não se renderam e decidiram, em assembléia, por ampla maioria, 51 a 34, pela greve imediata.

Até no TRT o Banco manteve seu endurecimento, porque sabia que contava com o apoio do Sindicato para isso, tanto assim que, diante da vice-presidente do TRT, percebemos que o único problema colocado na mesa entre o Banco e o Sindicato era a não negociação, mas não a recusa em negociar as cláusulas econômicas. Quem levou cópia do "Balanço do Banco" e da "Ata do Consad" para o TRT foi a AFBEPA. A vice-presidente do TRT nem sabia que aqueles documentos existiam, nem tinha sido colocada a par de que o Banco não queria negociar as cláusulas econômicas.




No Dia do Bancário, 28 de Agosto, em resposta à Minuta rebaixada da Contraf, os banqueiros da Fenaban deram um presente de grego à categoria: reajuste de 6%. A direção do Banpará teve o despropósito de nos homenagear com um cheque azul contendo um milhão de felicitações.




Sindicato e Banco, juntos, nos atacavam por conta da decisão da Assembléia de iniciar a greve imediatamente. A AFBEPA era a pedra no sapato que desvelou e desarmou a pre-negociação que interessava ao Banco, porque ficaria apenas com as cláusulas sociais do ACT, o que sairia mais barato, e também ao Sindicato que daria mais uma demonstração de obediência aos dirigentes nacionais da Contraf.



Mas a categoria entendia o momento delicado e difícil da luta. Publicamos no Blog e em panfletos a comparação das verbas da Convenção Nacional da Fenaban em tudo menores que as nossas, constantes no ACT. Mostramos o Balanço do primeiro semestre com o enorme crescimento do Banpará, mostramos, novamente, a Ata do Consad, na qual o Banco afirmou ter provisionado 13% para reajuste das verbas salariais. 

Sabíamos que a greve da Contraf seria rápida, curta, como de fato foi, de apenas sete dias e sabíamos, também, que em tão pouco tempo não conseguiríamos quebrar o endurecimento da direção do Banpará. Não aceitamos, nunca, a balela de negociação apenas das cláusulas sociais. Exigimos a ratificação e renovação do nosso ACT. E conseguimos isso tudo, porque a greve no Banpará começou dia 4 de setembro de 2012, uma terça-feira e foi a mais longa e mais vitoriosa em todo o país.

SETEMBRO






Entramos em data base sem ACT vigente no Banpará. O quadro era grave. O Banco tentando desmobilizar a greve, alguns diretores do Sindicato, confusos, culpando a AFBEPA pela greve. E nós, lutando. O Blog pulou dos cerca de 600 acessos diários para mais de mil acessos diários. Durante todo o mês de setembro, eram de duas a três postagens diárias relatando a nossa greve poderosa que paralisou todas as unidades da capital, incluindo a Matriz e 99% das unidades do interior. Foram 23 dias de greve e se não fosse por essa luta, teríamos saído dessa Campanha Salarial reduzidos apenas às verbas mínimas da Fenaban.

Em assembléia, no dia 26 de setembro, após 23 dias de uma grande greve, os mais de 300 bancários e bancárias do Banpará presentes aprovaram a proposta defendida em mesa por todas as entidades: AFBEPA, Sindicato, Contraf e Fetec.

Nas cláusulas econômicas, tivemos o maior reajuste do país, somados o reajuste da Fenaban com repercussão em toda a tabela para os cargos de nível médio e fundamental, mais o retorno dos 2% na tabela do PCS, o aumento da quebra e da comissão de caixa, que será agora em janeiro; os 4% da regra adicional PLR e todos os aumentos considerando como base as verbas e valores do nosso ACT. Outras importantes conquistas políticas foram a retirada das metas do PCS e a não demissão sem PAD.

Infelizmente, saímos da Campanha Salarial com uma grande perda: nosso tíquete extra, que é um resto a pagar, a sobra que nos é devida, da nossa PLR. 

OUTUBRO

Começamos outubro cobrando o texto do ACT que, quando veio, veio modificado pelo Banco (leia aqui, aqui e aqui). Havia cláusulas que não correspondiam ao que fora negociado e aprovado em assembléia pelos bancários. Foi nova luta em torno da redação do ACT 2012/2013 (leia aqui, aqui e aqui). Em protesto a tantos desrespeitos, AFBEPA não assinou o ACT.



No dia 20 de outubro, sábado, mostramos o cálculo da PLR que comprovou que o Banco nos sequestrou cerca de R$ 6 milhões de sobra, o que deveria nos ser pago em tíquete. 
Comprovamos que o tíquete nunca foi uma benesse do Banco, mas o pagamento da nossa Participação nos Lucros e Resultados.

Fechamos outubro nos planejando para as várias lutas no Banpará e cobrando humanização no atendimento aos clientes e na relação com os funcionários.

NOVEMBRO




No dia 10 de novembro, sábado, ocorreu o Seminário sobre Ponto Eletrônico e Sétima e Oitava horas, com a  maravilhosa participação da Juíza, Dra. Maria de Nazaré Medeiros Rocha, dentre outros convidados que muito contribuíram com os debates e acúmulos sobre os temas.

"Aos trabalhadores cabe abrir as brechas, forçar as mudanças, inclusive nas Leis, para que a realidade seja menos opressora e desigual e para que, um dia, a partir da luta dos trabalhadores, e dadas as condições objetivas e subjetivas, haja uma transformação radical desse modo de produção." enfatizou a Juíza, que apontou a tríade estudo, ação política e ação jurídica, como o caminho para as lutas nesse mundo globalizado e tecnologicamente desenvolvido.

Em novembro também demos as boas-vindas aos novos colegas, recém convocados pelo Banco após o último concurso público, sempre lembrando que a demanda é imensa e que a necessidade é de, pelo menos, 300 novas contratações, para fazer frente ao ritmo de trabalho no Banpará.

No dia 22 de novembro, uma importante denúncia e uma importante lembrança (esta em dezembro) levaram a direção do Sindicato dos Bancários a publicar constantes ataques à AFBEPA e sua Presidenta, Kátia Furtado. Reposições da verdade foram necessárias (leia aqui, aqui e aqui) e uma última carta da própria Kátia, recolocando, como se diz, os pingos nos is, encerrou a onda de leviandades e calúnias pelas quais a direção sindical responderá em juízo, tendo que comprovar cada uma das mentiras ditas contra a AFBEPA e sua Presidenta.

DEZEMBRO

Sempre atualizando e fortalecendo as lutas, a AFBEPA entrou em dezembro focada no tíquete, PCS e orientações quanto a processos disciplinares.

Parabenizamos os que fizeram 34 anos de Banpará e cobramos o compromisso do Banco com o que está claro no ACT: promoção por antiguidade em janeiro de 2013.

Comemoramos a importante vitória de uma luta encarada de frente pela AFBEPA que denunciou a mudança unilateral do Banco quanto ao encerramento do horário de atendimento nas unidades do interior. Vencemos mais essa, com nossa coragem e luta! Falta ainda ser revertida a mudança na SULOG.

Já estamos cobrando a participação dos funcionários no grupo que está fazendo mudanças no Código de Ética do Banco, e sempre, sempre, sempre, exigimos a imediata implantação do PONTO ELETRÔNICO nas agências, postos e caixas avançados da capital e interior, conforme consta no ACT que o Banco, pelo quinto ano consecutivo, está descumprindo.

Publicamos, recentemente, o texto com as contribuições da representante eleita pelos funcionários no GT/PCS, Kátia Furtado que defende, dentre outras questões, a garantia da promoção por antiguidade em 23 de janeiro de 2013 e a humanização do PCS.

Até hoje, 30 de dezembro, é mais ou menos isso. Claro que ainda há muito mais, mas está tudo aqui, registrado no Blog, e sempre à disposição dos bancários e bancárias do Banpará.

E como diz o poema, "se muito vale o já feito, mais vale o que será!"

E como dizemos sempre, FIRMES NA LUTA,


UNIDOS SOMOS FORTES!





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