terça-feira, 7 de julho de 2026

A Conta da Campanha: O Tamanho do Lucro e a Contradição

 




Todo ano, a Contraf-CUT sobe ao palco da Conferência Nacional e mostra os números do lucro bilionário dos bancos. Mas na hora de sentar com a Fenaban, a proposta que chega para a categoria não tem a mesma força do discurso.

Os números:

Lucro dos 5 maiores bancos em 2025: R$ 124 bilhões (Fonte: Balanços Oficiais dos Bancos / Análises do Dieese)

Crescimento do lucro líquido (2020-2025): 46% nos públicos, 114% nos privados (Fonte: Subseção do Dieese da Contraf-CUT)

Postos de trabalho fechados desde 2016: 83,5 mil (Fonte: Novo Caged / MTE)

Agências fechadas desde 2015: 8,5 mil (-37% da rede física) (Fonte: Banco Central do Brasil - BCB)

E o que foi negociado para a categoria pela Contrafcut e os patrões no mesmo período? Segundo dados oficiais da Fenaban obtidos através das Convenções Coletivas de Trabalho (CCT), somando os reajustes em cascata ano a ano (2020 a 2025), o ganho acumulado dos bancários foi de apenas 40,7%. No mesmo intervalo, por decretos do Governo Federal, o salário-mínimo nacional acumulou uma valorização de 52,1%.

O salário-mínimo do país cresceu muito mais que o salário da categoria bancária. E, em contrapartida, o lucro dos bancos privados saltou vertiginosamente, crescendo quase três vezes mais que a nossa mísera reposição.

É por isso que a proposta de 5% de ganho real (a mesma pedida de 2024) soa como uma afronta aos olhos da categoria bancária, e não como valorização do nosso trabalho. A Contrafcut se apequena e caminha trôpega e timidamente para negociar com os donos do Capital. Não há demonstração de Força, de enfrentamento, para buscar a valorização de nossas Vidas. 

Quem senta pedindo pouco já entrega, de largada, a margem que poderia ser conquistada com mobilização.

 A AFBEPA votou pela rejeição da minuta. Lucro recorde não pode andar ao lado de proposta de fome. 

A conta não fecha. E é por isso que a nossa luta continua.


NO BANPARÁ MESA DIA 9 

A mesa de negociação com o Banpará inicia nesta quinta-feira, dia 9 de julho. As camisas exclusivas da AFBEPA, por problemas da gráfica, somente estão sendo distribuídas neste momento na capital e enviadas para as demais regiões do Estado. É fundamental que nossos associados e associadas vistam a camisa da nossa Associação e mostrem a união da nossa base, transformando o local de trabalho em um espaço de resistência e visibilidade.

O que nós esperamos dessa mesa? A nossa resposta é imediata: melhorias salariais dignas. Não aceitaremos paliativos, queremos melhorias salariais. É imprescindível para as nossas vidas salários justos, que de fato reconheçam o esforço diário de quem sustenta o Banpará. Queremos valorização salarial real agora!


UNIDOS SOMOS FORTES

A DIREÇÃO DA AFBEPA

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