
*
Em sentido horário: Clara Zetkin e Rosa Luxemburg, Liga Internacional das Mulheres, Alexandra Kollontai, trabalhadoras da indústria têxtil, Heleieth Saffioti, e Bertha Lutz, algumas das mulheres que doaram sua vida à luta por liberdade e pelo respeito aos direitos da mulher.DIA INTERNACIONAL DA MULHER - HISTÓRIA
O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz" - por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.
A ideia da existência de um dia internacional da mulher surge na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. Muitas manifestações ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo, destacando-se Nova Iorque, Berlim, Viena (1911) e São Petersburgo (1913).
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920. A data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960.
Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em Dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, mas também a discriminação e a violência a que muitas delas ainda são submetidas em todo o mundo.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América, em memória da greve das operárias da indústria do vestuário de Nova York, em protesto contra as más condições de trabalho.
Em 1910, ocorreu a primeira Conferência Internacional de Mulheres, em Copenhage, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.
No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de Março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.
Poucos dias depois, a 25 de Março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaistsegurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo, de modo que esse episódio é, com frequência, considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher.
Em 1915, Alexandra Kollontai organizou uma reunião em Christiania (atual Oslo), contra a guerra. Nesse mesmo ano, Clara Zetkin faz uma conferência sobre a mulher.
Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.
Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo um dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu como celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia uma ocasião em que os homens manifestavam simpatia ou amor pelas mulheres - uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores, pelos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como na Bielorrússia, Macedónia, Moldávia e Ucrânia.
*
Em sentido horário: poetisa Cora Coralina, atriz Leila Diniz, Uma Índia amamentando um animal, uma Gari trabalhando, militantes Clara Zetkin e Rosa Luxemburg, passeata de mulheres negras, Operadoras da bolsa de valores, Bancária, Maria da Penha, cantora Elis Regina, mulher pobre, militante Bertha Lutz, poetisa Cecília Meireles, Escrava Anastácia, Liga Internacional das Mulheres, Vendedora do Ver-o-Peso, passeata de mulheres, Tacacazeira, poetisa Clarice Lispector, compositora e maestrina Chiquinha Gonzaga; algumas mulheres que representam a luta e a sensibilidade do universo feminino.Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.
Uma estrada,
um leito
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.
Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores.
Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos.
Cora Coralina.
*

Ouso fazer algumas especulações e, confesso, quase preces.
Os últimos cem anos foram das mulheres porque nós alteramos radicalmente nossa posição na sociedade. Se é verdade que sempre trabalhamos, agora ocupamos cada vez mais os espaços de decisão e de poder. Ampliamos nosso acesso ao ensino formal e já somos maioria nas universidades. Controlamos a natalidade, mas continuamos lutando para ter o direito sobre o próprio corpo – em parte do mundo, inclusive no Brasil, o aborto ainda não é legal. A violência também se mantém e a noção de posse sobre a mulher permanece como um dos últimos bastiões onde o machismo pode se agarrar.
Nós ainda não alçamos todos os vôos nem atingimos todas as metas – verdade seja dita. E será que é isso que precisamos fazer? Até que ponto queremos a igualdade dentro dessa mesma sociedade, tal qual ela está configurada? É na competitividade que vamos viver, ou seja, dentro dessa lógica construída pelos e para os homens?
A primeira década do século XXI mostra que sim.
O debate pode parecer muito abstrato, mas existem exemplos muito práticos de sua aplicabilidade. Elegemos a primeira mulher presidenta do Brasil. Pois bem. Isso ocorreu com pautas feministas? A postura de Dilma Rousseff é absolutamente divergente daquela que já conhecemos ou ela encarna os mesmos valores e feições dos políticos de sempre?
A resposta, acho, é que até aí, nada de novo. Se simbolicamente é muito forte termos uma mulher ocupando tal cargo, é também sintomático que ela o faça da mesma forma que todos os seus antecessores, ou seja, os homens.
Eu espero, sinceramente, que o século XXI seja marcado por um novo pacto de convivência entre a humanidade.
E é possível pensar assim. A mudança impetrada pelas mulheres foi tamanha que conseguiu chacoalhar todas as relações estabelecidas. Já não se fazem mais famílias como antigamente. O sexo não é pecado, tampouco o divórcio. A maternidade mudou. Tudo mudou. E isso está diretamente relacionado com a libertação feminina.
Afinal, não estaria na hora de construirmos outros parâmetros? Se estamos pegando nossos destinos nas mãos, por que não fazer diferente? É claro que a simples entrada das mulheres nos diversos espaços por si só já altera a ordem das coisas. Mas não é suficiente para mudanças estruturais que precisamos encarar caso queiramos que a humanidade siga existindo.
A começar pela nossa relação com o meio ambiente e o próximo. Se o século XX foi das mulheres, o século XXI poderia ser de todos, igualmente juntos.
No primeiro bimestre deste ano a arrecadação própria do Estado do Pará cresceu 23% em comparação ao mesmo período de 2010, saltando de R$ 829,7 milhões arrecadados em janeiro e fevereiro do ano passado, para R$1,013 bilhão em 2011. O crescimento em termos reais, descontada a inflação do período, foi de 14,7%.
A comparação entre fevereiro de 2010 e de 2011 mostra um crescimento na arrecadação própria de 23,8%, ou 16,8% em termos reais. A arrecadação em 2010 foi de R$ 381,8 milhões, e já chegou a R$ 472,8 milhões este ano.
Leia mais em Pará Portal do Governo
*
O sistema de comunicação do Banpará apresentou problemas ontem nas agências da instituição. Antônio Lisboa, por exemplo, veio do município de Benevides, Região Metropolitana de Belém, para sacar sua aposentadoria na agência São Brás, em Belém, e acabou surpreendido pela informação de que o sistema não estava funcionando.
Transcorridas cerca de três horas, o idoso resolveu renovar as energias. “Estou comendo esta salada para ver se aguento mais um pouco na espera”, comentou o bem humorado aposentado.
O Banpará informou que o pagamento do funcionalismo estadual previsto para ontem foi prejudicado pelo atraso no processamento do sistema da instituição financeira. Segundo o Banpará, as circunstâncias do atraso estão sendo apuradas, para que medidas de prevenção a esse tipo de problema sejam logo tomadas. O atendimento foi normalizado às 14h.