segunda-feira, 9 de julho de 2012

PARA PENSAR: "CHOMSKY E AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA"

Noam Chomsky, linguista, filósofo e ativista político socialista nos EUA, tem dado grande contribuição ao processo de libertação ideológica das classes trabalhadoras na medida em que desvela as formas de dominação e as relações de poder, em seus mais amplos sentidos, presentes na linguagem humana, que se traduzem no imaginário popular. 


Veja, abaixo, a imagem e o texto que estão circulando na internet, e que tratam das formas de manipulação utilizadas pelos meios midiáticos e pela propaganda para manter as mentes humanas em estado de dominação. Perceba se em seu local de trabalho, algumas dessas técnicas são, ainda que inconscientemente, implementadas.


Para nós, que vamos começar uma bela e forte campanha salarial, é fundamental lermos o texto na íntegra. Compreendendo as formas de manipulação e dominação, podemos identificá-las e nos libertarmos delas.



"Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação Midiática.



1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')".

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado "problema-reação-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, bastaaplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura.É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? "Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranqüilas")".

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')".

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto...

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos."











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UNIODONTO - REAJUSTE DE 5,13%


A ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DO BANPARÁ- AFBEPA comunica a todos os associados o reajuste das mensalidades do plano odontológico, com base na Cláusula 6.3 do contrato mantido com a UNIODONTOPara dirimir quaisquer dúvidas, leia, abaixo, a cópia da carta enviada à AFBEPA pela empresa.


Atenciosamente 

A direção da AFBEPA.

_________________________________

Belém-PA, 02 de julho de 2012

0217-AFBEPA – ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO EST. DO PARÁ

At. Presidência

Conforme contrato celebrado entre a Cooperativa de Trabalho Odontológico-UNIODONTO e a AFBEPA – ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO EST. DO PARÁ para prestação de serviços odontológicos, comunicamos o reajuste do referido contrato, consoante a Claúsula 6.3 com base no índice acumulativo do ano do IGPM da Fundação Getúlio Vargas, no período de Julho/2011 a Junho/2012 foi de 5,13%.

Desta forma, os valores são:

Grupo de Vidas/   Valor Atual/   % Reajuste/    Valor Reajustado
01/                          R$ 19,84/         5,13/                R$ 20,86
02/                          R$ 31,74/         5,13/                R$ 33,37
03/                          R$ 42,33/         5,13/                R$ 44,50
04/                          R$ 42,33/         5,13/                R$ 44,50
05/                          R$ 54,22/         5,13/                R$ 57,00
06/                          R$ 66,13/         5,13/                R$ 69,52
07/                          R$ 78,04/         5,13/                R$ 82,04
08/                          R$ 89,93/         5,13/                R$ 94,54
Agregado                 R$ 11,93/         5,13/                R$ 12,51


O novo valor será praticado a partir de 01/07/2012 e o Aditivo Contratual será enviado, oportunamente, para a devida assinatura de V.Sas.

Obs.: A segunda via do cartão de utilização do plano será cobrada ao preço de R$ 5,00 (Cinco Reais).

Cordialmente.
Luiz Otávio Gomes de Souza
Diretor Financeiro
Cooperativa de trabalho Odontológico
CNPJ: 15.308.521/0001-88
ANS: 36855-5
Fone: (91) 3202-4140 / 4122




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sexta-feira, 6 de julho de 2012

BIOMBOS - PIONEIRISMO E DIFERENCIAL DO BANPARÁ

A Presidenta da AFBEPA, Kátia Furtado, se encheu de júbilo pelos colegas bancários do Banpará, e compartilha essa alegria, como um oásis em meio a tantas adversidades. É que outro dia recebeu ligação de uma cliente do Banco, em Tucuruí, que elogiou os biombos. Disse a cliente que sentiu-se muito segura, protegida ao realizar o saque na boca do caixa. Disse mais: que tinha orgulho de trabalhar com o Banco que inovou, com uma estratégia inteligente, sendo modelo para todo o Brasil em termos de segurança bancária.


Antes de ser desmontado pela direção do Banpará, o antigo núcleo de segurança, coordenado pelo Serra Freire, elaborou e executou a proposta dos biombos, estratégia eficiente e eficaz na proteção aos clientes, na prevenção aos assaltos, sobretudo na modalidade "saidinha", quando olheiros das quadrilhas ficam observando o movimento dos saques nos caixas e assaltam o cliente na saída dos bancos; o que ocorreu recentemente em um banco privado da área central de Belém e, lamentavelmente, resultou em assassinato do cliente daquele banco.


Por conta desse crime, a Presidenta da AFBEPA foi procurada por uma repórter de jornal impresso de ampla circulação no estado, para falar exatamente sobre a estratégia de segurança implementada no Banpará: os biombos que têm diminuído imensamente o índice de assaltos "saidinha" no Banco.


O Banpará foi notícia em rede nacional quando os biombos foram implantados e já está nas pautas de reivindicação dos bancários de vários bancos em todo o Brasil como exemplo positivo de enfrentamento da insegurança bancária.


A colocação dos biombos é feita em conjunto com a reestruturação logística na área de espera, com as cadeiras redirecionadas para o painel, recolocado na parede lateral da agência. Desse modo, os olhares dos clientes, enquanto esperam, são desviados dos caixas.


A SEGURANÇA PODERIA SER O DIFERENCIAL DO BANPARÁ, EM UMA CORRETA ESTRATÉGIA DE MARKETING
Lamentavelmente, ao invés de investir mais na equipe do antigo núcleo de segurança para que novas e excelentes propostas, como os biombos, fossem elaboradas e executadas, inclusive para enfrentar a violência na modalidade "sapatinho" na qual o Banpará figura no topo da lista, a direção do Banco desmontou a área de segurança que agora, pelo que se vê, só tem em mente a proteção ao patrimônio, ao dinheiro, e não mais às vidas dos bancários e clientes.


O bom exemplo dos biombos mostra que o caminho a ser adotado pela direção do Banpará para a segurança deveria ser exatamente o oposto do que vem fazendo. A direção do Banco deveria reestruturar a área de segurança, focando na prevenção, buscando proteger funcionários, clientes e patrimônio, trazendo de volta os antigos funcionários do núcleo, com experiência e conhecimento acumulados no assunto para a elaboração de novas e melhores propostas. Isso, para jogar a imagem do Banpará pra cima, fazendo da segurança um diferencial de mercado, com propaganda certeira e atraindo novos clientes com mensagens do tipo: "Quer segurança na hora do saque? Aqui no Banpará você tem!" Foco nos biombos.








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quinta-feira, 5 de julho de 2012

A VERDADE: O BANCÁRIO FICOU SÓ PERANTE O JUIZ E O JURÍDICO DO BANCO

Sobre a postagem na qual denunciamos o não comparecimento do Sindicato na audiência de uma reclamação trabalhista, que versa sobre a reintegração de um bancário dispensado sumariamente pelo BANPARÁ, temos a esclarecer que a resposta dada no site do Sindicato dos Bancários não desmente o ponto principal: o bancário estava, sim, sozinho perante o Juiz e o jurídico do Banco. 


Lamentavelmente nessa audiência não houve comparecimento nem do advogado do bancário, nem da assessoria jurídica do Sindicato da categoria e nem ao menos de um dirigente da entidade sindical.


As 14h55 a AFBEPA atualizou a informação esclarecendo que a sentença não havia sido proferida, logo, quando publicou sua resposta no site, as 15h25, o Sindicato já era sabedor de nossa atualização.


A Associação dos Funcionários do Banpará tem feito um trabalho valoroso em defesa dos bancários e bancárias e não admitirá jamais ataques de quem faltou com o respeito e o zelo para com a vida de um trabalhador. Veja, abaixo, trecho da ata da audiência.




Na ata, que nós grifamos para destacar, lê-se que o reclamante, o bancário, estava presente PESSOALMENTE, o que significa que estava desacompanhado de advogado, porque quando o reclamante está acompanhado, o advogado é qualificado na ata, como se pode perceber no caso do reclamado, o Banco. 


Portanto, em nenhum momento esta AFBEPA faltou com a verdade ou com a ética, como a própria ata da audiência localizada no site do TRT demonstra.


Reposta a verdade, torcemos para que o bancário ganhe a ação de reintegração e desejamos ajudar no que for possível ao colega, que é um trabalhador e que precisa de todo o nosso cuidado e apoio como qualquer outro porque, afinal de contas, é para isso que pagamos nossas entidades de classe.








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SINDICATO NÃO COMPARECE AO TRT E DEIXA BANCÁRIO SÓ PERANTE O JUIZ E O JURÍDICO DO BANCO.

Temos recebido dezenas de ligações de bancários revoltados com o Sindicato dos Bancários que não compareceu ao TRT, no dia do julgamento da ação de reintegração de um bancário, sumariamente demitido pela direção do Banpará, em março deste ano. O Sindicato ingressou com a ação, mas não apareceu para defender o bancário que, sozinho perante o Juiz e o jurídico do Banco, perdeu a ação em primeira instância*.


Trata-se de um caso emblemático porque foi a primeira demissão sumária no Banpará e a AFBEPA e as demais entidades realizaram um ato com paralisação de dia inteiro na Agência Cidade Nova (para lembrar, clique aqui). Por conta desse ato, o Banco ingressou com pedido de interdito proibitório contra a AFBEPA e o Sindicato.


Como podemos confiar em uma direção sindical que sequer comparece ao Tribunal para defender um bancário sumariamente demitido em ação judicial apresentada pelo próprio Sindicato? Falha inadmissível, configura, a nosso ver, desídia, irresponsabilidade na defesa dos direitos dos bancários e bancárias. 


Porque as diretoras sindicais que são funcionárias do Banpará não se interessaram pelo caso do colega, e não cuidaram de monitorar a situação, as datas, os prazos, se estão liberadas do trabalho do Banco exatamente para esse fim? Faltar a uma audiência patrocinada pelo próprio Sindicato quando é a vida de um bancário que está em jogo?!


Acreditamos que o bancário tem todas as chances de reverter a demissão sumária no Tribunal, se o Sindicato recorrer da decisão em primeira instância*, mas sem perder prazos e sem esquecer de defender a vida do bancário.


A AFBEPA se coloca à disposição do bancário, como já havia feito antes, e pode ser subestabelecida para tentar ajudar a resgatar o direito aviltado do trabalhador.


*Atualização às 14h55: a sentença ainda não foi proferida. Aguardemos a sentença torcendo para que o bancário ganhe. De todo modo, a falha do Sindicato, ao não comparecer à audiência, configurou desídia no trato com os direitos dos trabalhadores,infelizmente.


*Atualização às 15h08: não temos um julgamento de valor quanto à questão técnica do jurídico do Sindicato, mas em um caso de tamanha repercussão e importância para a categoria, ressaltamos a falha da direção sindical. Por isso retiramos do texto quaisquer referências à técnica da defesa. 








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PCS - A LUTA CONTINUA. TEMOS QUE HUMANIZAR NOSSO PCS.

Nos informa a presidenta da AFBEPA e representante eleita dos funcionários no GT/PCS Kátia Furtado, que estão reunidas, em um seminário de três dias, as representantes dos funcionários e do Banco, membros do GT/PCS, em curso organizado pelo Banco.

Nas reuniões do GT/PCS ainda não há no avanço que precisamos: RETIRAR COMPLETAMENTE O CRITÉRIO DE METAS/GED PARA PROMOÇÃO POR MERECIMENTO que, enquanto a AFBEPA esteve excluída do GT/PCS, foi inserido, pelo Banco, com a anuência do Sindicato, dentro do nosso Plano de Cargos e Salários.

A pressão por metas financeiras inatingíveis agora tem sido imposta com mais força pelo Banco, chegando ao limite do assédio, que se desdobra num ciclo pernicioso na hierarquia do Banpará, e os colegas estão percebendo, com mais clareza, o que sempre afirmamos: metas trazem adoecimentos, estresse, assédio moral. Meta mata. Não podemos aceitar que as metas sejam critérios para nossa promoção dentro do PCS! Não podemos!

Kátia Furtado, eleita pelos funcionários, apresentou um conjunto de propostas (clique aqui para ler) para critérios subjetivos e objetivos de promoção por merecimento que têm sido debatidas no GT/PCS, mas o Banco insiste em manter as metas.

A HISTÓRIA RECENTE DA NOSSA LUTA – A “CAMPANHA PELO PCS”
Na primeira etapa, desde 2008 e em 2009, quando a AFBEPA participava do GT/PCS, foi definido o realinhamento na nova tabela e apontadas as premissas fundamentais do nosso PCS. 

Como todos lembram, (clique aqui para ler na íntegra) o Banco tinha um prazo para implantar o PCS até 18 de maio de 2009. Próximo dessa data, a AFBEPA soltou uma notinha comemorando a breve conquista de uma luta de 15 anos no Banco. O então presidente do Banpará, o petista Edilson Rodrigues, chamou a presidenta da AFBEPA acusando-a de má fé, porque ela deveria saber que o Banco não iria cumprir o ACT e não iria implantar o PCS na data acordada.

Imediatamente Kátia Furtado retrucou e perguntou ao então presidente do Banco porque ela deveria saber. Ele lhe disse que havia sido realizada uma reunião com todas as entidades representativas dos funcionários, inclusive o Sindicato dos Bancários, e que naquela reunião o Banco havia informado que o PCS não seria implantado em 18 de maio de 2009.

Kátia Furtado esclareceu ao então presidente que a AFBEPA não havia sido convocada e nem havia participado dessa reunião, porque não estava atrelada nem ao governo e nem à direção do Banco, que sabiam que a AFBEPA jamais concordaria com essa decisão. 

Naquele mesmo instante Kátia Furtado registrou o estranhamento diante do fato de que as demais entidades sabiam desse descumprimento do ACT, em um ponto tão fundamental para os bancários e, mesmo assim, ficaram caladas, sem comunicar e convocar a categoria para a luta pelo PCS, já conquistado no ACT, e com data marcada para ser implantado.


Daí em diante, todos lembram, a AFBEPA informou a categoria do que estava ocorrendo e iniciou, junto com os funcionários, uma poderosa “CAMPANHA PELO PCS” onde afirmávamos: “PCS: TÁ NO ACORDO, É PRA SER CUMPRIDO!” O Sindicato continuava calado, e a Campanha pelo PCS crescia. Exigíamos que o Sindicato chamasse uma assembléia e a direção do Sindicato se negava. Enquanto isso, as reuniões chamadas pela AFBEPA cresciam e a luta pelo cumprimento do ACT e pela implantação do nosso PCS se fortalecia.

ATRELAMENTO - DIRETORIA DO SINDICATO VOTOU CONTRA A AÇÃO DE CUMPRIMENTO
Quando marcamos e divulgamos a Grande Reunião no Postão, para a mesma data a direção do Sindicato chamou a Assembléia dos Funcionários do Banpará. A AFBEPA cancelou a Grande Reunião e jogou forças na mobilização para a Assembléia. A direção do Banco e a direção do Sindicato, juntas, também mobilizaram. Mas a vontade da maioria dos funcionários venceu o atrelamento e o peleguismo e, felizmente, foi aprovada a Ação de Cumprimento do PCS. Nessa Assembléia, toda a direção do Sindicato dos Bancários defendeu contra e votou contra a Ação de Cumprimento, votou contra os interesses dos funcionários, votou a favor dos interesses do Banco que, na época, era do mesmo partido político da direção sindical.

Com a Ação de Cumprimento ganhamos a Tutela Antecipada sentenciada pelo Juiz do Trabalho Dr. Pedro Tourinho Tupinambá que obrigava o Banco a implantar o nosso PCS em janeiro de 2010, com efeito retroativo a 18 de maio de 2009. Em outra assembléia o Banco e o Sindicato defenderam contra a retroatividade e o Banco pagou apenas uma bonificação pelos meses de não cumprimento do Acordo. A AFBEPA defendeu a retroatividade, considerando que estávamos já no mês de dezembro de 2009 e a implantação seria em janeiro de 2010, ou seja, em menos de um mês teríamos nosso PCS e os valores integrais retroativos a que fazíamos jus.

FOI A NOSSA LUTA E A AÇÃO DE CUMPRIMENTO VOTADA EM ASSEMBLÉIA QUE DEFINIU NOSSA VITÓRIA E A IMPLANTAÇÃO DO NOSSO PCS
De todo modo, o que garantiu a implantação do nosso PCS foi a luta dos funcionários e da AFBEPA, e a Ação de Cumprimento do PCS, votada em assembléia, apesar da defesa e voto contrários da direção do Sindicato. Está na ata.

Como determinou a sentença judicial, nosso PCS foi implantando em janeiro de 2010,mas com modificações unilaterais nas regras do PCS sem denúncia formal do Sindicato. A AFBEPA tentou entrar na Ação como terceiro, pedindo o direito de denunciar o Acordo por conta das modificações do Banco, mas a Juíza considerou que, sendo o Sindicato o substituto processual da categoria, a Associação nada poderia fazer legalmente. O pedido da AFBEPA foi negado e a direção do Sindicato e a direção do Banco comemoram juntas.

EM MARÇO DE 2010 A AFBEPA É RETIRADA, PELO SINDICATO, DO GT/PCS
Em março de 2010, em meio a muitas lutas relativas ao PCS, em meio a uma eleição para Representante dos Funcionários no Conselho de Administração na qual o Sindicato apoiava uma candidata, diretora sindical, e a AFBEPA apoiava o Carlos Antônio, que, segundo comentários entre os funcionários, era o preferido, a eleição foi anulada ao arrepio do Regulamento e do mínimo bom senso, cinco minutos antes do fim do pleito, porque, ao que tudo indica, a candidata diretora  do Sindicato iria perder;  e após a reeleição de Kátia Furtado para a Presidência da AFBEPA, na qual outra diretora sindical era candidata e perdeu, a direção do Sindicato decidiu excluir a AFBEPA do GT/PCS.

Kátia Furtado recebeu um telefonema em um final de tarde quando uma colega leu a portaria do Banco comunicando que o Sindicato havia encaminhado a substituição de Kátia Furtado por outro funcionário, aliado da direção sindical. 

A partir de março de 2010, tudo o que ocorreu no GT/PCS, incluindo todas as definições da segunda etapa sobre os critérios para promoção por merecimento são de inteira responsabilidade do Banco e do Sindicato que, juntos, concordaram até com as metas/GED como critério.

O HISTÓRICO ENCONTRO DE 2011
No dia 11 junho de 2011 ocorreu o Encontro dos Funcionários do Banpará no colégio Sophos onde a AFBEPA tinha a ampla maioria e foi decidida, por proposta da AFBEPA, a unidade institucional entre as entidades representativas dos funcionários. A minuta e as negociações foram feitas com a participação da AFBEPA e resultaram no melhor Acordo do Brasil, inclusive porque invertemos a lógica de negociação começando a pautar as cláusulas econômicas.

Somente em julho de 2011 a AFBEPA retornou ao GT/PCS, mas o que encontrou foi um relatório em que o Banco tinha conseguido, durante o ano de 2010, impor todos os seus interesses e a sua lógica contra os interesses dos funcionários, tudo com a anuência completa dos então representantes indicados pelo Sindicato. Há, inclusive, um documento enviado pelo então presidente do Sindicato, Alberto Cunha, o Betinho, em que ele, após perceber que as diretoras sindicais indicadas pelo Sindicato haviam aceitado tudo o que o Banco tinha proposto, solicita ao Banco que não sejam as metas exclusivamente os critérios para promoção por merecimento, mas, além das metas, também se considerasse mais dois ou três critérios. Este documento, sem uma defesa competente por parte das diretoras sindicais, nem foi considerado no GT/PCS.

AFBEPA SE RECUSOU A ASSINAR O RELATÓRIO QUE INCLUIA METAS COMO CRITÉRIO PARA PROMOÇÃO POR MERECIMENTO
Quando retornou ao GT/PCS e encontrou esse cenário adverso, a AFBEPA não aceitou assinar o Relatório e as diretoras do Sindicato também não, apesarem de terem concordado com tudo durante o processo como mostram as atas, que já estão conosco e serão mostradas à categoria. Apenas um representante indicado pelo Sindicato teve a hombridade de assumir que todos haviam concordado, sim, com as metas/GED como critério para promoção por merecimento.

As representantes do Banco decidiram encaminhar o Relatório da segunda etapa à direção da empresa sem as assinaturas dos representantes dos funcionários, mas a segunda etapa não foi encerrada porque, na luta da Campanha Salarial, conseguimos a manutenção do GT/PCS para rediscutir os critérios para promoção por merecimento.

Conseguimos também o direito de eleger no voto direto nossos representantes em todos os Comitês e Grupos do Banpará e, agora, o Sindicato não pode mais indicar quem nos representa, nós elegemos, colaboramos e cobramos dos nossos representantes uma boa atuação em nossa defesa.

O GT/PCS AGORA – TEMOS QUE HUMANIZAR NOSSO PCS.
Feita essa breve reconstituição histórica (para quem deseja conhecer melhor essa história, é só pesquisar aqui no blog. Está tudo registrado.) temos que nos concentrar no agora. 

"Neste momento há uma prioridade com relação ao PCS: a exclusão completa das metas/GED como critérios para nossa promoção por merecimento e a definição de critérios justos, viáveis, objetivos e subjetivos, critérios humanizados no PCS, apresentados por mim no GT. Não somos máquinas de metas e lucros, somos seres humanos e temos que ser considerados como seres humanos!" afirma a representante eleita dos funcionários, Kátia Furtado, que  apresentou, no prazo determinado pela coordenação do GT, um conjunto de propostas (para ler clique aqui). Estas mesmas propostas foram aprovadas na íntegra no Encontro dos Bancários do Banpará e serão pauta da nossa Minuta de Reivindicações.

QUEREMOS A EXCLUSÃO TOTAL DAS METAS NO PCS
O Banco não está disposto a recuar das metas/GED como critério para promoção por merecimento e quer se valer das atas e da carta enviada pelo então presidente do Sindicato para ‘aceitar’ que apenas se altere os pesos onde, em um primeiro momento o Banco queria definir: metas/GED - 80% de peso, e outros critérios - 20%. Na última reunião do GT/PCS o Banco recuou um pouco mais em termos de pesos: metas/GED - 60% e outros critérios - 40%. 

A representante dos funcionários Kátia Furtado se manifestou de pronto contrariamente a qualquer critério de metas/GED dentro do PCS. Acompanhou-a na defesa contra as metas a representante eleita Vera Paoloni. As demais representantes, infelizmente, estão mais preocupadas com as atas do que com as defesas efetivas dos interesses dos funcionários. Agora dizem que não concordam com as metas, mas aceitaram, em 2010, tudo o que o Banco propôs no GT/PCS.

NOSSAS PRIORIDADES NA LUTA DA CAMPANHA SALARIAL ESTE ANO: PCS E PISO SALARIAL.
Nada está fechado e nem definido quanto aos critérios para promoção por merecimento, que é o centro da segunda etapa do PCS. No momento em que a mesa foi retomada, tudo pode e está sendo rediscutido. Mas, com a anuência do Sindicato em 2010, o Banco quer manter as metas/GED no PCS agora. Não aceitamos!

Temos que ter clareza que não será fácil, porém, nossa única chance de salvar nosso PCS é nossa luta da Campanha Salarial este ano. Temos que jogar todo o peso da nossa força, da nossa mobilização em um movimento poderoso que faça a direção do Banco perceber que não vamos aceitar progredir no PCS se cumprirmos as metas financeiras impostas. Não vamos aceitar esses critérios injustos, desumanos, com metas inatingíveis, que nos adoecem e nos levam ao assédio moral. Se o Banco quer implantar metas, que seja fora do nosso PCS e com a participação dos funcionários na elaboração de metas financeiras e sociais atingíveis, mas jamais como critério para progressão no PCS.

Nossa Minuta de Reivindicações é extensa, mas temos que deixar claro para a direção do Banco que só avançamos nas negociações das demais cláusulas após duas definições na mesa:

1) EXCLUSÃO TOTAL DAS METAS/GED DO PCS e

2) AUMENTO DO PISO CONFORME O PISO DO DIEESE.

É isso. Tenhamos clareza, coragem, independência, firmeza de propósitos e fé de que nossos direitos e conquistas serão garantidos apenas com a nossa luta, como tem sido, desde sempre!

UNIDOS SOMOS FORTES!





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terça-feira, 3 de julho de 2012

CAOS NAS AGÊNCIAS E DIREITOS TRABALHISTAS BURLADOS. PAUSAS, INTERVALOS E O PONTO ELETRÔNICO.

17h30. A presidenta da AFBEPA, Kátia Furtado está na agência centro. 
Veja a quantidade de pessoas a serem atendidas, apenas em um dos blocos de cadeiras. 
Há muito mais gente em pé.

17h30. O painel da guicheria de caixas chama a senha 234.
A seta foi posta na imagem para ressaltar a numeração.

17h30.Um dos clientes, revoltado, permite a fotografia de sua senha número 434, retirada quando chegou à agência, as 14h51. Os bancários trabalharam até depois das 19h, exaustos, sem pausas e intervalo para alimentação.


Como temos afirmado, o nível de sobrecarga dos funcionários do Banpará passou dos limites. E faz tempo. Somos uma categoria com altos índices de adoecimentos por LER, estresses, insalubridade, que degeneram em problemas nervosos, emocionais, mentais, cardíacos etc.

A Presidenta da AFBEPA está presente nas unidades e tem verificado que as agências estão lotadas e a folha de presença não demonstra a realidade no local de trabalho, porque os bancários estão assinando apenas duas horas extras, independentemente da quantidade de horas efetivamente trabalhadas. Temos denunciado isso e não é de agora.

A sobrejornada não é uma exceção, mas uma rotina no Banpará, especialmente em dias de pagamento do funcionalismo público e abertura do consignado, agendas previstas, que mereciam um planejamento por parte da direção do Banco, além da urgente contratação de mais 300 bancários, e a melhoria dos sistemas que, ao contrário pioraram nos últimos dias. A demora no atendimento aumentou, e com ela as filas e as horas extras.
 
Na agência Centro foi solicitada, pela Presidenta da AFBEPA, a cópia da fita de caixa, para que possamos cobrar, assim como cobramos com relação à agência Senador Lemos, que sejam devidamente pagas todas as horas extras efetivamente trabalhadas. Pedimos a todos os colegas em todas as Agências que anotem suas as horas extras e nos enviem as fitas de caixas para que possamos cobrar e buscar garantir esse direito trabalhista a todos e todas.

Horas extras têm que ser exceção e não regra. E quando realizadas têm que ser pagas. Isso é lei, é obrigação do empregador e o Ponto Eletrônico nos ajudará a controlar a jornada para ser respeitada e corretamente remunerada. Basta de trabalho gratuito no Banpará!


PAUSA E INTERVALO SÃO DIREITOS IRRENUNCIÁVEIS

PAUSA - A NR 17, Norma Regulamentadora do MTE que estabelece parâmetros para adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, assim determina:
“17.6.4. Nas atividades de processamento eletrônico de dados, deve-se, salvo o disposto em convenções e acordos coletivos de trabalho, observar o seguinte:
...
d) nas atividades de entrada de dados deve haver, no mínimo, uma pausa de 10 minutos para cada 50 minutos trabalhados, não deduzidos da jornada normal de trabalho;”

Assim como a pausa, o intervalo intrajornada é um direito irrenunciável, porque trata de prevenir e proteger a saúde do trabalhador. A pausa não precisa ser registrada no Ponto Eletrônico, mas tem que ser garantida. Já o intervalo precisa, sim, ser registrado na saída e na entrada.

INTERVALO – O artigo 71 da CLT assim determina:

“Art. 71  – Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas.
§ 1º – Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas.
§ 2º – Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho.
...
§ 4º – Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste artigo, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho.”

Desde o ano passado, a AFBEPA está pedindo o aumento do intervalo de 15 minutos para 30 minutos. Esta solicitação voltará a ser negociada na mesa da Campanha Salarial este ano. De todo modo, enquanto norma mais benéfica não vem, a CLT tem que ser integralmente cumprida.


PONTO ELETRÔNICO – O Ponto Eletrônico possibilitará uma nova realidade de respeito aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras: O REGISTRO DO HORÁRIO REAL DE TRABALHO, o que a folha de presença não garante.

A utilização obrigatória do novo Registro Eletrônico de Ponto - REP passaria a valer a partir de 1º de janeiro de 2012, conforme determinou a Portaria MTE 1.979/2011.


Após várias prorrogações quanto à obrigatoriedade do novo sistema, a portaria MTE 2.686/2011 foi enfática ao estabelecer que o novo prazo seria de caráter IMPRORROGÁVEL, para a instalação dos equipamentos em TODAS  as unidades de trabalho, conforme você confere abaixo:


2 de abril de 2012: prazo improrrogável de instalação do Ponto Eletrônico em todas as empresas brasileiras que exploram atividades na indústria, no comércio em geral, no setor de serviços, incluindo, entre outros, os setores financeiro, de transportes, de construção, de comunicações, de energia, de saúde e de educação. Aqui está incluído o Banpará, evidentemente. Porém, o ACT 2011/2012 alterou o prazo de instalação para maio de 2012 e, desde o dia 1º de junho, o Banpará está descumprindo a Portaria do MTE e o ACT;

1º de junho de 2012: prazo improrrogável de instalação do Ponto Eletrônico em todas as empresas que exploram atividade agro-econômica nos termos da Lei 5.889, de 8 de julho de 1973;

3 de setembro de 2012: prazo improrrogável de instalação do Ponto Eletrônico em todas as microempresas e empresas de pequeno porte, definidas na forma da Lei Complementar 123/2006.

EXIGÊNCIAS DO MTE - O novo sistema, denominado como Sistema de Registro Eletrônico do Ponto - SREP traz as seguintes EXIGÊNCIAS para os equipamentos de registro eletrônico:

> Mostrador do relógio de tempo real contendo hora, minutos e segundos;
> Obriga o mecanismo impressor, integrado e de uso exclusivo do equipamento, que permita a emissão de comprovante de cada marcação efetuada;
> Armazenamento permanente onde os dados armazenados não possam ser apagados ou alterados, direta ou indiretamente;
> Porta padrão USB externa (denominada Porta Fiscal), para pronta captura dos dados armazenados na memória pelo Auditor-Fiscal do Trabalho;
> Estabelece os formatos de relatórios e arquivos digitais de registros de ponto que o empregador deverá manter e apresentar à fiscalização do trabalho;

O MTE PROÍBE - O novo sistema ainda PROÍBE qualquer ação que desvirtue os fins legais, tais como:

> Restrições de horário à marcação do ponto por parte do empregador;
> Marcação automática do ponto (intervalo intrajornada), utilizando-se horários predeterminados ou o horário contratual;
> Exigência, por parte do sistema, de autorização prévia para marcação de sobrejornada; e
> Existência de qualquer dispositivo que permita a alteração dos dados registrados pelo empregado.
De acordo com a Portaria MTE 373/2011 os empregadores poderão adotar sistemas alternativos de controle da jornada de trabalho, desde que autorizados por Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho. Mesmo assim, os sistemas alternativos eletrônicos não devem admitir:  

> Restrições à marcação do ponto;
> Marcação automática do ponto;
> Exigência de autorização prévia para marcação de sobrejornada; e
> A alteração ou eliminação dos dados registrados pelo empregado.

PARA A FISCALIZAÇÃO - Para fins de fiscalização, os sistemas alternativos eletrônicos OBRIGATORIAMENTE deverão:  

> Estar disponíveis em todos os locais de trabalho;
> Permitir a identificação de empregador e empregado; e
> Possibilitar, através da central de dados, a extração eletrônica e impressa do registro fiel das marcações realizadas pelo empregado.

Diante dessas informações, e considerando que o Banpará já descumpriu quatro Acordos Coletivos sucessivos no que diz respeito ao Ponto Eletrônico, ou seja, o respeito à jornada de trabalho nunca foi e não é uma preocupação da direção do Banco, precisamos cobrar esclarecimentos sobre o uso dos novos equipamentos que devem estar em consonância com o que determina a norma federal, acima detalhada. Vale ressaltar que o Ponto Eletrônico deve ser instalado em TODOS OS LOCAIS DE TRABALHO, ou seja: em todas as agências, todos os postos bancários, todos os postos avançados e todos os caixas deslocados. Só após instalado o novo sistema de ponto eletrônico em todos os locais de trabalho, o Banpará estará cumprindo seus deveres trabalhistas para com seus funcionários nesse ítem.

WORKSHOP PCS E PONTO ELETRÔNICO
A AFBEPA está organizando um workshop em dois dias para que possamos compreender com detalhes tudo sobre Ponto Eletrônico e sobre nosso PCS.
Dia 8 de agosto – 18h as 21h – workshop sobre PCS. Vamos trabalhar o ponto em que estamos e as nossas propostas para serem apresentadas no GT/PCS.

Dia 9 de agosto – 18h as 21h – workshop sobre Ponto Eletrônico. Vamos trabalhas as normas, detalhes do uso do equipamento, proibições e permissões, enfim, tudo o que precisamos saber para fazer valer nossos direitos.

Para esses workshops, vamos convidar especialistas nos assuntos e solicitar a participação das áreas técnicas do Banco. O local será definido e divulgado em breve.

UNIDOS SOMOS FORTES!



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segunda-feira, 2 de julho de 2012

OFICIALIZADOS OS CANDIDATOS A PREFEITO DE BELÉM. VAMOS PAUTAR O FORTALECIMENTO DO BANPARÁ.

Na última semana, as mais importantes candidaturas à prefeitura da capital paraense foram lançadas.


No palco, na convenção do PSOL, nosso honrado e querido primeiro presidente da AFBEPA, o intelectual, poeta, teatrólogo, escritor Nazareno Tourinhoentre Marinor Brito, Edmilson Rodrigues e Jorge Panzera.  Um orgulho para todos nós, bancários e bancárias do Banpará.


O PSOL - 50 lançou o deputado estadual e ex-prefeito de Belém Edmilson Rodrigues, apontado em todas as pesquisas como o favorito no primeiro e no segundo turno. Edmilson tem como vice Jorge Panzera, do PCdoB. A chapa conta também com a presença do PSTU. 


O PT - 13 lançou o deputado estadual e ex-vereador Alfredo Costa e seu vice ainda está indefinido. 


O PMDB - 15 do Jáder Barbalho lançou o deputado federal José Priante e terá como vice Kadmael Pacífico do PSC. 


O PPS - 23 lançou o deputado federal Arnaldo Jordy e terá como vice José Francisco, do PV, e o apoio do DEM. 


O atual prefeito, do PTB, lançou seu vice-prefeito Anivaldo Vale, que é do PR - 22 e que terá como vice o vereador Raimundo Castro, do PTB. 


O governador Jatene apoiará vários desses candidatos porque estão em sua base de partidos aliados como Jordy, Anivaldo Vale e Priante, mas seu partido, o PSDB - 45 lançou o deputado federal Zenaldo Coutinho. Ao PSB coube indicar o vice e seria o deputado estadual Cássio Andrade que declinou passando a vaga para Tales Belo que, na 'hora H', desistiu e indicou Karla Martins.


FORTALECIMENTO DO BANPARÁ
Esta AFBEPA cumprirá a decisão do Seminário de Defesa do Fortalecimento do Banpará e do Encontro dos Bancários do Banpará e entregará, a cada candidato, uma CARTA-COMPROMISSO PELO FORTALECIMENTO DO BANPARÁ solicitando que a Prefeitura de Belém, a partir de 2013, assuma o compromisso de fortalecer o Banpará. 


O cenário, hoje, é mais favorável a uma convivência pautada no profissionalismo e na necessidade de manutenção do Banpará enquanto banco público estadual, bem diferente da era Almir Gabriel, infelizmente marcada por uma relação de ódio e intrigas quando o então governador usava todos os meios para prejudicar a prefeitura por ser de outro partido.


Kátia Furtado, a presidenta da AFBEPA, já pautou o fortalecimento do Banpará em recente documento entregue ao Movimento Belém nas Mãos do Povo. Essa tem sido uma prática constante da AFBEPA que também entregou carta-compromisso a todos os candidatos na disputa ao governo do Estado em 2010. Todos assinaram, exceto a então governadora e candidata a reeleição Ana Júlia - PT, que nunca quis receber a AFBEPA e perdeu a eleição.


A DISPUTA É PARA SABER QUEM IRÁ AO SEGUNDO TURNO COM EDMILSON
Diante de uma eleição que já se inicia tão disputada, com muitas candidaturas e algumas muito semelhantes entre si em termos de propostas e alianças eleitorais como as de Jordy, Priante e Zenaldo, que são apoiadas pelo governador Jatene e por Jáder Barbalho, podemos perceber que há uma clara estratégia dos partidos que estão nos governos municipal e estadual: pulverizar os votos, primeiro para forçar o segundo turno e, fundamentalmente, durante a campanha, para que cada candidato tente crescer na corrida ao segundo turno com Edmilson Rodrigues. 


Se saíssem coligados em uma única candidatura, o que seria mais coerente porque têm a mesma plataforma, esses partidos correriam o risco de nem haver segundo turno, tamanha a preferência da população pelo candidato do PSOL.


QUE A CAMPANHA SEJA LIMPA. 
MAIS PROPOSTAS E VERDADES.
Ajudemos a construir uma campanha limpa. Aqui o link do site Ficha Limpa - http://www.fichalimpa.org.br/ 
Se souber de casos de corrupção eleitoral, compra de votos, ameaças, chantagens, tudo o que tente forçar o voto cidadão, denuncie.


Que a campanha seja limpa, com mais propostas e menos ataques, com mais verdades e menos mentiras, sem compra de votos, com respeito à dignidade, à liberdade, ao sagrado voto secreto.


Que votemos com consciência, sem medo e pensando sempre no melhor para a cidade, para a maioria da população que tanto necessita.


Que essas próximas eleições representem um salto de qualidade e que nossas cidades sejam lugares melhores de se viver e crescer com justiça, saúde, educação, saneamento, organização, limpeza, geração de renda, proteção social e mais segurança a partir de 2013.









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