segunda-feira, 11 de abril de 2011

REGISTRAMOS: E-MAILS INDIGNADOS DE BANCÁRIAS DO BB CEARÁ E DO BANPARÁ

Recebemos dois e-mails de bancárias indignadas diante das condutas de dirigentes sindicais. Um e-mail veio do Ceará, referente ao Plano de Cargos e Remunerações – PCR do BB. Os bancários lá estão se mobilizando e escolheram o dia 19 de abril para vestir preto, de luto contra a traição da direção sindical. O outro e-mail é daqui do Pará e é de uma funcionária do Banpará que cita vários exemplos recentes de problemas bastante conhecidos pelos bancários do Banpará em geral. Leiam e avaliem.

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LÁ DO CEARÁ:

PCR INDECENTE!

A CARA DE PAU DA DIRETORIA DO SINDICATO NEM TREME!
Dia 19, PROTESTE contra o PCR indecente.
Vista-se de preto!

Pior do que o Banco apresentar um PCR miserável e que deixa fora parte significativa do funcionalismo, são as direções sindicais cutistas defenderem esta excrescência.

MENINOS DE RECADO DO BANCO EM SEGUIDAS TRAIÇÕES.

Mais uma vez, percebemos como os dirigentes sindicais do nosso estado, têm servido como meninos de recado do Banco. Dizem defender os trabalhadores (as), mas assinam embaixo de todas as propostas do banco! E ainda chamam de acordos e conquistas!

Senão, vejamos o que tem ocorrido em nossas campanhas salariais e em diversas pseudo-negociações, no caso do Banco do Brasil:

O Banco propõe: que os funcionários tenham co-participação em diversos procedimentos da CASSI. O Comando da CONTRAF/CUT e o Sindicato do Ceará ACEITAM!

O Banco propõe: que a lateralidade acabe somente no caso de primeiros gestores. O Comando da CONTRAF/CUT e o Sindicato do Ceará ACEITAM!

O Banco propõe: que DIVIDAMOS entre ele e nós o SUPERÁVIT da PREVI que é NOSSO! Depois de já ter metido a mão, contabilizando-o indevidamente. O Comando da CONTRAF/CUT e o Sindicato do Ceará ACEITAM!

O Banco propõe agora: um PCR excludente! O Comando da CONTRAF/CUT e o Sindicato do Ceará ACEITAM!

AS MENTIRAS DO PCR:

Na maior cara-de-pau do mundo, a diretoria do Sindicato dos Bancários do Ceará está percorrendo as agências do Banco do Brasil para "jogar fogos" pelo que têm chamado de conquistas do PCR.

PRIMEIRA MENTIRA: Com o novo PCR, os funcionários não vão depender mais das comissões e das pressões por metas. Mentira, pois os escriturários e caixas não fazem parte do PCR. E os valores que cada letra M dá de acréscimo ao salário, depois de 02 ou 03 anos é a monumental quantia de R$ 88,59. Ou seja, você rala durante dois ou três anos, para ter um acréscimo diário no seu salário, depois deste período, no valor de R$ 2,95. Dá para pagar só a passagem de ida, de ônibus, para o trabalho aqui em Fortaleza (CE)! Realmente, dá para ficar sem a comissão e ficar só com as letras M...

SEGUNDA MENTIRA: Pelo novo PCR, um funcionário pode chegar a alcançar no seu salário um incremento de R$ 2.214,78 pela carreira de mérito. A imensa maioria dos comissionados não ultrapassam hoje o valor de referência (VR) de R$ 6.760,17. É o caso dos assistentes, gerentes de serviço e gerentes de relacionamento. Afinal, gerente geral só tem um por agência. E gerente de negócios, pouquíssimos também. Superintendente e Diretores, nem se fala.

E o que isso quer dizer? Que de acordo com a tabela de mérito, uma pessoa teria que trabalhar 75 ANOS na função de Assistente para chegar ao fim da carreira de mérito, M25, pois só ganha uma letra do mérito a cada três anos. E ainda o valor hoje de mérito final M25 é menor que o VR de um assistente. Ou trabalhar 50 ANOS como Gerente de Relacionamento para alcançar o tão sonhado M25. E ainda assim o seu VR será quase o triplo do M25. Ou trabalhar 25 anos como gerente de agência! Uma ínfima minoria. Ou 12 anos e meio como Diretor do Banco ou superintendente.

Ou seja:

O MÉRITO DO PCR É NÃO AUMENTAR AS DESPESAS DO BANCO COM O FUNCIONALISMO. POIS NEM CÓCEGAS ESTE PLANO FAZ AO BANCO.

Principalmente, com o ingresso enorme de mão-de-obra baratíssima com os últimos concursos. Pois os funcionários antigos que ainda tinham alguns "penduricalhos" a mais no salário, já estão saindo e se aposentando. Como é o caso, por exemplo, do anuênio, que os funcis depois de 98 não têm direito, além de licença-prêmio.

Mas, claro, tudo isso deve de ser porque o sindicalismo da CONTRAF/CUT aposta no aumento significativo da expectativa de vida dos brasileiros (as) e na enorme satisfação dos bancários em trabalhar no Banco, sujeitos às metas cada vez mais abusivas e assediadoras.

TERCEIRA MENTIRA: O PCR É UMA CONQUISTA dos sindicatos! O PCR está sendo implantado tal qual o Banco quis. Não houve nenhuma conquista do sindicalismo. Nem interstício, como o de 9%. O interstício entre as letras de antiguidade (antes E, agora A) é de apenas 3% sobre o salário miserável que ganha um escriturário.

E este PCR que agora o sindicalismo da CONTRAF/CUT, do qual o Sindicato do Ceará faz parte, apresenta como vitória, foi o mesmo rejeitado em 2006 por todas as correntes políticas do movimento sindical, inclusive eles. Qual o interesse deles em apresentarem isto como vitória? Acaso estaria em negociação mais algum cargo para os representantes do partido que fazem parte no governo?

Uma coisa é certa: Os nossos interesses é que mais uma vez foram traídos. Os interesses dos trabalhadores (as) do Banco do Brasil.

PROTESTE! VISTA-SE DE PRETO NO DIA 19 DE ABRIL EM PROTESTO CONTRA O PCR!

Este protesto está sendo organizado em nível nacional pelos Sindicatos e oposições que ainda resistem na luta dos interesses de nossa classe! E que não se venderam nem se renderam!

Bancária do BB Ceará”

AQUI DO PARÁ:

AQUI NO PARÁ NÃO É DIFERENTE.

No BANPARÁ eles (SINDICATO, CONTRAF CUT e FETEC/CN) fecharam um ACT 2010/2011 ENTREGUISTA e IMORAL.

ENTREGARAM O SALDO REMANESCENTE DE QUASE 5 MILHÕES, do nosso quase encerrado Plano de Saúde( CAFBEP/PAS), para decisão do Banco, e não dos participantes que também pagaram por ele (CAFBEP/PAS), em regime de co-participação;

ACEITARAM QUE O ÍNDICE DE CORREÇÃO DOS NOSSOS SALÁRIOS FOSSE MENOR. Na mesa de negociação entre a AFBEPA e o Governo do Estado, em meio a uma greve poderosa, o governo havia sinalizado que aceitaria a proposta da AFBEPA de aumentar 2% além do reajuste da FENABAN. No entanto, nós fomos obrigados pelo Sindicato a aceitar apenas o reajuste da FENABAN, o que igualou nossos salários aos salários da FENABAN, sendo que antes os nossos salários eram 5% superiores ao da FENABAN. Para isso, nos enganaram enviando mensagens mentirosas antes da assembléia de que teriam conseguido 3,5% acima da FENABAN, o que não se confirmou na prática.

AUMENTARAM E SE CALARAM (CONTRA O RELATÓRIO E REGULAMENTO DO GRUPO DE TRABALHO PARITÁRIO) - O tempo para evolução no PCS, conforme relatório e regulamento do GT paritário, seria de 2 anos para nós evoluirmos por antiguidade e, nesses 2 anos, se daria duas promoções por merecimento, todavia, após termos, em assembléia, concordado com o Acordo firmado com a Justiça do Trabalho, o Banco, unilateralmente, modificou as regras do que fora estabelecido pelo GT Paritário, aumentando para 4 e 2 anos o tempo para promoção. É bom salientar que a tabela de evolução funcional possui 35 níveis, e que o último nível, estabelece um salário de pouco mais de cinco mil reais. É importante saber que no universo de pouco mais de mil funcionários, o Banco tem mais ou menos 400 pessoas com 20 a 25 anos de trabalho, e em torno de 150 pessoas acima desse tempo.
A pergunta que não quer calar: - COMO VIVEREMOS APÓS O FIM DA VIDA LABORAL já que não teremos mais PLR, Tíquete Alimentação e outras verbas que melhoram nossa remuneração na ativa?

IMPUSERAM, POR MEIO DO ACT, OS NOSSOS REPRESENTANTES NOS COMITÊS TRABALHISTA, SEGURANÇA, DISCIPLINAR E GT PCS. No BANPARÁ, a regra sempre foi a eleição, desde 1999. O empregador BANPARÁ NUNCA colocou óbice à nossa participação democrática para escolhermos nossos representantes. Contudo, desde 2009, eles (SINDICATO, CONTRAF/CUT e FETEC/CN) vêm impondo esses representantes, nos impedindo de escolher, por meio do voto direto, nossos representantes nos comitês do Banpará.


MANTIVERAM NO NOVO PLANO DE SAÚDE (UNIMED), O CUSTEIO SOBRE AS VERBAS VARIÁVEIS, como hora extra, sobreaviso etc, fato esse que onera nossos bolsos. Quando questionados pela AFBEPA (já que existe um contrato celebrado com valores determinados), eles nada dizem porque sabem que aceitaram isso no ACT.

PRECISAMOS TOMAR MAIS UMA ATITUDE IMEDIATA! PRECISAMOS EXIGIR NOSSOS DIREITOS! PRECISAMOS DE REPRESENTANTES NOS QUAIS POSSAMOS CONFIAR!!!

Uma bancária do Banpará.”

quinta-feira, 7 de abril de 2011

SINAIS DA CRISE: CRÉDITO FICA 100% MAIS CARO PARA PESSOAS FÍSICAS

O que era uma "marolinha", depois de eleita a candidata oficial, mostra a grande onda da crise no Brasil. E quem paga o preço? Os trabalhadores e o povo pobre, hoje mais endividado que nunca.

O governo Lula abriu as porteiras para que as operadoras ampliassem a concessão de crédito para amplas parcelas da população pobre e chamou isso de "nova classe média". Agora se revela o absurdo: a nova classe média está mais que nunca endividada. E o custo dessa dívida ficará 100% mais caro a partir de amanhã. O governo Dilma dobrou o IOF das operações de crédito para pessoas físicas. E ainda fazem questão de tranquilizar o "deus mercado": empresas não sofrerão o reajuste. É uma vergonha para um partido que se disse um dia ser dos trabalhadores!
Leia abaixo matéria no site de notícias R7.

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Governo dobra imposto de empréstimos para conter o consumo no país

IOF das operações de crédito para pessoa física sobe de 1,5% para 3% ao mês

O governo promoveu mais um aumento de impostos para conter o consumo no país e evitar a inflação. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou agora pouco a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nos empréstimos para pessoas físicas, de 1,5% para 3% ao mês. A medida entra em vigor nesta sexta-feira (8).

Com essa medida, além dos juros que já estão altos, o crédito fica mais caro ainda para o consumidor. - Estamos tomando esta medida para moderar o aumento do crédito para consumo – disse o ministro, durante anúncio em São Paulo. - As outras modalidades [de crédito] não são afetadas por isso, como o crédito para empresas e para investimentos. Ou seja, operações de empréstimos destinadas a empresas ou investimentos não serão atingidas pela medida.

Segundo o ministro, o aumento atingirá todas as compras a prazo de consumidores. Mantega disse que, quando a demanda cair, o governo poderá revogar esse aumento da alíquota. Essa é mais uma medida que se junta a outras tomadas pelo governo para segurar o consumo. Uma delas foi o aumento do imposto para gastos no exterior pagos com cartão de crédito - de 2,38% para 6,38% - e, outra, a implantação do IOF para empréstimos feitos lá fora por bancos e empresas que têm prazo de até dois anos para pagamento, com alíquota de 6%. Até então, a incidência dos 6% era apenas em empréstimos abaixo de um ano.

O ministro admitiu ainda que a inflação deste ano deverá sair do centro da meta, que é de 4,5%, mas não será maior do que o índice do ano passado - 5,91%, maior resultado desde 2004, quando ficou em 7,60%. Dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acumula 2,44% nos primeiros três meses deste ano. No período de 12 meses, até março, já está em 6,30%, bem acima da meta central, mas dentro da margem prevista de oscilação, que vai até 6,5%."

Fonte:
site de notícias R7.



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PARALISAÇÃO DOS MÉDICOS

São Paulo – Médicos da capital paulista fizeram na manhã desta quinta-feira (7) uma passeata na região central da cidade em protesto contra as operadoras de planos de saúde. A categoria faz manifestações em todo o país com a suspensão do atendimento a pacientes conveniados. Só os casos de emergência estão sendo atendidos.

A paralisação foi organizada pela Associação Médica Brasileira (AMB), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), e pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam) - 7 de abril é o Dia Mundial da Saúde. Os médicos querem chamar a atenção da população sobre a autonomia profissional, o respeito à autonomia de trabalho, além de alertar sobre a existência de contratos sem regras claras com as empresas.

De acordo com essas entidades, há 160 mil médicos trabalhando atualmente na saúde suplementar, atendendo cerca de 45,5 milhões de usuários de planos de assistência médica no Brasil. Por ano, são realizadas cerca de 223 milhões de consultas e 4,8 milhões de internações por meio de planos de saúde.

Em entrevista ao Jornal da Globo, um dos manifestantes disse que há dez anos os planos de saúde não reajustam os valores dos procedimentos, já os preços das mensalidades são reajustados a cada ano. Outro problema denunciado foi a pressão das operadoras para rebaixar e baratear os exames e procedimentos, prejudicando o atendimento aos pacientes.

Em represália, as operadoras ameaçam cancelamento coletivo de contratos. A ANS disse que tentará intermediar uma negociação.


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CUMPRAM A LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E AS NORMAS E PROCEDIMENTOS DO BANCO. EVITEM PASSIVOS TRABALHISTAS E PROBLEMAS DISCIPLINARES

Temos recebido relatos de colegas que estão enfrentando situações de sobrecarga de trabalho, onde nem o intervalo para o almoço está sendo respeitado. Há também desvios de função e horas extras não registradas e, por isso, não remuneradas.

As agências, em tempos de pagamentos de proventos, ficam superlotadas e até estagiários acabam atuando como se do quadro efetivo fossem, inclusive usando as senhas dos funcionários.


Cuidado! Queremos novamente deixar um alerta a alguns colegas gerentes para que observem as normas e procedimentos do banco e a legislação que protege os direitos, a saúde e as vidas dos trabalhadores. Verifiquem que, muitas vezes, podem estar criando passivos trabalhistas para a empresa e problemas de origem disciplinar.


Sempre que houver necessidade, cabe ao gerente demandar da administração da empresa, os recursos, inclusive de pessoal, para dar conta de determinada situação extraordinária. Quanto a situações ordinárias, como as dos relatos que temos recebido, essas precisam ser planejadas com antecedência junto à direção do Banpará
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Vale lembrar que os bancários e as bancárias, independente de funções ou cargos, são trabalhadores e estão subordinados à direção da empresa. Embora o gerente da agência tenha grande responsabilidade sobre o local de trabalho, ele também é um trabalhador e em alguns casos não possui alçada para resolver determinados problemas, mas deve observar as normas e procedimentos, e a legislação trabalhista, para garantir os direitos de seus subordinados diretos.

Além da observância e respeito aos documentos, é fundamental que se atente para a verdade que se deve resguardar: o sentido de ser pessoa e então, vamos perceber que estamos lidando com o direito a dignidade, com vínculos afetivos, desejos de paz, saúde, alegria, amor, quem vive sem isso? Pedimos que cada colega tenha sempre em mente que, sendo um ser humano, tem sob seu comando outros seres humanos, e que nunca devemos esquecer a máxima ensinada por Jesus:
AMA AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO!


No sentido de contribuir, pinçamos, abaixo, uma decisão judicial sobre desvio de função, e o que diz a legislação sobre o intevalo para alimentação:

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Notícia veiculada no site JusBrasil:

BANCÁRIO RECEBE DIFERENÇAS SALARIAIS POR DESVIO DE FUNÇÃO

Extraído de: Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região - 13 de Novembro de 2008

Ocorrendo desvio ou acúmulo de função do trabalhador contratado, deve-se aplicar o princípio do Direito que veda o enriquecimento sem causa. Empregador não pode contratar funcionário para determinado cargo e obrigar que exerça outra função (...). Por unanimidade, assim decidiu a 5ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região - Campinas/SP.

"É incontroverso que o trabalhador desempenhou outras tarefas em relação àquelas relacionadas ao seu cargo, o que se deu durante a jornada de trabalho", esclareceu Francisco Alberto da Motta Peixoto Giordani, relator do recurso. O magistrado indaga se é justo e correto exigir que o empregado execute serviços além daqueles para os quais foi contratado. "Pela sua inferioridade econômica o empregado não tem como recusar. Nessa condição, o empregador acaba enriquecendo-se injustificadamente, o que ofende os fins visados pelo direito", entende Giordani.

Segundo o relator, sempre houve remédio jurídico contra o acúmulo ou desvio de função do trabalhador. (...) para Giordani bastava a aplicação do princípio que veda o enriquecimento sem causa, reconhecido e existente entre nós. Hoje em dia o artigo 884 do Código Civil prevê a solução para o problema.

Para concluir, o magistrado deferiu o pedido de diferenças salariais por entender que quem foi contratado como escriturário mas que também exerce as funções de operador de computador não pode receber somente o salário contratual. Diante disso, foi estipulado aumento de 1/3 no salário do trabalhador. (Processo 02027-2003-042-15-00-8 RO

Fonte: www.jusbrasil.com.br


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INTERVALO PARA REPOUSO OU ALIMENTAÇÃO - DIREITO SAGRADO

Segundo a disciplina do art. 71 da CLT: será obrigatória a concessão de um intervalo de 15min para repouso ou alimentação se a duração do trabalho contínuo exceder de 4h, mas não ultrapassar 6h (CLT, art. 71, § 1º); e será obrigatória a concessão de um intervalo mínimo de 1h e máximo de 2h para repouso ou alimentação se a duração do trabalho contínuo exceder de 6h (CLT, art. 71, caput).

FUNDAMENTOS PARA O INTERVALO INTRAJORNADA

O intervalo intrajornada possui fundamento de ordem biológica. Busca-se, com a inatividade do trabalhador, atingir:

a) metas de saúde física e mental (higidez física e mental), propiciando-lhe que, após certo período, retempere em parte suas forças físicas e psíquicas. Vale dizer, que restabeleça em parte o sistema nervoso e as energias psicossomáticas;

b) metas de segurança, com que se previne em parte a fadiga física e mental e reduzem-se os riscos patológicos e de acidentes de trabalho. A fadiga física e mental se traduz na diminuição do ritmo da atividade e na perda da capacidade de atenção ordinária, com conseqüente perda de produtividade e aumento dos acidentes do trabalho.

DIREITO INDISPONÍVEL - Diante dos fundamentos (de ordem pública) do intervalo intrajornada, não poderá o tempo mínimo previsto na lei ser suprimido ou reduzido por ato individual ou coletivo (CC-2002, art. 2.035, parágrafo único), (...).

As normas jurídicas concernentes a intervalos intrajornadas são normas de saúde pública. Não podem, por isso, "ser suplantadas pela ação privada dos indivíduos e grupos sociais. É que, afora os princípios gerais trabalhistas da imperatividade das normas desse ramo jurídico especializado e da vedação a transações lesivas, tais regras de saúde pública estão imantadas de especial obrigatoriedade, por determinação expressa oriunda da Carta da República". Trata-se, portanto, de direito indisponível.


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quarta-feira, 6 de abril de 2011

LUCRO DOS BANCOS CRESCE 39,3% E ATINGE RECORDE DE 45,4 BILHÕES EM 2010

O lucro agregado das instituições financeiras atingiu R$ 45,4 bilhões em 2010, em um avanço de 39,3% sobre os ganhos acumulados em 2009. O levantamento foi feito pela consultoria Economática, a partir de uma amostra de 305 companhias.

Para a Contraf-CUT, esse resultado gigantesco só foi possível com o empenho e a dedicação dos bancários, submetidos a metas abusivas e em condições desumanas de trabalho, a cobrança das mais altas taxas de juros do planeta, de tarifas elevadíssimas e do maior spread do mundo, e a precarização dos serviços, principalmente através dos correspondentes, dentre outros fatores. (grifo nosso)

Leia mais em Contraf/Cut



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terça-feira, 5 de abril de 2011

BANPARÁ NÃO É CITADO EM INVESTIGAÇÕES DE FRAUDES E DESVIOS DE VERBAS PÚBLICAS NA ALEPA


O recorte acima é do jornal O Liberal de hoje, tratando das investigações sobre as denúncias de desvios de verbas públicas na Assembléia Legislativa do Estado - ALEPA. Segundo a matéria, Mônica Pinto, ex-chefe da Sessão da Folha de Pagamento da ALEPA fez três empréstimos junto ao banco Santander no valor de R$ 400.000 (quatrocentos mil reais) tendo, para isso, falsificado contracheques, entre outras irregularidades. Alguns funcionários do banco Santander e da própria ALEPA são citados na matéria, inclusive o ex-secretário legislativo Arthur Carepa que, segundo a reportagem, teria autorizado os empréstimos irregulares.

Nenhuma linha cita o Banpará ou os funcionários do Banpará.

Quando começaram a ser denunciadas as fraudes e os desvios de verbas na ALEPA, as matérias citavam, genérica e indevidamente, funcionários do Banpará lotados no PAB ALEPA. A AFBEPA saiu em defesa dos bancários e bancárias, porque a citação genérica envolveu e manchou a reputação de todos os bancários daquele PAB. Agora que as investigações estão desvelando mais informações, vai ficando claro o envolvimento de outros personagens que não são os bancários do Banpará. Provavelmente o que deve ter ocorrido, e já afirmávamos desde a nossa primeira nota pública sobre o assunto, é que as fraudes se deram fora do âmbito do serviço bancário, ali mesmo dentro da própria ALEPA, segundo apontam as notícias nos jornais.

A AFBEPA continua afirmando que é fundamental a instalação da CPI das fraudes na ALEPA, solicitada pelo Dep. Edmilson Rodrigues - PSOL, para apurar com rigor todas as denúncias e limpar aquela Casa de Leis diante da sociedade paraense. Esse foi sempre o pedido da AFBEPA, inclusive através de sua presidente em exercício, Cristina Quadros, que lá dentro da ALEPA, no dia da Sessão Especial em Defesa do Banpará expressou a vontade dos bancários e bancárias diante dos deputados estaduais: "- Senhores Deputados, aprovem em caráter de urgência e por unanimidade, a CPI das fraudes da ALEPA!" foi o que pediu a presidente da AFBEPA.




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segunda-feira, 4 de abril de 2011

PARA PENSAR - SOBRE AS LUTAS DOS TRABALHADORES

Selecionamos trechos de dois textos, para uma reflexão necessária sobre as lutas dos trabalhadores. No primeiro texto, Élio Gaspari mostra o neopeleguismo da CUT e de seus sindicatos, hoje tão distantes das vidas dos trabalhadores brasileiros; já o segundo texto trata de uma das mais bem sucedidas experiências de ocupação de fábrica no Brasil: a Flaskô, cuja direção está sob comando direto dos trabalhadores, desde junho de 2003, após ter falência decretada. A experiência da Flaskô é matéria da mais recente edição da revista Caros Amigos, e recebemos, por e-mail, de um bancário. Está resgistrado. Muito interessante. Leiam e reflitam.

A peãozada deu uma lição aos comissários

Por Élio Gaspari.

Reapareceu no meio da mata amazônica, dentro do canteiro de obras da Camargo Corrêa, o eterno conflito dos trabalhadores da fronteira econômica com as arbitrariedades e tungas a que são submetidos por grandes empreiteiros, pequenos empresários, gatos e vigaristas. Num só dia, incendiaram-se 45 ônibus e um acampamento na obra da hidrelétrica de Jirau, em Rondônia.

Em poucos dias, a peãozada zangou-se também nos canteiros de Santo Antônio (RO), nas obras da Petrobras de Suape (PE) e em Pecem (CE). Ocorreram problemas até em Campinas (SP). Estima-se que entraram em greve 80 mil trabalhadores da construção civil. Esse setor da economia emprega 2,4 milhões de brasileiros.

Do nada (ou do tudo que fica escondido nas relações de trabalho nos acampamentos), estourou um dos maiores movimentos de trabalhadores das últimas décadas. Sem articulação, redes sociais ou ativismo político, apanhou o governo de surpresa. Assustado, ele mandou a tropa da Força Nacional de Segurança. Demorou uma semana para que o Planalto acordasse.

Numa época em que os sindicalistas andam de carro oficial, o representante da CUT foi a Rondônia com um discurso de patrão, dizendo que os trabalhadores não podiam parar uma obra do PAC. (Essa mesma central emitiu uma nota condenando o bombardeio da Líbia.) Paulo Pereira da Silva, marquês da Força Sindical, disse que nenhuma das duas grandes centrais está habituada a lidar com multidões. De fato, nas obras de Jirau e Santo Antônio juntam-se 38 mil trabalhadores. Há sindicatos na área, mas eles mal lidam com as multidões dos associados. Disputam sobretudo o ervanário de R$ 1 milhão anual que rende a coleta do imposto sindical da patuleia. (grifo nosso)

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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Sem patrão

Única no Brasil, a fábrica Flaskô foi ocupada em 2003, e desde então funciona sob a gestão dos trabalhadores.

Por Bárbara Mengardo

Oswaldo da Costa Neto, ou Shaolim, como é conhecido, mostra com empolgação seu local de trabalho, a fábrica Flaskô, localizada em Sumaré, interior de São Paulo. A produção é relativamente simples: a matéria-prima, polietileno, chega ao terreno em pequenos flocos, que são colocados em uma das máquinas que a fábrica possui. Dentro do aparato o material é derretido e moldado, e menos de dois minutos depois estão prontas as bombonas (tambores plásticos), que são retiradas pelos trabalhadores, aparadas e prontas para a venda, sendo utilizadas em geral para armazenamento de produtos químicos e alimentícios.

A diferença entre a Flaskô e outras fábricas, entretanto, não está nas linhas de montagem. Nesta fábrica não existem patrões, os trabalhadores não têm seu tempo minuciosamente calculado e a jornada de trabalho é de 30 horas semanais. Lá, os índices de acidentes são ínfimos, e os funcionários recebem acima do piso da categoria. Estas são apenas algumas das mudanças feitas na fábrica após junho de 2003, quando os trabalhadores, cansados de não receberem seus salários e terem seus direitos ignorados, tomaram a decisão de ocupar a fábrica, e gerirem coletivamente a produção.

Mas antes de contar como uma pequena fábrica conseguiu derrubar um dos pilares sobre o qual se ergue o capitalismo - o patrão -, é preciso retomar a história de duas outras fábricas, a Cipla e a Interfibra, contar sobre o Movimento das Fábricas Ocupadas e esclarecer que apesar de no Brasil a Flaskô ser a única fábrica sob controle dos trabalhadores, existem outras experiências como essa brotando em toda a América Latina. (grifo nosso).

Para conhecer mais sobre a Flaskô, clique aqui.



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sexta-feira, 1 de abril de 2011

CAMPANHA SALARIAL 2011 - CALENDÁRIO DA CONTRAF

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, aprovou nesta quinta-feira 31, em reunião ocorrida em São Paulo, a organização da Campanha Nacional 2011, definindo temas prioritários e o calendário de atividades. Ficou marcada para os dias 30 e 31 de julho a 13ª Conferência Nacional da categoria, que definirá a pauta de reivindicações que será entregue aos bancos.

A 13ª Conferência será realizada em São Paulo e focará os quatro grandes temas da campanha definidos pelo Comando Nacional:


- Emprego e remuneração

- Saúde do trabalhador e condições de trabalho
- Segurança bancária
- Sistema Financeiro Nacional

O maior e mais importante fórum nacional de deliberações da categoria será precedido de conferências regionais e dos congressos nacionais dos bancos públicos federais. "Como nos anos anteriores, queremos construir um amplo processo democrático de participação dos bancários, de bancos públicos e privados, para que tenhamos uma grande mobilização que resulte numa campanha vitoriosa, com novas conquistas para os trabalhadores", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.


Veja o calendário definido pelo Comando:


Até 26 de junho - Encontros estaduais dos funcionários do Banco da Amazônia

2 e 3 de julho - Congresso do Banco da Amazônia
Até 3 de julho - Encontros estaduais dos funcionários do BB, da Caixa e do BNB
9 e 10 de julho - Congressos do Banco do Brasil, da Caixa e do BNB
Até 24 de julho - Conferências regionais
30 e 31 de julho - 13ª Conferência Nacional dos Bancários
Até 6 de agosto - Assembleias para aprovação da pauta de reivindicações
9 ou 10 de agosto - Entrega da pauta de reivindicações à Fenaban


Fonte: Contraf/Cut.

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MPF PROCESSA BANCOS POR FINANCIAREM DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

Com o título acima, uma importante notícia para refletirmos sobre o papel dos bancos públicos. Leia trechos pinçados do excelente Blog do Sakamoto. Clicando aqui, você lê a matéria na íntegra.

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"O Ministério Público Federal ajuizou nesta quinta (31) ações civis públicas contra o Banco do Brasil e o Banco da Amazônia por terem concedido financiamentos a fazendas com irregularidades ambientais e trabalhistas no Estado. O Incra também é réu nos dois processos por ineficiência em fazer o controle e o cadastramento dos imóveis rurais na região. Segundo o MPF, Fundos Constitucionais vem financiando diretamente o desmatamento na região amazônica por causa do descontrole do Incra e das instituições financeiras.

Os processos são assinados por nove procuradores da República que atuam no Pará e podem ter como consequência, caso acolhidos pela Justiça, o pagamento pelos bancos de indenizações por danos à coletividade e até mudanças substanciais na política de financiamento da atividade rural na Amazônia. Entre os pedidos dos procuradores está o de fazer com que os bancos invertam suas prioridades, deixando de emprestar dinheiro para produtores irregulares, implementando política de juros reduzida para produtores de municípios ambientalmente responsáveis e incentivando o licenciamento ambiental das propriedades.

(...)

A pesquisa envolve empréstimos de R$ 8 milhões concedidos pelo Banco do Brasil e de mais de R$ 18 milhões pelo Basa. De acordo com o MPF, sua investigação, feita por amostragem, encontrou 55 empréstimos com diversas irregularidades ambientais e até casos de trabalho escravo.

Os bancos públicos federais, como o BB e o Basa, e instituições que administram o crédito rural têm a obrigação de não emprestar para empregadores relacionados na “lista suja” do trabalho escravo. Os bancos afirmam que vêm cumprindo essa recomendação.

Dados públicos do Banco Central obtidos pelo MPF demonstram que, entre os anos de 1995 e 2009, as instituições financeiras emprestaram mais de R$ 90 bilhões para atividades rurais na Amazônia Legal. Desse total, mais de 92% vem de bancos públicos. O Banco do Brasil liberou 52,3% dos créditos, o equivalente a R$ 47 bi. O Basa aparece em segundo lugar, financiando 15% do total e injetando R$ 13 bi na Amazônia Legal nos 15 anos examinados"

Fonte: Blog do Sakamoto



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