quinta-feira, 27 de maio de 2010
CERTIFICAÇÃO DA ANBID: GRANDE PREOCUPAÇÃO NA VIDA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANPARÁ
O TEMOR SE INSTALA
Nas duas últimas provas para certificação da ANBID, apenas uma pessoa foi aprovada, segundo informação dos próprios bancários. E isso, após um enorme esforço pessoal da maioria dos colegas da capital e do interior que estudaram por conta própria, muitas vezes pagando cursinhos especializados ou em algumas aulas que estavam sendo ministradas a noite, no Centro de Treinamento, após o expediente. Extremamente cansados pela sobrecarga de trabalho, mas buscando, de todas as maneiras se superar para garantir uma boa performance na prova da certificação, é natural, é humano que o nível de produção no estudo seja prejudicado.
É muito frustrante e, além disso, é preocupante que centenas de funcionários e funcionárias sejam expostos a uma prova de certificação sem os devidos cuidados na preparação, especialmente, por parte do banco. Além do cansaço, pelo esforço físico e mental durante o expediente, o conteúdo programático é extremamente técnico, o que exigiria um tempo próprio, condições mínimas adequadas ao estudo, que deveria ser priorizado durante toda a semana, e no expediente bancário, inclusive.
Se na capital, onde há recursos mínimos para que se consiga, mesmo pagando dos próprios bolsos, o acesso a cursos específicos de preparação; no interior, a situação é muito pior, já que na maioria dos municípios inexiste cursos voltados à essa preparação.
PROPOSTA DA AFBEPA
Para a AFBEPA, a grande questão que deve ser analisada, com muita sensibilidade, pela área de gestão de pessoas, é realmente a condição humana diante da tripla jornada (trabalho, questões domésticas, e estudo) imposta aos bancários e bancárias; porque é humanamente impossível alguém, após uma jornada estressante de trabalho, realmente assimilar, produzir, interagir, estudar um conteúdo profundamente técnico e conseguir a aprovação.
É imperioso que se considere a viabilidade de liberação da rotina do trabalho bancário das pessoas que, em grupos, e em datas diferentes, fazem a prova; para que possam, efetivamente, se preparar, dispensados da extenuante jornada, e assim, lograr êxito, garantindo uma maior margem de aprovação de bancários e bancárias para o Banpará na certificação.
Desta forma, o banco estará protegendo a saúde mental e física dos bancários e bancárias e oportuniza a concentração, o foco prioritário na necessária capacitação para a prova da ANBID.
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MUDANÇAS NOS CRITÉRIOS PARA EMPRÉSTIMOS DA CAFBEP
No site da CAFBEP ainda não estãos postados os novos critérios, mas, segundo a entidade, provavelmente amanhã estarão disponíveis no site e serão enviados aos funcionários os escalrecimentos necessários. Não vamos nos antecipar e vamos aguardar que a própria CAFBEP publique os novos critérios, mas desde já, parabenizamos a direção da entidade pela correta decisão.
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SOLIDARIEDADE AO SINTEPP
A sociedade paraense, e toda a categoria bancária, assiste as lamentáveis manobras políticas que o atual governo estadual se presta a tramar contra os trabalhadores e trabalhadoras em educação no Pará, que neste momento exercem seu legal e legítimo direito de greve. A ousadia e a coragem, a firmeza de propósitos e a lucidez dos nossos trabalhadores em educação pública merecem o mais absoluto reconhecimento e respeito de todo homem e mulher de bem, que crê que a educação não pode continuar sendo tratada como mercadoria, e de segunda mão.
Tornaram-se lugar comum, especialmente em períodos eleitorais, as afirmações de que a educação é o caminho para a superação das abissais mazelas que destroem as vidas da maioria de nossas crianças e jovens. Sabemos que a falta de oportunidades advém das raízes do sistema político e econômico de exclusão a que estamos submetidos, injusto na essência, e que nos foi imposto. Mas, se a educação é um dos caminhos para a superação das desigualdades, que dizer dos trabalhadores que carregam tamanha responsabilidade? Merecem continuar sobrevivendo com vergonhosos salários? Será que os educadores de nossos filhos e filhas merecem o tratamento indigno que têm recebido ao longo de décadas e décadas de governos que não cumprem o que prometem, e sucateiam a educação pública, enquanto escândalos são desvelados nas caixas pretas, que o povo clama por conhecer?
Nós, bancários e bancárias, que estamos preparados para ir além do limite de nossas forças, no sentido de defender a manutenção e o fortalecimento do Banpará enquanto banco público estadual, e os direitos, interesses e conquistas da categoria, também somos vítimas desse governo. Lutamos e conquistamos em ACT o nosso PCS, mas ele só foi implantado a partir da campanha da Associação de Funcionários do Banpará - AFBEPA e por força da Tutela Antecipada concedida pelo Juiz Federal do Trabalho Dr. Pedro Tupinambá. E durante toda a Campanha pelo PCS, e até hoje, o que vemos é a atual direção do nosso Sindicato dos Bancários partidariamente atrelada e politicamente subserviente aos governos. Porém, assim como os trabalhadores em educação, a categoria bancária também é corajosa e ousada e acreditou na verdadeira mudança, que foi golpeada de morte na apuração da recente eleição sindical dos bancários. Assim como no PCS do Banpará, também na educação, o governo não tem interesse em implantar o melhor e mais justo PCCR debatido e construído pelos trabalhadores em educação. Por isso, o verdadeiro responsável pela greve é o atual governo do estado que não conduziu o diálogo de forma respeitosa e nunca soube infundir confiança nas reuniões com a categoria, bem representada pelo SINTEPP.
A verdade é que os recursos que deveriam ser destinados a atender a educação no Pará, assim como a saúde e as melhorias reais para a vida da população, estão, provavelmente, tendo outra destinação , menos digna, por certo. No entanto, quem deve pagar por esses erros são os maus governantes que iludem o povo durante as campanhas eleitorais e não os trabalhadores. Porque o governo não usa o montante das verbas gastas com a falsa propaganda, para implantar o justo PCCR dos trabalhadores em educação pública?
Por isso, nós, Bancários e Bancárias, afirmamos, com muita honra e convicção, nossa mais plena e profunda solidariedade aos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação no Pará, porque temos a certeza de que a luta dos nossos irmãos de classe, é uma luta justa, digna, legítima e legal, que traduz uma indignação geral da sociedade que não suporta mais a corrupção e a injustiça social, política e econômica, e deseja serviços reais, cuidados reais com o povo, e uma educação de qualidade, com profissionais justamente remunerados, em condições de exercer dignamente a sagrada tarefa que lhes compete.
Viva a luta dos trabalhadores e trabalhadoras em educação! Viva o SINTEPP, que bem sabe representar e contemplar a força da categoria!
Contem sempre conosco, e que a fé na dignidade, na esperança e na vida seja sempre nossa bela bandeira hasteada e sustentada pela luta incansável dos que não desistem de acreditar!
Um forte abraço,
KÁTIA FURTADO
Presidenta reeleita da Associação de Funcionários do Banpará – AFBEPA.
Presidenta da Chapa 2 SINDICATO LIVRE É DOS BANCÁRIOS.
Belém, maio de 2010.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
SOBRE A ELEIÇÃO PARA REPRESENTANTE DOS FUNCIONÁRIOS NO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO II
A AFBEPA parabeniza e deseja sucesso ao colega Marco Antônio Lopes Monteiro que venceu com 191 votos a eleição para Representante dos Funcionários no Conselho de Administração do Banpará e, desde já, antecipa o convite ao diálogo em torno do que representa o melhor para o banco e o funcionalismo. As palavras do Representante eleito muito nos alegram quando manifestam fidelidade aos princípios estatutários da Associação: "... Este banco é um dos patrimônios do Pará e prometo defender tanto ele, quanto a categoria que faz parte da empresa.", afirmou Marco Antônio no site do sindicato dos Bancários.
A AFBEPA solicitará, em breve, uma reunião com o Representante eleito dos Funcionários para firmar um trabalho conjunto exatamente no sentido já expresso pelo colega.
ALTA ABSTENÇÃO - POR QUAIS MOTIVOS MAIS DE 400 FUNCIONÁRIOS DAS AGÊNCIAS NÃO VOTARAM?
Está no site do sindicato dos Bancários: "Seiscentos e cinqüenta bancários e bancárias do Banpará participaram da eleição que escolheu o representante da categoria no Conselho de Administração (Consad) do Banco." O voto não era obrigatório e, certamente, alguns colegas não desejaram participar, até pelo nível de desgaste da primeira eleição, anulada injustificadamente. O pouco tempo de campanha, a falta de um debate entre os candidatos, a ausência de estímulo à participação democrática da categoria foram também motivos desta alta abstenção.
Mas o maior problema, o que causou o impedimento da participação dos mais de 400 funcionários e funcionárias das agências, repita-se: das agências, foi o fato de que em várias agências da capital e interior o sistema apresentou problemas.
Já soubemos que nas agências Palácio, S. Brás, Ananindeua, BR Ananindeua, Senador Lemos e Telégrafo, houve colegas que não votaram porque, durante seu expediente de trabalho, o link para a área de voto não estava disponível. Da mesma forma, em outras agências, os relatos têm se repetido. Houve casos em que o link esteve disponível apenas por uma hora e em outros casos a permanente queda do sistema na área de voto impediu a participação de colegas. De toda forma, mais de 400 funcionários e funcionárias das agências não terem votado é um claro prejuízo ao processo eleitoral e à democracia interna no Banpará.
MAIS DO MESMO
É sempre assim. Foi assim na primeira edição da eleição para Representante dos Funcionários no Conselho de Administração, quando anularam, sem motivo legal algum, uma eleição tão limpa e mais participativa do que esta; foi assim também na recente eleição do Sindicato dos Bancários na qual o Estatuto da entidade foi rasgado e a democracia, ferida de morte. É sempre assim: querem explicar o inexplicável, justificar o injustificável, e se escondem por trás de comissões eleitorais e mesas apuradoras completamente parciais, comprometidas e subservientes.
Ora, a presidente da comissão eleitoral, nas duas edições da eleição para Representante do Conselho de Adminstração do Banpará, é uma funcionária do Sindicato e, sem entrar no mérito de sua competência profissional, está, obviamente, a serviço de seu patrão, do qual recebe ordens diretas. Lamentavelmente, estamos diante de uma fação partidária que atrela nosso sindicato e o coloca a serviço dos interesses de governos e direções de bancos.
A AFBEPA lamenta essa situação criada para iludir a categoria a partir da falsa aparência de que está tudo correto. Queremos não a aparência, a ilusão do discurso.
Queremos a VERDADE dos fatos e é sempre a verdade dos fatos e da ação permanente na defesa dos interesses, direitos e conquistas da categoria, que nos guiarão os caminhos. E serão sempre bem vindos todos e todas que quiserem somar nesta trilha da verdade, da independência, da coragem e da liberdade de lutar pelo que é certo.
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PARA PENSAR: ESPETÁCULO OBSCENO
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ESPETÁCULO OBSCENO
| Leo Lince |
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| O tempo passa, o tempo voa, a bolsa sobe e desce, a crise finge sumir e reaparece, mas a lucratividade dos banqueiros continua numa boa. Na alta ou na baixa, no sujo ou no limpo e até no mal lavado, eles ganham sempre. Mandam e desmandam nos governos, regulam os que deviam regulá-los, seguem soberanos na fortaleza inexpugnável da tirania financeira que avassala o mundo. Em todo e qualquer lugar, seja no Império Americano hipotecado, na tragédia grega ou nos pólos avançados da velha Europa, os protocolos da supremacia absoluta do capital financeiro continuam a girar as roletas do cassino. Por toda a parte, com a voracidade das matilhas, eles atacam sem dó nem piedade. Aqui no Brasil, então, nem se fala. A cada trimestre os balancetes dos bancos registram recordes cuja superação parecia impossível. A regra, que se repete de maneira cronometrada, foi confirmada na safra atual. O lucro líquido declarado pelos maiores bancos privados brasileiros nos três primeiros meses deste ano alcançou um padrão estratosférico. Nunca, em tempo algum, o Itaú, o Bradesco e Santander ganharam tanto dinheiro. Para evitar a sensaboria dos números, vamos nos limitar ao caso do Itaú Unibanco. É, por enquanto, o maior banco privado e declarou, para o trimestre, um lucro liquido de R$ 3,23 bilhões. Um aumento brutal, de cerca de 60%, em relação ao mesmo período do ano passado. Lucratividade espantosa: é o maior valor já registrado para um trimestre ao longo de toda a história do setor. Uma conta simples, dando de lambuja os domingos e feriados, define o montante do lucro líquido diário: R$ 35,9 milhões. Logo, para efeito de comparação, um trabalhador de salário mínimo levaria quase seis séculos para amealhar uma quantia semelhante. Como Brasil foi "descoberto" em 1500, para equiparar ao que o Itaú lucra num dia, o nosso trabalhador hipotético teria que ter começado sua poupança na era pré-colombiana. Uma disparidade absurda. Um retrato cruel do abismo que separa as classes sociais no Brasil de hoje. Não há ou, melhor dizendo, não deveria haver qualquer possibilidade de convívio sereno entre a consciência digna da cidadania e semelhante absurdo. No entanto, no torpor gerado pela morfina-dinheiro, o absurdo é tratado como parte integrante da paisagem. Natural como a explosão de um vulcão. A roleta financeira que gira sem freios é a imagem mais precisa do horror econômico que nos governa. A propriedade que tem o dinheiro - de existir como valor separado de qualquer substância - está na base desta vertigem da pecúnia sem limites. A violenta concentração de poder materializado no dinheiro, hermafrodita que se reproduz na relação consigo mesmo (D-D'), explica muita coisa. A dívida pública, um Himalaia de juros sobre juros. A prevalência do financiamento privado de campanhas eleitorais cada vez mais caras. O tal superávit primário, que sacrifica direitos sociais e sucateia serviços públicos essenciais para garantir o pagamento religioso dos juros. Montaigne, no célebre ensaio "Dos Canibais", relata a presença de índios trazidos do "Novo Mundo" recém descoberto para visitar a reluzente corte francesa. Ao invés de se embasbacarem com tanto luxo e riqueza, eles se espantaram foi com a desigualdade. Para eles, a brutal disparidade entre o palácio e as ruas não era natural. O sentimento igualitário do passado imemorial há de retornar no futuro utópico. Por enquanto, quando os bancos publicarem balancetes, por favor, tirem as crianças da sala para evitar o espetáculo obsceno. Rio, maio de 2010. Léo Lince é sociólogo e mestre em ciência política * |
quinta-feira, 20 de maio de 2010
OREMOS POR D. MADALENA, PELO MÁRCIO E SEUS FAMILIARES

Faleceu, por volta das 17h de hoje, a D. Maria Madalena da Silva Dias, mãe do nosso querido Márcio Dias, funcionário da AFBEPA e ex-funcionário do Banpará.
D. Madalena estava internada já há alguns dias e sofreu complicações nos rins, que exigiram uma hemodiálise urgente. Seu organismo não suportou o procedimento e ela veio a falecer.
O velório esta sendo no Golden Pax, que fica na Trav. Lomas Valentinas entre as Avenidas Duque de Caxias e 25 de Setembro.
Que estejamos todos em oração pela mãe do Márcio e todos os seus familiares que nesta hora de dor necessitam mais ainda de nosso carinho e cuidado.
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terça-feira, 18 de maio de 2010
SOBRE A ELEIÇÃO PARA REPRESENTANTE DOS FUNCIONÁRIOS NO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Dia 21 de maio de 2010 ocorrerá a segunda edição da eleição para Representante dos Funcionários no Conselho de Administração do Banpará, da mesma forma que a primeira, via intranet do banco.
Da primeira edição, na qual havia dois candidatos, todos lembramos: a eleição aconteceu sob clima de normalidade e, no entanto, dez minutos antes do final da votação, a comissão eleitoral, indicada pela atual direção do sindicato, simplesmente anulou o processo eleitoral, alegando um motivo que, até hoje, nunca foi comprovado, por ser absurdo: que havia vazamento e parciais da votação para a Presidenta da AFBEPA, Kátia Furtado e para o candidato Carlos Antônio.
Não houve vazamento de parciais, pelo menos, para as pessoas citadas, mas, se tivesse havido, nada constava no edital do processo eleitoral que proibisse que o candidato tivesse informações sobre a eleição que ocorreu durante cinco dias, via intranet do banco, até porque, a direção do sindicato, que tinha, e tem, uma candidata na disputa, certamente sabia, via comissão eleitoral, dos números da eleição.
O candidato Carlos Antônio entrou com Ação na Justiça do Trabalho e depois a retirou. Então, a atual direção do sindicato pôde convocar nova eleição.
AUSÊNCIA DE CAMPANHA
Nesta segunda edição, há cinco candidatos inscritos: mantêm-se o Carlos Antônio e a Érica Fabíola e inscreveram-se também os colegas: João Mesquita Viana, Marco Antônio Lopes Monteiro e João Henrique Carreira Lobato.
A atual direção do sindicato homologou as candidaturas no dia 12 de maio, dia em que se iniciou, oficialmente, o período de campanha, que vai até o dia 19 de maio. Ou seja, foram apenas 6 dias de campanha, considerando os dias úteis. Para dificultar mais ainda o processo, sob o manto do silêncio da atual direção do sindicato dos bancários, a direção do Banpará proibiu os funcionários de fazer política dentro do banco, proibiu, inclusive, o envio de propaganda eleitoral via e-mail funcional.
Ora, numa eleição com cinco candidatos, como será feito o convencimento dos colegas acerca do voto? Como os funcionários e funcionárias poderão decidir se não há meios de conhecer as propostas e o que pensam aqueles que se candidatam a representar a categoria no Conselho de Administração? A quem interessa esse silêncio? Não seria desigual proibir a campanha? Que democracia é essa?
É muito triste a mudança de comportamento no poder. Antes, quando eram oposição, exigiam democracia, transparência e participação política. Hoje, no poder, impedem a democracia, anulam eleição, silenciam diante da decisão direção do banco de proibir os funcionários de fazer política.
A AFBEPA acha importante o mínimo debate, mesmo diante do pouco tempo de campanha e solicitou ao banco um espaço para que todos os candidatos possam ter um encontro com os funcionários e apresentar sua plataforma de trabalho e suas perspectivas políticas diante dos principais temas que interferem diretamente na vida da categoria, dentre eles a manutenção e o fortalecimento do Banpará enquanto banco público e estadual e a defesa dos direitos, interesses e conquistas do funcionalismo.
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
OFÍCIO AO PRESIDENTE DA CAFBEP
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Belém (PA), 11 de maio de 2010.
Ofício nº: 010/2010
Sr. Presidente,
Cumprimentando-o, gostaríamos de relatar-lhe fato abaixo e no oportuno sugerir-lhe algumas providências que julgamos adequadas para a realidade dos funcionários (as) do Banco do Estado do Estado do Pará S/A, participantes do Fundo de Previdência dessa entidade de Previdência Complementar.
O REGULAMENTO DE EMPRÉSTIMO – PREV-RENDA, em seu item III. CONSIDERAÇÕES GERAIS estabelece que:
“Os avalistas/fiadores deverão apresentar margem consignável que comporte as parcelas do empréstimo; e, quando casados, será obrigatória a assinatura dos respectivos cônjuges”. (nossos grifos).
Segundo verificamos, o citado Regulamento foi aprovado pelo Conselho Deliberativo em 27-05-2008 e Alterado em 06-06-2008.
Ocorre, Sr. Presidente, que tal Regulamento, a bem de buscar preservar a liquidez do fundo PREV-RENDA, como se constata na primeira parte da deliberação, inviabiliza a vida dos tomadores de empréstimo, pois determina que o avalista do empréstimo tenha margem consignável que comporte as parcelas do empréstimo, o que impede na prática que os participantes da Caixa de Previdência recorram nas suas dificuldades financeiras à CAFBEP, como forma de solução de seus problemas, uma vez que, os avalistas na sua grande maioria, já são tomadores dessa modalidade de empréstimo.
Outrossim, vejamos o que dispõe a doutrina pátria acerca da pessoa do avalista: Segundo Fábio Ulhôa Coelho (2000, pág. 55) “aval é ato cambiário pelo qual uma pessoa (avalista) se compromete a pagar titulo de crédito, nas mesmas condições do devedor deste titulo (avalizado).
Nesse sentido, Antonio Carlos Zarif, assim se posiciona: “aval é a obrigação que uma pessoa assume por outra, a fim de garantir o pagamento de um titulo de crédito, aquele que concede o aval se denomina avalista, e a pessoa em favor de quem é concedido se chama avalizado”.
Portanto, a pessoa ao avalizar um título de crédito, responde pela dívida nele consubstanciada, e pode fazê-lo por outros meios patrimoniais, sem implicar necessariamente que o avalista seja obrigado a ter margem consignável. Caso o devedor fique inadimplente, o avalista pode responder pela dívida com bens outros que não seja o seu salário. Ademais, o avalista não tem a seu favor o benefício de ordem, o que o torna totalmente responsável pelo valor de face do título de crédito, diferentemente do que ocorre com o fiador que conta com citado beneficio.
Em relação à segunda parte, que exige a outorga do cônjuge, quando o avalista for casado, no nosso entendimento, se faz necessário esclarecer aos participantes que conforme erige a nova legislação Civil, para uma pessoa ser fiadora ou avalista é necessária a autorização do cônjuge. Antes não era necessária tal autorização para ser avalista. Caso uma instituição exija fiança ou aval nos contratos de prestação de serviços educacionais, por exemplo, os cônjuges devem assinar o contrato conjuntamente, sob pena de não validade. A outorga uxória (da mulher) ou marital (do marido) são autorizações que um dos cônjuges dá ao outro para certos atos nos quais se exige seu consentimento, tal autorização tem o propósito de dar legitimidade à obrigação que pode onerar ou gravar os bens de um dos cônjuges, afetando o matrimônio e, mesmo que indiretamente, o patrimônio comum do casal.
Por derradeiro, sugerimos ao nobre Presidente dessa Caixa de Previdência, que encaminhe em conjunto com essa diretoria, uma nova atualização do Regulamento do Empréstimo PREV-RENDA, onde seja analisada a retirada da exigência de margem consignável para o avalista/fiador, conforme entendimento acima explicitado, adequando o mencionado Regulamento à realidade desse público alvo, já que os avalistas/fiadores estão na sua maioria com as suas margens consignáveis comprometidas.
A AFBEPA agradece a sua atenção para o problema pertinente que aflige a todos os funcionários e funcionárias do BANPARÁ, e requer de V.Sa., solução breve e urgente.
Saudações Cordiais,
KÁTIA FURTADO
PRESIDENTA DA AFBEPA
Ao
Sr. Benedito dos Passos Goes
MD. Presidente da CAFBEP
NESTA
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BRINDES DE DIA DAS MÃES

Como prometido, no dia 11 de maio, às 15h na sede da AFBEPA, os funcionários da Associação, na companhia da funcionária do Banpará Arlene Cecília de Oliveira Lima, sortearam, entre as associadas, pelo número de matrícula do banco, quatro kits de beleza femininos como brindes pelo dias das mães.
As sorteadas foram:
Elizabeth Coelho de Oliveira - Ag. Cidade Nova
Juliana Naif - Matriz CPL
Sônia de Cássia Silva Furtado - Ag. Redenção
Regina Lúcia Carneiro Macias - Ag. Marabá
Parabéns a todas as mamães e que todas se sintam presenteadas nestes mimos.
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