terça-feira, 5 de maio de 2026

Na estrada, no rio a AFBEPA na linha de frente


Saímos de Belém ainda de madrugada. Não por rotina, mas por posição.
Quem acredita no poder coletivo, vai aonde esse poder está.

Estivemos em Vigia, São Caetano de Odivelas, Castanhal, Castanhal Jaderlândia, Bujaru, Santa Izabel, Ponta de Pedras e São Sebastião da Boa Vista. Caminhos opostos, longas distâncias, por estrada e pelo rio. Mas existe algo que encurta qualquer trajeto: propósito.

Porque quando você entende que cada trabalhador(a) carrega uma história, uma família e uma luta, nenhuma distância é grande demais. E os nossos associados(as) são, para a nossa Afbepa, fonte de luta e proteção.

Mas essa matéria não é só sobre onde estivemos. É sobre o que está acontecendo, e se você está percebendo.

Vamos direto ao ponto.

Em 2024, o sindicalismo impôs nacionalmente a nossa categoria o baixíssimo reajuste de 4,64%.
O Banpará, com a firmeza da nossa atuaçãocoletiva, fechou a 8,5%.

A pergunta não é “qual número é maior”.
A pergunta é: o que fez essa diferença existir?

Foi acaso?
Foi benevolência do sistema?
Ou foi postura de classe, enfrentamento e negociação que luta a favor de melhores salários?

Agora pense com honestidade: *o que você quer na sua data base?*

Você que acorda cedo todos os dias.
Que cumpre meta.
Que segura pressão.
Que faz resultado.

Você se sentiria representado com um reajuste que só cobre a inflação e te dá um humilhante ganho real?
Ou com algo que, de fato, muda seu poder de compra, sua vida, sua dignidade?

Isso tem nome: *ganho real.*
E ganho real não vem de silêncio.
Não vem de acomodação.
Não vem de quem se dobra.
Principalmente, porque cada trabalhador (a) produz milhões, bilhões ou trilhões de lucro com o seu trabalho para os Banqueiros e Direções de Bancos. 

Houve um tempo em que o movimento sindical bancário era referência de luta de classe. E não era por discurso bonito, era por Luta. Direitos foram conquistados porque houve firmeza. Porque houve enfrentamento. Porque alguém decidiu não aceitar o mínimo.

E hoje?

Se você olhar com atenção, vai perceber:
quando a postura enfraquece, os números acompanham.
Quando a pressão diminui, o resultado também diminui.

A diferença entre 4,64% e 8,5% não é só matemática.
É política.
É estratégia.
É escolha.

E talvez a reflexão mais importante seja essa: o que acontece com uma categoria quando ela deixa de lutar?

Se hoje o Banpará ainda não se equiparou aos piores índices, não é coincidência.
É porque existe Resistência.
Existe posicionamento.
Existe quem ainda entenda que representar não é agradar, é defender, é Lutar até o último fio de Esperança.

Seguimos em rota.
Mas não apenas visitando agências.

Estamos provocando consciência.

Porque no fim, nenhuma campanha salarial é só sobre números.
Ela revela o quanto uma categoria aceita 
ou o quanto ela decide reagir.

Confira as fotos:

Ag. Castanhal



Ag. Castanhal Jaderlândia 

Ag. Bujaru

Ag. Ponta de Pedras

Ag. São Sebastião da Boa Vista


Ag. Santa Izabel 


Ag. Vigia 

UNIDOS SOMOS FORTES
A DIREÇÃO DA AFBEPA

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