quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

BANCÁRIOS FARÃO JORNADA INTERNACIONAL DE LUTAS CONTRA PRÁTICAS ANTISSINDICAIS

Os bancários da América Latina estarão mobilizados em uma Jornada Internacional de Lutas, entre os dias 14 e 17 de dezembro. Os sindicatos vão às ruas exigir o fim das práticas antissindicais dos bancos multinacionais, que agem contra o direito de livre organização dos trabalhadores ao perseguir e demitir aqueles que se aproximam do movimento sindical, desrespeitando as leis trabalhistas dos países e diversas normas internacionais.

A decisão foi tomada durante a 5ª Reunião Conjunta de Redes Sindicais de Bancos Internacionais, cuja segunda etapa se encerrou nesta quarta-feira, 2, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. O evento reuniu sindicalistas de vários países da América e da Espanha e foi realizado em duas etapas: a primeira ocorreu em Santiago, no Chile, nos dias 26 e 27 de novembro, e reuniu bancários de Itaú Unibanco, HSBC e BBVA. A segunda reuniu trabalhadores do Santander, Banco do Brasil e da Rede de Bancos Públicos. Os participantes trocaram experiências sobre os principais problemas que os bancários enfrentam em cada país e definiram estratégias de luta unificada.

Os trabalhadores avaliaram a evolução das articulações internacionais do movimento sindical. Foi constatado que, desde 2001, os bancários vêm atuando de forma organizada em alguns bancos em nível internacional, com pautas unificadas e representantes legítimos, e esse processo se ampliou desde então. Mesmo assim, até agora, as empresas se negam a negociar com os trabalhadores em nível mundial e a assinar acordos marcos. Para piorar, os bancos aumentaram sensivelmente as práticas antissindicais em todos os países, numa ofensiva contra os direitos dos trabalhadores.

"O movimento sindical não aceitará passivamente esse movimento dos bancos para coibir o direito de organização dos trabalhadores. Vamos utilizar todos os meios ao nosso alcance para garantir nossos direitos, intensificando agora o uso de instrumentos internacionais como as denúncias para OIT e a OCDE", afirma Ricardo Jacques secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT. "Continuamos apostando na abertura de processos de negociação internacionais e na assinatura de acordos marcos globais para garantir os direitos dos bancários", acrescenta.

Leia mais em Contraf/CUT




DÚVIDAS E INCERTEZAS SÃO ROTINA PARA OS BANCÁRIOS DA NOSSA CAIXA APÓS INCORPORAÇÃO AO BB

Bancários da Nossa Caixa retomam nesta quinta debate sobre migração ao BB


Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São Paulo A Contraf-CUT e as entidades sindicais se reúnem nesta quinta-feira, dia 3, com o Banco do Brasil, na sede da Confederação, em São Paulo, para retomar o processo de negociação em torno da migração dos trabalhadores do ex-banco paulista.

Segundo a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Raquel Kacelnikas, diversos funcionários da Nossa Caixa estão com dúvidas em relação ao simulador disponibilizado pelo BB para saber como ficará a sua situação na nova empresa.

"Queremos discutir nas negociações todos os casos apontados pelos trabalhadores. As pessoas estão dando um passo importante em suas vidas profissionais e têm de estar seguras em relação ao futuro", afirma a dirigente.

Dentre as questões levantadas pelos bancários está a situação dos coordenadores de tesouraria, dos caixas eventuais, da estrutura administrativa e se realmente procede a intenção da direção do BB de transformar em correspondente bancário as agências instaladas em Poupatempo.

"Os cargos das pessoas têm de estar bem definidos para dar tranqüilidade a todos. A possibilidade de mudança no Poupatempo, com a qual não concordamos por entendermos que realizam uma função social importante, deixa uma incerteza enorme nos bancários desses locais", ressalta Raquel.

Ela pede que os trabalhadores enviem todas as dúvidas que tiverem sobre o termo de migração e o simulador. "Vamos levar todas as situações específicas para serem discutidas com o banco. Assim, permanece a orientação de não fazer a migração, até porque está assegurada que ela será retroativa ao dia 2 de dezembro", acrescenta.

Na negociação desta quinta também será reivindicada a elaboração de calendário para iniciar as discussões de saúde e previdência complementar.

Protestos

A reabertura das negociações com o Banco do Brasil foi assegurada após uma série de manifestações realizadas pelos funcionários da Nossa Caixa em todo o Estado. Movimento que foi coroado com um "abraço" no prédio da matriz da instituição financeira na segunda-feira, dia 30 de novembro, no centro de São Paulo, mesmo dia em que as assembléias de acionistas do BB e da Nossa Caixa aprovaram a incorporação. Também houve minuto de silêncio e "abraço" à agência Centro de Campinas.


Fonte: Contraf-CUT / Seeb São Paulo



quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

SENADOR NERY APOIA REIVINDICAÇÕES DE FUNCIONÁRIOS DO BANPARÁ

[Foto: senador José Nery (PSOL-PA)]

O senador José Nery (PSOL-PA) defendeu em Plenário as reivindicações da Associação dos Funcionários do Banco do Estado do Pará (AFBEPA), encaminhadas à governadora do estado Ana Júlia Carepa. Os servidores, disse José Nery, pedem o fortalecimento do Banpará como banco público, a tutela antecipada do plano de cargos e salários e o combate à prática de assédio moral e da pressão pelo cumprimento de metas, entre outras reivindicações.

Nery leu carta assinada pela associação e endereçada à governadora. E assinalou que boa parte da sociedade paraense e dos funcionários do banco discorda da possibilidade de incorporação do Banpará pelo Banco do Brasil.

Fonte: Agência Senado.


MUITO OBRIGADO,

SENADOR NERY.




"... É PRECISO TER FORÇA, É PRECISO TER GARRA, É PRECISO TER SONHO SEMPRE!"





Acima: botton, panfletos, uma das faixas e a frente da camisa do PCS. Instrumentos de luta da Campanha pelo PCS que marcaram para sempre a vida dos bancários e bancárias do Banpará.

A Vitória foi fruto da nossa União, que nos fez e nos fará sempre cada vez mais Fortes!



".. é preciso ter força
É preciso ter garra
É preciso ter sonho, sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida!"
Milton Nascimento






terça-feira, 1 de dezembro de 2009

VITÓRIA DO FUNCIONALISMO: PCS EM JANEIRO E INDENIZAÇÃO DAS PERDAS



EM MASSIVA ASSEMBLÉIA, FUNCIONALISMO DO BANPARÁ APROVOU O ACORDO.

Por ampla maioria os bancários e bancárias do Banpará presentes na assembléia de hoje, dia 1º de dezembro, votaram pela aprovação da proposta construída na reunião entre a direção do Banpará e o Sindicato dos Bancários, Fetec/cn, Contraf e AFBEPA.


Durante a assembléia interviram as entidades representativas dos funcionários e também alguns colegas que ponderaram sobre a necessidade de maiores esclarecimentos acerca da proposta de acordo, ressentindo-se da ausência do escritório de advocacia que patrocina a Ação. Ressaltaram estes colegas que, para decidir pela manutenção da Tutela Antecipada ou pela proposta de acordo com o banco, precisariam estar mais bem informados sobre as consequências de uma ou outra opção.

Alguns propunham adiar a decisão para uma outra assembléia com a presença do escritório de advocacia e também propunham o aumento do valor do ticket para mil reais, já que é isento de encargos.
Outras intervenções foram no sentido de aprovação imediata da proposta.

PESO DAS DÍVIDAS FOI DECISIVO PARA APROVAÇÃO DA PROPOSTA.

O debate foi curto. Apenas seis intervenções além das falas das entidades.
Muitos bancários se manifestaram, em conversas paralelas, defendendo a aprovação da proposta pela pressa em ter o dinheiro no bolso, a grande maioria, para quitação de dívidas. Por fim, a proposta foi aprovada.

O ACORDO POSSÍVEL. A VITÓRIA DO FUNCIONALISMO!
Na mesa de negociação antes da assembléia o banco havia deixado claro que a proposta apresentada era o limite na negociação. Mesmo aquém do que a Tutela Antecipada garantia, é uma vitória da mobilização do funcionalismo. Uma vitória da Campanha pelo PCS na qual a AFBEPA investiu mais de 8 mil reais para que o nosso sonho virasse realidade. Aos que lutaram juntos nas reuniões na AFBEPA e nas salas da Unipop, que distribuíram os panfletos, as camisas, os bottons, que reproduziram os ofícios solicitando ao Sindicato que chamasse as assembléias, onde aprovamos, corajosamente, a Ação de Cumprimento que teve como fruto a Tutela Antecipada, a todos os bancários e bancárias do Banpará: Parabéns! A vitória é nossa!


ANTES DA CAMPANHA PELO PCS E DA TUTELA ANTECIPADA ERA O NADA.

Só a partir da Tutela Antecipada começamos a ter força para negociar. Sem a luta, a Campanha pelo PCS, a Ação de Cumprimento e a Tutela Antecipada, não teríamos conseguido nada.

Em abril de 2009, o banco apenas iria comunicar, friamente, que o PCS não seria implantado na data acordada no ACT - 18 de maio de 2009. O banco ofereceu um tíquete de apenas R$ 250,00, prometendo implantar o PCS em agosto de 2009. Findou agosto e nossa única saída foi decidir pela Ação de Cumprimento. Foi após a Campanha pelo PCS, a Ação de Cumprimento e a Tutela Antecipada que o banco passou a nos respeitar e só então pudemos negociar de verdade, até chegarmos a estes valores razoáveis, hoje aprovados na assembléia.

A PROPOSTA APROVADA
1) Transação judicial prorrogando o prazo de realização do reenquadramento para janeiro/2010;

2) Adoção da tabela salarial e critérios propostos pelo grupo paritário para o reenquadramento;

3) Retomada ainda em dezembro do grupo de trabalho para o desenvolvimento de proposta de sistema de evolução funcional;

4) Considerando a repactuação do prazo de implantação, pagamento de abono linear escalonado em faixas de tempo de serviço e tíquete extra de R$ 200,00.

ABONO
Faixa 1 - até 5 anos de serviço - R$ 600,00.

Faixa 2 - de 6 anos a 10 anos de serviço - R$ 1.000,00.

Faixa 3 - de 11 anos a 15 anos de serviço - R$ 1.300,00.

Faixa 4 - de 16 anos a 20 anos de serviço - R$ 1.700,00.

Faixa 5 - a partir de 21 anos de serviço - R$ 2.400,00.


Sobre estes valores incidirão: FGTS - 8% calculado sobre o valor do abono, e INSS e IR, conforme a faixa de enquadramento.

O tíquete extra de R$ 200,00 será pago linearmente a todos os funcionários.

O abono e o tíquete serão pagos até o dia 15 de dezembro de 2009.

*

"Acreditamos que esta luta de mais de 15 anos chegou a um termo positivo para os bancários e bancárias do Banpará, o que nos faz acreditar que só unidos, mobilizados e firmes em nossos propósitos, somos realmente fortes! Valeu e valerá sempre acreditar e lutar pela DIGNIDADE, pela verdade, pelo que é certo e justo! Parabéns a todos os colegas! A vitória é nossa!" Afirma Kátia Furtado, presidenta da AFBEPA.




PCS: FUNCIONALISMO GANHOU TUTELA ANTECIPADA NA JUSTIÇA DO TRABALHO

PCS DEVE SER IMPLANTADO ATÉ FINAL DE JANEIRO DE 2010

DECISÃO PROFERIDA PELO EXCELENTÍSSIMO JUIZ FEDERAL DO TRABALHO DA 8ª REGIÃO DR. PEDRO TOURINHO TUPINAMBÁ, EM SEDE DE TUTELA ANTECIPADA AOS FUNCIONÁRIOS DO BANPARÁ

" Tendo em vista a nota emitida pelo BANPARÁ e juntada pelo Sindicato-autor às fls. 45/146 dos autos, estabelecendo a data-limite para a implantação do PCS em janeiro/2010, defiro a antecipação de tutela requerida (opção 3) a fim de que seja expedido mandado de cumprimento ao BANPARÁ para que implemente o PCS previsto no acordo coletivo 2008/2009 até o final de janeiro/2010 (com efeito retroativo a maio/2009), sob pena de multa de R$2.000,00 (dois mil reais) por dia de inadimplemento, a ser revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT. Notifique-se o Sindicato-autor e também o BANPARÁ do teor desta decisão. Aguarde-se a audiência inaugural, prevista para o dia 14/09/2009, às 11h, quando o BANPARÁ deverá apresentar sua contestação à presente ação de cumprimento".

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C E R T I D Ã O

Certifico, para os devidos fins, que o expediente supra foi conferido e encaminhado, nesta data, para publicação no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho - DEJT.

Emitida em 26/08/2009.

ALEXANDRE NASCIMENTO DA SERRA FREIRE

Assistente de Juiz.

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Veja abaixo redação do pedido nº 3, constante da Ação de Cumprimento:

3. "Considerando a nota da empresa e o aceno em cumprir o acordo em janeiro de 2010, requer seja determinado que tal data seja o termo limite para o cumprimento da avença coletiva sob pena de multa diária de R$100.000,00 (cem mil reais) por dia no caso de descumprimento da decisão judicial, observando contudo os efeitos retroativos a maio de 2009".


A FORÇA DA TUTELA ANTECIPADA GARANTE O PCS EM JANEIRO DE 2010, COM EFEITO RETROATIVO A 18 DE MAIO 2009.

Quando antecipa a tutela, como no caso do nosso PCS, o magistrado se debruça sobre o MÉRITO da questão definindo o que, certamente, deverá ser confirmado em sentença. Tanto assim, que a antecipação da tutela obedece a critérios muito rigorosos para que o magistrado esteja, realmente, convencido da justeza da causa reclamada.

No caso da Ação de Cumprimento do nosso PCS, as provas estavam muito bem documentadas e não deixaram dúvidas para o magistrado acerca da verdade alegada.


PEDIDO DE EXECUÇÃO DO MANDADO DE CUMPRIMENTO SERÁ FEITO.

Antes da Tutela Antecipada não tínhamos nem o PCS e nem cálculo algum das perdas. O banco se dispunha a conceder apenas um ticket de R$ 250,00. Hoje temos a Tutela Antecipada que GARANTE o nosso PCS em janeiro de 2010, com EFEITO RETROATIVO a 18 de maio de 2009.

Se decidirmos por manter a Tutela Antecipada, ao invés de aceitar apressadamente qualquer proposta do banco, ao início de janeiro de 2010 a advogada do Sindicato dos Bancários entrará com o pedido de execução do Mandado de Cumprimento e teremos o nosso PCS implantado com o efeito retroativo.


"A PRESSA É INIMIGA DA PERFEIÇÃO"

A pressa é inimiga da perfeição, já diz um sábio ditado popular. Hoje, temos tudo a nosso favor. Não cedamos a pressões de nenhuma instância. Devemos ter calma, equilíbrio e independência para decidir sempre pelo que for o melhor para nós, bancários e bancárias do Banpará.

O mais importante é que podemos ter clareza de que:

1) A TUTELA ANTECIPADA NOS FAVORECE COMPLETAMENTE porque, além de garantir a implantação do PCS, também garante a retroatividade, e clicando aqui podemos ter uma visão parcial de nossas perdas financeiras desde 18 de maio de 2009.

2) A TUTELA ANTECIPADA SERÁ EXECUTADA EM JANEIRO DE 2010, quando será implantado o PCS com efeito retroativo a 18 de maio de 2009.

O PCS É NOSSO!

TODOS À ASSEMBLÉIA HOJE, 18h.
NO SINDICATO.

UNIDOS SOMOS FORTES!





domingo, 29 de novembro de 2009

PARA PENSAR

CELEBRAÇÃO DA DESCONFIANÇA

"
No primeiro dia de aula, o professor trouxe um vidro enorme:

- Isto está cheio de perfume - disse aos alunos - Quero medir a percepção de cada um de vocês. Na medida em que sintam o cheiro, levantem a mão.

E abriu o frasco. Num instante, já havia duas mãos levantadas. E logo cinco, dez, trinta, todas as mãos levantadas.

- Posso abrir a janela, professor? - suplicou uma aluna, enjoada de tanto perfume, e várias vozes fizeram eco. O forte aroma, que pesava no ar, tinha-se tornado insuportável para todos.

Então o professor mostrou o frasco aos alunos, um por um. Estava cheio de água.
"


EDUARDO GALEANO
N' O Livro dos Abraços.


*

DEBATE SOBRE DESTINO DO BANPARÁ

Abaixo o post no blog Espaço Aberto no qual o jornalista Paulo Bemerguy reproduz o comentário de um anônimo:

Destino do Banpará deve ser discutido por todos

De um Anônimo, sobre a postagem Manifesto defende o fortalecimento do Banpará:

O Banpará é do Pará, e não de um governo, mesmo que o Estado seja o acionista majoritário. O Pará tem um povo. O Banpará tem dinheiro público investido. É um banco do nosso Estado. Está sucateado, defasado, sugado por governos passados, mas é nosso. É de todos.
A questão do destino do Banpará não deveria estar sendo tratada apenas pela associação de funcionários.

Não se pode tratar a incorporação do Banpará pelo Banco do Brasil como um fato já consumado. Se por um lado há vontade política da governadora, e por outro, os níveis de disputa no mercado empurraram para o limbo os últimos bancos estaduais restantes da era das privatizações tucanas, a associação de funcionários aponta um bom caminho: o banco social. Mas mesmo assim precisa ser, no mínimo, auto-sustentável.

Este debate precisa ser travado pela sociedade



Fonte: Espaço Aberto

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O OFÍCIO AO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO

Ofício nº 395/2009

Belém (PA), 27 de novembro de 2009.

Exmo. Sr. Secretário,

A violência é um fenômeno revelador da crescente miséria social e causa profundas e terríveis deformações no conjunto das relações sociais. Rapidamente as cidades vêm se transformando em um cenário de guerra urbana onde todos somos perdedores.

Neste contexto, os bancários e bancárias, que, por dever de ofício trabalham com altos valores, muitas vezes transportando grandes somas em dinheiro sem a devida segurança, são alvos fáceis das quadrilhas de assaltantes. Se é assim na região metropolitana, onde a presença da segurança pública é maior, pior é o quadro no interior do estado.

A AFBEPA, infelizmente, não pode deixar de afirmar que ser bancário é profissão de risco. E não apenas os bancários, mas também seus familiares estão sob foco de assaltantes que esquadrinham a rotina de toda a família do bancário ou bancária para realizar ações planejadas como os seqüestros relâmpagos, por exemplo.

Recentemente, várias agências e postos de atendimento do Banpará como: PAB Anapu, PAB PM, Ag. D. Eliseu, Ag. Concórdia, PAB Primavera, Ag. Viseu, PAB ALEPA e Ag. Maracanã sofreram violentos assaltos, que deixaram um saldo desumano com bancários e familiares feridos, reféns e até um pai de estagiário morto, dessas violências perpetradas por meliantes, nascem seqüelas profundas que custam a cicatrizar e em alguns casos jamais cicatrizam.

Não por acaso os assaltos, cercados de brutal violência, ocorrem no período de pagamento dos salários dos funcionários públicos. Fica evidente que as quadrilhas agem de forma planejada. Em Maracanã, ainda hoje pela manhã, os assaltantes usavam uma viatura da polícia.

Internamente, o setor de segurança do Banpará, tem feito um excelente trabalho articulado com os setores de inteligência da segurança pública estadual, da polícia federal, da polícia rodoviária federal e dos bancos públicos e privados, mas precisa de maior apoio e investimento financeiro do banco para efetivar os projetos voltados à defesa da segurança, da vida e do patrimônio.

Não podemos mais continuar vivendo sob o terror cotidiano da ameaça de assaltos. Precisamos de proteção e prevenção, de segurança não só para nós, bancários, mas para nossos familiares que estão sob risco constante de seqüestros, para os clientes e para o patrimônio do banco.

Através deste ofício, Senhor Secretário, solicitamos, em caráter de urgência, que seja realizada uma reunião convocada por essa Secretaria de Segurança Pública para debater alternativas de caráter emergencial, e a longo prazo, para que se trace alternativas que ajudem a resolver os impasses referentes à in-segurança bancária.

Dentre as alternativas, nos parece que um caminho seria a colocação de mais efetivos de segurança pública a proteger a sociedade, dia e noite, no entorno das agências e PABs do Banpará quando em período de pagamento dos funcionários públicos, principalmente agora, onde o BANPARÁ está a pagar os salários e 13º salário desse funcionalismo.

Solicitamos ainda que para esta reunião sejam convidados, além desta AFBEPA, a direção e o setor de segurança do Banpará, o Sindicato dos Bancários, a Comissão de Direitos Humanos da OAB, a Comissão de Direitos Humanos da ALEPA, a SPDDH e demais entidades que lhe pareçam identificadas com o tema.

Agradecemos a atenção dispensada e aguardamos breve e positivo retorno.

Atenciosamente,

Kátia Furtado

Presidenta AFBEPA.



AO

EXMO SR. DR. GERALDO JOSÉ DE ARAÚJO

MD SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO PARÁ.

NESTA

C/CÓPIA PARA A COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA OAB


__________________

Além do ofício ao Secretário de Segurança Pública do Estado, também foi enviado o ofício à Diretoria Administrativa do Banpará solicitando que envide esforços para que a reunião entre as instituições se efetive e sejam encontradas alternativas concretas para o problema da in-segurança bancária no Banpará.








IN-SEGURANÇA PÚBLICA. TRAGÉDIA ANUNCIADA.

Duas tragédias que se desdobraram em mais tantas, abalaram hoje pela manhã o funcionalismo do Banpará e a sociedade paraense. A Coordenadora do PAB ALEPA teve sua filha e sua empregada sequestradas às 4h da madrugada, e de manhã um brutal assalto na Agência Maracanã deixou vários feridos, um bancário refém e morto um pai de estagiário.

SEQUESTRO DA FILHA E DA EMPREGADA DA COORDENADORA DO PAB ALEPA.

Às 4h desta madrugada, bandidos invadiram a casa da Coordenadora do Posto de Atendimento da Assembléia Legislativa do Estado e sequestraram sua filha e sua empregada. Seguindo o modus operandi das quadrilhas, enquanto alguns rumaram em destino incerto com as reféns, outros seguiram com a Coordenadora até o PAB e exigiram valores disponíveis no posto como resgate imediato. A filha e a empregada foram soltas, mas só agora pela manhã.

ASSALTO NA AGÊNCIA DO BANPARÁ EM MARACANÃ.
Hoje pela manhã, a agência do Banpará em Maracanã foi brutalmente assaltada. Vários bandidos chegaram na viatura da polícia atirando contra o prédio. Arrebentaram completamente e agência e espancaram o gerente e a coordenadora. Fizeram um caixa como refém e roubaram 700 mil reais. Na fuga, assassinaram o pai de um estagiário que, desesperado com a notícia, correu em defesa do filho e recebeu o tiro que lhe levou a vida.

ONDE ESTAVA A SEGURANÇA PÚBLICA?
Não é novidade para ninguém que em dia de pagamento dos salários do funcionalismo público, as agências do Banpará, que possui a conta única do Estado, são o alvo principal de assaltantes que ficam à espreita, nas redondezas do banco para roubar clientes, e das quadrilhas, mais bem equipadas e metodicamente planejadas para grandes roubos.

Se é assim praticamente todo mês, avaliem ao final do ano, quando é pago, além do salário, o 13º salário!

Todos sabemos que o volume de recursos nas agências é muito maior neste período, o que torna absolutamente previsível a ação das quadrilhas e dos assaltantes.

É incompreensível que o Governo do Estado, a Segurança Pública e a Direção do Banpará não efetivem um maior esquema de segurança preventiva para proteger os bancários e bancárias, seus familiares, os clientes e o patrimônio do banco, delegando apenas à empresa privada a segurança das agências e pabs.

Ao mesmo tempo, o setor de segurança do Banpará, que tem feito um excelente trabalho articulado com os setores de inteligência da segurança pública estadual, da polícia federal, da polícia rodoviária federal e dos bancos privados, precisa de maior apoio e investimento financeiro do banco para efetivar os projetos voltados à defesa da segurança, da vida e do patrimônio.

A AFBEPA está presente acompanhando o atendimento às vítimas defendendo a integridade física e psicológica dos bancários, bancárias e seus familiares, já completamente abalados pelos fatos.

Solicitaremos, ainda hoje e em caráter de urgência, uma reunião conjunta com as entidades de classe, a direção do Banpará e a Secretaria de Segurança Pública, com o objetivo de que se construa uma saída racional para o impasse da segurança bancária no Banpará, especialmente em período de pagamento do funcionalismo do Estado.

Uma das saídas é que sejam colocados efetivos da segurança pública fazendo a proteção da sociedade, dia e noite no entorno das agências bancárias e pabs do Banpará, nos períodos de pagamento dos funcionários públicos estaduais.

Outra medida importante é que a direção do Banpará pague os 30% sobre o salário base a título de adicional de periculosidade, haja vista o enorme grau de risco a que os bancários e bancárias são exposto atualmente.

Aos colegas em serviço, oremos e estejamos alertas, protegendo, sobretudo, nossa vida e as vidas de nossos familiares, o que é uma das funções precípuas do Estado.