Foram 48 anos de dedicação, história e contribuição que deixam marcas valiosas em todos que tiveram o privilégio de caminhar ao seu lado.
Com carinho e respeito, compartilhamos abaixo suas palavras de despedida, que refletem não apenas o fim de um ciclo, mas a grandeza de uma caminhada construída com compromisso e honra.
“Hoje escrevo não apenas para comunicar um encerramento de ciclo, mas para compartilhar um sentimento.
Foram quase 48 anos de caminhada no Banpará. Mais do que um tempo de serviço, foi uma parte essencial da minha vida — um lugar onde cresci, aprendi, enfrentei desafios e construí relações que levarei para sempre.
Nem sempre foi fácil. Vivemos períodos de grande incerteza, em que bancos estaduais enfrentaram dificuldades profundas e o futuro parecia, muitas vezes, indefinido. Foram tempos de transformação, de pressão e de decisões difíceis.
E foi exatamente nesses momentos que mais aprendi.
Aprendi que permanecer exige coragem. Que seguir em frente exige equilíbrio. E que honrar o que é público exige, acima de tudo, caráter.
Ao longo dessa trajetória, tive a oportunidade de exercer diversas funções e viver experiências que me marcaram profundamente. Em diferentes momentos, precisei me reinventar, aprender coisas novas e me adaptar a realidades desafiadoras — e foi isso que reforçou em mim a convicção de que nunca devemos parar de evoluir.
Mas, acima de tudo, aprendi que ninguém constrói uma história sozinho.
Nos momentos mais difíceis, foi na minha família que encontrei a força para continuar. Foi ela o meu alicerce, meu equilíbrio e minha razão de seguir em frente.
Hoje, ao olhar para trás, não vejo apenas uma carreira. Vejo uma história feita de pessoas, de aprendizados e de escolhas.
Levo comigo amizades sinceras, lições valiosas e a certeza de que procurei, todos os dias, fazer o melhor que podia.
Se eu puder deixar algo, deixo isso: os tempos mudam, as circunstâncias mudam, mas os valores precisam permanecer.
Encerro esse ciclo com o coração cheio de gratidão, serenidade e orgulho pela caminhada que construí.
Levo comigo a consciência tranquila de quem fez o melhor que pôde — e deixo o exemplo de que isso sempre será suficiente para construir uma grande história.
Muito obrigado a todos que fizeram parte dessa jornada.
João Mesquita Viana.
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