segunda-feira, 13 de abril de 2026

Diante de respostas vagas de cláusulas não cumpridas do ACT 2024/2026, AFBEPA cobra posicionamento do Banpará em ofício



A AFBEPA protocolou o Ofício nº 08/2026 em resposta à Carta nº 021/2026 do Banpará, evidenciando um cenário preocupante: das nove cláusulas questionadas e encaminhadas para que o Banco desse respostas, algumas estão em vias de serem cumpridas, em outras há equívocos e, ainda, Cláusula que querem negociar novamente e cláusula sem resposta.

Logo de início, a nossa Entidade apontou um desvio de foco por parte do Banco, que trouxe justificativas que não dialogam com o que foi solicitado, datas e medidas concretas que já haviam sido cumpridas, em relação as econômicas, e isso não era a pergunta.

Entre os principais pontos, chama atenção o silêncio do Banco desde outubro, momento no qual o Dirad encaminhou ao Sindicato dos Bancários a sua posição sobre quem são os DEMAIS DEPENDENTES COM DEFICIÊNCIA, ou seja, já é de conhecimento do Sindicato, desde outubro de 2025, quem é para o Banpará essas pessoas, mas não disseram nada para o funcionalismo.

Segundo o Banpará, o Sindicato pediu, novamente, negociação sobre esse ponto na Campanha salarial deste ano.  

A AFBEPA questiona: por que rediscutir algo que já deveria estar apenas sendo cumprido? O Banpará tem um posicionamento, se difere do que a Lei define, temos que ir para Justiça para o Banco cumprir.

No caso do PCS (Cláusula 15), o Banco afirma que o tema está em análise e promete divulgação “até o final do mês”, sem considerar o pedido feito pela representante dos funcionários (as) Kátia Furtado, de defesa de posições, junto à Diretoria do Banco.

Sobre as gratificações (Cláusula 17), o Banpará declara que os valores estão acima do mercado, mas não apresenta qualquer parâmetro ou estudo que sustente essa afirmação, o que fragiliza o argumento e reforça a falta de transparência.

Já as cláusulas 18 e 19, que tratam da classificação de agências e programa de bonificação, recebem respostas genéricas, e no caso da Bonificação, está desconectada do que foi negociado. A AFBEPA destacou que, especialmente nesse caso, o modelo defendido em mesa é de que esse comissionamento da venda de produtos seja mensal e voltado aos atendentes, e o Banpará remete esse ponto a ciclos, como é a classificação das agências.

A situação se repete em outros pontos:
A avaliação de condições de trabalho (Cláusula 27) teria sido concluída, mas nunca foi apresentada à Afbepa;
O teletrabalho (Cláusula 29) segue sem qualquer previsão;
O aumento de rede conveniada do plano de saúde em regiões estratégicas (Cláusula 60) permanece sem resposta;
– E, de forma mais grave, o Banco afirma cumprir a assistência multiprofissional (Cláusula 68, parágrafo 5°), mesmo sem oferta real de serviços de psicologia e psiquiatria aos trabalhadores(as).

Diante desse cenário, o ofício da AFBEPA não apenas cobrou respostas, mas evidenciou um padrão: ausência de prazos, respostas evasivas e, em alguns casos, afirmações que não se sustentam na prática.

A nossa AFBEPA reforça a necessidade de posicionamentos claros e objetivos por parte do Banpará, especialmente diante de compromissos já firmados em acordo coletivo.


UNIDOS SOMOS FORTES
A DIREÇÃO DA AFBEPA

Nenhum comentário: