domingo, 4 de outubro de 2009

FÉ, UNIÃO E FORÇA. A CARTA DA PRESIDENTA DA AFBEPA.

"
...
Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio
e a minha fortaleza,
o meu Deus, em quem confio.

...
a sua verdade é escudo e broquel.

Não temerás os terrores da noite,
nem a seta que voe de dia,

nem peste que anda na escuridão,
nem mortandade que assole ao meio-dia.

Mil cairão ao teu lado,
e dez mil à tua direita;
mas tu não serás atingido.
...
"
Salmo 91. Trecho.

Fé. Poder maior, capaz de mover montanhas dentro e fora de cada um de nós. Fé, que nos sustenta a vida, a alegria e a força de levantar a cada dia e seguir em frente. É com fé que eu escrevo esta mensagem aos meus colegas de trabalho. Uma fé que busco alimentar a cada momento de luta ou paz, quando escuto um desabafo sofrido, ou mesmo no silêncio de um olhar.

Não fosse a fé, não teríamos conseguido chegar até aqui.
Na AFBEPA temos tentado olhar e tratar de cada bancário ou bancária como ser humano. Cada um com sua história, suas dores e alegrias, com seu brilho próprio e especial que é o que faz o conjunto ser muito bom.

Todos os dias temos sido guerreiros ou guerreiras, temos honrado o trabalho que nos sustenta. Deixamos nossas casas, nossos filhos e, às vezes cansados, ou mesmo preocupados, nos deslocamos aos nossos postos de trabalho para, em quaisquer condições, cumprirmos a jornada abençoada que nos garante a sobrevivência.

Mas, no fundo de nossos corações, nós sabemos, nós sabemos sim, que merecemos mais que apenas sobrevivência. Merecemos plena vivência, dignidade, tempo pra sermos humanos. Nem todos temos a consciência do embrutecimento diário. Nem todos percebemos que, mesmo sendo humanos, temos que cultivar a humanização. Muitos entre nós aceitam, incoscientemente, se tornar máquinas de metas e lucros e, apenas, sobreviver.

Por isso lutamos: pela consciência sempre presente de sermos humanos. E isto significa poder ter energia para abraçar nossos filhos, educá-los com amor, sentir emoção ao escutar uma bela canção, se indignar ante uma injustiça, tocar e sentir o perfume de uma flor, serenar o corpo e alma ao cair da tarde, olhar nos olhos, respirar com calma, respeitar, amar...


Estamos em greve. Como humanos que somos, paramos.
Estamos em luta por nossa minuta específica que busca crescer em nós esta consciência, quando efetiva a limitação da exploração diária com o ponto eletrônico, quando clama por saúde, segurança, liberdade, e dignidade, com o PCS, quando busca justiça na repartição do fruto do nosso trabalho, com a PLR.

Durante todos os dias do ano, servimos ao nosso banco, trabalhamos como máquinas. Nestes poucos dias de greve paramos para olhar um pouco para nós mesmos. Paramos para refletir, para conversar, para caminhar em defesa de sermos humanos. São alguns dias apenas, mas fundamentais para que nos encontremos como pessoas.

Aos bancários e bancárias que já estão em greve, continuemos firmes e unidos. Resistamos a pressões, estejamos alertas. Temos entidades que nos defendem, Sindicato e Associação, na garantia de nossos direitos. A greve é um direito legal e legítimo. Organizemos atividades de mobilização para manter a greve e dialogar com a sociedade, façamos reuniões entre os colegas da agência, chamando colegas de outros bancos e cidades próximas.

Aos colegas que ainda não aderiram à greve, pedimos consciência. A luta é de todos nós. Há uma mensagem que nos lembra da força da união: uma única vareta é facilmente quebrada, mas um feixe se torna poderoso, inquebrável. Se as conquistas são para todos, não é justo que apenas alguns lutem. Vamos dar as mãos numa só corrente de fé, de força, de esperança e luta por dignidade, melhores condições de trabalho, justiça e liberdades.

Colegas, esta semana que se inicia será decisiva para nosso movimento a nível nacional e local. A hora é de firmeza e união. A hora é de ampliar a greve e fortalecer nossa luta.
Precisamos garantir o maior avanço possível nas negociações e é a força da greve que faz a direção do banco negociar nossas cláusulas como PCS, ponto eletrônico, saúde, segurança, PLR, reajuste salarial digno, fim do assédio moral e das pressões por metas, comissionamentos com critérios transparentes e justos, isonomia, valorização profissional entre outras.

Finalmente, quero agradecer aos muitos colegas que nos dão as mãos, porque reconhecem que nosso trabalho é verdadeiro e bem intencionado. Falhas existem, sim, mas avaliamos a cada uma delas e seguimos em frente, buscando sempre fazer o melhor. Eu, pessoalmente, como ser humano, me emociono, sinto alegrias e tristezas e também sofro quando a pressão está demais, como na luta do PCS e como agora, na campaha salarial. É normal. Mas tudo passa e as dificuldades da vida são para serem vencidas mesmo...

É com meu coração que peço aos colegas que, por tudo isso e muito mais, sejamos unidos e, por sermos unidos, fortes, imbatíveis na esperança e na alegria, impulsionados e amparados por essa energia poderosa, suprema e única que, como nos ensinou o Mestre Jesus, é capaz de mover montanhas: a nossa FÉ.

Muito obrigada,

Kátia Furtado.
Presidenta da AFBEPA.




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sábado, 3 de outubro de 2009

CONTRAF DENUNCIA ABUSOS DOS BANCOS NA GREVE PARA A POLÍCIA FEDERAL

Crédito: Aguinaldo Azevedo
Aguinaldo Azevedo A Contraf-CUT denunciou nesta quarta-feira, dia 30, a pressão descabida e truculenta exercida pelos bancos na greve nacional dos bancários, durante a 83ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos da Segurança Privada (CCASP) da Polícia Federal, em Brasília. Estiveram presentes representantes do Ministério da Justiça, Febraban, Exército, vigilantes e empresas de vigilância e transporte de valores, dentre outros.

O secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, entregou ao coordenador da CCASP, delegado Adelar Anderle, cópias de jornais e denúncias do Sindicato dos Bancários de São Paulo acerca dos abusos praticados pelos bancos para impedir o direito constitucional de greve do trabalhador. O dirigente sindical também fez um relato sobre a mobilização da categoria e a proposta rebaixada da Fenaban.

"A greve ocorre com força em todo país, apesar das medidas arbitrárias tomadas pelos bancos para reprimir as manifestações dos bancários", destacou Ademir. Ele citou a mensagem enviada no dia 3 de setembro pela Febraban aos bancos, quando as negociações estavam na fase inicial. O documento, denunciado pela Folha Bancária, convida os representantes dos bancos para uma reunião secreta com o Comando de Policiamento da Capital, no dia 11 de setembro, cuja pauta previa o "planejamento de ações conjuntas frente aos movimentos grevistas em andamento no mês".

Conforme o dirigente sindical, "enquanto os bancários apostavam no processo de negociação e aguardavam uma proposta, a Febraban já preparava um esquema com a polícia para reprimir a greve dos bancários". O diretor de Segurança Bancária da Febraban, Pedro Viotto, reconheceu o direito de greve dos bancários e confirmou a reunião ocorrida entre os bancos e Polícia Militar de São Paulo antes da deflagração do movimento. Viotto, que também é representante do Bradesco, negou no entanto que o encontro fosse para definir repressão e sim "para organizar o acesso e o atendimento dos clientes".

Ademir também lamentou a atitude dos bancos de chamar a polícia para furar a greve e ajuizar ações com pedido de interdito proibitório pelo Brasil afora. "Nenhum piquete ameaça o direito de propriedade. O que os sindicatos buscam é o convencimento dos bancários para exercer o direito de greve. Felizmente, este ano vários juízes estão negando o interdito e respeitando a luta dos trabalhadores", destacou. O diretor da Febraaban nada comentou.

"Nós queremos resolver a campanha salarial na mesa de negociação, sem a interferência do Estado. A greve é um direito do trabalhador, garantido desde 1988 na Constituição Federal. É lamentável que mais uma vez os bancos priorizem o aparato policial e o Judiciário, em vez de negociar à exaustão com as entidades sindicais", disse Ademir.

"É importante ouvir um diretor da Febraban reconhecer o direito de greve dos bancários, mas isso precisa ser colocado em prática, através de medidas concretas como a desistência do uso da polícia para retirar piquetes e abrir agências, o fim imediato da apelação para interditos proibitórios e, principalmente, a retomada das negociações e a apresentação de propostas que atendam as reivindicações dos trabalhadores", destacou o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Daniel Reis, que também participou da reunião da CCASP.

Fonte: Contraf-CUT



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EM NEGOCIAÇÃO ESPECÍFICA, BNB MANTÉM MODELO DE PLR DE 2008

Crédito: Seec PE
Seec PE O BNB - Banco do Nordeste do Brasil vai seguir o que for acordado na mesa da Fenaban. No capítulo da PLR - Participação nos Lucros e Resultados, entretanto, vai repetir o modelo adotado em 2008, ainda que o benefício acertado na mesa geral seja inferior, ou seja: distribuir 9% do lucro líquido de 2009, linearmente, entre todos os funcionários.

Na minuta geral, estes foram os resultados da negociação ocorrida em Fortaleza, na última quinta-feira, com a Comissão Nacional dos Funcionários - CNFBNB/Contraf-CUT. Manoel Spinelli, diretor do Sindicato, representou Pernambuco.

No campo específico, apenas promessas: o banco se comprometeu em divulgar, dentro de uma semana, proposta de revisão do PCR - Plano de Cargos e Remuneração. A Comissão aproveitou para reivindicar a extensão da licença-prêmio a todos os funcionários do BNB, uma vez que já está assinado o acordo da ação para os funcionários do Ceará, dentro do princípio de isonomia de tratamento dos empregados. A superintendente de Desenvolvimento Humano, Eliane Brasil, se comprometeu em responder até a próxima rodada específica, na próxima quinta-feira.

"Cobramos mais celeridade do banco, porque o PCR é oportunidade importante para debatermos o piso salarial, um dos pontos fundamentais da nossa Campanha 2009", afirma Tomaz de Aquino, coordenador da CNFBNB/Contraf-CUT.

Fonte: Contraf/CUT



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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

FENABAN ABUSA DE NOVO! GREVE CONTINUA!

Fenaban desrespeita bancários e não faz proposta. Resposta é ampliar a greve

Crédito: Susan Meire/Feeb SP-MS
Susan Meire/Feeb SP-MS Depois de dois dias de negociações com o Comando Nacional dos Bancários, realizadas em São Paulo nesta quinta e sexta-feira, os bancos mais uma vez frustraram as expectativas dos trabalhadores e não apresentaram proposta. Eles insistem em reduzir a PLR, não querem conceder aumento real e se recusam a dar garantias de emprego, e se negam a valorizar os pisos salariais e a melhorar as condições de saúde, segurança e trabalho. Em razão da intransigência dos banqueiros, o Comando Nacional orienta os sindicatos a fortalecerem ainda mais o movimento a partir de segunda-feira, 5, 12º dia de greve.

"Reiteramos aos bancos que a categoria bancária não aceitará a redução da PLR, como as empresas estão propondo, e insistimos na reivindicação de três salários mais R$ 3.850. Também não aceitaremos nenhuma proposta que não contemple aumento real de salário, valorização dos pisos salariais, proteção aos postos de trabalho e mais contratações, além da implementação de políticas que melhorem as condições de trabalho, de saúde e de segurança e apontem para o fim do assédio moral", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Os bancos estão abusando e desrespeitando os bancários e a sociedade e mais uma vez mostram sua ganância e sua falta de responsabilidade social. Apesar de não terem sido afetados pela crise, apesar de continuarem apresentando a maior lucratividade de toda a economia brasileira, os banqueiros negam as reivindicações justas de seus trabalhadores, que já demonstraram sua indignação com a postura intransigente das empresas. À categoria não resta outra alternativa a não ser continuar e ampliar a greve em todo o país", acrescenta Carlos Cordeiro.

A comissão de negociação da Fenaban informou que os presidentes dos bancos vão se reunir, provavelmente na segunda-feira, para avaliar a possibilidade de formular uma nova proposta. Após a reunião, haverá contato com o Comando Nacional para marcar uma nova rodada de negociação.

Os bancários vão continuar a greve por:

- Reajuste de 10% do salário. Os bancos ofereceram 4,5%, apenas a reposição da inflação dos últimos doze meses, enquanto outras categorias de trabalhadores de setores econômicos menos lucrativos estão conquistando aumento real de salário.

- PLR maior. Os bancos querem reduzir PLR para aumentar lucros. Os bancários querem uma PLR simplificada, equivalente a três salários mais R$ 3.850 fixos. Os banqueiros propuseram 1,5 salário limitado a 4% do lucro líquido mais 1,5% do lucro líquido distribuído linearmente, com limite de R$ 1.500. Essa fórmula reduz o valor da PLR paga no ano passado. Em 2008, os bancos distribuíram de PLR até 15% do lucro líquidomais parcela adicional relativa ao aumento da lucratividade que chegou a R$ 1.980. Neste ano querem limitar o total da PLR distrubuida aos bancários a 5,5% do lucro líquido e a R$ 11.500.

- Valorização dos pisos salariais. A categoria reivindica pisos de R$ 1.432 para portaria, R$ 2.047 (salário mínimo do Dieese) para escriturário, R$ 2.763,45 para caixa, R$ 3.477,00 para primeiro comissionado e R$ 4.605,73 para primeiro gerente. Os bancos rejeitam a valorização dos pisos e propõem 4,5% de reajuste para todas as faixas salariais.

- Preservação dos empregos e mais contratações. Seis dos maiores bancos do país estão passando por processos de fusão. Os bancários querem garantias de que não perderão postos de trabalho e exigem mais contratações para dar conta da crescente demanda. Os bancos se recusam a discutir o emprego e aplicar a Convenção 158 da OIT, que inibe demissões imotivadas.

- Mais saúde e melhores condições de trabalho. A enorme pressão por metas e o assédio moral são os piores problemas que a categoria enfrenta hoje, provocando sérios impactos na saúde física e psíquica. A Fenaban não fez proposta para combater essa situação e melhorar as condições de saúde e trabalho.

- Auxílio-creche/babá. A categoria quer R$ 465 (um salário mínimo) para filhos até 83 meses (idade prevista no acordo em vigor). Os bancos oferecem R$ 205 e querem reduzir a idade para 71 meses.

- Auxílio-refeição. Os bancários reivindicam R$ 19,25 ao dia e as empresas propõem R$ 16,63.

- Cesta-alimentação. Os trabalhadores querem R$ 465, inclusive para a 13ª cesta-alimentação. Os bancos oferecem R$ 285,21 tanto para a cesta mensal quanto para a 13ª.

- Segurança. Os bancários querem instalações seguras e medidas como a proibição ao transporte de numerário, malotes e guarda das chaves. Também reivindicam adicional de risco de vida de 40% do salário para quem trabalha em agências e postos. A categoria defende proteção da vida dos trabalhadores e clientes.

- Previdência complementar para todos. Os bancários reivindicam planos de previdência complementar para todos os trabalhadores, com patrocínico dos bancos e participação na gestão dos fundos de pensão.

Fonte: Contraf-CUT



AFBEPA AJUDA A ORGANIZAR A GREVE NO INTERIOR

Na quarta-feira, 30/09, pela manhã, bancários de Bragança, Capanema e Santa Izabel estiveram reunidos avaliando a greve na região e traçando metas de fortalecimento do movimento. A diretoria da AFBEPA, convidada, esteve presente e contribuiu com informações e propostas, assim como acolheu as sugestões dos colegas para o comando local.
Na quinta-feira, 01/10, a diretoria da AFBEPA esteve em Santa Izabel para esclarecer aos colegas a necessidade de aderir ao movimento. A reunião foi positiva e alguns colegas se conscientizaram e vieram somar no fortalecimento da greve legal, legítima e necessária para os avanços de nossa conquistas e melhores condições de trabalho.


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OBRIGADA PELA SOLIDARIEDADE ATIVA

Em tempo: a AFBEPA registra um agradecimento especial aos dirigentes sindicais da Conlutas que estiveram presentes na passeata da categoria bancária e caminharam desde a Rua Santo Antônio até o CIG, na Av. Nazaré em solidariedade à nossa greve. Sindicato dos Servidores Públicos, Sindicato dos Trabalhadores da Ufpa e Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba, muito grata pelo apoio.


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ADIADA REUNIÃO ENTRE COMANDO LOCAL E DIREÇÃO DO BANPARÁ

Foi adiada para segunda-feira, 5 de outubro, em horário a ser confirmado, a nova rodada de negociações entre o comando local da greve composto pelo Sindicato dos Bancários, Fetec/cn e AFBEPA. O adiamento se deu porque o presidente do Sindicato dos Bancários e o representante local da Fetec, ambos do comando nacional, permanecem em São Paulo na negociação com a Fenaban que se prolongará até amanhã, sábado.

"Acreditamos que já na próxima reunião, segunda-feira, a direção do Banpará apresentará propostas que correspondam aos anseios do funcionalismo, que, especialmente no interior do estado, trabalha em condições precárias como em Santa Isabel onde os caixas trabalham em pé, porque não há cadeiras para sentar. Aos colegas bancários e bancárias, mantenhamos a força e a fé. É hora de firmeza! Está em jogo nosso trabalho, salário, PCS, PLR, plano de saúde, ponto eletrônico, extremamente necessário porque há colegas que extrapolam a jornada chegando a trabalhar até 10h diárias sem controle algum do banco. É na Campanha Salarial que podemos avançar em nossas conquistas, como foi no PCS" Disse Kátia Furtado, presidenta da AFBEPA.

Mantenhamos nossa união! A greve continua até que a direção do Banpará apresente propostas negociáveis para a categoria.






quinta-feira, 1 de outubro de 2009

SEM PROPOSTA, GREVE AMPLIA E SE FORTALECE!

Fenaban não apresenta proposta e Comando orienta ampliação da greve

A Fenaban frustrou as expectativas da categoria e não apresentou proposta na rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, realizada em São Paulo nesta quinta-feira 1° de outubro, oitavo dia da greve. As negociações prosseguem nesta sexta-feira 2, às 11h, e a orientação do Comando Nacional é de continuar e ampliar a greve em todo o país até que a Fenaban apresente uma proposta que atenda as reivindicações dos bancários.

A greve nacional dos bancários prosseguiu crescendo e nesta quinta-feira já paralisou 6.944 agências nos 26 Estados e no Distrito Federal, o que representa um aumento de 118 unidades em relação ao dia anterior. Esse crescimento mostra a força da mobilização da categoria, indignada com a proposta rebaixada apresentada pelos banqueiros.

As discussões desta quinta-feira se concentraram na PLR. Os representantes dos bancos continuaram insistindo na fórmula apresentada na última rodada, que reduz os valores da PLR a ser distribuída em relação ao pagamento do ano passado.

"Deixamos claro que uma proposta que reduz a PLR é inaceitável pela categoria, diante da imensa lucratividade dos bancos, e insistimos na fórmula aprovada pela Conferência Nacional dos Bancários, com pagamento de três salários mais R$ 3.850,00", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Também reafirmamos que, além da PLR e do aumento real de salário, a proposta dos bancos tem que atender as demais reivindicações dos bancários, como valorização dos pisos salariais, proteção ao emprego, mais contratações, melhores condições de saúde, de segurança e de trabalho, com implementação de políticas que combatam as metas abusivas e o assédio moral, entre outros."

Fonte: Contraf/CUT


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GREVE CONTINUA ATÉ QUE HAJA PROPOSTA

Negociações com a Fenaban são retomadas e continuarão até que haja proposta

O Comando Nacional dos Bancários retomou as negociações com a Fenaban às 16h desta quinta-feira 1° de outubro, após a interrupção para o almoço. As negociações, que estão sendo realizadas em São Paulo, continuarão noite adentro até que haja uma proposta dos bancos.

A orientação do Comando Nacional é de continuar e ampliar a greve em todo o país até que a Fenaban apresente uma proposta que atenda as reivindicações dos bancários.

Fonte: Contraf-CUT

NOVA RODADA DE NEGOCIAÇÕES ENTRE COMANDO LOCAL E BANPARÁ SERÁ NA SEXTA, DIA 02.

Será nesta sexta, dia 02 a nova mesa de negociações entre o comando local da greve, composto pelo Sindicato dos Bancários, Fetec/cn, Contraf e AFBEPA, e a direção do Banpará. Na última negociação se avançou pouco. A expectativa é de que a direção do banco esteja mais sensível e disposta a negociar, devido a força da greve que se amplia com mais adesões no interior. As entidades esperam que a direção do banco ofereça aos representantes da categoria propostas dignas, que serão levadas à assembléia e avaliadas em conjunto pela categoria.

FORTALEÇAMOS NOSSO MOVIMENTO!
NOSSA UNIÃO É A NOSSA FORÇA!





A DESCONSIDERAÇÃO DO GOVERNO DO ESTADO

SECRETÁRIO DE GOVERNO E PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO BANPARÁ, EDILSON SOUZA, NÃO RECEBEU EM MÃOS A CARTA DA ENTIDADES

Lamentavelmente, o Secretário de Governo e Presidente do Conselho de Administração do Banpará, Edilson Souza não recebeu em mãos a carta assinada conjuntamente pelo Sindicato dos Bancários, Fetec/cn, Contraf/Cut e AFBEPA, ontém ao final da passeata.

A carta, friamente protocolada no CIG, pauta algumas reivindicações históricas dos bancários e bancárias do Banpará e clama pelo cumprimento do Acordo Coletivo 2008/2009, especialmente nas cláusulas que dizem respeito ao Plano de Saúde, Ponto Eletrônico e PCS; este último, salvo na assembléia que decidiu pela ação de cumprimento, já com tutela antecipada.

Consideramos a ausência do Secretário Edilson Souza, no momento da entrega da carta das entidades ao final da passeata, um grave desrespeito para com a manifestação pacífica da categoria em greve.

Acreditamos que, apesar da desconsideração do Governo do Estado para com os bancários e bancárias do Banpará, a direção do banco será capaz de apresentar, já na próxima rodada de negociações, uma proposta digna e à altura do funcionalismo que o Banpará possui.

A GREVE CONTINUA!
UNIDOS SOMOS FORTES!