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| 5ª mesa de negociação com o Banpará |
A AFBEPA participou, nesta terça-feira (11), da 5ª mesa de negociação com o Banpará referente ao Acordo Coletivo de Trabalho. Entre os principais pontos discutidos estiveram certas regras do Plano de Cargos e Salários-PCS, como o critério de suspensão do contrato de trabalho, que ocorre quando empregados(as) precisam se afastar por falta de saúde; aplicação de penalidades, a exemplo de advertência, censura e severa, além de outras cláusulas que ainda aguardam posicionamento do Banco.
Durante o debate sobre o PCS, a presidenta da AFBEPA, Kátia Furtado, defendeu que empregados(as) afastados(as) por motivo de saúde continuem tendo direito à promoção por antiguidade durante todo o período de licença. O Banco, entretanto, manteve a regra discutida no Grupo de Trabalho do PCS, que limita essa contagem aos primeiros 90 dias de afastamento e que já está prevista no ACT 2024/26.
A AFBEPA também questionou a exclusão das promoções para empregados(as) que tenham recebido censura ou censura severa. Para a entidade, como essas pessoas permanecem trabalhando, continuam acumulando tempo de serviço e podem ser avaliadas normalmente quanto ao seu desempenho.
“Se o empregado continua trabalhando, o tempo para a promoção por antiguidade permanece sendo contado. Da mesma forma, ele pode ser avaliado pelo trabalho que realiza para fins de merecimento”, defendeu Kátia.
Durante as discussões, o próprio Banco retirou a advertência da lista de penalidades que impedem o acesso à promoção, vez que foi algo decidido pela administração do Banpará. No entanto, manteve a censura e a censura severa como critérios impeditivos, apesar da argumentação apresentada pela AFBEPA.
Foi solicitado do Banco um prazo para apresentar o PCS, vez que não há aceite da Diretoria sobre uma mudança fechada no GT Paritário, de forma consensual, que o Banpará não concorda, e que Kátia Furtado entende ser fundamental.
Outro ponto cobrado foi a apresentação de uma proposta para o segundo ano de vigência do ACT. A AFBEPA reiterou que a categoria precisa de uma resposta concreta e solicitou que, na próxima rodada, 17/8, o Banco apresente uma proposta global, em relação aos seus encaminhamentos sobre as cláusulas econômicas.
A entidade também voltou a cobrar uma definição sobre a cláusula 92, relacionada à possibilidade de permanência no trabalho até os 75 anos. A AFBEPA destacou a necessidade de o Banco solucionar a situação de empregados(as) que estão afastados(as), inclusive daqueles que já obtiveram decisões judiciais favoráveis e aguardam apenas a efetivação de seus direitos.
Para a entidade, não faz sentido prolongar essas situações enquanto diversas unidades trabalham com falta de pessoal e sobrecarga de trabalho.
Também ficou pendente para a próxima mesa a discussão sobre o reajuste das funções. A nova rodada de negociação está marcada para segunda-feira, 17 de agosto, quando a AFBEPA espera receber do Banpará respostas objetivas e uma proposta global para avaliação da categoria.
UNIDOS SOMOS FORTES
A DIREÇÃO DA AFBEPA

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