sexta-feira, 13 de abril de 2012

ISSO É GESTÃO???



A atual administração do Banpará começou a sua “gestão” destituindo trabalhadores comissionados há mais de dez anos, como ocorreu no Núcleo de Segurança e depois com os engenheiros da SULOG, neste último caso, alguns estavam doentes e precisavam mais do que nunca dessa parcela salarial, que já integrava a remuneração pelo tempo que a compunha. Nesses últimos meses, mais pessoas competentes, com mais de dez anos percebendo comissão, foram também descomissionadas, como ocorreu no setor de Contabilidade e na Auditoria.    

Dentro das agências e Postos de Atendimento Bancário, várias são as denúncias de desrespeito à Legislação Trabalhista, sendo a principal o não pagamento de horas extras, realizadas nesses locais de trabalho, mas abusivamente mascaradas, rasgadas, para evitar a sua comprovação. 

A retirada da alimentação habitualmente garantida aos trabalhadores das agências e Postos, por ocasião do pagamento do funcionalismo público estadual, costume esse, que já fazia parte do contrato de trabalho dos funcionários há mais de uma década, também é outro desrespeito. Nesse período, geralmente, a jornada inicia mais cedo ou termina mais tarde.

A demissão sumária de funcionário, sem passar pelo julgamento do Comitê Disciplinar, instância criada há quase 25 anos pelo empregador e os empregados, através de suas representações, passou também por cima de cláusula assinada nos últimos Acordos Coletivos de Trabalho, onde se garantiu o direito constitucional do devido processo e defesa, antes de se decidir pela demissão.

Vê-se uma postura antidemocrática e de desrespeito às liberdades, quando há caso de funcionário sendo punido com perda de comissão, por ter se expressado em desacordo com o pensamento único que, autoritariamente, quer se estabelecer.
Não dá para aceitar forma tão ultrapassada de administrar. 

ANULAÇÃO DA DEMISSÃO!

REVOGAÇÕES DOS DESCOMISSIONAMENTOS INJUSTOS!

MANUTENÇÃO DO ALMOÇO NOS DIAS DE PAGAMENTO DO FUNCIONALISMO PÚBLICO ESTADUAL!

UNIDOS SOMOS FORTES!





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quinta-feira, 12 de abril de 2012

DUAS PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR


1) 60 MILHÕES APLICADOS EM QUÊ?
Quando, em janeiro deste ano, jornais locais publicaram notinhas sugerindo avançadas negociações de venda do Banpará, a direção do Banco, agindo tempestivamente, publicou, nos mesmos jornais, uma nota em tom de resposta defendendo o Banco público estadual. Ótimo. Na nota, o presidente do Banpará anulou possibilidades de privatização do Banco ressaltando o lucro histórico e, encerrando a nota, o Banpará afirmou que repassaria em torno de 60 milhões ao acionista majoritário, o governo do estado, referente a dividendos do ano 2010. De fonte segura, sabemos que o repasse foi feito.

O repasse foi feito como? Verba carimbada para programas de inclusão social, verba selada para aplicação em saneamento básico, saúde, educação, melhoria dos serviços públicos? Onde está este dinheiro e em quê está sendo aplicado? O Banpará tem essa informação? O governo do Estado, de forma transparente, disponibiliza essa informação? 

Os funcionários do Banpará que construíram, com seu trabalho, esse lucro histórico, desejam saber o que está sendo feito com esses 60 milhões. A sociedade também deseja saber. O Banco e o governo estadual tem o dever de dizer.

2) VÃO BAIXAR AS TAXAS DE JUROS?
Nesta queda de braço entre governo federal e Bancos para redução das taxas de juros, a quem a direção do Banpará vai seguir? Já há sinais de corrida de clientes de Bancos privados para a Caixa, que baixou estupendamente suas taxas de juros, inclusive do consignado.

Quando a Secretaria de Administração do governo estadual decidiu abrir o empréstimo consignado dos funcionários públicos para a Caixa, a direção do Banpará agiu à altura: baixou as taxas de juros e manteve os clientes no Banco. O governo voltou atrás na decisão. Pouco tempo depois, as taxas de juros subiram de novo. E agora? Como será?

Para esta AFBEPA, o Banpará deve cumprir a missão social que lhe foi destinada no nascedouro: ser um pilar de uma política de desenvolvimento que tenha como foco a inclusão social. Nesse sentido, defendemos cada vez mais produtos acessíveis de crédito e microcrédito para levar trabalho, renda, dignidade e cidadania às faixas mais carentes da população desse nosso Pará.




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DA QUEDA DE BRAÇO ENTRE GOVERNO E BANCOS SOBRE A REDUÇÃO DAS TAXAS DE JUROS

Publicado originalmente no Blog do Jeso, o artigo abaixo é do Samuca, como é mais conhecido, no movimento sindical bancário. Samuca aborda, de modo preciso e esclarecedor, a forma parcial como a mídia está tratando essa queda de braço entre governo e bancos, com relação à redução das taxas de juros. Leia, avalie e comente. O espaço é todo seu.
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Notícias sem memória, nem história


por Samuel Lima (*)

Os dois maiores bancos públicos do país, Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF), seguindo orientação de Estado, anunciaram a redução das taxas de juros para crédito aos clientes, como é o caso do cheque especial e cartões de crédito.
No BB caem de 13,62% para 3% os juros no crédito rotativo do cartão; na CEF, os encargos no cheque especial caíram de 8,01% para 1,35% ao mês. Nas páginas de O Globo e da Folha de S. Paulo, no entanto, essa notícia de caráter histórico é tratada sem nenhum contexto, nem memória.
Para começar, nas reportagens analisadas não há nenhuma menção aos lucros recordes do sistema financeiro, historicamente ancorados na espoliação de clientes (através de taxas de juros extorsivas), bem como no desvio da função primordial de um banco – que seria executar a intermediação financeira, estimulando a atividade produtiva na sociedade.
Os banqueiros “se acostumaram” a especular e extorquir dinheiro dos clientes, seja através de juros abusivos ou pela cobrança indiscriminada das tarifas, que somadas as receitas de prestação de serviços cobrem em mais de 100% as despesas de pessoal. Nenhum infográfico, tabela ou informação que ajudasse o leitor a compreender o alcance da medida, caso a regulação dos bancos públicos seja eficaz e puxe o mercado à prática desejada pela sociedade.

Febraban dispara antes…
No caso da Folha de S. Paulo, a primeira providência foi chamar o consultor Roberto Luis Troster, ex-economista chefe da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), que disparou em artigo (“Crédito a 2% ao mês? Não vai dar certo”):
Isso é inviável. Lamentavelmente, da maneira que está sendo lutada, é uma batalha perdida. Não é por falta de boa vontade ou de capacidade dos envolvidos. Sem subsídios ou prejuízos, não é possível. Os grandes bancos no Brasil não conseguem emprestar ao consumidor nesse patamar de taxas. Basta analisar seus balanços e verificar que as margens almejadas seriam deficitárias (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/35496-credito-a-2-ao-mes-nao-vai-dar-certo.shtml, acessada em 06/04/12, às 11h36).
Para Troster, que agrega ao seu local de “fala” o fato de ser também ex-professor da PUC-SP, Mackenzie e USP, “existem, sim, alguns abusos, mas são localizados. Os dois bancos citados e a maioria das outras instituições não praticam esses abusos”.
Como assim? E os lucros exorbitantes do sistema financeiro, incluindo os bancos públicos, foram gerados em cima de quê? Qual o impacto dos juros escorchantes e das apostas em títulos da dívida pública nos ganhos dos banqueiros? Quando os bancos voltarão a cumprir o papel de banco, ou seja, praticar a intermediação financeira sem espoliar clientes e a sociedade?
As fontes mobilizadas pela reportagem de O Globo também não esboçam qualquer discussão sobre o modelo do sistema bancário no país, tampouco falam de seus lucros estratosféricos. Considerando os cinco maiores bancos, o lucro líquido somado chegou aos R$ 50,7 bilhões, em 2011. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos (DIEESE – Linha Bancários:http://www.dieese.org.br/esp/desempenhoBancos2011.pdf).

Também pudera, entre essas instituições (Banco do Brasil, CEF, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander), o índice de cobertura das despesas de pessoal com receitas de prestação de serviços e tarifas atinge 108,6%, na Caixa Federal, e chega ao máximo de 163,0% no Santander.

Banqueiros querem “compensação”
Voltando à reportagem d’O Globo, o texto abre espaço para os banqueiros que naturalmente não apostam na medida: “Os bancos privados avaliam que o spread (diferença entre o custo da captação e o valor cobrado do tomador final) somente cairá com a adoção de medidas de longo prazo, que melhorem as condições legais e tributárias e não apenas corte de juros “na canetada” (http://oglobo.globo.com/economia/apos-bb-caixa-baixarem-juros-bancos-privados-contra-atacam-4509664).
Mesmo sem contextualizar o assunto adequadamente, a matéria de Geralda Doca tem o mérito de trazer informações de bastidores que deixam claro a estratégia da Febraban: pressionar o governo Dilma a adotar medidas compensatórias (no tocante às garantias e à redução de impostos cobrados dos bancos).
Ainda que seja promissora a aposta do governo federal, ao orientar os bancos públicos a praticarem taxas de juros mais baixas, é mister lembrar que uma taxa de juros de 1,35% (ao mês) no cheque especial (oferta da CEF) resulta num encargo anual de 17,45% enquanto a taxa básica de juros da economia (SELIC) é de 9,75% – com tendência de fechar 2012 abaixo dos 9%, segundo indicações do Comitê de Política Monetária.
No texto de O Globo, fontes off fazem uma outra afirmação categórica: BB e CEF terão seus lucros reduzidos em R$ 2,5 bilhões por ano. A pergunta é: quem estaria ganhando? Os tomadores de crédito? A economia do país?
A necessidade da contextualização dos fatos é algo cada vez mais essencial ao jornalismo, no alvorecer desse novo ecossistema midiático digital, marcado pela notícia em tempo real. Sem isso, os fatos parecem flutuar sem nexo na espiral de informações infinda que não para de circular, a cada instante nos portais online.
Deixar banqueiros (e seus modelos de negócios) “à sombra”, num debate dessa natureza, transforma a matéria-prima do jornalismo, em sua perspectiva de servir à sociedade, como brotos, à flora da terra…
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* Santareno, é docente da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC/UnB). Professor-visitante do curso de jornalismo da UFSC e pesquisador do objETHOS. Escreve regularmente neste blog.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

(IN)SEGURANÇA BANCÁRIA - SEQUESTRO EM ÁGUA AZUL DO NORTE

O coordenador do PAB Água Azul do Norte, vinculado à Agência Xinguara, foi sequestrado a noite passada com sua família. 

Por volta das 21h integrantes de uma quadrilha adentraram a casa do bancário e o mantiveram por algumas horas em cativeiro, com sua esposa e filhos. As ameaças de violência e morte, a tortura psicológica, já parte do modus operandi da modalidade 'sapatinho' também aterrorizaram o bancário e sua família, que escutaram detalhes de sua rotina de vida, nas falas dos bandidos. Em dado momento a quadrilha saiu com o bancário e sua familia rumo à Xinguara. O assalto não chegou a ser consumado. As vítimas foram liberadas por volta de meia noite em uma estrada próxima a Xinguara.

A AFBEPA entrou em contato com a unidade e, até o momento, nenhum integrante das áreas de saúde e segurança do Banpará havia chegado ao município, como era de praxe, antes das mudanças arbitrárias que estamos denunciando.

É um absurdo que agora, a pretexto de cortar custos, os bancários e suas famílias, além de serem os alvos potenciais das quadrilhas, estarem completamente expostos à essa violência por dever de ofício e por ausência de uma verdadeira política estratégica de segurança tanto do Banpará quanto da Segup, ainda fiquem abandonados em um momento como esse!

Está no Acordo Coletivo: o Banco deve garantir assistência e acompanhamento jurídico às vítimas, além de emitir a Comunicação por Acidente de Trabalho - CAT.

Estamos monitorando a situação e estabelecendo contatos com os colegas do Posto, que estão, naturalmente, muito abalados. Logo mais, atualizaremos a notícia.





Atualização as 17h: fomos informados que houve tiroteio entre a polícia e os bandidos, com a família do bancário em poder dos bandidos. Felizmente, não houve vítimas fatais, mas o risco a que a esposa e filhos foram submetidos foi inadmissível. O abalo é enorme.


O Banco informou que não se deslocará à Água Azul do Norte. O Bancário e família estão vindo para Belém. Não basta trazer o bancário e familiares, ainda que seja uma medida importante, mas insuficiente. O Banco deveria ter enviado apoio jurídico para o acompanhamento na delegacia, quando foi feito o registro da ocorrência e assistência de emergência com psicólogo e avaliação clínica geral ainda lá, logo após o ocorrido.






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terça-feira, 10 de abril de 2012

AFBEPA E FETEC, NA ALEPA, CONVERSAM COM LÍDERES DE BANCADAS

Dep. Edmilson Rodrigues, líder do PSOL, atrás dele o Dep. Zé Maria, líder do PT, na cabeceira da mesa o Dep. Márcio Miranda, líder do PSDB, Kátia Furtado - AFBEPA, Dep. Alfredo Costa - PT e Vera Paoloni - FETEC/CN.



Solidário aos bancários e bancárias do Banpará, o Dep. Estadual Edmilson Rodrigues - PSOL, apresentou, no Plenário da Assembléia Legislativa do Estado, hoje pela manhã, Requerimento solicitando àquela Casa de Leis, providências para que a diretoria executiva do Banpará reveja a demissão sumária de um funcionário da agência da Cidade Nova, anule as injustas portarias de descomissionamentos recentemente publicadas, assim também como revogue a decisão que proíbe as manifestações da AFBEPA em defesa dos direitos dos bancários e bancárias. Clicando aqui, você lê a matéria e a íntegra do Requerimento diretamente no blog do Dep. Edmilson.

Logo após a leitura do Requerimento, o Deputado Edmilson Rodrigues e os Deputados Carlos Bordalo, Alfredo Costa e Zé Maria - PT, articularam uma reunião com o Deputado Márcio Miranda, líder do PSDB na ALEPA, para que Kátia Furtado, Presidenta da AFBEPA e Vera Paoloni, representante da FETEC/CN pudessem expor a situação em que se encontram os bancários, sob a tirania da Diretoria do Banpará. Solidários, os Deputados escutaram os depoimentos de Kátia e Vera e se manifestaram no sentido de buscar ajudar a solucionar os impasses atuais.

Na próxima semana as entidades retornarão à ALEPA para uma nova rodada de diálogo. Nada nos calará porque temos razão! As manifestações avançam, crescem, para que o respeito venha a ser uma realidade no Banpará. Respeito é o que nós merecemos e vamos conquistar, na luta, na coragem, na verdade e na fé, que move até montanhas, como nos ensinou Jesus.

UNIDOS SOMOS FORTES!





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segunda-feira, 9 de abril de 2012

LUTAR, NESTE PAÍS, NÃO É CRIME! LUTAR, NO BANPARÁ, É UMA URGÊNCIA!

 "Apesar de você, 
amanhã há de ser outro dia..."
Chico Buarque, para os algozes da Ditadura Militar no Brasil, 
de triste memória, hoje na lata do lixo da história.

Kátia Furtado em manifestação livre e pacífica na Ag. Cidade Nova. Querem calar essa voz da verdade!

A Ditadura Militar foi vencida pela luta das pessoas de bem deste país, mas ainda há quem não perceba isso. Ainda há quem usa da força da caneta, da força de um poder aboslutamente transitório pra tentar calar a voz democrática da verdade. 

Logo nas primeiras horas desta manhã, 9 de abril, recebemos comunicado oficial de Interdito Proibitório da Justiça do Trabalho, demandado pela direção do Banpará. Essa triste e desesperada atitude da diretoria é uma reação à vitoriosa e pacífica paralisação da Agência Cidade Nova, no último dia 5, como você pode ler, clicando aqui. No documento, a Juíza determina, inclusive, uma multa diária de 5 mil reais para Kátia Furtado, caso a AFBEPA impeça a livre entrada de funcionários e clientes nas dependências do Banpará.

 A ordem judicial recebida hoje, 9 de abril, na AFBEPA.

Agindo assim, a diretoria do Banpará, se ilude, pensando que pode judicializar e impedir a livre manifestação de repúdio pelas arbitrariedades que vem sendo cometidas por essa direção contra os bancários e bancárias. 

Jamais deixaremos de exercer o direito legal de lutar! De repudiar as transgressões, os desrespeitos, as infrações do Banco no descumprimento dos direitos trabalhistas. 

Quem vem agindo ilegalmente é a diretoria do Banpará quando: não paga devidamente as horas extras, impõe adoecimentos pela sobrecarga de trabalho e os desvios de função, estabelece a sobrejornada e o sobreaviso como rotina, permite as péssimas condições de trabalho, o assédio moral e a insegurança a que os bancários e bancárias estão expostos. Tudo às vistas de uma diretoria administrativa que nada faz em prol dos funcionários do Banco e do fortalecimento do Banpará, ao contrário, quer agora cometer o desatino de fechar o autoatendimento nos finais de semana, para acabar de vez com a imagem do Banco perante a população paraense.

Dessa diretoria, que age sem reflexão, sem cautela e sem planejamento, não se poderia esperar outra atitude. Não se poderia esperar serenidade e diálogo. Muito menos se poderia esperar que tivesse a sabedoria de voltar atrás em seus desmandos e a coragem de anular as demissões ilegais e as portarias injustas que soltou recentemente.


Já estamos tomando todas as providências legais cabíveis para desmascarar, aos olhos da Justiça, essa diretoria do Banpará. Até porque nunca foi necessário que a Presidenta dessa AFBEPA forçasse qualquer luta, jamais foi preciso impedir funcionários e clientes de entrar ou sair de quaisquer dependências do Banpará. Todas as manifestações são pacíficas e obtém sempre a adesão dos funcionários e clientes, como ficou nítido na Ag. Cidade Nova. Os clientes, em grande parte funcionários públicos, apoiaram ostensivamente, aplaudiram, inclusive, a manifestação no último dia 5.

Continuaremos exercendo livre e democraticamente nosso direito legal de resistência, de luta, de esperança na verdadeira justiça! A mobilização avança, cresce e se fortalece ainda mais! Haveremos de vencer todas as barreiras, os desmandos, as tiranias! Isso passará, mas a força da verdade, a força da luta brilhará cada vez mais viva em defesa de nossos direitos, interesses e conquistas enquanto trabalhadores!

UNIDOS SOMOS FORTES!

UNIDOS, SOMOS IMBATÍVEIS!




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CLÁUDIO HOLLES - NOTA DE FALECIMENTO E PESAR



Lamentamos informar que hoje nosso querido amigo Cláudio Holles não poderá ir à Ag. Senador Lemos para trabalhar, como diariamente fazia, durante tantos anos. Nos deixou, prematuramente, ceifada a sua vida por um infarto fulminante, nesta madrugada. 

Mergulhados na saudade, estamos em orações pela alma de nosso amigo, por sua família, e pelos colegas de trabalho da Senador Lemos, abalados na dor dessa perda tão sentida. Cláudio, pessoa doce, de coração aberto e sempre amigo, fará muita falta.

Cláudio Holles está sendo velado na Igreja Batista da Trav. Perebebuí, entre as Avenidas 25 de Setembro e Duque. O enterro sai as 15h.




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sexta-feira, 6 de abril de 2012

PARALISAÇÃO DE DIA INTEIRO NA AGÊNCIA CIDADE NOVA


 Kátia Furtado falando aos clientes e funcionários da Ag. Cidade Nova.

 Cartaz usado na paralisação de protesto

Odinéa Gonçalves, Cris Aleixo, Sheila Melo e Kátia Furtado.

“É isso mesmo! Tem que defender o trabalhador!”
 “Eu tô a favor de vocês!”
“ Se a gente não lutar, quem vai lutar pela gente?!”
“Ah, agora o Jatene já tá até demitindo funcionário público?!”
“Esse Banco aqui é nosso, ninguém pense que vai fazer e acontecer aqui, não! Tem mais é que lutar mesmo!”

Foram essas algumas das dezenas de manifestações de apoio que recebemos por parte dos clientes do Banpará durante todo o dia 5 de abril, quinta-feira, quando a Agência Cidade Nova esteve paralisada em um vigoroso ato de repúdio das entidades de defesa dos bancários - AFBEPA, Sindicato, CONTRAF/CUT E FETEC/CN - diante da demissão ilegal de um funcionário. Muitos clientes fizeram questão de declarar, inclusive, que eram bem atendidos pelo bancário, que estava trabalhando naquela agência, quando foi ilegalmente demitido pela diretoria administrativa do Banpará.

A demissão deverá ser revertida na Justiça do Trabalho porque, no Banpará, todas as penalidades aplicadas aos funcionários passam por um rito interno assegurado em Acordo Coletivo. Há vinte e cinco anos que os funcionários do Banpará conquistaram, com muita luta, o Comitê Disciplinar que avalia quaisquer problemas funcionais relativos aos bancários, inclusive com a possibilidade de defesa e sustentação oral do trabalhador. As denúncias são encaminhadas ao Núcleo de Auditoria, onde é montado um processo, são juntadas as provas, e tudo é levado ao Comitê Disciplinar, que é composto por três representantes indicados pela direção do Banpará e três representantes diretamente eleitos pelos funcionários. No Comitê Disciplinar, há uma gradação das penalidades proporcional à gravidade da falha, quando há falha, sendo a demissão a mais extrema penalidade. Sempre cabe direito de recurso dos funcionários ao próprio Comitê Disciplinar, que encaminha a sugestão de penalidade ao Presidente do Banco, que toma a decisão final.

 Autoatendimento funcionando normalmente - não prejuízo aos clientes

 Cartaz e panfleto da AFBEPA na paralisação

Esta senhora, operada, chegou antes das 7h na Agência para ser atendida. O comando da paralisação 
permitiu a entrada e atendimento a ela, abrindo uma exceção, pela gravidade da situação.

Clientes no autoatendimento leram atentamente o panfleto da AFBEPA 
e manifestaram total solidariedade ao ato.

ARBITRARIEDADES ESTÃO SE TORNANDO MARCA DESSA DIRETORIA
Além dessa demissão ilegal, várias outras arbitrariedades estão sendo cometidas em detrimento dos direitos dos trabalhadores, e contra o mínimo bom senso, pela diretoria administrativa do Banpará, tais como descomissionamentos injustificados e sem nenhum planejamento ou sequer diálogo com as áreas e funcionários atingidos. Do dia para a noite pululam portarias incompreensíveis destituindo funcionários reconhecidamente competentes que atuam, há mais de dez anos, em suas funções como ocorreu no setor de logística, na área de segurança e na contabilidade do Banco recentemente. O clima é de total instabilidade organizacional. Ninguém sabe quem será a próxima vítima da diretoria administrativa do Banpará.

Kátia Furtado, Heládia Carvalho, Odinéa Gonçalves e Cris Aleixo na luta. 
Ao fundo, o autoatendimento funcionando normalmente.

ESPAÇO, ESTRUTURA E PESSOAL INSUFICIENTES NA AG. CIDADE NOVA – CLIENTES SENTAM ATÉ NO CHÃO
Para piorar a situação, diversos problemas foram percebidos na Ag. Cidade Nova, dentre os quais: a insuficiência de espaço e estrutura, o que faz com que a Agência, em dias de grande movimento, fique insuportavelmente lotada, a ponto de os clientes sentarem no chão, por falta de cadeiras; insuficiência de pessoal diante da enorme demanda, o que faz com que os gerentes tenham que ficar no atendimento ao invés de saírem ao mercado para captar; a extrapolação de jornada que já se tornou uma constante; o não pagamento das horas extras para uma parte dos funcionários que têm, efetivamente, trabalhado além da jornada; a imposição de metas inatingíveis; o não acesso a alguns documentos fundamentais de direito dos trabalhadores como o Regulamento de Pessoal do Banpará, que a ampla maioria dos funcionários do Banco não conhece.

INJUSTIÇAS NO PROGRAMA DE METAS
Na Ag. Cidade Nova emerge, ainda, um grave problema de método desse programa de metas do Banpará: como a Agência atende a muitos clientes que têm conta em outras Agências do Banco, embora o atendimento seja feito pelos bancários da Cidade Nova, as metas são computadas para as Agências de origem das contas, o que faz com que apenas cerca de 20% do atendimento real da Agência Cidade Nova seja computado na própria Agência, enquanto que cerca de 80% das metas são levadas para outras Agências.  Trata-se de uma injustiça de um programa de metas elaborado às pressas. E olha que a Agência Cidade Nova é uma das Agências do plano piloto desse programa!

"Basta de injustiças! Que prevaleçam a verdade, o bom senso 
e o respeito às vidas dos trabalhadores!" Katia Furtado.

PROTESTOS NÃO PARAM. AGENDA DE LUTAS AVANÇARÁ
Esta AFBEPA e as demais entidades não aceitarão, jamais, essas situações absurdas! A paralisação de dia inteiro na Ag. Cidade Nova foi mais uma ação de mobilização das entidades. No dia 29 de março ocorreu um ato na Matriz do Banpará, na Av. Presidente Vargas. Outras ações irão ocorrer, até que se coloque um freio nessa diretoria que se inviabiliza cada vez mais diante dos funcionários e das entidades, seja pela ausência de respostas e resultados efetivos às reais demandas dos bancários e do Banco, seja pelas atitudes equivocadas que revelam ausência de serenidade, de respeito e total falta de visão de processo na tomada de decisões. 

Lamentamos que o Presidente do Banpará esteja atuando em direção contrária ao discurso inicial, no qual prometeu, ainda no segundo dia de gestão, em reunião com esta AFBEPA, ser receptivo às entidades, estabelecer um diálogo com reuniões mensais, escutar e ser efetivo nas decisões e agir para mudar a péssima imagem construída no Banpará ao longo de anos como dirigente do Banco, quando suas atitudes foram marcadas pela arrogância. O Presidente do Banco e sua diretoria administrativa estão ganhando marcas cada vez mais difíceis de serem removidas de sua história no Banpará. Vale lembrar que quatro ou oito anos passam rápido, mas marcas, estas ficam, às vezes pra toda uma vida.

“Isso não vai ficar assim! Essas injustiças vão cair! O bom senso e a verdade irão prevalecer! Nós, funcionários e funcionárias do Banpará, estamos unidos, conscientes, firmes e fortes para lutar com independência e coragem! Na nossa cabeça e no nosso coração, nós temos conquistas e direitos que vamos garantir!” afirmou, emocionada, Kátia Furtado, Presidenta da AFBEPA, durante mais esse vitorioso ato em defesa dos bancários e bancárias do Banpará

UNIDOS SOMOS FORTES!





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terça-feira, 3 de abril de 2012

MAIS ARBITRARIEDADES DA DIRETORIA DO BANPARÁ. ESTÁ VIRANDO MARCA.

"Mas o vencimento da vaidade não é a modéstia, menos ainda a humildade, é antes o seu excesso." 
José Saramago.




Apesar do ato das entidades em repúdio às arbitrariedades da diretoria do Banpará, novo descomissionamento injustificado aconteceu. Injustificado, injusto, não planejado, não conversado com a área. Está virando marca dessa diretoria: o setor, o chefe, os colegas todos ficaram sabendo dos descomissionamentos através de portaria. Mas por quê isso? O que leva uma diretoria formada, basicamente, por funcionários de carreira do Banpará a tratarem assim seus próprios colegas? Quatro ou oito anos passam depressa, mas as marcas ficam.


Não estamos discutindo o poder de gestão da diretoria do Banco. Isso já afirmamos aqui. O que estamos levantando é uma questão de método. Por que não conversar, antes, com quem vai perder uma função na empresa, especialmente quando essa pessoa desempenha a função há vários anos? Pessoas não são cartas de baralho, não são peças de um jogo de tabuleiro. Pessoas não podem ser descartadas.


Diálogo, respeito, consideração e gratidão são boas práticas de gestão, que revelam humanidade e sabedoria, valores fundamentais para lidar com pessoas, com vidas. Quem não possui, precisa ter a humildade de admitir que está aprendendo e ser mais cauteloso na tomada de decisões, além de pedir desculpas e voltar atrás, quando erra. Como diz o ditado, errar é humano, mas insistir no erro, é outra coisa.


Demissões passando por cima do Comitê Disciplinar e exonerações, sem planejamento e diálogo, seguem ameaçando a rotina de trabalho dos bancários e bancárias do Banpará, causando um clima de instabilidade organizacional. Ninguém sabe quem será a próxima vítima.


A AFBEPA continuará atuando para que essa situação seja superada no Banpará. A primeira ação foi o ato na Matriz do Banco, na Av. Presidente Vargas. Próximas ações irão ocorrer. Os bancários estão organizados, unidos e conscientes de seus direitos. Estamos buscando conversar com a diretoria e com o governo para denunciar e colocar um freio nessas ações impensadas e arbitrárias. Os tempos são outros. Abaixo a tirania!


IMEDIATA REINTEGRAÇÃO DO COLEGA DEMITIDO!


NULIDADE DOS RECENTES ATOS DE DESCOMISSIONAMENTOS!


DIÁLOGO E PLANEJAMENTO INCLUSIVO NOS SETORES!


RESPEITO!


UNIDOS SOMOS FORTES!



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segunda-feira, 2 de abril de 2012

PONTO ELETRÔNICO - PELA QUINTA VEZ SERÁ CLÁUSULA DESCUMPRIDA?!

A luta pelo Ponto Eletrônico é antiga no Banpará e tem enorme força, exatamente por sua grande necessidade, principalmente nas agências, onde os funcionários costumam extrapolar a jornada, muitas vezes, sem o devido registro e pagamento das horas extras.

Funcionando na base da folha de ponto, método mais que ultrapassado, o controle das horas efetivamente trabalhadas ainda é manual, e oferece riscos ao cumprimento dos direitos trabalhistas. Há alguns dias atrás, por exemplo, a AFBEPA foi informada, e conferiu na agência, que houve uma ordem superior para que a folha de ponto fosse rasgada de modo a não computar as horas extras dos funcionários. Essa medida é extremamente nociva, tanto para os trabalhadores, que, assim, labutam de graça para o Banco, como para a própria empresa que burla um direito trabalhista. 

Quem faz isso achando que agrada a diretoria, está descumprindo uma ordem expressa e pública do presidente do Banpará, e criando um passivo trabalhista para o Banco. Vale lembrar que tal atitude pode ser configurada como assédio moral. A medida já foi denunciada pela AFBEPA junto à Dirad. Aguardamos a apuração e o tratamento justo e devido quanto a esse caso.

A HISTÓRIA
Em 2010, quando o Encontro dos Funcionários do Banpará ocorreu em uma manhã de segunda-feira, impedindo a grande maioria dos bancários de participarem porque estavam trabalhando, alguns colegas liberados pelo Banco, a pedido do Sindicato, estiveram presentes no Hotel Beira Rio e decidiram, por unanimidade, que, na Minuta de Reivindicações, o ACT seria aditado na cláusula do Ponto Eletrônico e que o Banco deveria pagar uma compensação pelo reincidente descumprimento da Cláusula, por nunca ter implantando o Ponto Eletrônico. Quem pautou com força a questão do Ponto Eletrônico, naquele encontro, foram Paulo Setúbal, Luciete Baia e Kátia Furtado, estas da AFBEPA.

Para triste surpresa da categoria, o Ponto Eletrônico entrou naquela Minuta de Reivindicações e naquele ACT como se fosse cláusula nova, como se nunca tivesse sido pautado, sendo que, desde 2007 vem constando de ACT's assinados e descumpridos. Um desrespeito à luta e um grande prejuízo às vidas dos bancários e bancárias do Banpará!

Após quatro acordos coletivos assinados e descumpridos, desde 2007, em 2011 a categoria, em assembléia, decidiu ajuizar Ação de Cumprimento do ACT 2010/2011 para a Cláusula do Ponto Eletrônico, entre outras. O prazo, na Ação de Cumprimento, era janeiro de 2012, para efetiva instalação do Ponto Eletrônico, funcionando em todas as unidades do Banpará.

A Ação transcorreu até que, em meio à Campanha Salarial de 2011, o Banpará pediu o prolongamento do prazo de janeiro para maio de 2012, sem nenhuma compensação aos trabalhadores por mais esse adiamento.

PONTO ELETRÔNICO SERÁ, PELA QUINTA VEZ, CLÁUSULA DESCUMPRIDA?
Para nova triste surpresa, na última reunião com a diretoria administrativa do Banpará, a AFBEPA e as demais entidades presentes, escutaram da parte da diretora que, ao contrário do que está acordado no ACT 2011/2012 o Ponto Eletrônico não será implantado em todas as unidades do Banco até maio de 2012. Será implantado apenas na Matriz e em algumas agências. A Diretora não soube dizer quais agências. A AFBEPA reivindicou a necessidade imediata de implantação do Ponto Eletrônico prioritariamente em todas as agências da capital e do interior, uma vez que são esses os locais mais problemáticos, inclusive com extrapolação da jornada de trabalho, muitas vezes sem o devido pagamento das horas extras. Mesmo assim, a Dirad manteve a injustificada decisão de instalar o Ponto Eletrônico primeiro na Matriz.

Para esta AFBEPA a Cláusula do Ponto Eletrônico será considerada cumprida no prazo do ACT, se estiver implantado e funcionando em todas as unidades do Banpará, até maio de 2012, afinal são cinco anos de espera, enquanto as injustiças são cometidas e há funcionários trabalhando gratuitamente.


Caso não esteja implantado até final de maio de 2012 em todas as unidades do Banpará, caberá Ação de Cumprimento, bem historiada, para que a Justiça do Trabalho perceba o quanto os bancários e bancárias do Banpará estão sendo prejudicados. Neste caso, o justo é que todos os presidentes e diretores do Banpará, desde 2007, sejam responsabilizados, assim como todos os que negaram e traíram os direitos dos trabalhadores nestes últimos cinco anos.


O que a AFBEPA quer é o cumprimento da lei, o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho. Que a diretoria do Banpará cumpra o ACT 2011/2012, implantando o Ponto Eletrônico em todas as unidades, começando, prioritariamente pelas agências e postos do interior e da capital, onde a necessidade é maior. É uma questão de bom senso e respeito aos bancários, no mínimo.




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