quarta-feira, 31 de março de 2010

KÁTIA FURTADO, ELEITA POR UNANIMIDADE, É A CANDIDATA A PRESIDENTA DO SINDICATO DOS BANCÁRIOS

Os bancários e bancárias do Banpará indicaram seu nome, acreditando no fortalecimento da luta em defesa do banco estadual e público e em defesa dos direitos do funcionalismo; os bancários do Basa, Banco do Brasil e Caixa, além dos privados, aclamaram seu nome, por unanimidade, tendo como referência todo o trabalho que tem sido feito na AFBEPA e que já está projetado para outros bancos.

"Um bancário colega meu do BB me disse - Olha, a Presidenta da tua Associação é uma guerreira né? Ela conquistou o PCS com vocês e a gente aqui sofrendo. Nós precisamos é dela no Sindicato!" relatou um bancário do Banpará.

"O trabalho que tem sido na feito na AFBEPA, é esse trabalho de defesa verdadeira dos bancários, é isso o que a gente quer para todos os bancários do Pará e Amapá", afirmou, um bancário do Banco do Brasil.

"Faz meses que o Sindicato nem aparece na minha agência. O banco está enfiando goela abaixo um plano de reestruturação e nós estamos à mercê do banco. Nós precisamos de mudanças no Sindicato, mas queremos alguém que lute de verdade, sem ter medo, que nos represente com essa competência e essa força que a Kátia tem", foi o depoimento de uma bancária da Caixa.

"Quando entrei aqui, eu nem conhecia ela, mas vi que ela, por todo o trabalho, é o nosso nome, é quem vai lutar com a gente e pela gente! É quem vai realmente, trazer o Sindicato para lutar pela gente", foi a fala de um bancário do Basa.

E assim tem sido, são dezenas de depoimentos e mensagens no celular e no e-mail, desde que o nome de Kátia Furtado foi indicado e aclamado pelos bancários como a alternativa de mudança, o nome da esperança, da luta verdadeira e comprometida com os bancários e bancárias.

Abaixo, Kátia se manifesta em uma carta específica, falando diretamente, como sempre faz, com os bancários e bancárias do Banpará. Leia com atenção e opine, comente, manifeste-se. O espaço é todo seu.

"

Meus colegas de trabalho do Banpará,

Minhas primeiras palavras são para vocês, que me conhecem tão bem. As minhas crenças e os meus passos, desde 1982, foram direcionados por uma preocupação determinante para mim: defender a vida. Digo isto porque naquela época, em Tucuruí, começavam as obras para construção da Hidrelétrica de Tucuruí e, como em toda grande obra dessa natureza, a vida e seus ecossistemas foram brutalmente afetados. Eu, minha mãe e minhas irmãs, dependíamos também do que o meu pai, que era pescador, trazia para casa. Lembro da mortandade de peixes na beira do rio, as águas fediam e ninguém podia mais retirar o seu alimento daquelas águas. Foi triste ver o que os interesses meramente econômicos podiam fazer contra quem não podia se defender.

Além do profundo vínculo com a religiosidade, fui catequista devido à forte influência de minha mãe que também era bancária do BANPARÁ, daí emergiu o meu maior compromisso: o de DEFENDER e LUTAR, contra toda e qualquer forma de degradação, injustiça e desrespeito cometido contra a pessoa humana e o meio ambiente. Isso é um princípio, plantado no meu coração.

Reconto para vocês essa história, porque quero que conheçam um pouco sobre mim, e o que me faz trilhar pelo caminho que escolhi, sem ter, em nenhum momento, fraquejado ou sequer traído as minhas convicções e ideais de vida.

Quando diretora do Sindicato, durante todo o tempo em que exerci os mandatos que me foram outorgados pelos bancários e bancárias, sempre fiz o melhor para a categoria. Jamais deixei de visitar os locais que me eram designados, inclusive fazendo muitas das vezes além, justamente para levar uma palavra amiga, escutar os colegas de trabalho em todos os bancos, dar um abraço, um sorriso, um carinho, assim como também encaminhei, de forma objetiva, o que os bancários e bancárias necessitavam. Foram várias denúncias para o Ministério do Trabalho; solicitações aos bancos por adequação de questões ergonômicas nos locais de trabalho; participação em fóruns e debates com os poderes públicos locais em vários municípios, e mesmo com as autoridades que compunham as polícias civil e militar, no sentido de buscar mais segurança para a vida dos bancários; visitei colegas adoecidos e encaminhei, inclusive às vezes acompanhando junto, para dar apoio moral ao sofrimento humano, para as perícias do INSS ou consultas médicas; enfrentei momentos difíceis em locais de trabalho de alguns bancos, quando tentavam me impedir de distribuir o material do Sindicato ou de ao menos falar com meus colegas bancários.

Foram muitas situações como estas que vivenciei desde então, até chegar a este momento atual, em que coloco o meu nome como candidata a Presidenta para concorrer à eleição da Diretoria e Conselho Fiscal triênio 2010/2013, do Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá.

Todos sabemos que o sistema econômico no qual vivemos, que não foi escolhido por nós, é repleto de injustiças. O acúmulo, a concentração de riqueza e poder, é a base do sistema capitalista. Na divisão de classes que nos é imposta, cada classe cumpre o seu papel. Os trabalhadores produzem muito e recebem pouco, injustamente, pelo seu trabalho; os empresários, que detém o capital e os meios de produção, nos contratam mediante um salário, que lhes garante altas margens de lucro. Em tese, o governo atuaria nesse sistema, buscando instrumentos para “harmonizar” essa relação, que na essência é conflituosa, já que o empresários sempre querem expropriar o máximo dos trabalhadores e reconhecerem o mínimo de direitos, enquanto que os trabalhadores tentam lutar por condições de trabalho e salários que atendam às suas mínimas necessidades de vida, no mínimo, a sobrevivência. Mas somos seres humanos e queremos mais do que apenas sobreviver. Temos direito a viver com dignidade, temos direito à felicidade, à sensibilidade, à prosperidade.

Nesse contexto, surgem os Sindicatos, como forma de organização por ramo de atividade da classe trabalhadora, lutando para que a VIDA seja respeitada. Importante destacar que a Constituição da República Federativa do Brasil, prevê no seu Art. 8º, inciso III: “ ao Sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;” , nesse sentido também as Legislações Ordinárias assim se manifestam.

Eis aí meu grande motivo, o que me deu a certeza de que deveria oferecer aos meus colegas de trabalho bancários do Banpará e de todos os bancos, uma alternativa nestas eleições para o Sindicato. O que vimos nos últimos três anos, não foi uma gestão sindical compromissada com os seus representados e com sua missão estatutária na defesa dos bancários. Ao contrário, a categoria bancária tem sido assaltada em sua crença e confiança, dia após dia, sem que a atual diretoria do Sindicato se posicione firmemente ao lado dos bancários.

No BANPARÁ nós vivenciamos a quase entrega da nossa maior conquista, fruto da grande e vitoriosa greve de 2007: o NOSSO PCS, que se não fosse pela postura firme, convicta e equilibrada da direção da AFBEPA, hoje não seria uma realidade.

A alteração unilateral do Regulamento do nosso PCS foi outro fato vivenciado pelos bancários e bancárias do BANPARÁ, sem que a direção do nosso Sindicato tenha exigido do banco o cumprimento do que já havia sido estabelecido entre as partes, pelo Grupo Paritário de Trabalho, que previu que os funcionários deveriam ter em dois anos duas promoções por merecimento e uma por antiguidade, justamente para permitir com que os trabalhadores pudessem EVOLUIR na tabela de trinta e cinco níveis, aceita pelo banco.

A PLR, em que pese todo o esforço despendido pelos bancários do BANPARÁ, demonstrado com o aumento do lucro, teve os percentuais rebaixados pelos empregadores e aceitos em mesa de negociação pelas nossas entidades de defesa dos nossos interesses e direitos, o que resultou em menos dinheiro nos nossos bolsos e, por conseguinte, menos qualidade de vida.

Várias outras conquistas ficaram no papel, o que requeria uma postura firme da nossa entidade de classe em defesa do cumprimento dos nossos direitos, e isso não vem acontecendo.

Diante de tudo isso, não poderia hesitar em enfrentar mais esse DESAFIO, para trazer de volta para o nosso lado, o lado dos bancários, na sua mais verdadeira e correta forma de atuar, o nosso Sindicato, que DEVE SER dos BANCÁRIOS, livre, independente e autônomo, desatrelado de partidos ou governos. Por isto, e com este compromisso, sou candidata à presidência do Sindicato dos Bancários nessas eleições. Junto comigo se somam bancários e bancárias de todos os bancos públicos e também de bancos privados que, da mesma forma, acreditam, têm esperança e querem um Sindicato livre, realmente dos bancários. Não tenho dúvidas de que, em uma campanha, nossos adversários farão o possível para queimar a bandeira da mudança, claro, eles querem se perpetuar no poder; mas nós faremos uma campanha limpa, ética, propositiva e alegre e não nos curvaremos a ataques pessoais ou menores, porque nosso sonho, nosso projeto, nossa esperança é muito grande e forte e vamos mostrar aos bancários e bancárias nossas melhores propostas para a categoria.

Peço sua ajuda, seu apoio para lutar pelo melhor para toda a categoria, assim como estamos lutando no Banpará. Agradeço a todos os bancários e bancárias que quiserem acreditar e fazer valer, com o seu voto, a mudança que toda a categoria bancária precisa e merece.

KÁTIA FURTADO

Candidata a Presidenta do Sindicato dos Bancários na CHAPA 2 - SINDICATO LIVRE É DOS BANCÁRIOS.


ACESSE NOSSO BLOG. Clique AQUI. http://sindicatolivreedosbancarios.blogspot.com



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terça-feira, 30 de março de 2010

ALEGRIA, UNIÃO E FORÇA DE LUTAR RENOVADAS. A FESTA NA ABSEP FOI MIL.












MARAVILHOSA A COMEMORAÇÃO GERAL DA AFBEPA GESTÃO FIRME NA LUTA, NA ASBEP














QUE SINDICATO QUEREMOS?

Em pleno processo eleitoral para a escolha da nova diretoria do nosso Sindicato dos Bancários, a AFBEPA segue publicando reflexões, leituras, informações importantes que muito nos interessam, já que o Sindicato é da nossa categoria.

Segundo compreensão comum, o Sindicato é uma agremiação fundada para a defesa dos interesses de seus sindicalizados.

O termo "sindicato" deriva do latim syndicus, proveniente por sua vez do grego sundikós, que designava um advogado, bem como o funcionário que costumava auxiliar nos julgamentos. Na Lei Le Chapellier, de julho de 1971, o nome síndico era utilizado com o objetivo de se referir a pessoas que participavam de organizações até então consideradas clandestinas.

Os tipos mais comuns de sindicatos são os representantes de categorias profissionais, conhecidos como sindicatos de trabalhadores, e de classes econômicas, conhecidos como sindicatos patronais ou empresariais.

O Sindicato de trabalhadores, em nosso caso, Sindicato dos Bancários, tem por missão defender os nossos interesses, dos bancários do Banpará e dos bancários de todos os bancos.

Sabem o que está ocorrendo no Banco do Brasil neste momento? A direção do BB está descumprindo uma cláusula do ACT que determina que a implantação do plano odontológico fosse efetivada em janeiro de 2010. O ACT finda sua vigência em 31 de agosto.

E o que o Sindicato faz? Faz de conta que está se mobilizando, fica brincando de defender os bancários do BB, mas por que não entra com a ação de cumprimento para fazer cumprir o ACT?

Isso nos lembra algo? Sim... nosso PCS que só foi garantido, na verdade, pela Justiça do Trabalho que nos concedeu a Tutela Antecipada no processo que abrimos com Ação de Cumprimento que a AFBEPA defendeu e aprovou pela vontade do funcionalismo. Lá no BB os bancários e bancárias estão vendo seu direito, já garantido, se perder pela omissão da atual direção do Sindicato dos Bancários.

Mas tem algo errado aí... se o Sindicato dos Bancários é para defender os bancários, o que está acontecendo? O que tem que mudar? É esse o Sindicato que queremos? É para isso que contribuimos todo mês? Para ter omissão e uma direção sindical que mais defende as direções de banco do que os bancários? Dê sua opinião, comente... o espaço é todo seu.



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sábado, 27 de março de 2010

OBRIGADA FRANSSINETE!

Registros históricos

A Associação dos Funcionários do Banpará está propondo a criação de um grupo para recolher e organizar registros históricos de mobilizações dos bancários do Pará. A ideia é organizar uma publicação e exposição com o resultado da pesquisa.




O post acima foi feito no blog da jornalista Franssinete Florenzano, que além de ser muito competente é super antenada com o que de melhor circula na internet... é um blog imperdível. Lá encontramos bom gosto, relevantes notícias, música clássica, defesa de direitos, crítica séria, trabalho sério e bom humor. De vez em quando nós, bancários e bancárias do Banpará, temos a honra de ver citada em seu blog a nossa pequena AFBEPA. Muito obrigada, Franssinete, por recolher nossas melhores iniciativas e repercutir em seu blog. Obrigada de verdade, mesmo. Vamos tocar a idéia do resgate histórico da luta sindical bancária no Pará. Vai ser bonito, vai dar muito trabalho, mas como tudo vale a pena, valerá. Seu post nos anima.



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quinta-feira, 25 de março de 2010

QUEREMOS UM SINDICATO INTEIRO E NÃO PELA METADE

A eleição para o Sindicato dos Bancários já está convocada. Esta eleição é muito importante para os bancários e bancárias do Banpará. Por isso, vamos nos dedicar a refletir um pouco sobre a importância e o papel do Sindicato para a defesa dos interesses de classe dos trabalhadores e trabalhadoras.

Em nosso caso específico, temos percebido a dificuldade que tem a atual gestão do Sindicato em defender, com independência e autonomia, os direitos dos bancários e bancárias, porque eles visivelmente estão atrelados aos interesses dos governos federal e estadual.

Na avaliação da AFBEPA, que sempre colocou este debate, tal postura da atual direção do Sindicato traz grandes prejuízos aos bancários, que perdem força nos processos de negociação.

Foi assim no PCS, nas Campanhas Salariais, na anulação da eleição do Conselho de Administração, na imposição de nomes no Comitê Trabalhista e na exclusão da AFBEPA do GT/PCS. Na verdade, o Sindicato não defende os interesses da categoria e, por uma questão de disputa de poder, não quer que a AFBEPA também defenda. Por isso eles trabalham tanto contra a associação de funcionários.

Então, para ter mais forças, é necessário mudar a direção do Sindicato. É necessário que o Sindicato seja um instrumento de defesa dos bancários e bancárias. Assim, a AFBEPA pode trabalhar melhor.

Conversando com bancários de outros bancos, pudemos perceber que não só no Banpará o Sindicato deixou de agir em defesa dos bancários, mas também no Basa, na CEF, no BB e nos bancos privados. Tanto assim, que grande parte dos bancários destes bancos também mostram insatisfação e desejam mudanças.

Abaixo, você saberá um pouco mais sobre a história do sindicalismo brasileiro. Em outras postagens, trataremos do papel e do dilema do atual sindicalismo, e estaremos acolhendo propostas para um sindicato de verdade, que realmente, nos defenda enquanto bancários e bancárias.

Leia, participe, comente, proponha. O espaço é todo seu.


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UM BREVE RESGATE DA HISTÓRIA DO SINDICALISMO NO BRASIL

1934 - Primeira greve de Bancários em São Paulo.


Dia 28 de agosto de 1951, dia em que uma grande
greve foi decretada.
Se tornou o Dia do Bancário.



A chamada "Greve da Dignidade", em 1961.


A inesquecível greve de 85.


Diretas Já, em 1984.


Fora Colllor, em 1992.

Nesta publicação estamos trazendo dados de registros históricos mais localizados nos estados centrais do país. Estes movimentos ocorridos em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, causavam grande repercussão em todos os demais estados e influenciavam lutas também aqui no Pará. Em um próximo momento publicaremos um pouco da história do sindicalismo no Pará, cujo tema já foi devidamente estudado por historiadores e cientistas sociais da região.

O importante é perceber que, de modo geral, sempre há, por parte dos governos, uma tentativa de controlar o movimento sindical para diminuir seu poder de mobilização e de conquistas. Mas também sempre houve e há lideranças e segmentos que não se submetem às imposições dominantes e são estes que alavancaram a história de conquistas das classes trabalhadoras.

BRASIL COLÔNIA - RESISTÊNCIA À ESCRAVIDÃO

No período do Brasil colônia, a resistência à escravidão de índios e negros, apoiados pelos segmentos mais esclarecidos da sociedade, ressalta em nossa alma esse anseio emancipador, essa busca por liberdade, por autonomia e independência de classe, essa luta por justiça e por melhores condições de vida para quem produz a riqueza material, mas que dela não usufrui, pelas próprias características do modo de produção, excludente e concentrador da riqueza.

TRABALHO ASSALARIADO NO BRASIL

Nos últimos anos do século XIX, quando a economia do Brasil era movida pelo café, houve significativas mudanças na estrutura social, dentre elas, a substituição do trabalho escravo pelo trabalho assalariado, a transferência do lucro do café para a indústria, e o poder político nas mãos dos cafeicultores.

Com a vinda dos imigrantes, primeiramente italianos, para o Brasil, nosso país conheceu as primeiras formas de organização da classe trabalhadora: sociedades de socorro e ajuda mútua; e união operária, que, com o advento da indústria, passou a se organizar por ramo de atividade dando origem aos sindicatos.

1720 – MOVIMENTOS GREVISTAS. Um dos primeiros e mais importantes movimentos grevistas ocorreu no Porto de Salvador, na época o maior das Américas.


1858 – PRIMEIRA GREVE. Tipógrafos do Rio de Janeiro, contra as injustiças patronais e por aumentos salariais.


1906 – I CONGRESSO OPERÁRIO BRASILEIRO. Um total de 32 delegados na sua maioria do Rio e São Paulo, lançou as bases para a fundação da Confederação Operária Brasileira (C.O.B.). Nesse Congresso participaram os dois grupos políticos existentes na época: 1. Anarco-Sindicalistas, que privilegiava a luta dentro da fábrica através da ação direta e negava a necessidade de um partido político para a classe operária. 2. Socialistas, que propunham a transformação gradativa da sociedade capitalista, defendia uma organização partidária dos trabalhadores e participava das lutas parlamentares.


1913 e 1920 – II E III CONGRESSOS OPERÁRIOS, tentando reavivar a Confederação Operária Brasileira. Desde essa época o governo tentava controlar o movimento sindical. Exemplo disso foi o Congresso Operário de 1912, que teve como presidente honorário Hermes da Fonseca, então presidente da República. Neste período ganham força os chamados Sindicalismo Amarelo composto por lideranças sindicais obedientes ao patronato e aos governos.

1917 – GREVE GERAL. Em São Paulo, iniciada numa fábrica de tecidos e que recebeu a solidariedade e adesão inicial de todo o setor têxtil, seguindo as demais categorias. 2.000 trabalhadores parados. A crise de produção gerada pela Primeira Guerra Mundial e a queda vertiginosa dos salários dos operários, caracterizou-se por uma irresistível onda de greves entre 1917 e 1920.

A CLASSE TRABALHADORA SUPERA O ANARQUISMO, que ficou isolado por suas próprias limitações: reivindicações exclusivamente econômicas; negação da luta política; não exigiam do estado sequer uma legislação trabalhista; não admitiam a existência de um partido político operário; não aceitavam alianças com outros setores da sociedade.

Dando um grande salto na história que passa pelo Movimento Tenentista em 1922, a edição do jornal A Classe Operária em 1925, e a realização do Congresso Sindical Nacional em 1929, chegamos à chamada Revolução de 30 e a Era Vargas, que inicia uma nova fase no sindicalismo brasileiro.

A ERA VARGAS

1930 - O Ministério do Trabalho procura conter o operariado dentro dos limites do Estado burguês. O governo Vargas e o sindicalismo desenvolvem uma política de conciliação entre capital e trabalho. Lindolfo Collor, o 1º Ministro do Trabalho cria a Lei sindical de 1931 (Decreto 19770), e monta os pilares do sindicalismo oficial no Brasil, com forte controle financeiro do Ministério do Trabalho sobre os sindicatos. O Sindicato aparece como órgão de colaboração e cooperação com o Estado. A maioria dos sindicatos resistiu até meados de 1930. Somente alguns sindicatos do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul aderiram a esta lei. O movimento grevista foi intenso, conseguindo algumas conquistas como: Lei de Férias, descanso semanal remunerado, jornada de 8 horas, regulamentação do trabalho da mulher e do menor, entre outros. Algumas destas leis já existiam apenas para as categorias de maior peso, como ferroviários e portuários. Nesse momento estendeu-se a todos os trabalhadores. A luta intensa das lideranças mais esclarecidas era pela autonomia sindical e desatrelamento do governo.

Em 1939, Decreto-Lei 1402. vinculado ao ministério do Trabalho, instituiu-se o enquadramento sindical, que tinha a função de aprovar ou não a criação de sindicatos. Nesse mesmo ano criou-se o imposto sindical.

RESSURGIMENTO DAS LUTAS SINDICAIS - 1945 a 1964.

• Debilidade do Estado Novo e avanço das oposições;
1943 - Manifesto dos mineiros, oposição liberal;
Dezembro de 1945 - Eleições presidenciais. Convocação de Assembléia Nacional Constituinte;
1945 - Criou-se o MUT - Movimento Unificador dos Trabalhadores. Objetivos: romper com a estrutura sindical vertical; retomar a luta das classes trabalhadoras; liberdade sindical; fim do DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda; fim do Tribunal de Segurança Nacional;
Setembro de 1946 - Congresso Sindical dos Trabalhadores do Brasil, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, 2.400 delegados. Os comunistas criam a Confederação Geral dos Trabalhadores;
1946 - Dutra proibiu a existência do MUT e suspendeu as eleições sindicais.
1950 - Último governo Vargas. Novamente o movimento sindical atinge grande dimensão.
1940 a 1953 - a Classe trabalhadora dobra seu contingente. 1.500.000 trabalhadores nas indústrias. As greves tornam-se constantes.
1951 - Quase 200 paralisações - 400.000 trabalhadores.
1952 - 300 paralisações.
1953 - Luta da classe operária contra a fome e a carestia atingiu cerca de 800.000 operários. Só em São Paulo realizaram-se mais de 800 greves. Neste ano realizou-se a greve dos 300.000 trabalhadores de São Paulo (trabalhadores de empresas têxteis, metalúrgicos e gráficos). Foram movimentos de cunho político, acima das reivindicações econômicas. Reivindicavam liberdade sindical, contra a presença das forças imperialistas, em defesa das riquezas nacionais - campanha pela criação da Petrobrás e contra a aprovação e aplicação do Acordo Militar Brasil - EUA. Foi criado o pacto de Unidade Intersindical, depois transformou-se no PUA (Pacto de Unidade e ação). Criou-se também o PIS (Pactos Intersindicais) na região do ABC. A indústria têxtil estava concentrada sobretudo nos bairros paulistas. Nos anos 1950 e 1960 as grandes greves da região foram resultados de ações intensas dos sindicatos para as campanhas salariais.
1960 - III Congresso Sindical Nacional. Fundação da CGT - Comando Geral dos Trabalhadores, para combater o peleguismo, principalmente da CNTI, dominada por Ari Campista.
Governo JK - Juscelino Kubistchek;
Governo Jânio Quadros - 7 meses (1961);
Governo João Goulart - Setembro de 1961 a 31 de março de 1964 Parlamentarismo. Janeiro de 1962, plebiscito, retorno ao presidencialismo.

No campo, os trabalhadores iniciaram seu processo de mobilização desde 1955 com o surgimento da 1ª Liga Camponesa. Um ano antes, em 1954, foi criada a ULTAB - União dos Trabalhadores Agrícolas do Brasil. Pouco a pouco foram nascendo os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais. O movimento no campo tinha como bandeira principal a Reforma Agrária. As ligas camponesas eram dirigidas por Francisco Julião, e os sindicatos rurais pelo PCB.

1963 - Fundação da CONTAG.
13 de Março de 1964 - Comício na Central do Brasil, Rio de Janeiro, 200.000 pessoas pelas reformas de base.
• Reação das elites conservadoras: Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade.

Março de 1964 – Ditadura Militar no Brasil.

1966 - Acaba a estabilidade no emprego e cria-se o FGTS.

RETOMADA DO MOVIMENTO OPERÁRIO

1968 - Greve de Osasco, sob o comando de José Ibrahim. Iniciada em 16 de julho, com a ocupação da Cobrasma. No dia seguinte, o Ministério do Trabalho declarou a ilegalidade da greve e determinou a intervenção no sindicato. quatro dias depois, os operários retornam ao trabalho. Em outubro de 1968 a greve em Contagem também contra o arrocho salarial, que também foi reprimida, vencendo o movimento quatro dias depois.

1974 - Surge o então novo sindicalismo, que retomou as comissões de fábrica, propondo um modelo de sindicato livre e uma ação classista. Esse fenômeno foi constituído inclusive pelo ABDC paulista (cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema).

Maio de 1978 - (Dez anos depois). As máquinas param, a classe operária volta em cena. Março de 1979, os braços novamente estão cruzados. Começa a renascer a democracia.

12 de março de 1978. Os trabalhadores batem cartão mas ninguém trabalha. A Scania do Grande ABC é a primeira fábrica a entrar em greve.

1979. Primeira grande greve do ABCD.

Durante a década de 80. Importantes greves de bancários, petroleiros, metalúrgicos e funcionários públicos federais. Criação dos Movimentos de Oposição Bancária que conquistaram a maioria dos Sindicatos.


A AFBEPA SUGERE: um grupo para recolher e organizar os registros históricos de mobilizações dos bancários e bancárias do Banpará e, quem sabe até, de outros bancos aqui em nosso estado. Duro é encontrar tempo para isso, mas se a idéia é boa, a gente executa. Que acham? Depois poderíamos até organizar uma publicação e uma exposição para mostrar o resultado da pesquisa.


FONTE: SINTSEF, com edição do blog.

Fotos: site do Sindicato dos Bancários de São Paulo.




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terça-feira, 23 de março de 2010

LINDA A POSSE OFICIAL DA DIRETORIA E CONSELHO FISCAL ELEITOS DA AFBEPA












Bom astral, alegria e muita disposição de luta foi o que sentiram todos os que compareceram à posse oficial da Diretoria e Conselho fiscal eleitos da AFBEPA triênio 2010/2013. Muitos colegas da capital e do interior marcaram presença como Tucuruí, Xinguara, Bragança e Castanhal.

O momento solene de posse se deu por volta das 19h. A Presidenta da Comissão Eleitoral Alcinilda Navarro convocou os membros da Comissão Eleitoral presentes que compuseram a mesa central. Em seguida, a Presidenta da Comissão Eleitoral convocou a chapa eleita e, sob intenso aplauso, empossou a Presidenta reeleita Kátia Furtado e os demais membros da nova GESTÃO FIRME NA LUTA.


Finalmente, o momento mais esperado, quando a Presidenta reeleita Kátia Furtado, emocionada, expressou seu agradecimento aos bancários e bancárias, à Comissão Eleitoral e à equipe da AFBEPA, pelo excelente trabalho que conduziu o processo eleitoral.

Em sua fala, Kátia Furtado lamentou a ausência injustificada da direção do banco, e das entidades, igualmente convidadas: sindicato, fetec e contraf.
Kátia foi por diversas vezes aplaudida e, concluindo sua fala, chamou a unidade de ação entre todos e todas que defendem os principais compromissos da GESTÃO FIRME NA LUTA: os direitos, interesses e conquistas da categoria, a luta incansável pelo melhor PCS para os funcionários do banco e a manutenção e fortalecimento do Banpará como banco público estadual.

Ao final, Kátia e os demais membros da diretoria da AFBEPA foram abraçados pelos colegas presentes que louvaram a atitude firme e confiante da Presidenta da associação.


A AFBEPA espera por todos na comemoração geral na ASBEP, no próximo sábado, a partir das 11h. Os bancários e bancárias estão convidados a compartilhar da alegria de trilhar o caminho certo e justo, de seguir o rumo indicado há mais de vinte anos por aqueles que fundaram a AFBEPA e que até hoje se vêem contemplados em seus anseios históricos, assim como em abrir os caminhos e lutar com afinco para que os que agora chegam encontrem uma empresa melhor, mais estruturada e com mais respeito, condições de trabalho e perspectiva de crescimento pessoal e profissional.

A AFBEPA É SUA, É DE TODOS OS ASSOCIADOS. ASSOCIE-SE. VENHA UNIR FORÇAS
PELO MELHOR PRA VOCÊ.


UNIDOS SOMOS FORTES!



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segunda-feira, 22 de março de 2010

COMEMORAÇÃO GERAL PARA TODOS E TODAS, NA ASBEP

A todos os colegas da capital e do interior, da matriz e das agências, todos e todas estão convidados, com muito carinho e alegria para a posse da Diretoria e Conselho Fiscal eleitos, triênio 2010/2013.
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quarta-feira, 17 de março de 2010

A POSSE


O Estatuto da AFBEPA determina que a posse dos diretores e conselheiros eleitos aconteça dez dias após a eleição. Como o dia 20 de março é um sábado, a Comissão Eleitoral decidiu por realizar a cerimônia oficial de posse na segunda-feira, dia 22 de março, às 18h.

A COMEMORAÇÃO GERAL
No sábado, dia 27, na ASBEP, estamos programando um almoço festivo para todos os bancários e bancárias, com a participação da nossa colega Liliana, cantora talentosíssima, que irá nos brindar com seu repertório delicioso de músicas dançantes. Pra lá de bom!



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