“Meu querido rio, meu Tapajós…”. É impossível pisar em Santarém sem sentir o eco das canções de Wilson Fonseca, o Maestro Isoca, que transformou o Oeste do Pará em partitura viva. A música que nasce das águas do Tapajós não é apenas melodia: é identidade, resistência e pertencimento. E foi nesse chão simbólico, onde cultura e coragem caminham juntas, que a AFBEPA fincou, de vez, a sua bandeira no Baixo Amazonas.
Desde domingo à tarde, a Associação está oficialmente presente na região. Não como visitante, mas como protagonista de um novo capítulo da organização dos funcionários e funcionárias do Banpará nos outros Municípios do Estado.
Dividida em duas frentes de atuação, a nossa AFBEPA percorreu municípios históricos, dialogando com colegas, apresentando resultados concretos e consolidando novas filiações.
De um lado, Denison Martins e Flávio Tavernard avançaram por:
• Monte Alegre (3 novos filiados)
• Prainha (3 novos filiados)
• Almeirim (2 novos filiados)
De outro, Kátia Furtado e a advogada da AFBEPA, Ana Carolina Albuquerque, do escritório Tuma e Torres, estiveram em:
• Alenquer (3 novos filiados)
• Curuá (3 novos filiados)
Não se trata apenas de números. São 14 novos associados que representam algo maior: confiança política, reconhecimento institucional e, sobretudo, a percepção clara de quem tem assumido, na prática, a linha de frente da defesa dos direitos da categoria.
Em cada agência visitada, o debate central foi a campanha salarial e as conquistas históricas alcançadas nos últimos anos. Em 2022 e 2024, enquanto o cenário nacional impunha contenção e perdas, o acordo fechado no Banpará superou índices nacionais e consolidou avanços concretos. Em 2024, por exemplo, o reajuste total de 8,85% ultrapassou com folga o índice da Fenaban (4,64%), e no 2° ano, 2025, de 8,83% contra 5,68% da Contrafcut e Sindicatos, reafirmando, assim, a nossa capacidade de negociação local e a força política construída com método e estratégia.
Esse protagonismo não é trivial. Associações, historicamente, cumprem papel social, cultural e assistencial. Não é comum que assumam centralidade nas pautas estruturantes da categoria. Mas a nossa AFBEPA rompeu esse padrão. Com inteligência política, consistência técnica e mobilização real, passou a ocupar um espaço que, em muitos contextos, seria atribuído, exclusivamente, ao ente sindical, e o faz com elegância institucional e legitimidade conquistada no campo, com apoio da categoria!
Hoje, quando se fala em defesa concreta dos trabalhadores (as) do Banpará, o nome que ecoa não é retórico: é AFBEPA.
A atuação de Kátia Furtado, nesse contexto, se destaca pela capacidade de articulação e diálogo nas bases, fortalecendo pontes e ampliando a presença institucional da Associação. Sem personalismos, mas com liderança estratégica, contribui para consolidar um ciclo de expansão e fortalecimento. Katia escuta, apresenta dados, organiza narrativas, constrói políticas, como a do Abono Deslocamento, reafirma conquistas e aponta horizontes.
Um dos pontos altos das visita, também, têm sido a presença da doutora Ana Carolina Albuquerque, do Escritório Tuma e Torres. Com clareza e segurança jurídica, ela apresentou esclarecimentos sobre as ações coletivas conduzidas pela AFBEPA, detalhando o andamento dos processos, os impactos financeiros e a importância da atuação organizada. Sua participação reforça um diferencial importante: a nossa Associação não atua apenas no discurso político, mas sustenta sua luta com base técnica e respaldo jurídico consistente.
A presença da AFBEPA no Baixo Amazonas não é apenas expansão territorial. É um gesto simbólico e político: a interiorização da força. É a afirmação de que a luta não se concentra na capital, ela se distribui pelas margens dos rios, pelas cidades, pelas agências que sustentam a economia regional.
Como nas composições de Isoca, há ritmo e há propósito. A nossa AFBEPA avança com método, mas também com força coletiva. Com dados, mas, também, com pertencimento. Com estratégia, mas sem perder o vínculo humano que transforma filiados em militância consciente.
No Oeste, onde o Tapajós encontra o Amazonas, a história ensina que grandes encontros produzem grandes movimentos. A chegada da AFBEPA ao Baixo Amazonas não é um ponto final, é um prelúdio.
E se a política é a arte de organizar forças, a nossa Associação demonstra que sabe reger muito bem a sua própria orquestra.
Quem luta pela vida, pelos direitos e pela dignidade dos empregados (as) do Banpará hoje tem nome, tem método e tem história.
A AFBEPA não apenas acompanha o tempo. Ela o conduz. E transforma em conquistas históricas.
Confira as fotos:
Ag. Alenquer
Ag. Almeirim
Ag. Curuá
Ag. Monte Alegre
UNIDOS SOMOS FORTES
A DIREÇÃO DA AFBEPA