quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A GREVE CADA VEZ MAIS FORTE! CRESCE A CONSCIÊNCIA E A ADESÃO!


O sentimento, para todos os funcionários do Banpará confirma a avaliação da AFBEPA, já manifestada, sobre postura intransigente do Banco nas mesas de negociação. A contraproposta oferecida não corresponde ao resultado publicado do Banpará, e tampouco à força da greve, cada vez maior.

Os funcionários da Matriz mostraram uma grande adesão ao nosso movimento. Ontem, 12, ao subirmos os andares para conversar com os colegas, percebemos que, exceto alguns poucos setores, a maioria está mantendo, apenas, os 30% de funcionamento determinados por lei. A adesão é grande, porque é maior a revolta diante do desrespeito do Banco para com as legítimas e justas reivindicações dos bancários.

Fazemos um chamado aos poucos colegas que ainda estão desacatando um encaminhamento coletivo decidido em assembleia no dia 29. Todas as agências na capital e interior estão paradas. Não é justo que, enquanto a maioria dos colegas, mantendo a coragem, mesmo sendo assediados pelo Banco, fiquem firmes na greve, outros enfraqueçam nossa luta. As conquistas serão para todos.

NOSSA GREVE JÁ É VITORIOSA E SERÁ MAIS
Dois colegas da Matriz nos perguntaram porque foi necessária a antecipação da greve no Banpará, decidida pela assembléia, e ao respondermos a essa pergunta, todos concordaram que foi extremamente necessária essa decisão, pois algumas diferenças entre a situação no Banpará e nos demais Bancos públicos, nos acenderam o sinal vermelho de alerta máximo, Senão, vejamos:

1) Todos os Bancos públicos, apesar de seguirem também a mesa da Fenaban, já tinham ratificado seus acordos coletivos e já estavam negociando as minutas específicas de seus funcionários, menos o Banpará, que nem tinha ratificado o ACT 2011/2012, e se negava terminantemente a negociar nossa Minuta;

2) Nenhum Banco público havia limitado a negociação a apenas um aspecto da Minuta. Já o Banpará, quando se abriu para negociar nossa Minuta, exatamente no dia 29, dia da assembléia que deflagrou a greve, restringiu a negociação apenas às cláusulas sociais, se negando a negociar as cláusulas econômicas. Sabemos que as maiores conquistas do nosso ACT estão nas nossas cláusulas econômicas;

3) Na assembléia do dia 29, que deflagrou a greve, tínhamos consciência que, sem esse forte movimento, o Banco nem teria ratificado o ACT, porque não demonstrava intenções de negociar nossa Minuta específica. Ao contrário, se negava a isso;

4) Os bancários e bancárias decidiram corajosamente pela greve empurrados pela intransigência do Banpará, como única saída restante para buscar garantir dois fatos importantes para nossas vidas: a ratificação do ACT, já conquistada pela greve, e a negociação das cláusulas econômicas, o que ainda não está resolvido porque o Banpará ainda se mantém inflexível.

OS FRÁGEIS ARGUMENTOS DO BANPARÁ
Os dois argumentos do Banco são frágeis: que o Banpará não possui condições financeiras de negociar além da Fenaban, e que o Decreto 503, de 29 de agosto de 2012 restringe o poder de negociação do Banpará.

Quanto à situação financeira do Banco, os excelentes resultados do semestre falam por si. Já publicamos aqui no Blog e pedimos que os colegas leiam no próprio site do Banpará cujo link é esse: http://www.banparanet.com.br/Documentos/sucon/ATA_RCA_07_05_2012.pdf

O DECRETO NÃO É IMPEDIMENTO
Quanto ao Decreto 503 do governo estadual, não se aplica ao Banpará no que tange à negociação salarial, mesmo tendo especificado as empresas de economia mista. O único item do Decreto que poderia envolver a negociação salarial do Banpará é o item II do artigo 10, que é tão genérico quanto inaplicável, pois se fosse levado ao pé da letra, impediria todo e qualquer órgão do governo de conceder, ao menos, 0,5% de reajuste aos funcionários públicos estaduais. Este Decreto se destina muito mais diretamente ao controle de gastos públicos com compras, consultorias, processos de licitação e outros do gênero.

Vejam o artigo 10 do Decreto 503 que, na íntegra, diz o seguinte:


"Art. 10. Ficam suspensas:
I - a criação e reestruturação de Órgãos e Entidades Estaduais, que impliquem em aumento de despesa;
II - a criação, majoração ou readequação de vantagens pecuniárias;
III - a criação de novos planos de cargos e salários;
IV - a concessão de gratificação pela participação em Comissão ou Grupo Especial de Trabalho e pela elaboração ou execução de trabalho técnico ou científi co prevista no art. 139 da Lei nº 5.810/1994.
V - A contratação de serviço de consultoria."


Ora, se assim fosse, o próprio governo estadual não estaria negociando 16% de reajuste na Uepa. E nem o Banpará continuaria pagando um dos mais caros serviços de consultoria do Brasil, para apresentar as mais óbvias soluções em cortes de gastos.

CONVERSA NA SEPOF
Hoje pela manhã teremos uma conversa com o Secretário de Planejamento, Orçamento e Finanças do Estado, Dr. Sérgio Bacury, agenda que nos foi conseguida por intermédio de nossa Associação irmã, a AEBA, no sentido de abrirmos, com o governo estadual, uma saída técnica para o impasse, o que seria o papel do Banpará fazer.

A GREVE CONTINUA
Nossa greve continua cada dia mais forte! E dela só sairemos após o Banco apresentar uma contraproposta global que contemple nossa Minuta de Reivindicações. Essa é a nossa data base, a nossa hora de lutar pelo que é importante para nossas vidas. Teremos todos os dias do ano para trabalhar pelo lucro do Banco, depois que o Banco nos respeitar. Vamos fortalecer a greve e exigir respeito e valorização efetiva do Banpará! Nós merecemos isso!

A ASSEMBLÉIA DEFLAGROU A GREVE GERAL PARA O DIA 18
A assembléia geral ocorrida ontem, 13, no Sindicato, rejeitou a proposta de 6% de reajuste da Fenaban e deflagrou a greve geral que terá início dia 18 de setembro.

Um momento de tensão aconteceu quando um bancário do Banco do Brasil sugeriu que houvesse um dia de paralisação na próxima sexta-feira, 14, para esclarecer a população sobre o movimento da categoria, culminando com um ato de apoio e solidariedade à greve dos bancários do Banpará. Infelizmente a direção do Sindicato defendeu contra essa proposta. Mas a proposta, por contraste, claramente ganhou a votação. Então a direção do Sindicato, coordenando a mesa, pediu que fosse votado novamente. Na segunda votação o Sindicato disse que a proposta de não paralisação e não apoio à greve do Banpará, tinha ganho e deu por finalizada a assembléia. Os proponentes da outra proposta, a vencedora, ainda pediram a contagem dos votos, mas o Sindicato se negou a contar os votos e encerrou os trabalhos. Fica para registro de práticas e condutas que não aceitamos.

VAMOS AVANÇAR NA GREVE!
Neste momento a greve no Banpará é forte e mais forte ainda o nível de consciência e adesão da amplíssima maioria dos colegas. Apesar dos atentados do Banco ao nosso direito de greve, hoje a Matriz está com o funcionamento muito reduzido, e s agências paradas na capital e interior. 

Queremos respeito por parte do Banco. Jamais aceitaremos ter reduzidas nossas conquistas. Queremos um diferencial no aspecto econômico como, por exemplo, a manutenção total do nosso ACT, incluindo índice de reajuste e PLR, mais a retirada das metas do nosso PCS.




Continuemos na LUTA por nossas vidas!

UNIDOS SOMOS FORTES!




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4 comentários:

Anônimo disse...

Conforme postado no blog A Perereca da Vizinha, da jornalista Ana Célia Pinheiro, o atual governo efetuou no seu primeiro ano de governo (2011) o montante de 12 bilhões em compras, devidamente empenhadas no SIAFEM, (órgãos da administração direta, indireta, fundacionais, etc..), sendo que desse montante, 90%, ou seja 11 bilhões, foram efetuados sem licitação. Um descalabro administrativo para não dizer outra coisa.Agora, para jogar para a galera, como se diz vulgarmente, vem com esse velho lar-lari de Decreto para conter gastos, um papo muito velho e nosso conhecido, para justificar o arrocho em cima do funcionalismo (menos assessores, amigos e protegidos). Essa é uma velha prática, farsante, de nossos velhos conhecidos governos da tucanalhada. Fora farsantes!

Anônimo disse...

Enquanto isso:

Governo do Estado está aplicando indevidamente dinheiro do FUNPREV.
A Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais, Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa de Belém,em ato de 10 de setembro de 2012, expediu Recomendação de nº 003/2012 ao Presidente do IGEPREV, senhor Allan Gomes Moreira, bem como aos demais membros da Diretoria Executiva (DIREX) do órgão, a fim de que “se abstenham de determinar a realização de aplicações, com recursos do FUNPREV, em fundos de investimentos que não tenham sido objeto de aprovação pelo NUGIN/IGEPREV, assim como em fundos de investimentos que, conquanto aprovados, sejam vinculados a gestores reprovados pelo citado núcleo”.
Entre os Considerando enumerados que motivaram a Recomendação citada,a de que “ além de eventuais providências visando à responsabilização de agentes públicos autores do ato de improbidade administrativa por desrespeito aos princípios constitucionais da Administração Pública e, quiçá, por enriquecimento ilícito, impõe-se ao Ministério Público agir com o fim de impedir a concretização de novas condutas ímprobas, relacionadas à aplicação de recursos do FUNPREV por determinação de integrantes da Diretoria Executiva (DIREX) do IGEPREV.”
Essa é a prática desses farsantes!

Anônimo disse...

Deflagrada a greve na UEPA, proposta de rejuste oferecida pelo governo do estado de 16,63% foi rejeitada.

Anônimo disse...

Por que será que o presidente do BANPARÁ não quer negociar os nossos pedidos? Acho que tem mais coisa ai escondida por trás dessa intrasigência.