Nossa greve hoje completa 16 dias por responsabilidade, única e exclusiva, da direção do Banpará que tem se mantido absolutamente intransigente, não oferecendo nada de concreto aos funcionários e ainda, por cima, agindo com atitudes reativas, atentando contra o direito de greve. Esperamos que na mesa de negociação de hoje a direção apresente uma proposta global capaz de ser defendida pelas entidades em assembléia.
Em uma breve retrospectiva, visitaremos os fatos marcantes da nossa histórica greve no Banpará, a primeira do Brasil este ano. Acompanhe a linha do tempo e, para ler as postagens referentes, na íntegra, é só clicar no link, em vermelho, em cada postagem.


9 de julho - Cai o primeiro interdito tentado pelo Banpará, nesse caso, o que era um pedido referente à paralisação na Ag. Cidade Nova, por conta da demissão sem PAD de um bancário, o Banco queria que valesse para a campanha salarial. A Justiça do Trabalho negou.
A ata de reunião do Consad do dia 7 de maio. O Banpará afirma
que para o ACT está previsto o reajuste de 1% das verbas salariais.
18 de julho - A AFBEPA publicou no blog a ata de reunião do Consad do dia 7 de maio, na qual o Banpará afirmou ter provisionado 13% de reajuste para verbas salariais no ACT 2012.
22 de julho - Conferência Nacional dos Bancários em Curitiba rebaixou a pauta e aprovou o vergonhoso índice de 10,25% de reajuste nas verbas salariais.
30 de julho - Assembléia Geral dos Bancários do Pará. AFBEPA defendeu a importância de mantermos nosso pedido de 15% diante da sinalização do próprio Banco que afirmou ter provisionado 13% para reajuste das verbas salariais e criticou o Sindicato que preferiu se manter atrelado ao pedido nacional de apenas 10,25%.
1 de agosto - Abertura da Campanha Salarial 2012. AFBEPA visitou todas as unidades do Banpará na capital e conversou com as unidades do interior por telefone. A posição da categoria foi clara: "-não rebaixaremos nossa pauta!"

15 de agosto - 10 dias de entrega da Minuta e o Banpará não sinalizava com reunião e ratificação do ACT. AFBEPA publicou cobrança: cadê a negociação do Banpará?
16 de agosto - AFBEPA denunciou o injusto aumento de comissões e a liberação de ponto apenas para os assessores, além da portaria 097 que, felizmente, foi revogada.
Kátia Furtado falando no ato do dia 21 de agosto, na Matriz.

21 de agosto - Ato na Matriz, na Presidente Vargas e conversa com Deputados na ALEPA para pedir ajuda no sentido de quebrar o silêncio intransigente da direção do Banpará que não chamava mesa de negociação e tampouco ratificava o ACT. Na foto, Dep. Megale - PSDB, Dep. Edmilson Rodrigues - PSOL, Dep. Zé Maria - PT e Kátia Furtado, da AFBEPA.
22 de agosto - Reunião entre AFBEPA, Sindicato e Fetec. Ficaram claras as diferentes estratégias para enfrentar a intransigência do Banpará: a AFBEPA defendeu antecipação da greve para o período do pagamento do funcionalismo público, antes do início da data base, isso por conta da intransigência contínua do Banco. Naquele momento teria um forte impacto a pressão da greve sobre a imagem do governo. Em nossa avaliação, o Banco chamaria rapidamente a mesa de negociação. A estratégia implementada pelo Sindicato, de pequenos atos e paralisações de uma hora em algumas agências, a nosso ver, apenas deu tempo ao Banco e de nada adiantou, efetivamente.
24 de agosto - AFBEPA encaminhou ofício 016/2012 solicitando ao Banco a imediata abertura da mesa de negociações e a correção de decisões prejudiciais e ilegais quanto à jornada de trabalho, como mudanças de horários e descontos de intervalo.
28 de agosto - Dia Nacional do Bancário. AFBEPA marcou o dia como Dia de Luta da categoria (imagens). Banpará publicou um cheque azul desejando um milhão de felicitações. Os bancários se revoltaram com a atitude provocativa do Banco. A AFBEPA respondeu: felicitações não pagam nossas contas (imagem). Nesse dia, o presente de grego dos banqueiros foi a contraproposta de ridículos 6% de reajuste, ao já rebaixado pedido de 10,25% da Contraf.
29 de agosto - Em reunião no TRT, Banpará manteve a intransigência e reafirmou, em um comunicado enviado ao Sindicato, que aguardaria a negociação da Fenaban e que só negociaria, posteriormente, apenas as cláusulas sociais.
A AFBEPA publicou a comparação das cláusulas econômicas da Convenção da Fenaban (imagem), todas em valores abaixo das cláusulas econômicas do nosso ACT, e defendeu a imediata negociação das cláusulas econômicas.
Na Assembléia dos Bancários do Banpará, a categoria aprovou a greve imediata, conforme defendeu a AFBEPA, por entender que não adiantaria negociar apenas cláusulas sociais e convergir toda a pauta econômica para a mesa da Fenaban, sem, sequer o Banpará ter ratificado o ACT. Nossas perdas seriam imensas. Teríamos reduzidas todas as nossas verbas salariais. Sindicato, Contraf e Fetec defenderam que se aguardasse a greve geral, sem data certa para começar, e que aceitássemos a negociação apenas das cláusulas sociais. Por 51 a 34 votos, a assembléia decidiu a greve imediata, a partir de 4 de setembro, cumprindo os prazos legais.
31 de agosto - Banpará soltou um comunicado aos funcionários dando a entender que tinha recuado e que negociaria a Minuta, porém a AFBEPA esclareceu que, no anexo enviado com a mensagem, o Banco reafirmava que iria convergir as cláusulas econômicas para a mesa da Fenaban, ou seja, mantinha a intransigência.
Fim da vigência anual do ACT.
AFBEPA publicou no Blog o Resultado do Semestre mostrando o incrível crescimento do Banpará, fruto do nosso trabalho.

2 de setembro - 25 anos de fundação da AFBEPA. A Associação se mantém firme na luta, como nos primórdios de sua fundação, honrando a dupla missão de defender os interesses, conquistas e direitos dos bancários e o Banpará, enquanto Banco público estadual.
3 de setembro - A Presidenta Kátia Furtado tem cassada sua liberação, acertada formalmente em 2007 e ratificada no ACT 2011/2012, que tinha perdido a vigência em 31 de agosto. Curioso registrar que, no ACT, o Banpará libera cinco funcionárias: três para o Sindicato, uma para a Fetec/cn e uma para a AFBEPA. Apenas a AFBEPA teve sua liberação cassada.
Nesta noite ocorreu a, participativa e excelente, primeira assembléia organizativa da greve.

5 de setembro - Caiu pela segunda vez o pedido de interdito proibitório do Banpará. A greve ganha mais força, reafirmada sua legalidade, legitimidade e justeza. Presidente do Banpará negou, em entrevista coletiva, que havia agredido a bancária. A AFBEPA sugeriu que fossem liberadas as imagens do autoatendimento, registradas pelas câmeras.



A AFBEPA denunciou atentado ao direito de greve por parte do Banpará quando utilizou um mandado de livre acesso às unidades, para induzir bancários e clientes a acreditarem que a greve havia acabado, e que haveria atendimento no Banco.
12 de setembro - A greve se consolida na capital e avança mais no interior chegando a atingir a quase totalidade das unidades paradas. Apenas duas agências parcialmente abertas.

17 de setembro - Como a AFBEPA já vinha denunciando, se confirmaram as suspeitas e se caracterizaram os atos atentatórios do Banpará ao legal e legítimo direito de greve dos bancários. Lamentavelmente, por interesses pessoais, alguns pouquíssimos colegas se dobraram ao assédio e abuso de poder econômico do Banco e cederam à determinação de se deslocar do interior para a capital para abrirem caixas em duas agências em Belém: Centro e Senador Lemos. Na agência Senador Lemos, uma colega estava atendendo quando começou a passar mal porque tinha feito um exame de endoscopia e estava ainda em jejum. Saiu da mesa chorando de dor e náusea amparada por outra colega. Os gerentes assumiram o atendimento.
A maioria dos bancários permanece honrando a decisão coletiva e se mantém, corajosamente, em greve. Parabéns a todos e todas que tem a decência, o caráter e a firmeza de lutar por nossas causas coletivas!
18 de setembro - Primeiro dia da greve nacional dos Bancários. Nossa greve ganhou espaço em um dos blogues mais conceituados do Pará e do Brasil, o Espaço Aberto. Kátia Furtado, a presidenta da AFBEPA falou sobre a intransigência da direção do Banpará.

19 de setembro - Hoje, as 16h30, teremos a terceira mesa de negociação das entidades com o Banpará e esperamos que o Banco apresente uma contraproposta global que atenda aos legítimos anseios da categoria em greve há 15 dias, além de não retirar nenhuma conquista e manter o ACT em todos os demais itens.
Qualquer que seja a proposta do Banpará, na mesa de hoje, mesmo que seja uma boa proposta e mesmo que o Banco solte comunicado apresentando-a, devemos nos manter em greve, até decisão da assembléia. Só quem decide a saída da greve é a categoria, em assembléia!
NOSSA GREVE JÁ É UMA VITÓRIA!
PARA A AFBEPA, que vem lutando incansavelmente em defesa dos interesses, direitos e conquistas dos bancários, a greve já é uma grande vitória! Estamos mostrando ao Banco que somos conscientes, que a ampla maioria de nós não se dobra, não se rende, não se vende! O Banpará poderia ter evitado a greve se tivesse tido a consideração de negociar e contemplar nossa Minuta. Estamos mostrando que dignidade e respeito não são itens negociáveis!
RATIFICAÇÃO DO ACT GARANTE CONQUISTAS HISTÓRICAS
O Banco já ter ratificado o ACT é uma conquista fundamental, porque o reajuste que vier será sobre nossas verbas atuais, já garantidas por nossa história de luta, e não sobre os valores menores da Convenção da Fenaban.
Para a presidenta e vice da AFBEPA, que têm acordado de madrugada e desde antes das 6h, garantido, diariamente, os piquetes de convencimento, a adesão da categoria, a confiança na AFBEPA, na luta, no próprio poder de mobilização dos bancários e bancárias, tem sido o combustível que nos mantém firmes e fortes, unidos!
"Quando votou majoritariamente pela greve imediata, porque não havia outra escolha naquele momento, diante da intransigência do Banpará, o funcionalismo não aceitou a política do arrocho, do endividamento, do adoecimento, da insegurança e da abusividade das metas que o Banco queria manter naquela atitude de desrespeito para conosco! O funcionalismo, com independência e coragem, buscou seus interesses de classe! Suas conquistas e necessidades falaram mais alto que o poder do mando injusto do patrão! Estamos firmes e tranquilos para continuar na luta, se preciso for, mas esperamos que o Banco atenda nossas reivindicações! Unidos somos fortes!" Afirma Kátia Furtado.
PEDIMOS QUE HOJE (dia 19), TODOS OS BANCÁRIOS E BANCÁRIAS SE CONCENTREM NA PORTA DA MATRIZ, NA PRESIDENTE VARGAS, ÀS 16h30.
VAMOS AGUARDAR O RESULTADO DA NEGOCIAÇÃO VIBRANDO JUNTOS, EM UNIÃO E FORÇA! TODOS E TODAS LÁ!
UNIDOS SOMOS FORTES!
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