| Agência Capanema com a presidenta Kátia Furtado |
O sol ainda estava acordando quando a AFBEPA deixou Belém, às 5h da manhã da segunda-feira, 9 de fevereiro, com destino ao nordeste do Pará. A estrada, longa e exigente, era também símbolo do que nos move: estar onde o funcionalismo está, ouvir de perto, com presença, àqueles que com esforço diário, fazem o Banpará.
A primeira parada foi na Agência de Salinas, onde fomos recebidos pelos associados e associadas com um café da manhã que dizia muito mais do que palavras. Ali se revela uma equipe unida, comprometida, que dá o seu melhor mesmo com recursos limitados.
O quadro da agência é de 11 funcionários, mas hoje são 6, na agência só tinham 5, pois dois deles estão afastados. Em maio, com uma aposentadoria compulsória, esse número de 6 cai para 5. Ainda assim, a agência funciona, atende, resolve e permanece aberta. Salinas mostra, na prática, que a força de um Banco público, também, mora na coesão e no espírito de equipe.
Seguimos para São João de Pirabas, onde a realidade é igualmente desafiadora. A agência opera sobrecarregada, com problemas estruturais que impactam diretamente o dia a dia do trabalho.
Entre eles, a instabilidade dos nobreaks, situação que não se restringe a Pirabas, mas se repete em várias unidades do Banco, uma herança do mal deixada por uma gestão administrativa negligente, cujos efeitos ainda recaem sobre quem está na ponta.
Nessa Agência, o contrato de carro-forte foi cancelado e substituído por um modelo emergencial que praticamente triplicou o custo, sem trazer a tranquilidade esperada para a rotina da agência. Soma-se a isso o contrato de vigilância, que caminha para o quarto aditivo, ampliando a sensação de improviso.
Hoje, Pirabas conta com apenas 4 funcionários. Quando alguém adoece, tira férias ou folga, o quadro cai para 3. É o mínimo tentando sustentar o máximo. Nesse dia havia apenas 3(três) funcionários se desdobrando.
Quatipuru: três pessoas, uma agência inteira
Em Quatipuru, a realidade é ainda mais dura: o quadro fixo da agência é de apenas 3 funcionários(Gerente Geral, Coordenador de Retaguarda e Serviços e Caixa). Três pessoas segurando atendimentos, demandas, cobranças, pressão e muitas responsabilidades. É resistência silenciosa, cotidiana, que precisa ser vista e considerada nas decisões estratégicas de quem ocupa as cadeiras no alto escalão do Banpará.
SEGUNDA PARTE: PRESENÇA, DIÁLOGO E MOBILIZAÇÃO
Na manhã do dia 10 de fevereiro, amanhecemos na Agência de Bragança, onde celebramos um novo filiado, sinal claro de confiança na nossa AFBEPA como entidade que representa, escuta, luta e age sem se acorvadar.
Seguimos para Augusto Corrêa, Tracuateua e Capanema, mantendo o mesmo compromisso em todas as unidades: diálogo aberto e informação clara. Falamos sobre a nossa campanha salarial de 2026, as nossas lutas, PCS, cláusulas do ACT 2024/26 não adimplidas e a nossa organização. Foi reforçado que a nossa Associação publicou os esclarecimentos oficiais do Banco, quanto ao investimento no fundo Rover administrado pela REAG, no intuito de informar o funcionalismo.
O Banco que permanece
Enquanto Bancos privados fecham agências em diversos municípios, principalmente os mais longínquos e de difícil acesso , reduzindo presença e se afastando da população, o Banpará permanece. Está lá, onde ninguém mais quer estar. Cumpre um papel social que vai além do lucro, pois inclui e aposta no desenvolvimento da economia local.
Mas essa presença tem custo, e esse custo não pode continuar recaindo apenas sobre quem trabalha nas agências. O déficit de pessoal é visível, recorrente e insustentável a longo prazo. Pensar o Banpará do futuro exige coragem para repensar o quadro funcional, fortalecer as equipes e garantir condições dignas de trabalho. O que reforça que a convocação do Concurso homologado é urgente!‼️
Campanha salarial: é tempo de avançar
Este é um chamado claro ao funcionalismo: é hora de nos fortalecermos e nos organizarmos para o enfrentamento da nossa campanha salarial, com unidade, consciência e participação. Banco forte se constrói com gente valorizada. E VALORIZAÇÃO REQUER SALÁRIOS MELHORES!
Porque as nossas vidas valem, e
Valem muito.
Nenhuma instituição se sustenta apenas com números, ela se sustenta com pessoas valorizadas.
A AFBEPA reafirma seu compromisso com a defesa do Banpará como Banco público, forte e sustentável, e com cada funcionário e funcionária que, todos os dias, mantém o Banpará de pé e na vida da população paraense.
CONFIRA AS FOTOS:
Ag. Salinas
Ag. São João de Pirabas
Ag. Bragança
Ag. Capanema
UNIDOS SOMOS FORTES
A DIREÇÃO DA AFBEPA
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