quarta-feira, 31 de outubro de 2012

É URGENTE HUMANIZAR O ATENDIMENTO AOS CLIENTES E A RELAÇÃO COM OS FUNCIONÁRIOS




A AFBEPA visita constantemente as agências e, no dia de ontem, 30, registrou as unidades superlotadas e o enorme desconforto a que estão sendo submetidos os funcionários e clientes do Banco, onde grande número de pessoas aguarda atendimento em pé, em meio ao calor enfrentado no interior das Unidades do Banpará, porque muitos equipamentos de refrigeração de ar não estão funcionando a contento, quando se considera a quantidade de pessoas no ambiente.

Nesse dia 30, assim que os clientes percebiam a Presidenta da AFBEPA fotografando, aproximavam-se de pronto para reclamar e solicitar que o Banco oferecesse um local mais refrigerado, com mais cadeiras, televisor, café e água, principalmente para os aposentados da SEAD, que na sua maioria são pessoas da melhor idade e necessitam de um atendimento especial, além de mais humanizado. A AFBEPA acredita que isso é o mínimo que a direção do Banco tem que proporcionar a esse público importante para o Banpará.

CONTRATAÇÃO URGENTE
Garantir, também, melhor estrutura de pessoal é outro fator decisivo para o bom atendimento e o respeito às leis trabalhistas, pois o número de funcionários atualmente lotados nas Agências e Postos é insuficiente para fazer frente à real demanda existente, principalmente levando-se em conta que há uma intensa cobrança da Direção do Banco para o atingimento das metas, estipuladas unilateralmente. Resultado: altos níveis de estresse e, por conseguinte, muitas doenças, principalmente infarto e doenças do estômago.

BANCÁRIOS ESTÃO PAGANDO PARA TRABALHAR?!
Outras graves denúncias que temos recebido são de funcionários que, agora, não bastassem as condições inadequadas de trabalho, de estrutura, de equipamento, de logística que, em muitos casos contrariam as regras da ergonomia, os colegas estão sendo cobrados por ligações telefônicas que tem sido feitas em função do trabalho, muitas vezes para ajustar informações entre funcionários de uma mesma unidade, em postos diferentes, ou entre unidades do interior e matriz, ou mesmo para clientes que estão sendo convidados a conhecer e trabalhar com o Banpará e/ou serem fidelizados. Os bancários, agora, estão tendo que pagar para trabalhar?! Houve colega que foi cobrado em R$ 700,00. Um absurdo! Inadmissível!

JORNADA DE TRABALHO E (IN)SEGURANÇA
Outro grande problema causado e, lamentavelmente, mantido pelo Banco é a prorrogação do horário de fechamento das unidades do interior, feita de forma unilateral pela direção, expondo os bancários a riscos desnecessários, quando só os funcionários do Banpará permanecem atendendo até as 16h, e as agências de outros Bancos fecham as 15h, exatamente por questões de segurança. A AFBEPA continua cobrando resposta ao ofício enviado sobre essa e outras questões, mas adianta que está preparando uma agenda de mobilizações para denunciar à sociedade os riscos a que estão expostos os bancários e bancárias do Banpará.

Atualizaremos este post com mais fotos de outras unidades superlotadas, nas quais, como estas, o colegas estão extrapolando a jornada, prejudicando a saúde, pedindo socorro, porque somos humanos e não máquinas de metas e lucros!

SEMPRE FIRMES NA LUTA,

UNIDOS SOMOS FORTES!




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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

TÍQUETE EXTRA, HORAS EXTRAS, JORNADA DE TRABALHO, PONTO ELETRÔNICO, ESTAMOS NA LUTA!

Estamos em fase de planejamento para dar conta de nossas lutas ativas, diante de tantas demandas e pendências no Banpará:



1)Retorno do nosso tíquete-extra;

2)Pagamento de todas as horas extras efetivamente trabalhadas;

3)Urgente implantação do Ponto Eletrônico nas agências, postos e caixas avançados;

4)Urgente contratação de mais 300 bancários para diminuição da sobrecarga que estamos enfrentando;

5)Retorno aos antigos horários de saída nas agências e postos do interior e na Sulog;

6)Respeito à Lei no que concerne aos intervalos intrajornada, modificados pelo Banco;

7)No GT/PCS: definição de critérios objetivos e subjetivos para promoção por merecimento que não mais as metas;

8)No CRT: definição de critérios contra demissões sem o devido processo administrativo disciplinar e contra injustos descomissionamentos.


A AFBEPA estará realizando, ainda esse ano, um Seminário sobre Ponto Eletrônico e também sobre 7ª e 8ª horas. Estamos procurando um bom local e fechando os palestrantes. Desse Seminário tiraremos ações concretas para serem desenvolvidas em nossas lutas. Tão logo tenhamos as confirmações de local e palestrantes, divulgaremos o evento e contamos com a participação de todos e todas. O interesse é nosso!


Sempre Firmes na Luta,

UNIDOS SOMOS FORTES!





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RECÍRIO, DIA DO COMERCIÁRIO, ELEIÇÃO

Hoje, 29, é Recírio, é Dia do Comerciário, e é dia de pós-eleição. Nossa capital já tem um prefeito eleito, que continuará o que aí está, pois todos sabemos que o partido que governa o Estado e que, agora, governará Belém por quatro anos, apoiou o atual prefeito, em fim de mandato. Não podemos ter ilusões de mudanças, inclusive porque no governo estadual não temos visto obras e melhorias de serviços nos equipamentos públicos, na atual gestão.

Em Belém, os últimos oito anos foram de desequilíbrio, desestrutura, sequestro da dignidade de nossa capital, e a herança que o prefeito eleito receberá será o caos. Não poderá culpar o antecessor, porque sempre o apoiou e seu partido compôs o executivo na vice-prefeitura, no primeiro mandato.


De todo modo, fica sempre o desejo de que um governo corresponda e honre os votos que os eleitores lhe confiaram, que trabalhe com honestidade e afinco para resolver os problemas que afetam diretamente as vidas dos cidadãos, em todos os bairros e não apenas nas áreas nobres da cidade.

Esta AFBEPA deseja que o prefeito eleito, mesmo sem ter assinado a Carta-Compromisso em Defesa do Banpará, se comprometa com o fortalecimento do nosso Banco estadual e, como é do partido do atual mandatário no Estado e na direção do Banco, devolva as contas da Prefeitura para o Banpará.

DIA DO COMERCIÁRIO
Parabéns aos trabalhadores dessa categoria, entre os quais se encontram os funcionários de associações e Sindicatos. Parabéns, portanto, aos nossos queridos funcionários da AFBEPA: Adevângela, Rosângela e Márcio, e muito obrigado por nos atenderem com presteza sempre que precisamos, e por trabalharem em nossa Associação.

RECÍRIO
Hoje nossa querida Mãe, padroeira, Nossa Senhora de Nazaré, em suas imagens, retornam aos seus recantos habituais: a Peregrina volta ao Colégio Gentil e a imagem original sobe ao Glória, na Basílica. São momentos de muita força e fé, porque fica sempre essa certeza de que Nossa Senhora de Nazaré está entre nós, nos abençoando e nos amando, velando e vibrando por nós, a cada segundo de nossas vidas. Gratidão, Maria!

"Ave Maria, Senhora do Amor
Que ampara e redime,
Ai, do mundo se não fora
A Vossa Missão sublime.

Cheia de Graça e ternura,
É por vós que conhecemos
A eterna Revelação
Da Vida em seus dons supremos.

O Senhor é sempre Convosco,
Mensageira da ternura,
Providência dos que choram
Nas sombras da desventura.

Bendita sois Vós, Rainha!
Estrela da humanidade,
Rosa mística da Fé,
Lírio puro da humildade!

Entre as mulheres sois vós,
A Mãe das mães desvalidas,
Nossa Porta de esperança
E Anjo de nossas vidas.

Bendito o fruto imortal
Da Vossa Missão de Luz,
Desde a paz da Manjedoura,
Às dores além da Cruz.

Assim seja para sempre,
Oh, Divina Soberana,
Refúgio dos que padecem
Nas dores da luta humana.

Ave Maria Senhora do Amor
Que ampara e redime,
Ai, do mundo se não fora
A Vossa Missão sublime!"


Poema/prece psicografado por Chico Xavier, no livro "Parnaso de Além-Túmulo", pelo espírito Amaral Ornellas.



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sábado, 27 de outubro de 2012

ELEIÇÕES EM BELÉM: QUAL É O SEU VOTO DE CLASSE?

Neste domingo, 28, os eleitores de Belém terão a grande responsabilidade de escolher, em eleição direta, o próximo prefeito da capital. Há apenas dois candidatos na disputa. 

A uma instituição de luta, que representa os funcionários do Banpará, no caso esta AFBEPA, não cabe "ter um candidato". Uma Associação não é uma pessoa, nem é sua diretoria, mas sim todos os seus associados. Porém, temos a plena clareza de que todas as decisões políticas, nas cidades, no Estado e no país, impactam em nossas vidas, como funcionários do Banpará e como cidadãos e, por isso, esta AFBEPA tem a obrigação de mostrar, pela ótica dos funcionários do Banco, quem é quem. Quem agiu a favor ou contra nossos interesses nos dois últimos anos, em nossas mais recentes lutas, na nossa última campanha salarial.

A disputa eleitoral em Belém está posicionada entre um candidato que:

Recebeu e assinou a 'Carta Compromisso em Defesa do Banpará', abrindo espaço, inclusive, para debater o retorno das contas da Prefeitura para o Banpará; 

Realizou a 'Sessão Especial em Defesa do Banpará', na ALEPA; 

Participou pessoalmente do 'Seminário em Defesa do Banpará', promovido pelas entidades no auditório do TRT; 

Tem apoiado todas as nossas lutas, seja com manifestações na Tribuna da ALEPA e correspondências ao presidente do Banpará, inclusive quando a Presidenta da AFBEPA teve, por duas vezes, ameaçada sua liberação para os trabalhos da Associação; 

Nas duas últimas campanhas salariais, e especialmente na última campanha salarial, em nossa greve de 23 dias, nos apoiou ativamente nas articulações diretas entre os demais deputados, para abrir mesas de negociação com o Banco; 

Foi eleito o deputado mais atuante na ALEPA, e é um arquiteto qualificado, mestre em planejamento urbano pelo Naea/UFPA e doutor em planejamento urbano pela USP, tendo defendido ambas as teses sobre a realidade e as necessárias mudanças para Belém; 

Sempre foi um defensor da democracia e das eleições diretas, e quando havia ditadura militar no Brasil, tinha seu nome indicado nas listas da repressão por ser um lutador, sindicalista, que fundou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará; 

Teve seu trabalho reconhecido em Belém porque quando foi prefeito criou o 'Sementes do Amanhã', projeto que retirou e deu escola e iniciação musical às antigas crianças catadoras do Lixão do Aurá; deu bolsa escola de um salário mínimo a mais de 800 famílias; criou a 'Escola Circo', que retirou das ruas centenas de crianças, dando também a bolsa escola; construiu 21 escolas públicas, construiu o Hospital do Guamá; implantou o Saúde da Família; construiu a Aldeia Cabana; construiu o Ver-O-Rio e o Memorial dos Povos; reformou o Ver-O-Peso; realizou o Orçamento Participativo e o Congresso da Cidade, oportunizando a participação popular nas decisões sobre as obras para cada rua, bairro e para toda a cidade, dentre tantas outras realizações bem conhecidas pela população.

O outro candidato se projetou como um representante das elites e, nessa condição, foi eleito várias vezes parlamentar, sem nunca ter trabalhado para sobreviver. Nunca foi um trabalhador. Nunca conheceu as agruras de lutar para ter um salário apertado no final do mês. Quando estudante, na UFPA, era ligado à ARENA, e depois ao PDS, sendo sempre um defensor da ditadura militar contra a democracia, contra as eleições diretas. 

Na condição de deputado federal é um dos que mais tem ausências registradas, em apenas 40 dias de sessão, porque se licenciou para concorrer à Prefeitura, teve 70% de ausências, como você pode confirmar lendo o site Congresso em Foco, e clicando aqui. Nunca apresentou emendas para cuidar dos problemas da cidade de Belém.

Apoiou o atual prefeito por três vezes, mas agora critica a situação caótica de Belém, como se não tivesse tido sempre o poder para melhorar nossa cidade.

É do partido que atualmente governa o Estado e que nada fez por Belém nesses dois últimos anos de mandato. Partido que valoriza a meritocracia, empurrando as metas abusivas em nossas vidas; que tem história de privatizar patrimônio público, que privatizou a Celpa e hoje temos o pior e mais caro serviço de energia elétrica do país; que trata mal os servidores públicos, endurecendo as negociações em todas as categorias, retirando direitos, forçando longas e desgastantes greves; que nos retirou o tíquete extra esse ano.

Diante dessas opções, absolutamente condizentes com as verdades dos fatos e das histórias de vida de cada candidato, desejamos que cada bancário e bancária do Banpará vote com consciência, analisando quem tem mais preparo, experiência positiva, compromisso com a nossa classe, porque somos trabalhadores, vivemos de salário, sabemos o quanto é duro pagar as contas no final do mês.

Que os ricos votem em seu candidato, é compreensível, mas que os trabalhadores e os pobres escolham o candidato dos ricos só é possível por conta da alienação, da dominação ideológica, da compra de votos e outras mazelas sociais produzidas pela ignorância que é mantida por esses mesmos ricos que querem se perpetuar no poder para continuar decidindo e usufruindo do dinheiro público para seus próprios interesses de classe.

Aos bancários e bancárias do Banpará, decidamos, também, pelo voto de classe, mas da nossa classe trabalhadora. E, após votar, vamos participar, defender nossas propostas, criticar quando necessário, mas isso só poderemos fazer em um governo democrático que permita a participação, que escute a população, que dialogue e não com um governo autoritário e impositivo.

No próximo domingo, um bom voto a todos e todas!


UNIDOS SOMOS FORTES!






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sábado, 20 de outubro de 2012

PLR – R$ 6 MILHÕES É QUANTO O BANCO NOS DEVE. QUEREMOS O TÍQUETE EXTRA DE VOLTA!



Com o sequestro do nosso tíquete extra esse ano, o Banpará está embolsando uma sobra de cerca de R$6 milhões da nossa PLR. Onde está esse dinheiro que é nosso? Não aceitamos essa perda de forma alguma!

Entenda o cálculo, feito por um técnico calculista, que mostra como essa sobra é produzida. É dinheiro nosso, dos bancários e bancárias, é um percentual do lucro garantido na Convenção e no Acordo Coletivo e que representa um justo pagamento pela sobrecarga, pelo stress na corrida atrás das metas, que desencadeia vários adoecimentos, pelos riscos, pelo tempo que deixamos de estar com nossas famílias para garantir o lucro do Banco; e mesmo que isso não tenha preço, porque a vida é que vale muito mais, essa sobra é dinheiro nosso e tem que ser paga!

O TÍQUETE EXTRA É A SOBRA DA PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS
A PLR é a participação dos funcionários nos lucros e resultados da empresa, pela qual o Banpará separa um percentual do lucro líquido e divide entre os bancários e bancárias. Esse percentual, que é pago, uma parte de forma variável, de acordo com a remuneração, mais a parte fixa, e outra parte, a adicional, de forma linear, igualmente para todos, é definido em Convenção e Acordo Coletivo. A AFBEPA defende todos os anos, que a PLR seja totalmente paga de forma linear, mais justa, mas não é o que acontece.

De 2007 até 2009, o percentual separado para distribuição da PLR era de 15% do lucro líquido. A partir de 2009, esse percentual caiu para 13% a ser distribuído de forma variável, porque, daqueles 15%, foram separados 2% para distribuição linear, que chamaram de ‘parcela adicional’. No Banpará esse percentual da parcela adicional, linear é de 4%, conquista da nossa luta, da nossa greve antecipada.

Desde quando a PLR passou a ser distribuída entre os funcionários do Banpará, verificou-se que restava uma sobra para atingir o percentual. Essa sobra sempre foi paga, pelo Banpará, em forma de abono ou tíquete extra. Portanto, o tíquete extra não foi uma ‘benesse’ que o Banpará nos concedeu e nos tomou. O tíquete extra é fruto de um direito garantido em Convenção e Acordo Coletivo de Trabalho, e essa sobra, esse valor que é nosso por direito, nos foi seqüestrado, indevidamente esse ano, pelo atual governo estadual e pela direção do Banpará.

ENTENDA O CÁLCULO DA PLR 

A PLR na Convenção da Fenaban. A parcela adicional no Banpará é de 4%.

A fórmula do cálculo na regra básica da PLR é a seguinte: 90% da remuneração, mais a parcela fixa de R$1.540,00. O limite de valor individual a ser recebido, nessa regra, é de R$8.414,34, ou seja, o valor que cada um de nós recebe, não pode ultrapassar esse limite individual citado.

Na parcela adicional, distribuída de forma linear, o percentual separado no Banpará é de 4%. O limite individual é de R$3.080,00.

Como a regra básica da PLR é variável (soma de salário, gratificação e anuênio), não é possível determinar, com exatidão, o montante a ser desembolsado pelo Banco, mas é possível trabalhar com uma média histórica de distribuição com base no ano passado, onde o trabalhador recebeu cerca de R$7 mil reais e, considerando uma previsão de lucro líquido, para 2012, de R$125 milhões, e considerando, também, o percentual já pago da primeira parcela da PLR em 2012 pelo Banpará, cujo lucro, no 1º semestre, foi de R$45 milhões, sendo separados 13% desse valor, ou seja, R$5.850 milhões, distribuídos pelos 1.400 funcionários.

De acordo com o cálculo que apresentamos abaixo, formulado por um técnico calculista, cada funcionário poderá aplicar o percentual de 90% sobre sua remuneração, acrescer mais a parte fixa de R$1.540,00 e encontrará uma base para calcular sua PLR.

VEJAMOS, ENTÃO, COMO FICA O CÁLCULO DA PLR:
Se aplicarmos 90% em uma remuneração de R$3 mil reais, teremos o valor de R$2.700,00 (aqui cada um pode aplicar os 90% em sua remuneração).

Então somamos os R$1.540,00 da parcela fixa da regra básica.

E também somamos os R$3.080,00 da parcela adicional (um importante detalhe: na parcela adicional também há uma sobra para o Banco em torno de R$680 mil reais, porque o limite individual não permite o pagamento do valor real que seria de R$3.570,00 para cada um, então o Banco paga o limite de R$3.080,00).

O cálculo da PLR fica assim:

   R$2.700,00 (90% da remuneração, na regra básica)
+ R$1.540,00 (parcela fixa da regra básica)
+ R$3.080,00 (parcela adicional)
-------------------
= R$7.320,00 (PLR individual*)

R$7.320,00 é o valor, *na média, que cada bancário do Banpará receberá incluindo a regra básica e a parcela adicional.

Quando multiplicamos esse valor de R$7.320,00 por 1.400 funcionários, chegamos ao produto de R$10.248 milhões. Esse será o valor estimado que o Banco desembolsará, do lucro líquido, para pagar nossa participação nos lucros e resultados - PLR.

Porém, o percentual da regra básica coloca o teto de 13% do lucro líquido e esse percentual, aplicado ao lucro líquido previsto de R$ 125 milhões é igual a R$16.250 milhões.

R$ 4.285,00 A MAIS PARA CADA UM DE NÓS!
Ora, se o Banco desembolsará R$10.248 milhões para pagar todo o valor da PLR, e o teto de 13% representa R$16.250 milhões, significa que sobrará cerca de R$6 milhões da nossa PLR, que, divididos linearmente por 1.400 funcionários, representam R$ 4.285,00 para cada um de nós.

O Banpará pode disponibilizar os números aos seus funcionários e às entidades, de modo que os cálculos sejam exatos, mas, certamente, não estarão muito distantes desses valores que chegamos a partir das projeções aqui colocadas. O certo é que o valor do tíquete extra corresponde a essa sobra, e ele deve ser pago a cada um de nós, caso contrário, o Banco estará se apropriando, indevidamente de um montante que não lhe pertence e que representa nosso percentual, nossa participação nos lucros e resultados do Banpará.

“Iremos tomar as devidas providências para ter de volta nosso dinheiro! Já bastam os 20% dos nossos salários, por onze meses, emprestados ao Banco em 1998, e que nunca foram pagos! Já bastam as negociações não cumpridas de tantos acordos passados e do ACT anterior, quando o Banco não incluiu três cláusulas negociadas no texto final do Acordo. Já bastam as horas extras não pagas, a insegurança, as metas abusivas, a sobrecarga e os adoecimentos. O tíquete extra é nosso, por direito, e voltará às nossas merecidas mãos!” Afirma Kátia Furtado, presidenta da AFBEPA.

UNIDOS SOMOS FORTES!




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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

EM PROTESTO, AFBEPA NÃO ASSINOU O ACT

O ACT 2012/2013 do Banpará está assinado, mas a AFBEPA, que foi frontalmente atacada e prejudicada enquanto entidade de luta representativa dos bancários, não assinou o ACT, como testemunha, em um legítimo e necessário ato de protesto, em nome dos bancários, dos associados, da diretoria da Associação de Funcionários que merece RESPEITO!

Quanto ao ACT, a maior parte das pendências ficou resolvida e, principalmente, o Banco garantiu a aplicação e manutenção do percentual de 5% entre os níveis na tabela do PCS, o que havia sido perdido em 2011, quando apenas o piso inicial ganhou o reajuste de 12%, ficando os demais com o reajuste de 10%. Essa distorção, sempre denunciada e cobrada pela AFBEPA, agora está superada graças à força da nossa greve antecipada.

Nas demais questões, estão garantidas as reivindicações das entidades; no entanto, a AFBEPA, a entidade que mais lutou, apontou caminhos e estratégias, revelou elementos para fortalecer e dirigir nossa luta, sofreu uma clara retaliação, um ataque frontal e um grande prejuízo nesse momento.

A AFBEPA MOSTROU OS CAMINHOS E DEFENDEU E GARANTIU A ESTRATÉGIA DE LUTA PELAS CLÁUSULAS ECONÔMICAS
Fomos ao site do Banpará e mostramos a ata de reunião do Consad, na qual o Banpará disse que tinha provisionado 13% para reajuste das verbas salariais; mostramos, também, o expressivo crescimento do Banco no balanço do semestre

Nunca aceitamos esse pedido pífio de reajuste de 10,25% da Contraf e, enquanto o Sindicato aceitava as imposições do Banco e o índice rebaixado da mesa da Contraf/Fenaban, defendendo a negociação apenas das cláusulas sociais, a AFBEPA defendeu a antecipação da greve para que tivéssemos mais tempo de lutar pelas cláusulas econômicas e pela ratificação do nosso ACT, porque a greve rápida de apenas oito dias da Contraf, não nos daria o tempo que precisávamos para quebrar a intransigência do Banpará.

REAJUSTE E OUTROS GANHOS
A força da nossa greve trouxe ganhos importantes no REAJUSTE que é de 8,5% (para os níveis fundamental e médio), mais 2% recuperados na tabela do PCS, enquanto o reajuste da Fenaban é de apenas 7,5%. Portanto, somando os dois índices, nosso reajuste, na data base, é de 10,5% para os níveis fundamental e médio.

Além desse reajuste, todos os que aderiram ao PCS e foram reenquadrados em janeiro de 2010, farão jus à promoção por antiguidade em janeiro de 2013, o que representará mais 5% em todos os cargos em todos os níveis.

Ou seja, em janeiro de 2013, teremos atingido, para os níveis fundamental e médio, um reajuste de 15,5%, para a maioria dos funcionários. Conquista da nossa luta, da nossa greve antecipada!

Conquistamos, também, dois aumentos para os caixas: na quebra de caixa e na comissão, em janeiro de 2013; e também melhorias e possibilidade de conversão em pecúnia na licença prêmio, além de outros ganhos econômicos. 

Conquistamos a retirada das metas como critério de promoção por merecimento, do nosso PCS, via GT/PCS e também a negociação para estabelecimento de critérios contra descomissionamentos e demissões imotivadas, via CRT, dentre outros ganhos.

Isso foi fruto da força da nossa estratégia correta de antecipar a greve, porque se tivéssemos escolhido a estratégia defendida pelo Sindicato, não teríamos essas conquistas econômicas. Teríamos ficado apenas com a mesa recuada e rebaixada da Contraf/Fenaban e, provavelmente, alguns ganhos somente nas cláusulas sociais.

TÍQUETE EXTRA - A LUTA CONTINUA!
Perdemos nosso tíquete extra e não desistiremos de lutar pelo retorno desse direito garantido em tantos acordos anteriores e fundamental para fazer frente às necessidades reais de nossas vidas. A maioria de nós precisa do tíquete extra para saldar ou amortizar dívidas. A volta do tíquete extra é questão de honra para nós!

A RETALIAÇÃO É CONTRA A AFBEPA!
Por tudo isso, e apesar de termos sido grandes responsáveis pelas conquistas desse ACT 2012/2013, não podemos testemunhar um Acordo no qual a Associação está sendo absurdamente retaliada enquanto entidade de luta dos funcionários.


Vejam: além da falta de isonomia de tratamento, quando não garante a liberação para  a diretoria da AFBEPA, para participação em atividades sindicais que capacitem e qualifiquem ainda mais nossos diretores não liberados, como faz com os diretores sindicais, a direção do Banpará insiste em negar a continuidade da meia liberação apalavrada, de apenas um dia por semana, para a vice-presidente da Associação.

Essa meia liberação, de apenas um dia por semana, foi negociada e conquistada na Campanha Salarial de 2011 e foi garantida sem nenhum problema para o Banpará. Trata-se de uma atitude raivosa e vingativa porque a AFBEPA ousou lutar e vencer nessa e em outras campanhas e momentos de luta dos funcionários. A AFBEPA é o "calo no pé", a "pedra no sapato" da direção do Banco, a AFBEPA é a legítima força da luta dos funcionários.


"A AFBEPA não é propriedade de uma gestão, mas de todos os associados e da história de luta dos bancários do Banpará. História que representa a garantia da defesa dos direitos, interesses e conquistas da categoria e da defesa do Banpará, enquanto Banco público estadual. Não seria digno e respeitoso assinar, enquanto Presidenta da AFBEPA, nesse momento, um acordo onde a Associação está sendo atacada e prejudicada. Com nossa luta e estratégia correta, conquistamos um bom acordo, mas não aceito essa retaliação diretamente estocada contra a AFBEPA! Dignidade não se negocia! " Ressalta Kátia Furtado, Presidenta da AFBEPA.

AGENDA
Ao início da próxima semana a diretoria da AFBEPA estará em reunião ampliada para debater sobre essa e outras pautas, principalmente a luta pelo tíquete extra, pelo devido pagamento de todas as horas extras e pela instalação imediata do ponto eletrônico nas agências, postos e caixas avançados do Banpará. 

Nesse momento está marcada uma reunião do GT/PCS e estamos aguardando relatório da representante eleita pelos funcionários, Kátia Furtado. Tão logo nos seja repassado, o publicaremos aqui no Blog, sempre mantendo a categoria bem informada.

Continuemos firmes na Luta!


UNIDOS SOMOS FORTES!


Atualização na sexta-feira, 19, sobre a REUNIÃO DO GT PCS
 
Às 10h do dia 18/10, quinta-feira, a representante dos funcionários Kátia Furtado esteve na sala de reunião no 5ª andar, edifício sede, matriz do Banpará, para reunião do GT/PCS, que estava marcada. Por problema de saúde da coordenadora titular do Grupo de Trabalho e, a falta de de alguém que coordenasse os trabalhos, a reunião foi transferida para dia 25/10, quinta-feira.
 
Na oportunidade, foram solicitadas por Kátia Furtado, a confecção de Ata e a tabela salarial do PCS. 




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terça-feira, 16 de outubro de 2012

ACT 2012/2013 - IMPASSES CRIADOS PELO BANPARÁ. QUEREMOS ASSEMBLÉIA, JÁ!

Ontem, 15, o Banpará enviou nova redação de Minuta do ACT 2012/2013, contendo algumas modificações propostas pelas entidades para a garantia da fidelidade ao que foi acordado em mesa e aprovado na assembléia de funcionários: a renovação do ACT 2011/2012 excetuando-se as cláusulas de reajuste e tíquete extra, mais o pacote de conquistas da greve.

O problema é que ainda se mantém algumas alterações que o Banpará incluiu unilateralmente, sem negociação com as entidades e sem aprovação em assembléia, ou alterações que divergem do que foi negociado e aprovado em assembléia. Vejam:

Na Cláusula 5ª, precisamos de uma redação que não possibilite ao Banco conceder o reajuste apenas nos primeiros pisos dos níveis, porque a concessão desse reajuste será para todos os salários nos níveis fundamental e médio, de acordo com o que foi negociado e aprovado em assembléia.

No Parágrafo Único da Cláusula 24ª, foi aceito pelo Banco a inclusão do trecho " e manter" após o verbo aplicar, dessa forma ficando assim a correta redação do citado parágrafo: "O Banco garante aplicar e manter o índice entre níveis da tabela salarial, no mesmo percentual aplicado na primeira fase do PCS, a partir de 1º de setembro de 2012." Essa redação é necessária porque não basta apenas aplicar o índice, se depois se mantiverem as distorções atuais. É preciso que as distorções sejam definitivamente corrigidas. Isso foi o negociado em mesa e aprovado na assembléia dos bancários do Banpará.

Discordamos de todo o texto após a palavra "Odontológico". Mas, em se mantendo a Cláusula, que já retirou o termo "suprimindo" e o substituiu por "ressalvando", ainda assim foi verificado um problema na vírgula após a palavra demais, que, segundo interpretação jurídica, dá a entender que todas as demais estão ressalvadas, quando apenas as demais já cumpridas estão ressalvadas, sempre resguardando-se os direitos individuais de empregados eventualmente não beneficiados. Precisamos, também, que seja retirado o trecho "à época da", ficando assim redigido: "resguardando-se direitos individuais de empregados eventualmente não beneficiados com a concessão/implementação das citadas cláusulas.".

Chamamos a atenção para a intransigência da direção do Banpará ao não tratar com a devida isonomia os dirigentes sindicais e os dirigentes da AFBEPA, que também merecem ter um tempo para capacitação e qualificação de sua atuação, principalmente considerando que o Sindicato possui quatro dirigentes totalmente liberadas e a AFBEPA possui apenas uma, a Presidenta, e uma meia liberação de apenas um dia por semana para a vice-presidente. 

Outra intransigência da atual direção do Banpará em relação à Associação de Funcionários é a de não manter essa meia liberação apalavrada para a vice-presidente, que em momento algum foi retirada em mesa de negociação. Como funcionou para o ACT, que foi mantido na íntegra, exceto em relação ao que foi negociado, da mesma forma entendemos com relação à liberação apalavrada da AFBEPA, se não foi retirada, ficou mantida desde o ano passado, quando foi realizada sem nenhum problema para o Banco, mas ajudou muito aos funcionários por terem mais uma pessoa, ao menos às sextas-feiras, visitando as unidades e conversando com os colegas.

As demandas desta AFBEPA são muitas! Hoje todas as questões, pedidos, reclamações dos bancários do Banpará encontram amparo, acolhimento, tratamento e encaminhamento nesta Associação, que atua em várias frentes, sempre na defesa estatutária dos direitos, interesses e conquistas dos funcionários e na defesa do Banpará enquanto Banco público estadual. Por esses motivos, reconhecendo a grande demanda de atuação, a vice-presidente foi liberada uma vez por semana. Essa realidade se agudizou e a nossa necessidade, hoje, é ter uma liberação total para a vice-presidente, de modo que possa ajudar a cumprir a rotina e dar conta das responsabilidades da AFBEPA. O Banpará, no entanto, quer retirar a meia liberação apalavrada, sem ter colocado isso em mesa de negociação durante a greve. Não aceitamos.

Bem, colegas, estão postos os impasses que podem vir a nos trazer prejuízos. Avaliemos. Hoje o Sindicato solicitou uma reunião com as entidades as 14h e irá realizar uma reunião com delegados sindicais as 18h. Achamos positivas as agendas, mas acreditamos firmemente que apenas uma ASSEMBLÉIA DE BANCÁRIOS DO BANPARÁ terá a legitimidade e a força para decidir sobre nosso ACT diante desses impasses criados, na redação do Acordo, pelo Banpará. 


ASSEMBLÉIA JÁ!

UNIDOS SOMOS FORTES!




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PARABÉNS AOS COLEGAS CANDIDATOS, BANCÁRIOS DO BANPARÁ

Aos colegas bancários do Banpará, que foram candidatos nas eleições municipais, esta AFBEPA registra uma nota de reconhecimento pela significativa votação que receberam, em relação ao universo de votantes em suas comunidades / localidades. 

Nossos parabéns ao colega Paulo Setúbal, (na foto oficial encontrada na página do TRE) candidato a vereador em Belém, que recebeu 2.419 votos!





Parabéns, também, ao colega Mauro Brito, (na foto oficial encontrada na página do TRE) candidato a prefeito de Viseu, que recebeu 1.969 votos!





Acreditamos que essa participação política é de grande importância, desde que vinculada a uma concepção de mudanças e melhorias para toda a sociedade, e não apenas a interesses pessoais, como é o caso de tantos políticos corruptos que se candidatam, iludindo o povo.

Diz um sábio ditado que não é a política que faz uma pessoa virar um ladrão, são os votos nos ladrões que fazem a política virar corrupção. Jogar todos os políticos no mesmo balaio, como se todos fossem corruptos, é manter a ordem das coisas, contra as mudanças tão necessárias para quem mais precisa e para que todo vivamos em uma sociedade melhor e mais justa. Acreditamos que nossos colegas do Banpará abraçaram as causas das mudanças e melhorias sociais, por isso, obtiveram expressivas votações. 

Parabenizamos, também, a todos os vereadores eleitos e vereadoras eleitas, especialmente aqueles e aquelas que nos apoiaram em nossas lutas e na nossa forte greve, como a vereadora eleita Marinor Brito - PSOL, a mais votada de todo o Pará, o vereador eleito Fernando Carneiro - PSOL e o vereador eleito Cleber Rabelo - PSTU. Parabenizamos, também, a vereadora eleita, bancária da Caixa, Sandra Batista - PCdoB.

SEGUNDO TURNO EM BELÉM

Agora, no segundo turno das eleições, apenas um candidato, Edmilson Rodrigues - PSOL, recebeu das mãos da Presidenta da AFBEPA, a Carta-Compromisso em Defesa do Banpará. Nesta Carta-Compromisso pedimos o retorno das contas da prefeitura para o Banpará, bem como outras medidas de fortalecimento do nosso Banco público estadual. O candidato, na condição de Deputado Estadual, realizou uma Sessão Especial em Defesa do Banpará na ALEPA, e participou de vários momentos das nossas lutas, nos apoiando em todas as solicitações que fizemos em nome da categoria bancária.

Infelizmente, o outro candidato, Zenaldo Coutinho - PSDB, o partido que nos sequestrou nosso tíquete extra e fez aprovar, na ALEPA, o projeto de lei das PPP's - parcerias público-privada, encaminhado pelo atual governador, que prevê a privatização de vários serviços e empresas públicas no Pará, como a Cosanpa e o Banpará, ainda não assinou a Carta, mas continuamos tentando uma reunião para que o documento seja, ao menos, recebido.

Reflitamos: o partido do atual governador é privatista. Eles privatizaram a Celpa e agora temos o pior e mais caro serviço de transmissão de energia elétrica do país. A Celpa faliu e o governo assumiu os prejuízos, mas quem está pagando por esses erros contra o povo, somos nós, os bancários e bancárias, e os servidores estaduais em geral, que estamos no arrocho. No Banpará, esse argumento dos prejuízos da Celpa foi usado para tentar justificar o injustificável: o sequestro do nosso tíquete extra.

Queremos tanto poder nas mãos de quem nos retira direitos? Que tipo de união é essa entre eles, onde só eles ganham? Além do mais, o que o governador fez por Belém nesses dois anos de mandato? Belém está abandonada pela prefeitura e pelo governo do Estado.

O melhor para Belém é a união com o povo! Precisamos de projetos viáveis e já aprovados, para serem, agora, aperfeiçoados. Precisamos de quem olhe e cuide dos mais necessitados para que a cidade seja mais segura e melhor para todos.

A dica é sempre votar com consciência e pensando na maioria, porque se a maioria é atendida, a vida melhora para todos.


UNIDOS SOMOS FORTES!




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domingo, 14 de outubro de 2012

FELIZ CÍRIO DE AMOR, FÉ E PAZ!


Muita emoção, nesses dias de outubro, marcam as vidas de todos os paraenses. Hoje nossa Mãe amada, Nossa Senhora de Nazaré, Peregrina, abençoa mais de perto a cada um de nós, seus filhos e filhas, que sentimos a doçura, a ternura, a paz imensa e transbordante desse Amor maior de Maria, a Mãe de Jesus.

O Círio de Nazaré é a maior procissão religiosa do país. Na última sexta-feira 12, nos emocionamos com a força da devoção à Nossa Senhora Aparecida, a Santa Padroeira do Brasil. Na mesma sexta-feira nos contagiamos com a alegria da comemoração do Dia das Crianças. E hoje, de coração, alma, razão e fé, nos entregamos inteiramente, às mãos amorosas de Nossa Senhora de Nazaré.

Não há como conter as lágrimas a cada momento das procissões do Círio. A descida da imagem sagrada do Glória, o Círio fluvial, a Trasladação e todas as homenagens prestadas à Maria nos levam ao reconhecimento de uma fé interior sem limites, onde esse Amor maior é presente, transbordante, a tudo tocando, purificando, curando, iluminando!

Nossa Senhora de Nazaré, somos tuas filhas e teus filhos, devotos e aprendizes do teu Sagrado e Divino Amor. Sem mais palavras, te agradecemos e te rogamos sempre, do mais profundo recanto dos nossos corações, perdoa-nos as tantas faltas e roga por nós, nossa amada Mãe Universal!

Esta AFBEPA deseja a cada bancário e bancária e a seus familiares, a cada cliente do Banpará, a cada paraense e a cada brasileiro, um Feliz Círio de Amor, Fé e Paz!




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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

NÃO HOUVE REUNIÃO OFICIAL ENTRE AS ENTIDADES E O BANCO

No dia de ontem, 10, a AFBEPA chegou antes das 11h na matriz do Banpará para participar da reunião de assinatura do Acordo com o presidente do Banco, caso o Banco tivesse retirado os problemas que criou para assinar o ACT.

Na recepção fomos informadas de que não havia sala disponível para a reunião e foi pedido que aguardássemos a chegada das demais entidades, que ainda não estavam lá: Sindicato, Contraf e Fetec.

Por volta das 11h40, nenhuma das outras entidades havia chegado, e fomos informadas que estavam havendo  tentativas de conversas telefônicas para se chegar a uma solução quanto ao ajustamento do texto final do ACT. O pedido das demais entidades foi para que a AFBEPA aguardasse um novo chamado para a reunião que iniciaria as 15h.

A Presidenta da AFBEPA, então, decidiu subir os andares da matriz e conversar com os bancários e bancárias, para explicar todos os golpes que a direção do Banpará estava tramando contra a categoria.

A posição, unânime, em todos os andares da matriz é a que tem total concordância com a posição da AFBEPA: qualquer retirada ou inclusão no texto do ACT, que não tenha sido autorizada pela assembléia, só poderá ser feita por uma nova assembléia, porque o pacote que tirou os bancários e bancárias da greve foi a renovação do ACT, excetuando-se as cláusulas de reajuste e tíquete, mais as conquistas pactuadas em mesa de negociação constantes em documento do Banco e mensagem no celular. Foi isso. Qualquer coisa além ou aquém disso, só a categoria, em uma nova assembléia tem poder para decidir.

Por volta das 15h procuramos a diretoria administrativa a fim sabermos sobre a reunião, mas a diretora administrativa não se encontrava no Banco. Telefonamos para as dirigentes do Sindicato e da Fetec, mas os celulares pareciam estar desligados. Alguns minutos depois, estávamos ainda na sala da assessoria da diretoria, quando a diretora chegou acompanhada de seu assessor, o mesmo que tem participado de todas as reuniões de negociação com as entidades. Nesse momento, recebemos uma mensagem de uma das dirigentes das entidades, chamando para uma reunião, não mais no Banco, mas no Sindicato.

As 18h39 recebemos, no e-mail da AFBEPA, vindo da presidência do Sindicato, uma Minuta enviada pelo Banpará, em resposta ao ofício enviado pelo Sindicato, Contraf e Fetec. Porém, o ofício citado, com link no próprio site do Sindicato, pedia uma reunião urgente e não o envio de uma Minuta. Estranhamos.

De todo modo, a Minuta foi enviada e percebemos que o Comitê de Segurança foi mantido, como definiu a votação na assembléia dos bancários. O problema é que o Banco continua enfiando uma cláusula de supressão de cláusulas do ACT 2011/2012 que, por sua vez, traz essas cláusulas de outros acordos. É interessante perceber que houve uma modificação na redação da cláusula. Agora ela diz: "resguardando-se direitos individuais de empregados eventualmente não beneficiados à época da concessão/implementação das citadas cláusulas."

Ora, se automaticamente um acordo substitui o outro, porque essa necessidade de suprimir cláusulas? Cláusulas são conquistas históricas das lutas, são direitos garantidos. Por quê vamos abrir mão de nossos direitos? 

Voltamos a afirmar: a assembléia votou, conforme negociado e aceito pelo Banco, a renovação do ACT, excetuando-se as cláusulas de reajuste e tíquete. As entidades não estão autorizadas pela categoria a assinar um acordo que decida a supressão de quaisquer cláusulas do ACT anterior, a não ser reajuste e tíquete, que já estão, por sua vez negociadas e também votados os novos percentuais.

A negociação desse Acordo não foi reaberta. O que estamos fazendo, agora, é um ajuste de texto, mas não de conteúdo, ainda mais contendo supressão de direitos.

Por isso, esta AFBEPA já solicitou e mantém a solicitação, em caráter de urgência, para que o Sindicato convoque uma assembléia de bancários do Banpará, a fim de decidir sobre essa situação.

ASSEMBLÉIA JÁ!

UNIDOS SOMOS FORTES!




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terça-feira, 9 de outubro de 2012

BASTA DE GOLPES! NÃO ACEITAREMOS PERDER NENHUM DIREITO A MAIS!

Nas três ultimas reuniões, a postura da direção do Banpará tem sido simplesmente lamentável, desastrosa! Mas hoje ultrapassou todos os limites do desrespeito: sequer sentou-se à mesa para reunir com as entidades no sentido de ajustar as divergências quanto à redação final do ACT. Apenas enviou um assessor que ia e vinha, levando e trazendo 'recados'.

A AFBEPA trata com seriedade e responsabilidade as lutas, interesses, direitos e conquistas da categoria, e não se submeterá a esse papel degradante em reuniões que não possuem registros em ata, e nas quais fica muito claro que o Banco quer nos empurrar goela abaixo a retirada de direitos do nosso ACT. A isso, dizemos: BASTA!

Nesse Acordo, já perdemos nosso tíquete extra, uma espada entalada na garganta, que jamais aceitaremos! Não vamos perder mais nada!

ENTENDAM A HISTÓRIA
Desde a assembléia do dia 26 de setembro, que aprovou o acordo em mesa de negociação e pôs fim à nossa greve de 23 dias, estamos cobrando a redação final do ACT, para a leitura prévia e assinatura. Sempre na boa fé, acreditávamos que seria questão de rápida resolução, uma vez que o ACT foi quase que inteiramente renovado, com apenas algumas mudanças, segundo o que foi acordado em mesa de negociação e aprovado em assembléia.


Porém, o Banco levou mais de uma semana e enviou o texto apenas no final da manhã do dia 05/10, dia em que ocorreu a primeira reunião para assinatura. Só então entendemos o porquê dessa demora: a direção do Banpará precisou desses dias para tramar formas de sequestrar vários de nossos direitos, via redação final do Acordo.


Vejam o que o Banco está fazendo contra nós:
Na primeira reunião para assinatura do ACT, o texto final só foi enviado ao Sindicato, que enviou à AFBEPA, por volta das 12h. A reunião começou às 17h. No pouquíssimo tempo que tivemos para ler e avaliar cuidadosamente o documento, percebemos várias mudanças prejudiciais no texto, sem que tivessem sido negociadas. Para piorar, havia também redação divergente em algumas cláusulas, considerando o que havia sido acordado. Ao todo, surgiram cerca de quinze problemas no texto do ACT.

Na reunião, apresentamos os problemas causados pela redação infiel do texto à diretoria do Banpará e nova reunião ficou marcada para o dia 08/10, às 13h.

Na segunda reunião, em 08/10, o Banco quis manter a maior parte dos prejuízos não negociados com as entidades, se recusando a recuar da redação infiel que criou, modificando o ACT em questões importantes.

Mantivemos nossa postura firme de não aceitar esse sequestro de direitos e a reunião terminou, mais uma vez, sem assinatura do ACT, por inteira responsabilidade da direção do Banpará, que está impedindo que o acordo firmado em mesa de negociação e aprovado na assembléia dos bancários, seja garantido, na sua integridade, na redação final.

Hoje, 09/10, na terceira reunião, quando lemos o texto que o Banco enviou para assinatura, percebemos que dois novos problemas foram criados, além de outros que já estavam colocados. Sem negociação alguma, o Banpará resolveu incluir, ao final do Acordo, duas cláusulas absurdas que provocariam a supressão de direitos adquiridos no acordo anterior, e a perda do Ponto Eletrônico.

Os direitos que o Banco quer nos sequestrar, além do tíquete extra já retirado. 
Após muito enfrentamento nas duas reuniões anteriores, algumas questões foram resolvidas, mas ainda restam essas, que relatamos abaixo. Vejam que o alvo de alguns ataques é justamente a AFBEPA:

1) O Banco não quer liberar os diretores da AFBEPA para participação em atividades de organização e capacitação dos bancários, garantindo, assim isonomia de tratamento com relação aos diretores sindicais;

2) O Banco quer retirar a liberação da vice-presidente da AFBEPA, liberação de apenas um dia por semana, conquista essa que, embora não estivesse escrita no Acordo, estava apalavrada e foi assegurada sem nenhum problema em 2011. Em momento algum, essa conquista foi retirada durante a negociação, mas só agora, na hora da redação final do Acordo;

3) O Banco quer acabar com o Comitê de Segurança, exatamente no momento em que mudou unilateralmente o horário de fechamento das unidades do interior e da Sulog, passando por cima daquele Comitê que, segundo o ACT, tem a atribuição de debater e decidir sobre esse tema e outros. O Banco quer, sozinho, impor um projeto de segurança apenas do patrimônio material, desprezando as vidas dos bancários e suas famílias, alvos principais dos assaltos com sequestros;

4) O Banco quer suprimir cláusulas do acordo anterior, o que significaria apagar as conquistas históricas e todo um passivo trabalhista do Banco para com os seus funcionários. Ora, se o acordo perderá a vigência no momento em que novo acordo for assinado, porque essa insistência em querer suprimir cláusulas? Porque essa necessidade de negar a história das lutas e conquistas? Seria para fragilizar acordos futuros e esvaziar demandas jurídicas de passivos trabalhistas?

5) O Banco não quer implantar o Ponto Eletrônico, porque sabe que terá que pagar as dezenas de horas extras que os bancários estão fazendo gratuitamente nas agências, postos e caixas avançados,por isso enfiou uma cláusula para abrir o debate sobre novas formas de controle da jornada de trabalho.

Por tudo isso e pelo desrespeito de não registrar em atas as reuniões, de tentar empurrar o que não foi negociado e de querer sequestrar direitos, afirmamos, mais uma vez e sempre: BASTA! Que a direção do Banco entenda: não vamos perder mais nada!

Não nos submeteremos a chantagens ou a pressões. Acreditamos inteiramente na força, na coragem e na autonomia da categoria e só assinaremos, como testemunha, um ACT à altura dos nossos representados e fiel ao que foi acertado na negociação e aprovado na assembléia.

UM LAMENTÁVEL OCORRIDO
Ainda nesta tarde, em meio a uma reunião interna apenas entre as entidades, após a frustrada mesa com o Banco, um dirigente nacional da Contraf afirmou que a AFBEPA estava querendo "fazer disputa política" simplesmente porque estávamos defendendo a manutenção do Comitê de Segurança Bancária, o que, aliás, era uma posição comum entre as entidades. 

Consideramos essa fala um grave ataque à AFBEPA e seu papel de luta na defesa dos interesses dos bancários e bancárias. A defesa que fizemos, e faremos sempre, é uma defesa de conteúdo, de mérito, de princípio, que não pode ser rebaixada à condição de mera e vil "disputa política". Essa não é, nunca foi, e nem será nossa prática. Tampouco estamos habituadas a tal palavreado.

Temos caráter. Não usamos direitos dos bancários para "fazer disputas políticas" e nem precisamos falsear debates para demarcar nossas posições ou divergências. Defendemos o que acreditamos, ainda que contrariem os desejos e posições da Contraf ou de qualquer outra entidade que seja. O que nos interessa é que nossas defesas estejam em consonância com os interesses, direitos e conquista da categoria.

Temos a plena consciência do que somos: uma Associação fundada na luta, e legítima representante dos bancários e bancárias do Banpará. Enquanto Associação não assinamos o ACT como parte, mas como testemunha. Que fique bem claro que nenhuma entidade nos concedeu essa posição, mas a luta dos bancários e bancárias. Todas as lutas: pelo PCS, pela democracia e eleições diretas no Banpará, pelo Ponto Eletrônico, pelo pagamento das horas extras e tantas e tantas outras, desde 2007. 

Nessa Campanha Salarial, como em outras, coordenamos o movimento desde a mobilização ao Encontro, passando pela redação da Minuta, pela garantia da força da greve, pelas defesas dos nossos direitos e contribuições em todas as mesas de negociação, e pela defesa do Acordo na última assembléia que tirou a categoria da greve. Não será nenhum dirigente nacional que virá aqui nos acusar de querer rebaixar nossa luta. Realmente lamentável.

AMANHÃ, HAVERÁ NOVA REUNIÃO COM O BANPARÁ. A AFBEPA ESTARÁ PRESENTE, MAS PARA CONVERSAR DIRETAMENTE COM O PRESIDENTE DO BANCO E AJUSTAR, COM ELE, A REDAÇÃO FINAL DO ACORDO, SEM A PERDA DE NENHUM DIREITO.

ESTA AFBEPA TAMBÉM SOLICITA AO SINDICATO QUE CONVOQUE, EM CARÁTER DE URGÊNCIA, ASSEMBLÉIA DOS BANCÁRIOS E BANCÁRIAS DO BANPARÁ PARA DECIDIR SOBRE ESSA SITUAÇÃO E AS NOVAS LUTAS QUE TEMOS QUE GARANTIR.



UNIDOS, BANCÁRIOS E BANCÁRIAS, SOMOS FORTES!!!




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