sexta-feira, 23 de setembro de 2011

É GREVE, POR TEMPO INDETERMINADO, A PARTIR DE TERÇA, 27!



Ontem a categoria bancária em geral e os bancários e bancárias do Banpará deram mais uma bela demonstração de força, unidade, independência e coragem! Lotaram a assembléia que aprovou, por unanimidade, o indicativo de greve do comando nacional a partir da próxima terça-feira, 27 de setembro de 2011, por tempo indeterminado.


Vamos à luta para garantir nossos interesses, direitos e conquistas! Os banqueiros, direções de bancos em geral e a direção do Banpará terão que ouvir as vozes dos trabalhadores bancários e respeitar as justas e legítimas reivindicações da categoria, que trabalha com afinco para garantir os lucros exorbitantes dos bancos, mas sofre o assédio moral, adoecimentos de toda ordem por pressão de metas abusivas, insegurança, precarização do trabalho e um brutal rebaixamento de salário que leva ao completo endividamento da categoria.




NO BANPARÁ, precisamos lutar por valorização e respeito! Nossos colegas CAIXAS, TESOUREIROS, ENGENHEIROS e do SAC também estão contemplados na Minuta de Reivindicações, com o pedido de aumento de todas as comissões retroativo a junho de 2011. Precisamos arrancar, como prioridade, nessa Campanha Salarial:


Art. 10 - Aumento da quebra de caixa para o valor de R$ 546,00;
Art. 11 - Quebra de Tesouraria;
Art. 18 - Aumento do Anuênio;
Art. 22 - Ressarcimento/restituição dos 20% emprestados em 1998, pelos funcionários para salvar o Banpará;
Art. 25 - Isonomia de Direitos;
Art. 27 - Isonomia salarial para o SAC com relação ao Call Center;
Art. 29 - Aumento de todas as comissões para todos, retroativa a junho de 2011;
Art. 30 - Incorporação de 10% da comissão a cada ano trabalhado;
Art. 31 - Imediata efetivação nas funções;
Art. 32 - Descomissionamento após ciclos avaliatórios;
Art. 38 - Concorrência seletiva para cargos comissionados;
Art. 45 - Licença prêmio para todos;
Art. 49 - PCS - evolução no PCS e a superação dos impasses, respeitando a valorização dos funcionários;
Art. 55 - Vedação da guarda das chaves pelos funcionários;
Art. 61 - Restituição dos bens dos funcionários em caso de assaltos;
Art. 76 - Reestruturação do Sesmt;
Art. 92 - Contratação de novos funcionários;
Art. 97 - Eleição direta para todos os representantes dos funcionários nos conselhos, comitês e grupos paritários;
Art. 103 - Liberação para AFBEPA.





DEMOCRACIA SINDICAL


Garantidos os informes da presidente do Sindicato, Rosalina Amorim, que repassou a indicação do Comando Nacional para a não aceitação da proposta rebaixada da Fenaban, de reajuste de apenas 7,8%, as associações de bancários, AFBEPA e AEBA, solicitaram a palavra para reforçar a luta da categoria e a necessidade de unidade cada vez maior dos bancários e suas entidades. A coordenação da mesa não queria permitir as falas da presidenta da AFBEPA, Kátia Furtado e do presidente da AEBA, Sílvio Kanner e tentou encerrar a assembléia, logo após a votação. Após um breve conflito, logo administrado, as falas das Associações foram garantidas.

Em seguida um bancário da Caixa, Edvaldo Pantoja, que solicitou a palavra à mesa e teve, inicialmente, negado o direito de falar, revoltou-se quando foi concedida a palavra ao Betinho, bancário do BB e dirigente do Sindicato. Segundo Edvaldo, houve dois pesos e duas medidas. Segundo a direção do Sindicato, o bancário teria retirado sua inscrição antes mesmo da fala do Betinho, como consta em nota postada abaixo nesta matéria.

A AFBEPA pede espírito democrático para que todos possamos conviver com as divergências e saber respeitar as diferenças. Conceder a palavra aos bancários e bancárias e às suas Associações, que mobilizaram e levaram dezenas de trabalhadores à Assembléia, deveria ser parte da pauta da Assembléia. Sempre foi, aliás, até alguns anos atrás. E é, ainda hoje, em muitos sindicatos de outras categorias e sindicatos de bancários em outros estados. O direito de falar é básico, especialmente quando a categoria precisa ver e confirmar a unidade de suas entidades para enfrentar essa luta dura, essa campanha salarial difícil, essa greve que precisa abalar as estruturas e a segurança dos banqueiros e direções de bancos públicos, pelo bem dos bancários e bancárias. Uma assembléia, uma campanha salarial, uma greve não se constrói apenas com informes secos e rápidas votações. É preciso energia, vida pulsante, brilho nos olhos, emoção para levantar cada vez mais a vontade de lutar da categoria! 


Vamos nos superar e garantir a mais bela e forte campanha salarial porque nossa categoria precisa e merece a união de todas as forças, para vencermos!


Atualização em 24/09
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Recebemos na caixa de comentários e trouxemos ao corpo da postagem a manifestação do Secretário Geral do Sindicato dos Bancários sobre o episódio ocorrido com o bancário da Caixa, Edvaldo Pantoja, citado aqui no blog. Leia, abaixo:



"Gostaria de esclarecer que o companheiro Edvaldo, antes do ocorrido haviado RETIRADO, textualmente e de forma muito mal educada, sua inscrição junto à mesa, da qual eu fazia parte. Ao ver o companheiro Betinho usando a Palavra. Ele repentinamente se transtornou e tentou agredir membros da mesa (inclusive eu) e violentamente tomou o microfone. É triste ver esse tipo de postura agressiva e violenta de quem fala em democracia. Ressalto que essa situação poderia ter sido contornada como foi no caso das entidades, não fosse o ato violento do colega, o que não será tolerado.

Abs,

Alan Rodrigues
Secretário Geral"


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VAMOS À LUTA!!! VAMOS VENCER!!!

É GREVE A PARTIR DE TERÇA!!!

UNIDOS, SOMOS CADA VEZ MAIS FORTES!!!





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5 comentários:

Anônimo disse...

É preciso ter cuidado com as intenções. É importante estarmos todos unidos neste momento.

Alan disse...

Kátia, Ghys e demais.
Gostaria de esclarecer que o companheiro Edvaldo, antes do ocorrido haviado RETIRADO, textualmente e de forma muito mal educada, sua inscrição junto à mesa, da qual eu fazia parte. Ao ver o companheiro Betinho usando a Palavra. Ele repentinamente se transtornou e tentou agredir membros da mesa (inclusive eu) e violentamente tomou o microfone. É triste ver esse tipo de postura agressiva e violenta de quem fala em democracia. Ressalto que essa situação poderia ter sido contornada como foi no caso das entidades, não fosse o ato violento do colega, o que não será tolerado.
Abs,
Alan Rodrigues
Secretário Geral

Anônimo disse...

Necessário esclarecer aos colegas funcionários que a greve é um direito assegurado pela Lei 7.783/89, e que o artigo a seguir destacado diz:

"Art. 7º Observadas as condições previstas nesta Lei, a participação em greve suspende o contrato de trabalho, devendo as relações obrigacionais, durante o período, ser regidas pelo acordo, convenção, laudo arbitral ou decisão da Justiça do Trabalho."

O que significa dizer que as ausências ocorridas durante os dias da greve, só poderão ser consideradas faltas, se assim o acordo,... ou decisão da Justiça do Trabalho final assim estabelecer, o que nunca ocorreu, já que as greves são deflagradas dentro de um processo legal, obedecidas portanto as determinações da legislação. Portanto, se não quiser ajudar nas mobilizações, fique em casa durante o período da greve. A lei está ao nosso lado! Unidos somos mais fortes e a nossa solidariedade será de grande importância para que obtenhamos sucesso em nossas reivindicações por melhores condições de uma vida e aposentadoria mais dignas!

Funcionária do BANPARÁ e admiradora da AFBEPA disse...

Diante do tempestivo esclarecimento do Sr. Alan Rodrigues (Secretário Geral do SEEB-PA), vislumbro que essa AFBEPA, deveria tomar mais cuidado, e investigar de forma mais eficiente os fatos que publica em seu blog,para que fosse mantida a credibilidade de suas postagens.

mazin disse...

É greve e não vamos fazer como no ano passado, quando os colegas que foram à ultima assembléia interpretaram mal a proposta da febraban e votaram pelo fim da greve com.