quinta-feira, 7 de abril de 2011

SINAIS DA CRISE: CRÉDITO FICA 100% MAIS CARO PARA PESSOAS FÍSICAS

O que era uma "marolinha", depois de eleita a candidata oficial, mostra a grande onda da crise no Brasil. E quem paga o preço? Os trabalhadores e o povo pobre, hoje mais endividado que nunca.

O governo Lula abriu as porteiras para que as operadoras ampliassem a concessão de crédito para amplas parcelas da população pobre e chamou isso de "nova classe média". Agora se revela o absurdo: a nova classe média está mais que nunca endividada. E o custo dessa dívida ficará 100% mais caro a partir de amanhã. O governo Dilma dobrou o IOF das operações de crédito para pessoas físicas. E ainda fazem questão de tranquilizar o "deus mercado": empresas não sofrerão o reajuste. É uma vergonha para um partido que se disse um dia ser dos trabalhadores!
Leia abaixo matéria no site de notícias R7.

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Governo dobra imposto de empréstimos para conter o consumo no país

IOF das operações de crédito para pessoa física sobe de 1,5% para 3% ao mês

O governo promoveu mais um aumento de impostos para conter o consumo no país e evitar a inflação. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou agora pouco a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nos empréstimos para pessoas físicas, de 1,5% para 3% ao mês. A medida entra em vigor nesta sexta-feira (8).

Com essa medida, além dos juros que já estão altos, o crédito fica mais caro ainda para o consumidor. - Estamos tomando esta medida para moderar o aumento do crédito para consumo – disse o ministro, durante anúncio em São Paulo. - As outras modalidades [de crédito] não são afetadas por isso, como o crédito para empresas e para investimentos. Ou seja, operações de empréstimos destinadas a empresas ou investimentos não serão atingidas pela medida.

Segundo o ministro, o aumento atingirá todas as compras a prazo de consumidores. Mantega disse que, quando a demanda cair, o governo poderá revogar esse aumento da alíquota. Essa é mais uma medida que se junta a outras tomadas pelo governo para segurar o consumo. Uma delas foi o aumento do imposto para gastos no exterior pagos com cartão de crédito - de 2,38% para 6,38% - e, outra, a implantação do IOF para empréstimos feitos lá fora por bancos e empresas que têm prazo de até dois anos para pagamento, com alíquota de 6%. Até então, a incidência dos 6% era apenas em empréstimos abaixo de um ano.

O ministro admitiu ainda que a inflação deste ano deverá sair do centro da meta, que é de 4,5%, mas não será maior do que o índice do ano passado - 5,91%, maior resultado desde 2004, quando ficou em 7,60%. Dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acumula 2,44% nos primeiros três meses deste ano. No período de 12 meses, até março, já está em 6,30%, bem acima da meta central, mas dentro da margem prevista de oscilação, que vai até 6,5%."

Fonte:
site de notícias R7.



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7 comentários:

Anônimo disse...

Será que este blog está indo na direção da urubóloga Miriam Leitão, dando eco à previsão de caos que a mais de oito anos é propagado pela grande imprensa direitista tucana? Sinceramente vcs me envergonham.

Anônimo disse...

Pois é, penso que até o ano passado a Míriam Leitão poderia até ser chamada de urubóloga pelos petistas, como o acima, mas hojde depois de eleita a Dilma e tudo isso que a gente vê, como escandaloso aumento do IOF, acho que o PT conseguiu a proeza de estar mais a direita do que a Míriam Leitão... quem diria... caramba!

Anônimo disse...

Não é só o blog, é toda a direção da Afbepa que caminha a passos largos para os braços da tucanalha.

Anônimo disse...

A presidenta foi estudanta?

Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Anônimo disse...

Eu tbm estou envergonhada com esses comentários da AFBEPA, será que a gora a nossa Associação é de direita?

BANCÁRIA DO BANPARÁ disse...

Anônimo das 02:42, que deve ser o mesmo das 02:43 como vocês são perseguidores hein? Vai ver que em vidas passadas foram da "santa inquisição"!
1º Presidente ou presidenta é uma questão de gênero. Machista, como você, também é o português: quem disse que as mulheres são obrigadas a se sentirem incluídas no gênero masculino?
2º Se você é petista, e parece que é, pergunte lá no seu partido se algum dos seus dirigentes ainda se acha de esquerda, e você terá uma grande surpresa: os que mais mandam no seu partido já abandonaram há muitos anos qualquer crença de esquerda, logo, entendam: NÃO HÁ NENHUMA DIFERENÇA ENTRE PT E PSDB.
Agora, quanto à nossa associação, não é partido e nunca vai se portar como o sindicato, feito um partido. Felizmente nossa associação entende que uma coisa é o partido e outra coisa é a luta dos trabalhadores que precisam dialogar e lutar com o estado e o partido que nele está e olha que poucos governos foram tão ruins quanto o do PT aqui no Pará.

Anônimo disse...

A receita do PSDB, defendida pela chamada grande mídia, é o tal choque de gestão com redução de despesas de custeio, ou seja, menos investimento no serviço público. Tudo ao contrário do que a AFBEPA defende, como é que agora vem reverberar um discurso neoliberal característico da nossa grande imprensa golpista. Coerência AFBEPA!