A extinção da função de coordenador de matriz no Banpará surpreendeu funcionários (as) que, após desempenharem suas atribuições de forma competente e por certo tempo, foram destituídos e nomeados comode analistas, com consequente redução salarial. A AFBEPA questiona a forma como o processo foi conduzido, sobretudo pela ausência de diálogo, cuidado e sensibilidade com os trabalhadores (as) diretamente afetados pela decisão.
Embora reconheça que cabe ao Banco o poder de gestão e de organização de sua estrutura, a nossa Associação entende que essa prerrogativa não deve se sobrepor ao reconhecimento humano devido a cada trabalhador(a). Afinal, estamos falando de pessoas que organizaram suas vidas financeiras considerando a remuneração que recebiam, assumiram compromissos, fizeram financiamentos e planejaram o futuro com base em suas condições salariais.
Um financiamento de três ou cinco anos, por exemplo, não deixa de existir quando a função é extinta e a remuneração é reduzida. As contas continuam chegando, os compromissos permanecem e o orçamento familiar precisa comportar uma mudança que, para esses funcionários (as), aconteceu sem que sequer houvesse uma conversa prévia para explicar os motivos da decisão e como tentar absorver esse pessoal em função que não houvesse perda.
A situação se torna ainda mais preocupante diante dos relatos de que os trabalhadores (as) foram surpreendidos, sem oportunidade de serem ouvidos ou de compreenderem as razões que levaram à extinção das funções que exerciam. Se esses profissionais desempenhavam suas atividades e contribuíam com o Banco, por que não houve diálogo antes de uma mudança com consequências tão significativas em suas vidas?
A concessão de uma Vantagem Pessoal Provisória (VPP) pelo período de 120 dias mantém temporariamente parte da remuneração anterior, mas não elimina os efeitos da redução salarial. Trata-se de uma proteção provisória diante de uma mudança cujas consequências financeiras podem se prolongar muito além desse prazo.
Para a AFBEPA, não se questiona apenas uma decisão administrativa, mas a maneira como ela foi conduzida. O poder de gestão do Banco não dispensa a responsabilidade de tratar seus funcionários (as) com transparência e consideração. Ouvir os trabalhadores (as) e explicar os motivos de uma decisão não é favor, mas uma demonstração de responsabilidade institucional.
Com a palavra, o Banpará, que ouça e dê explicações ao seu funcionalismo.
UNIDOS SOMOS FORTES
A DIREÇÃO DA AFBEPA
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