Categoria garante bom Acordo com o Banpará

 



A Mesa de segunda-feira (24) definiu reajustes salariais, anuênio, alimentação, Ticket do Dia do Bancário, PLR, Promoção por Antiguidade e Campanha para os Endividados. O acordo será submetido à votação da categoria nesta quinta-feira (27). Se aprovado, a PLR e o Ticket extra serão pagos já na sexta-feira (28). No cenário nacional, a Fenaban encerrou a rodada de segunda-feira sem apresentar proposta econômica e, até esse momento(12:40h), nada apresentou.


O que foi conquistado:

          Salários e funções: reajuste de 6% em 2026, composto pelo INPC e mais 1,83% de ganho real. Em 2027, inflação ou índice da Fenaban, prevalecendo o mais benéfico, e 2% de ganho real;

          Anuênio: reajuste de 10% em 2026 e mais 10% em 2027;

          Alimentação: Vale-Alimentação/ Refeição passa para R$ 3.500 mensais;

          Ticket do Dia do Bancário: Mantido nos dois anos de acordo, 2026 e 2027;

          PLR Social: 8% do lucro líquido, com distribuição linear e sem teto no primeiro e segundo ano de vigência do ACT;

          1°Promoção por antiguidade: progressão de 5% na Fopag de janeiro de 2027;

          Abono da paralisação: ausência do dia 20 de agosto será abonada.

 

Renegociação para empregados (as) endividados

No dia 10 de setembro, o Banpará iniciará uma campanha de renegociação de dívidas, destinada aos empregados endividados, com condições diferenciadas de taxas, prazos e parcelamento. Essa campanha abarcar todas as dívidas (BanparCard, Consignado, Cartão de Crédito e Cheque Especial). Quem tiver confissão de dívida também pode fazer.

 

Cinco dias para cuidar de familiares idosos

Um novo artigo social garantirá cinco dias, consecutivos ou não, para que o empregado (a) possa cuidar do pai, da mãe ou dos avós idosos.

A medida traz para o acordo uma realidade presente em muitas famílias e amplia a proteção social oferecida ao funcionalismo.

A votação da categoria será nesta quinta-feira (27). Se o acordo for aprovado, a PLR e o Ticket do Dia do Bancário serão pagos na sexta-feira (28).


Quase dez horas de negociação

A mesa desta segunda-feira exigiu insistência. A AFBEPA cobrou ganho real, pressionou pela ampliação dos benefícios e enfrentou a resistência do Banco em temas discutidos há meses.

Enquanto a Fenaban encerrou a rodada nacional de segunda-feira sem apresentar proposta econômica e retomou as negociações nesta terça-feira (25), no Banpará houve respostas concretas.

Melhorias Salariais, Anuênio, 1 dia na Licença-prêmio que soma 85 dias no quinquênio e do Ticket Alimentação

Em 2026, salários e funções terão reajuste de 6%, composto pelo INPC de 4,10% mais 1,83% de ganho real. Se a Fenaban fechar um índice superior, prevalecerá o mais favorável.

Para 2027, será aplicada a inflação ou o índice da Fenaban, o que for maior, acrescido de 2% de ganho real.


Anuênio

O anuênio terá reajuste de 10% em 2026 e mais 10% em 2027, em reconhecimento ao tempo de dedicação dos empregados ao Banpará.


Vale-Alimentação e Vale-Refeição

 Vale-Alimentação e Vale-Refeição será de R$ 3.500. Reajuste de quase 7,20% no 1º ano de Acordo.


Em 2027, os benefícios serão corrigidos pelo IPCA-Alimentos, acrescido de 2%, ou pelo índice da Fenaban, caso seja mais vantajoso.


Ticket do Dia do Bancário

O Ticket do Dia do Bancário será de R$ 3.500. Se o acordo for aprovado pela categoria, o valor será pago na sexta-feira, 28 de agosto.


PLR Social

A PLR Social corresponderá a 8% do lucro líquido do Banpará, com distribuição linear e sem teto, em 2026 e 2027.

Quanto à PLR básica, serão observadas as regras nacionais. Se a negociação da Fenaban resultar em valor superior, a diferença será paga no ciclo seguinte.

O pagamento está previsto para sexta-feira (28), condicionado à aprovação do acordo pela categoria.


Promoção por antiguidade

A promoção por antiguidade ocorrerá em janeiro de 2027, com progressão de 5%. Foi um dos pontos mais disputados da mesa.

A discussão vem do Grupo de Trabalho concluído em junho de 2025, que definiu os intervalos entre as modalidades de promoção: dois anos para antiguidade e três anos para merecimento.

Mesmo depois de todo o trabalho técnico desenvolvido no GT, o Banpará chegou à mesa sem uma posição consolidada. Foi necessário um enfrentamento duro da nossa Associação para retirar o tema do campo das possibilidades e transformá-lo em resultado concreto.

A promoção por antiguidade passará a ocorrer a cada dois anos, observados os critérios do plano, como o cumprimento do interstício, os limites relativos a faltas e afastamentos e a ausência de penalidades disciplinares impeditivas.


Abono da paralisação

A ausência dos empregados (as) que participaram da paralisação de 20 de agosto será abonada.

O abono reconhece a legitimidade de uma mobilização que pressionou o Banco por respostas econômicas e teve peso direto no avanço da negociação. 


Wellhub Gold

Quanto ao Wellhub, a AFBEPA continua negociando com o Banco a manutenção do modelo atual, vez que esse programa não foi explicado.

Por enquanto, a proposta do Banpará prevê a permanência do abono-academia apenas nas localidades sem estabelecimentos credenciados pelo Wellhub. Onde houver rede credenciada, será disponibilizado o plano Gold.

A AFBEPA publicará, em breve, um detalhamento dos artigos sociais discutidos durante a mesa.


Não foi pouco. E não acabou aqui.

A AFBEPA queria mais e lutou, durante toda a negociação, por um reajuste real ainda maior. Mas esse resultado não pode ser analisado como se tivesse surgido isoladamente.

Foram meses de trabalho técnico, cobrança, pressão pública e mobilização. Houve uma paralisação com adesão em várias unidades do Banpará. Só a mesa de segunda-feira atravessou quase dez horas.

Enquanto a negociação nacional terminou o dia sem uma proposta econômica da Fenaban, no Banpará foram conquistados ganho real nos dois anos, reajuste do anuênio, ampliação dos benefícios de alimentação, Ticket do Dia do Bancário, PLR Social de 8%, promoção por antiguidade e abono da paralisação.

Nada disso foi oferecido espontaneamente pelo Banco.

O acordo não é perfeito, e a luta não terminou. A AFBEPA não dá ao Banpará um cheque em branco, pois sabe muito bem o que somos.

Senso crítico é necessário. Desqualificar a luta coletiva, não.

É possível defender mais sem fingir que nada foi conquistado. Também é possível reconhecer um avanço sem tratá-lo como ponto final.

Não foi tudo. Não foi fácil. E, definitivamente, não foi pouco.

 

UNIDOS SOMOS FORTES

A DIREÇÃO DA AFBEPA


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