FUNCIONALISMO DO BANPARÁ MOSTRA SUA FORÇA E COESÃO



O Banpará recorreu à Justiça para tentar conter uma paralisação anunciada nacionalmente. O funcionalismo respondeu nas ruas, nas unidades e em todo o Pará: não há decisão capaz de calar a insatisfação de quem trabalha muito e não recebe, no momento que precisa ser reconhecido, a devida valorização que merece.

Nesta quinta-feira (20), muitas agências ficaram vazias. Da capital ao interior, trabalhadores e trabalhadoras foram para cima e mostraram força, coragem e disposição para lutar. O movimento veio em uma crescente desde o dia 18, e ampliou mais, quando o Banpará buscou a Justiça do Trabalho, para enfraquecê-lo.

Em frente à Agência Belém Centro, a AFBEPA esteve onde sempre esteve: ao lado do funcionalismo, apoiando a mobilização e cobrando respeito. A presidenta Kátia Furtado expôs uma contradição que a direção do Banpará não consegue explicar: para enfrentar a paralisação, a Justiça Trabalhista deu liminar ao Banco determinando que fosse mantido 90% dos empregados(as) necessários ao cumprimento de atividades essenciais definidas na decisão; no cotidiano, porém, o Banco mantém agências funcionando com equipes mínimas, sobrecarregadas e adoecidas.

*Se hoje 90% de trabalhadores (as) são indispensáveis para funcionamento dos serviços essenciais da Unidade, por que não são garantidos todos os dias esse percentual?*

A vice-presidenta Tereza Cristina Quadros também deu o recado. Depois de uma vida acompanhando as lutas do funcionalismo, ela nunca havia presenciado o Banpará se apequenar dessa maneira diante de seus próprios empregados(as). O Banco foi mais rápido para recorrer à Justiça do que tem sido para apresentar propostas prioritárias que falem com o nosso bolso.

Enquanto o Banpará faz documentos sobre “possibilidades” e “avaliações”, o funcionalismo se cansa de aguardar e quer que venham respostas que façam frente as suas necessidades reais. A insatisfação com a falta de propostas econômicas ganha corpo dentro das unidades. O funcionalismo não quer discursos vazios: quer reajustes e melhorias salariais no segundo ano de Acordo Coletivo. 

A paralisação mostrou que quem sustenta o Banpará também quer ser ouvido. Na próxima segunda-feira (24), a Direção do Banco terá mais uma oportunidade de abandonar a postura pequena e apresentar propostas econômicas concretas e melhores.

O FUNCIONALISMO MOSTROU SUA FORÇA E UNIÃO. A AFBEPA MOSTROU, MAIS UMA VEZ, DE QUE LADO ESTÁ.

BANPARÁ, AGORA É MELHORIAS SALARIAIS!


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UNIDOS SOMOS FORTES!


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