FORÇA DA MOBILIZAÇÃO DOS TRABALHADORES (AS) FAZ BANPARÁ RECORRER À JUSTIÇA

 




A mobilização espontânea dos trabalhadores (as) cresceu, alcançou as Unidades e mostrou que a paralisação marcada para esta quinta-feira (20) tem muita força. A resposta do Banpará confirma isso.

Mas, em vez de levar à mesa uma proposta econômica capaz de valorizar seus empregados e empregadas, o Banco recorreu à Justiça do Trabalho para restringir o direito de Resistência e os efeitos do movimento.

O Banpará se apequenou diante da força de sua própria categoria.

Uma instituição que se apresenta como “firme, forte e sustentável” deveria demonstrar grandeza para negociar. Deveria responder à mobilização com reajustes à altura do nosso trabalho e da nossa entrega. No entanto, às vésperas da paralisação, escolheu a via judicial.

Em seu comunicado, o Banco afirma acreditar que o “diálogo construtivo” e a “negociação responsável” são os caminhos para alcançar soluções. Mas diálogo não se faz por comunicado, muito menos recorrendo à Justiça. Faz-se na mesa de negociação, com respeito e proposta concreta.

A movimentação do Banpará na Justiça não diminui a força do funcionalismo e o interesse de lutar por melhorias salariais. Ao contrário: revela que a União dos trabalhadores e trabalhadoras foi percebida e produziu reação.

A nossa AFBEPA reafirma que nenhuma medida judicial apaga a insatisfação de quem esperou valorização e recebeu, como resposta, uma tentativa de conter sua mobilização, por falta de proposta econômica, pois foram duas rodadas que o Banpará ficou de apresentar percentuais de reajustes dos salários e demais verbas e não apresentou.

E, para piorar a nossa crença, se posiciona em seus comunicados com palavras como: “viabilidade técnica, jurídica, operacional e econômico-financeira” para as nossas reivindicações.

A categoria cresceu, uniu-se e mostrou sua força. Quem se apequenou foi o Banco.

Agora, o Banpará precisa fazer o que vem adiando: apresentar uma proposta econômica digna e que nos dê melhores salários.


UNIDOS SOMOS FORTES

A DIREÇÃO DA AFBEPA


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