Rejeitada pelas entidades, na mesa de hoje, a frustrante contraproposta apresentada pela direção do Banpará, que continua sendo intransigente ao se negar a negociar nossas cláusulas econômicas.
Na audiência de ontem com a Justiça do Trabalho, o pedido da Desembargadora vice-presidente do TRT foi para que o banco apresentasse proposta concreta considerando 3 itens econômicos: equiparação do nosso piso ao piso do Dieese, uma promoção a mais, por merecimento, na data base, além da que ocorrerá em janeiro, essa por antiguidade, e o reajuste de todas as comissões.
O Banco simplesmente ignorou o pedido da Desembargadora, a força de seus funcionários em greve há oito dias e as tentativas e proposições incansáveis das entidades. O que o Banco apresentou é vergonhoso. Vejam:
1) Seguir a mesa da Fenaban em todas as cláusulas econômicas. Continuar negociando apenas as cláusulas sociais.
2) Manter na íntegra todas as conquistas do ACT 2011/2012, exceto o índice de reajuste e a PLR;
3) Na PLR adicional, garantir apenas os 2% da Convenção da Fenaban, sem o acréscimo de 2% que é praticado no ACT do Banpará; ou seja, não mais seriam concedidos os 4% na PLR adicional, mas apenas os 2%. Também não mais seria concedido o tíquete extra;
4) Antecipar 54% da PLR na próxima segunda-feira;
5) Antecipar na Fopag de setembro, 6% de reajuste, o que a Fenaban ofereceu e já foi rejeitado pela Contraf em mesa de negociação;
6) Acrescer 5 dias na licença prêmio dos funcionários concursados a partir de 1994 e os que já haviam completado 30 anos de Banco e já tinham perdido o direito.
Nem a AFBEPA, nem as demais entidades consideraram a menor possibilidade de acatar e defender tal contraproposta. Para esta AFBEPA, a proposta acima é um retrocesso e ninguém entra em uma greve forte como essa para perder conquistas.
DESCASO E ATENTADO AO DIREITO DE GREVE.
Kátia Furtado ressaltou o descaso da direção do Banco quando sequer providenciou uma pessoa para secretariar a reunião que, por esse motivo, não teve ata; pediu, também, para registrar o repúdio à forma como o Banpará está atentando contra o direito de greve, usando o mandado que apenas firma o livre acesso, para forçar os gerentes a convocarem os funcionários ao trabalho.
A direção do Banpará está tomando atitudes provocativas quando, inclusive, publica nas portas das agências e matriz um comunicado induzindo os funcionários e clientes a acreditarem que a greve acabou, e incitando a população a procurar o Banco, quando tem plena consciência de que estamos em greve. Todas as medidas judiciais cabíveis estão sendo tomadas para resguardar o direito democrático dos bancários à greve, forçada pela própria intransigência da direção do Banpará.
DICA IMPORTANTE: a grande maioria dos bancários e bancárias do Banpará está firme e forte na greve e não poderia ser de outra forma, porque o Banco está inflexível. Chamamos à consciência alguns colegas que ainda cedem às pressões para furar a nossa forte greve. Agora é a nossa hora! Não é hora de recuar ou desistir! Vamos fortalecer nossa greve! Colega, durante a greve não atenda o celular e nem compareça ao local de trabalho para não ser alvo do assédio que atenta contra o direito de greve. Coragem! A lutas e as conquistas são para todos nós!
O Banpará tem que aprender a nos respeitar! Vamos fortalecer a nossa greve para quebrar a dureza do Banco que ostenta os melhores resultados e crescimento em todas as áreas, mas ignora solenemente nossas necessidades e direitos. A solução do impasse continua nas mãos da direção do Banpará.
A GREVE CONTINUA!!!
UNIDOS SOMOS FORTES!!!
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Continuaremos firme na luta!