Há 14 dias estamos em greve e a direção do Banpará permanece em total desrespeito para com nossas mais legítimas e justas reivindicações, total descaso para com nossas vidas. A intransigência, a inflexibilidade e a dureza se consolidam como marcas dessa gestão formada por funcionários de carreira do Banco, mas que conduzem a empresa, apenas e tão somente, como patrões impiedosos para com os trabalhadores. Para nós, nada. Para o governo estadual, repasses milionários, dividendos de um lucro construído com nosso trabalho: R$ 66 milhões em 2011 e R$ 10 milhões só no primeiro trimestre de 2012.
O ASSÉDIO - Ouvimos diversos comentários de que a direção do Banpará, além de estar continuamente assediando gerentes e funcionários, determinando o retorno ao trabalho, forçará a abertura de agências hoje, 17, para isso, trazendo bancários do interior, pagando diárias e todos os custos de deslocamento desses colegas.
O Banpará está se valendo de um mandado de segurança que permite o livre acesso às unidades do Banco, para atentar contra o direito de greve, com atitudes tão provocativas quanto irracionais, e esquece que a Justiça do Trabalho jamais pôs fim à greve, que continua sendo legal, legítima e justa. Temos registrado, aqui no Blog, todos os atentados que a direção do Banpará vem praticando, incluindo as notas impressas incitando a população a adentrar as unidades da agência levando a crer que haverá funcionamento.
O BANPARÁ ESTÁ ASSUMINDO TODOS OS RISCOS
A medida que será tomada hoje é um claro ataque ao direito de greve e coloca em risco a integridade de bancários e clientes. Ao tentar abrir agências à população, estando a categoria em greve amparada por todos os requisitos legais, a direção do Banpará assumirá todos os riscos, principalmente considerando que amanhã se inicia a greve geral dos bancários e todas as agências e Bancos estarão fechadas.
Várias tentativas tem sido feitas no sentido de quebrar a intransigência da direção do Banpará: conversas com deputados, audiências com o TRT, reunião com a SEPOF, mas todas tem resultado, até o momento, infrutíferas. A ratificação do ACT é uma conquista da greve, é verdade, mas o Banco anunciou, na última reunião, que irá retirar direitos constantes no Acordo: índice de reajuste e PLR.
No índice ofereceu apenas os 6% que todas as assembléias no país já rejeitaram. Sabemos, pela ata de reunião do dia 7 de maio do Consad, que o Banpará provisionou 13% para reajuste das verbas salariais.
Na PLR adicional, temos ganho, além dos 2% da Convenção da Fenaban, mais 2% de tíquete (2% + 2% = 4% + tíquete). Nossa PLR, portanto, tem sido de 4%, mais tíquete. Pois bem, esse ano, a direção do Banpará disse que seguirá apenas o que vier da Fenaban. Disse, com todas as letras, que serão apenas os 2% da Fenaban. Nada mais. Se depender da direção do Banpará nem PLR adicional de 4%, nem tíquete.
Por isso estamos reforçando nosso chamado à greve. Mais do que nunca a força da luta está em nossas mãos. Depende apenas de nossa união e firmeza de propósitos o que podemos, ou não, conquistar além da Fenaban.
A ESTRATÉGIA - essa estratégia de negociar apenas cláusulas sociais e aceitar só o que vier da Fenaban foi um erro, como afirmamos, que só deu tempo ao Banco para agir contra os bancários. Por isso a AFBEPA sempre defendeu a imediata negociação das cláusulas econômicas, jamais baixando a cabeça e aceitando imposições absurdas da direção do Banco.
A AFBEPA sempre acreditou na força de luta da categoria. Jamais negociamos ou negociaremos a redução de conquistas para os bancários. Jamais pedimos ou pediremos menos do que o justo. Nunca entramos em jogo combinado com a direção do Banco. Para nós, da AFBEPA, vale o que vem pra mesa e não o que se diz em conversas de corredor.
Por isso, para a AFBEPA, o importante é que estejamos conscientes e mobilizados, e que qualquer decisão seja tomada conjuntamente, por todos e todas, como tem sido feito. Nossa greve foi amplamente debatida em assembléia e a decisão foi da maioria. Assim será, sempre, no que depender de nós.
As medidas judiciais cabíveis estão sendo tomadas. Continuemos com a força da nossa luta, continuemos em greve até que a direção do Banpará aprenda a nos respeitar e negocie um diferencial econômico a mais da Fenaban, além de manter nossa PLR adicional em 4%, mais tíquete.
UNIDOS SOMOS FORTES!
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Comentários
A alíquota adicional incidente sobre os depósitos à vista foi reduzida de 6% para zero, e passa a vigorar a partir desta sexta-feira (14). Em relação ao depósito a prazo, a alíquota adicional foi reduzida de 12% para 11%, e surtirá efeito a partir de 29 de outubro deste ano.
Parte do dinheiro que é depositado em todos os bancos, privados ou públicos, tem de ser guardada no Banco Central, para garantir uma sobra caso haja algum problema com o sistema bancário. A quantidade desse depósito compulsório é definida pelo BC.
Para o BC, as medidas devem liberar, nos próximos meses, em torno de R$ 30 bilhões do estoque atual de R$ 380 bilhões de depósitos compulsórios. A expectativa do BC é que haja mais dinheiro disponível para empréstimos e operações entre bancos.
A circular permite que até metade do recolhimento compulsório adicional sobre depósito a prazo seja cumprida mediante aquisição de Letras Financeiras e carteiras de crédito. Essa regra passa a vigorar a partir desta sexta.
Segundo o BC, essa decisão simplifica a estrutura de recolhimentos compulsórios, com a eliminação do adicional sobre depósitos à vista, reduz os custos da intermediação financeira e fornece melhores condições para o setor operar de maneira mais eficiente."
Portanto, mais uma razão/condição para que possam os bancos atender nossas reivindicações salariais. A hora é essa!