Hoje, 10, nossa greve entra em seu sétimo dia e segue cada vez mais forte e unificada!
Lamentavelmente, quem continua se mantendo intransigente é a diretoria do Banco que nos empurrou para a greve quando se mostrou inflexível, se recusando a negociar nossa Minuta; e quando finalmente convocou a mesa de negociação, já no dia da assembléia que iria decretar a greve, limitou o debate da Minuta apenas às cláusulas sociais, o que não aceitamos, uma vez que a Minuta é composta de vários itens e todos representam as necessidades reais da categoria. Queremos a negociação das nossas cláusulas econômicas, porque precisamos melhorar nossa condição de vida, receber com justeza pelo excelente trabalho que temos feito para o Banco, comprovado pelos recordes de lucros, pela posição destacada de melhor Banco estadual e 5º melhor Banco do País.
Temos mostrado que o Banco possui todas as condições para tratar com respeito as reivindicações de seus funcionários e oferecer uma boa contraproposta à categoria. Aqui no Blog você viu a ata de reunião do Consad onde o Banco escreveu que provisionou 13% de reajuste para as verbas salariais; os excelentes resultados do semestre que apontam o crescimento surpreendente do Banpará em todos as áreas, com destaque para a carteira de crédito, onde o Banco cresceu acima de 95% e, no consignado, registrou 122,4% de crescimento. Todos documentos públicos, divulgados no próprio site do Banpará.
Nesse momento, cabe à direção do Banpará, preocupada em defender e fortalecer o Banco, o papel de apresentar uma solução digna e respeitosa aos seus funcionários para a retomada da rotina de trabalho, e isso significa negociar logo as cláusulas econômicas, negociar prioritariamente as cláusulas econômicas uma vez que o Banco recebeu a Minuta dia 06 de agosto e teve bastante tempo para avaliar as reivindicações.
AGENDA DA GREVE
TRT - Hoje, 10, as 11h, haverá uma reunião no TRT para a qual o Sindicato recebeu convite e convidou esta AFBEPA a se fazer presente. A primeira reunião ocorrida foi demandada pelo Sindicato, e publicamos aqui no Blog que achamos precipitado judicializar nosso movimento nesse momento. Agora haverá essa segunda reunião que nem o Sindicato, nem a Fetec, nem a Contraf dizem saber quem demandou. A Justiça é inerte. Só age, se acionada. Alguém pediu essa reunião e o mais provável é que tenha sido o próprio Banpará para tentar trabalhar contra a greve, uma vez que teve negado, por duas vezes, o pedido de interdito proibitório. A AFBEPA irá comparecer somente para dizer ao Magistrado que, lamentavelmente, é o Banpará quem se mantém intransigente quando limita a negociação da Minuta apenas às cláusulas sociais. Nenhum outro Banco agiu de tal maneira. Todos os Bancos públicos estão negociando as cláusulas econômicas e sociais específicas, além da mesa da Fenaban.
2ª MESA DE NEGOCIAÇÃO - Amanhã, 11, as 10h, ocorrerá a segunda mesa de negociação do Banpará. O Banco já entendeu que o motivo da greve está na sua recusa em negociar as nossas cláusulas econômicas. Diante disso, pode e deve agir com a responsabilidade necessária para o momento e apresentar uma contraproposta global, incluindo as cláusulas econômicas e sociais, que atenda às nossas necessidades objetivas.
Nossa greve segue firme e justa! Temos a razão. Haveremos de vencer!
Nossas prioridades na negociação desse ano:
PCS - Retirada total das metas/GED do nosso PCS; resgate do interstício de 5% entre os níveis; inclusão dos adoecidos; PROMOÇÃO no PCS para todos, na data-base.
13% DE REAJUSTE - queremos os 13% de reajuste nas verbas salariais que o Banco publicou que pode dar!
PISO - equiparação ao piso do Dieese, de R$ 2.416,38, com reflexo em toda a tabela do PCS.
PLR - linear; inclusão dos adoecidos.
AUMENTO DE TODAS AS COMISSÕES!
CAIXAS e COORDENADORES DE PABS - aumento imediato nas comissões.
FUNCIONÁRIAS/OS do SAC - valorização imediata.
SEGURANÇA, SAÚDE E O FIM DO ASSÉDIO MORAL também são pontos fundamentais da nossa Minuta.
NÃO DEMISSÃO SEM PAD!
UNIDOS SOMOS FORTES!!!
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Comentários
Não importa o resutado desta reunião, se o banco não apresentar uma proposta realista, proporcional aos resultados obtidos e que contemple nossas necessidades, a GREVE CONTINUA.