O recorte acima é capa do caderno "Poder" do jornal "O Liberal" de hoje e mostra, de um lado, a "festa" do 1º de maio das centrais sindicais "oficiais", CUT, CTB, CGT e Força Sindical, atreladas ao governo, em contraposição às legítimas manifestações de outras centrais sindicais, Intersindical Nacional e CSP Conlutas, e sindicatos que não estão submissos à ordem, e que seguem acreditando que um novo mundo é necessário e é possível. Há sindicatos de luta, que estão remando contra a maré, denunciando, revelando as verdades e as mazelas que, hoje, o "sindicalismo oficial" deseja esconder.
Como podem observar, o conflito que muitos chamam de "guerra" entre Associação e Sindicato, não está restrito ao mundo do Banpará, e nem apenas ao sindicalismo bancário. É um problema de concepção sindical, de visão sobre o papel do Sindicato neste modo de produção em que somos obrigados a viver mas contra o qual lutamos, desejando justamente uma nova ordem de justiça, respeito e dignidade.
A Associação deseja, espera e cobra do Sindicato que desempenhe seu papel legal e estatutário de defesa dos trabalhadores, de colocar em primeiro lugar os interesses da categoria, ao invés de atuar como se fosse um partido ou um governo.Sindicato não é partido, é instrumento de luta das classes trabalhadoras e quando o Sindicato se omite ou compactua com os interesses de governos ou empresários, quem perde são os trabalhadores, traídos por sua entidade de classe.
Ainda bem que há os que não se submetem, não se subjugam, não compactuam. Ainda bem que, como cantou o poeta, "alguma coisa está fora da ordem, fora da nova ordem mundial".

Comentários
São necessidades legais ou interesses, que são fundamentais para nós, empregados de Bancos. Essas necessidades de vida, são reais, e, geralmente advém de um fato ensejador, portanto, merecem atenção das pessoas que nos representam, que em conjunto, desenvolveremos a nossa forma de luta e resistência.
É importante não desanimar com o que às vezes se manifesta, por meio de rádio, tv, blogs etc, pois a democracia nos dá esse direito, a liberade de nos expressar, quando concordamos ou não, com atos, falas, escritos etc. O que importa é sempre, buscar construir um mundo melhor.
Kátia Furtado