Após pressão da AFBEPA, Banpará mantém benefícios para empregados (as) que permanecerem no Banco até os 75 anos

Última mesa de Negociação com o Banpará em 2026


Última mesa de negociação também discutiu o Adicional de Qualificação Profissional, teletrabalho e saúde mental. Redações dos artigos passam agora por uma revisão criteriosa antes de serem apresentadas ao funcionalismo.

 

A intervenção da AFBEPA na última mesa de negociação com o Banpará, realizada nessa terça-feira (25), impediu a retirada de benefícios dos empregados (as) que decidirem permanecer no Banco após os 70 anos.

O tema está previsto no artigo 92 da Minuta e provocou o principal embate da reunião. Inicialmente, o Banpará reiterou que manteria os benefícios somente para quem deixar a instituição aos 70 anos, mas não para quem optasse por continuar trabalhando até os 75. 

Na prática, quem quisesse ficar trabalhando após os 70 anos, ao sair, não levaria nenhum benefício.

A AFBEPA considerou a medida discriminatória e etarista. A presidenta da Associação, Kátia Furtado, contestou a posição e cobrou que o assunto fosse debatido com a Presidência do Banpará.

O argumento apresentado pela entidade foi direto: se o empregado(a) tem saúde para continuar trabalhando, não seria justo permitir que essa pessoa permaneça contribuindo normalmente com a instituição, e retirar seus benefícios justamente no momento de sua rescisão contratual, se quem sai aos 70 anos tem esse direito.

Após essa colocação além de outras, a  AFBEPA solicitou uma pausa e a representação do Banco disse que iria falar com a Diretoria Colegiada. Na retomada da mesa, o Banpará recuou e informou que os benefícios seriam preservados para quem permanecer no Banco até os 75 anos.

A decisão foi recebida com emoção pela representação da Associação. Para a AFBEPA, o resultado ultrapassa a dimensão econômica: representa o reconhecimento da trajetória desses empregados que dedicaram décadas ao Banpará e não podem ser penalizados em razão da idade.


Redações passam por revisão cuidadosa

Embora a negociação tenha chegado à sua última mesa, o trabalho ainda não terminou. As redações dos artigos estão sendo finalizadas e passam por uma análise criteriosa antes de serem disponibilizadas ao funcionalismo.

Esse cuidado está concentrado, especialmente, no artigo 23, que estabelece o Adicional de Qualificação Profissional.

A redação discutida relaciona a formação acadêmica ao “interesse estratégico da instituição” e à atuação profissional do empregado. Para a AFBEPA, esses critérios ainda precisam ser definidos com maior objetividade.

A Associação quer que o funcionalismo saiba, de maneira clara, quais cursos de graduação, especialização, MBA ou mestrado e doutorado serão reconhecidos em cada diretoria, superintendência, gerências, caixa, tesoureiro, atendimento, cobrança e demais locais de trabalho.

Sem essa definição, a concessão do adicional poderá ficar sujeita a interpretações subjetivas. Um funcionário (a) formado em determinada área de interesse do Banco, mas lotado em outra atividade, por exemplo, precisa saber antecipadamente qual qualificação será considerada compatível com o trabalho que desempenha.


Saúde mental e teletrabalho

Na área da saúde, foi definido o prazo de 100 dias para o Banpará cumprir o compromisso de contratar profissionais de psicologia e psiquiatria para atender os empregados (as). A AFBEPA ficará de olho.

Também houve encaminhamento sobre o teletrabalho em situações emergenciais ou de força maior, inclusive em demandas envolvendo empregados com deficiência.

Durante a reunião, a nossa Associação ainda reivindicou a concessão de mais um Ticket do Dia do Aniversário do Bancário. O Banpará informou que avaliará o pedido para 2027, mas não assumiu compromisso com sua inclusão no acordo.

Encerrada a etapa de negociação, a prioridade agora é concluir as redações com responsabilidade e segurança. Somente depois dessa conferência o conteúdo será disponibilizado para conhecimento e votação da categoria.


UNIDOS SOMOS FORTES

A DIREÇÃO DA AFBEPA

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