terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Banpará não vai pagar Recompensa do PDR

Imagem/Reprodução da Internet

O que era a menina dos olhos do Banpará, na Campanha Salarial de 2013, o PDR (Programa de Distribuição de Resultados) - que remunera o funcionalismo a partir do alcance de 90% das metas estipuladas pelo Banco -, tornou-se o pesadelo dos bancários. 

Os funcionários das Unidades que alcançaram as metas estipuladas foram surpreendidos com uma mensagem da Diretoria do Banpará sobre o PDR que diz: "(...) o Banco não atingiu o Lucro Líquido projetado para 2013. Nosso Lucro Líquido, em 2013, foi de 141 milhões. Assim sendo, o pagamento da Recompensa, previsto no PDR para 2013, fica inviabilizado". (grifos nossos).  

Significa que, mesmo com o alcance das altas metas fixadas no PDR, por cerca de 10 agências, o Banpará não vai pagar as recompensas previstas, pois faltou o atingimento do “Fator Global: Alcance do Lucro Líquido projetado”. Ou seja, os bancários que estipularam metas em suas agências, que se reuniram e dedicaram-se ao trabalho para conseguir atingir o PDR não receberão o pagamento da recompensa.

Na mensagem bombástica sobre o não pagamento da recompensa do PDR, ainda está escrito o seguinte: “Muitos foram os motivos para o resultado não ter sido alcançado e cada gestor deve rever o que impactou seu resultado, cuidando para que, em 2014, as contas fiquem sob controle”.Gostaríamos de lembrar à Direção do Banpará que a onda de INSEGURANÇA que assola as Unidades do Banco é um dos motivos desse não alcance de resultados.

“O Banpará jamais deveria deixar de pagar os bancários das Unidades que bateram as suas metas, pois cada um, com muito empenho, lutou para conseguir o resultado para o Banco. Acredito que há uma mistura do global e o específico, uma vez que aquele é um resultado projetado para toda a coletividade, por isso nós recebemos a Participação nos Lucros e Resultados-PLR, e este último está atrelado unicamente ao resultado de cada Unidade, por essa razão o tratamento na hora do pagamento, tem de ser apartado”, ressalta Kátia Furtado, Presidenta da AFBEPA. Para nós, da AFBEPA, essa é uma medida que desestimula quem lutou para conseguir o resultado desejado pelo Banpará.



    BANPARÁ QUIS SUBISTITUIR TÍQUETE POR PDR

Em 2013, durante a campanha salarial, o Banpará quis substituir o Tíquete Extra pelo PDR. O setor jurídico da AFBEPA alertou: “não há como substituir o tíquete extra pelo PDR, porque se tratam de parcelas com naturezas e finalidades díspares. O Tíquete Extra era pago indistintamente aos empregados, sendo verba de natureza alimentar. O PDR, por sua vez, contempla parcela atrelada à política comercial do Banco, tanto que o seu pagamento está intimamente ligado ao alcance das metas impostas pelo Banco”, destacou naquele momento a advogada Manuella Coutinho, do Escritório Tuma e Moraes.

Lutamos até o fim para que o PDR não fosse empurrado goela abaixo no lugar do nosso Tíquete Extra. Imagina se aceitássemos essa armadilha em nosso acordo? Banpará faça o que deve ser feito! Pague os nossos salários, Direitos e conquistas! Queremos Respeito e condições de trabalho SEGURAS e dignas! 

A DIREÇÃO DA AFBEPA!

Um comentário:

Anônimo disse...

A culpa do banco não ter alcançado o lucro líquido global é da própria Diretoria e da consultoria de menores aprendizes que eles mesmos arranjaram. Que tal neste caso também não pagar PLR para esse bando de incompetentes?