terça-feira, 15 de outubro de 2013

CAIU O INTERDITO E O BANCO APELOU: AJUIZOU O DISSÍDIO

O Banpará quer matar o legítimo e legal movimento dos bancários e bancários em Greve, sem respeitar, sequer, o direito ao debate da Minuta de Reivindicações. A direção do Banco comunicou aos funcionários, em nota na intranet, que ajuizou o dissídio coletivo de trabalho. Conduta abusiva e incoerente pois a diretoria do Banco nunca se dispôs à negociação de verdade e sempre demonstrou falta de vontade de negociar com as entidades. Só agora, na oitava mesa, as negociações efetivamente começaram. 

Após sete reuniões de negociação o Banco apresentou uma proposta para a categoria que, em assembléia, a rejeitou por considerá-la insuficiente. Nas sete reuniões anteriores, o Banco nada debateu, dizendo sempre esperar a mesa da Fenaban. A única proposta apresentada foi a do desatrelamento das promoções por merecimento e antiguidade.

Mais incoerente e abusiva se torna a conduta do Banco, quando consideramos que hoje, 15, as 9h17 foi celebrado um acordo em audiência na Justiça do Trabalho mediando as posturas durante a Greve entre as entidades e o Banco. Ou seja, tanto a justiça considera nossa Greve legal, que regrou as condutas das partes, determinando que o Banco se abstenha de constranger, intimidar, assediar, ameaçar, convocar os grevistas ao trabalho, e mais: garantiu o direito dos grevistas de convencerem os demais a grevar, a exercer a liberdade de, através da força da Greve, buscar melhorias para nossas vidas. É uma grande vitória esse acordo de conduta! E foi nesses moldes que caiu o interdito proibitório e ficou valendo o acordo celebrado, que contempla a liminar anteriormente conseguida pela AFBEPA (leia aqui a liminar)

Leia, abaixo, o acordo celebrado nesta manhã

 Clique nas imagens para ler melhor

Agora, a direção do Banpará mostra a verdadeira face e assume, publicamente, que estava apenas armando um circo, fingindo negociar, só esperando o fechamento do acordo nacional, para tentar nos quebrar na marra, desrespeitando inteiramente os bancários e bancárias e suas entidades representativas.

Em nossa data base temos o direito de negociar nossas propostas apresentadas em Minuta de Reivindicações, especialmente aquelas que são de nosso interesse e maior necessidade! A postura da direção do Banpará de não negociar, de retaliar e agora levar ao dissídio nossa Campanha Salarial merece nosso desprezo e repúdio máximo. Não é uma diretoria séria.

Todas as providências judiciais estão sendo tomadas pela AFBEPA e demais entidades no sentido de garantir a continuidade da nossa Greve até que nós, de forma autônoma e independente, decidamos dela sair.


A GREVE CONTINUA!!!

Vamos permanecer em Greve, lutar sempre, até conquistar o que precisamos e merecemos.

PELO RETORNO DE TÍQUETE EXTRA NO VALOR DE R$ 5 MIL REAIS PARA CADA UM!

PELAS PROMOÇÕES NO PCS!

POR UM REAJUSTE MAIOR QUE O DA FENABAN!

PELA INCLUSÃO DE ASCENDENTES E DESCENDENTES MAIORES DE IDADE NO PLANO DE SAÚDE, dentre outras reivindicações!





NA LUTA É QUE SE AVANÇA!


UNIDOS SOMOS FORTES!









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2 comentários:

Gizelle disse...

Pelo amor de Deus,vcs tem que entrar num acordo,ou pelo menos atender algumas pessoas que como eu,não tem nem mais o que comer.meu marido foi roubado,levaram o cartão dele,e desde o dia 30 de setembro o dinheiro dele tá no banco.Sério,gente.Já me deu vontade de sair invadindo o banpará da conselheiro e dando na cara de todo mundo.Se a paciencia de vcs é grande,a minha tá no limite.

Anônimo disse...

O novo presidente é funcionário de carreira do Banpará. Começou no banco em 1985 no cargo de praticante, e em 1994 foi analista financeiro. No ano 1996, assumiu a chefia da Superintendência de Administração Financeira. Já em 1999, ocupou o cargo de Diretor Financeiro. Em 2007, assumiu como Superintendente de Melhorias operacionais e de desenvolvimento de Pessoas. Depois ocupou a função de diretor administrativo e Financeiro da Caixa de Previdência e Assistência dos Funcionários do Banpará - CAFBEP.
É APENAS ESSE COMENTÁRIO QUE FAÇO, LEMBRE-SE QUE UM DIA É DA CAÇA OUTRO DO CAÇADOR.