sábado, 29 de setembro de 2012

PAGUEM AS HORAS EXTRAS!





Assim estiveram as agências e postos do Banpará nos dois últimos dias, após o retorno ao trabalho: completamente lotadas. Ontem foi o dia de maior movimento, o pagamento da Seduc, e o que se viu foi parte dos clientes esperando em pé, impaciência, calor, sistema lento, os bancários sem tempo nem para ir ao banheiro ou para almoçar, e a resistência de sempre em pagar todas as horas efetivamente trabalhadas. Quando muito, pagam apenas duas horas extras diárias, mas todos sabemos que os funcionários estão trabalhando bem mais que isso!

Nesse ambiente adverso, como se pode atender bem? Fazer bons negócios? Como se pode vender os produtos, explicar com calma aos clientes as vantagens em adquiri-los? É mais do que urgente replanejar com a Sead o calendário do pagamento dos servidores públicos, oferecer melhores condições de trabalho e de atendimento e resolver os problemas de sistemas no Banpará. Precisamos de eficiência, eficácia e, sobretudo, RESPEITO à saúde, às vidas, aos direitos dos trabalhadores. 

PAGUEM AS HORAS EXTRAS!
Pedimos a todos os colegas do interior e da capital que nos enviem, por fax (91 - 32121479/1457) cópias das folhas de ponto com os pedidos de horas extras ou, caso não estejam registradas na folhas de ponto, organizem na unidade uma folha de ponto à parte, assinada por todos, e nos informem de todas as horas extras realizadas porque vamos à diretoria cobrar esses pagamentos. Não bastasse os danos à saúde, querem que os bancários ainda fiquem no prejuízo financeiro?! Absurdo!!

A URGÊNCIA DO PONTO ELETRÔNICO NAS AGÊNCIAS, POSTOS E CAIXAS AVANÇADOS
Voltamos a afirmar que os equipamentos do ponto eletrônico deveriam ter sido implantados, prioritariamente, nas agências, postos e caixas avançados do Banpará, e não na Matriz onde os problemas com a sobrejornada são localizados e de mais fácil resolução.

A diretoria do Banpará tomou uma decisão equivocada ao instalar os equipamentos do ponto eletrônico primeiramente nos andares da Matriz. E fez isso com o claro objetivo de criar resistência à medida, que, além de ser uma cláusula acordada (e boicotada) há muitos anos em ACT, finalmente sendo implantada, é uma norma federal.

Que agora o Banco corra contra o tempo para que, no próximo pagamento, os equipamentos do ponto eletrônico estejam implantados onde são absolutamente necessários, onde os bancários estão fazendo as horas extras sem o devido pagamento, onde o Banco está desrespeitando direitos e prejudicando as vidas dos trabalhadores: agências, postos e caixas avançados, no interior e na capital.

INSEGURANÇA E ILEGALIDADES NAS RECENTES DECISÕES SOBRE A JORNADA DE TRABALHO.
No dia 24 de agosto, sexta-feira, a AFBEPA enviou ao Banco o ofício 016/2012, pautando algumas decisões ilegais e equivocadas por parte da direção do Banpará, porque colocaram sob risco as vidas dos bancários que já são alvo da insegurança:

1) Horário de fechamento das agências do interior, que antes era as 15h e agora passou a ser as 16h. A insegurança e os riscos são muito grandes, porque todas as demais agências fecham as 15h e só o Banpará fica uma hora a mais;

2) Horário de saída na Sulog que antes era as 17h e agora passou a ser as 18h. Todos sabemos que é um extremo perigo os funcionários saírem da Sulog nesse horário, uma vez que aquela área, a Ponte do Galo, é considerada de alto risco para a Segup;

3) Retirada dos 15' de intervalo para os bancários que trabalham oito horas, o que já está incorporado à rotina e à relação de trabalho;

4) O desconto dos 15' de descanso ao final da jornada de 6h, o que se trata de uma clara ilegalidade, uma vez que esse descanso está previsto na CLT e não pode ser descontado.

Queremos urgente resposta ao ofício. Queremos, sobretudo, a revisão dessas decisões e o retorno às antigas rotinas que protegiam os bancários e bancárias e garantiam seus direitos.

Em nossa próxima reunião com o Banco, além da urgente assinatura do ACT-2012/2013 e do resgate do tíquete extra, temos essa pauta a tratar como prioritária.

Firmes na luta!

UNIDOS SOMOS FORTES!




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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

NO DURO CONTEXTO DA LUTA, VENCEMOS! O QUE FALTOU, CONTINUA NA PAUTA, E SERÁ COBRADO!

ENCERRADAS, ONTEM, TODAS AS GREVES DE BANCÁRIOS DO PAÍS

Nas assembléias de ontem, 27, todas as greves de bancários que ainda estavam ocorrendo foram encerradas. Corrigindo, Banese e Banrisul ainda se mantém em greve. De um modo geral, todas as campanhas salariais, este ano, estão super endurecidas, com muitas greves sendo ajuizadas, dissídios com reajustes pífios e descontos de dias parados. Esse é o cenário no Brasil, desde a poderosa greve dos servidores públicos federais, quando o governo Dilma deu a senha da truculência para governadores, empresários, banqueiros e judiciário.

Há servidores da Funasa que tiveram seus contracheques zerados, e o Sintsep - Sindicato dos Servidores Públicos Federais, teve que comprar cestas básicas para que as famílias não passassem fome!

Os operários da Construção Civil também descontaram os dias parados, por decisão do TRT. Um absurdo os operários que correm tantos riscos de vida, uma categoria tão necessitada e desvalorizada, mas que atua em um setor estupidamente rico, como o ramo da construção civil, ter que pagar dias de greve para os empresários! 

A mais recente derrota dos trabalhadores não é diferente: a greve dos Correios foi ajuizada, ontem, pela empresa federal. No dissídio coletivo, a decisão judicial não poderia ser pior: apenas 6,5% de reajuste, quando a categoria pedia 47,3% e compensação dos dias parados, sendo que em caso de resistência dos trabalhadores à decisão, a justiça mandará descontar os dias de greve.

O ENGODO DO 'GANHO REAL'
A conjuntura é muito adversa para os trabalhadores. O governo federal diz que não há crise, mas o endurecimento reacionário nas negociações e esse nível de pressão para quebrar qualquer resistência ao modelo imposto, que é de arrocho, mostra exatamente o contrário. 

A forma que o governo encontrou para 'domar' as classes trabalhadoras foi a lógica da negociação com base no que chamam de 'ganho real', que não passa de um engodo, mas que os empresários, banqueiros e judiciário acolheram com muita alegria e satisfação. Medem a inflação passada e dão migalhas acima da inflação que serão corroídas nos dois meses seguintes após os acordos fechados. Ou seja, os trabalhadores ficam sempre no sufoco. Por isso, os tíquetes, bônus, premiações ou abonos, que são a mesmíssima coisa com nomes diferentes, têm tanto peso nas vidas e nos bolsos dos trabalhadores. Porque está todo mundo apertado por falta de salário! Porque, para conseguir sobreviver o ano inteiro, todos estão se endividando em empréstimos e cartões de crédito.

Os Sindicatos, associações, centrais e movimentos de luta precisam compreender, detalhar e enfrentar conjuntamente essa realidade, que vem maquiada por muita propaganda enganosa e políticas de assistencialismo chamadas de inclusão. Uma inclusão no mercado consumidor que faz crescer ainda mais a inadimplência, o endividamento das famílias pobres, e os lucros dos banqueiros. Na verdade, os trabalhadores continuam pagando pelas sucessivas e ininterruptas crises do sistema e pelas decisões privatistas e neocolonialistas dos governos.

NO BANPARÁ NÃO SERIA DIFERENTE
Diante desse cenário, temos que ter a clareza de que no Banpará não seria diferente caso perdêssemos nosso  ACT, com as conquistas que tínhamos garantido em mesas de negociação, e fôssemos para um dissídio. Ficaríamos apenas com a Convenção e os valores da Fenaban e isso representaria perdas de conquistas históricas. Nunca a justiça abonaria nossos dias parados.

A decisão da assembléia foi sábia. Garantimos o que havia sido conquistado até aqui, mas não vamos, jamais, desistir do que perdemos! Jamais aceitaremos a perda do tíquete extra e, com nossa força, nossa união, nossa luta, que não vai esmorecer agora, apesar desse baque pesado, haveremos de vencer, finalmente. Vamos nos levantar!

Temos dito que ganhamos uma batalha, mas a guerra ainda está por ser completamente ganha. E essa esperança, essa luz no fim do túnel, colegas, não há tirano, ditador, enganador, perverso nenhum que seja capaz de nos roubar do coração e da vontade!

Voltamos ao trabalho decepcionados e irados, sim, como também os trabalhadores dos correios, os servidores públicos federais, os nossos colegas bancários de outros Bancos, os operários da construção civil. Mas não desistimos. Não desistiremos jamais! Dentre nossas conquistas, e não são poucas, há uma que faltou e essa fatura será cobrada. E paga. Isso, podem ter certeza. É questão de honra!

Continuemos seguindo na luta, colegas, com fé e firmeza de propósitos!


UNIDOS SOMOS FORTES!





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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ACORDO APROVADO: PERDAS E GANHOS

Não há um único bancário ou bancária do Banpará que volte satisfeito ao trabalho, hoje, com o Acordo aprovado na assembléia. Nem a diretoria e a Presidenta da AFBEPA estão conformadas, jamais! A perda do tíquete extra não ficará sem resposta, e sem o devido resgate. É uma questão de honra!

Essa perda é culpa direta do governo estadual que ordenou ao Banco: 1º) a não negociação das cláusulas econômicas; 2º) o não pagamento do tíquete extra, e 3º) o ajuizamento do dissídio coletivo.

O governador nunca quis a negociação específica no Banpará. Se não tivéssemos antecipado a greve nem teríamos a ratificação e renovação do nosso ACT. Nem teríamos mesa de negociação. Após uma semana de entrega da Minuta, que foi em 6 de agosto, percebemos que o contexto da nossa luta, esse ano, seria, e foi, completamente diferente dos anos mais recentes. O endurecimento e o desrespeito foram ficando cada vez mais nítidos para nós.

O governo estadual, assim como o governo federal, vem tratando as lutas dos trabalhadores de forma brutal, enganadora e mesquinha. Como mesquinha foi essa imposição de nos subtrair o tíquete extra!

PORQUE DEFENDEMOS A PROPOSTA APESAR DA PERDA DO TÍQUETE EXTRA
Defendemos por senso de responsabilidade diante da vida de cada bancário e bancária do Banpará. Por ter a clareza de que, nesse momento, não adiantava radicalizar mais, porque poderíamos cair no precipício do dissídio e acabar a greve apenas com a Convenção da Fenaban, em tudo menor que nosso ACT.

Defendemos a proposta porque percebemos que a escolha era:

1) perder o tíquete extra, mas garantir a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho com as cláusulas mais benéficas e outras melhorias também específicas, além do abono dos dias parados, ou

2) perder o tíquete extra e perder também tudo. Ficar apenas com um ajuizamento de dissídio.

Mal comparando, tínhamos que escolher entre perder o dedo do pé ou a perna inteira.

Nossa forte greve acendia chamas cada vez mais altas, mas não aparecia nenhum bombeiro para apagar o incêndio. A categoria não poderia fazer esse papel, porque estávamos em data base, lutando; a direção do Banco, amarrada pelo governo do Estado, não fazia o seu papel; e o governador colocava mais lenha na fogueira com suas truculentas imposições ao Banco.

A estratégia do governador era jogar a categoria no precipício, estimular a radicalização da greve e ajuizar dissídio, o que interessava ao governo e ao Banco, porque ficaria mais barato pagar a conta apenas da Convenção da Fenaban e esquecer nosso ACT. Essa estratégia não nos interessava, porque nosso ACT é mais benéfico. Olhem nosso ACT inteiro e avaliem o que protegemos: são conquistas de anos e anos de lutas.

Por isso fomos ao limite da tensão, sem extrema radicalização, por isso fizemos 23 dias de greve, que serão abonados, por isso ocorreram cinco longas e difíceis mesas de negociação. Por isso pressionamos à exaustão. Na última reunião saímos com a certeza de que aquele era o limite do limite e que se não garantíssemos aquela proposta, perderíamos tudo.

Há os colegas que queriam incendiar a floresta inteira. Entendemos e respeitamos, mas nem sempre a estratégia que funciona em um contexto, em um momento, serve para um outro contexto, um outro momento. Em nossa avaliação, incendiar a floresta inteira significava, nesse contexto e nesse momento, nos queimar a todos, tornar tudo cinza e mais nada. E uma floresta inteiramente queimada leva muitos anos para se reerguer de novo, isso quando se reergue.

O ACORDO APROVADO
Colegas, afirmamos e reafirmamos: o acordo aprovado é bom no que é principal. É bom, a não ser pela perda do tíquete. Esta AFBEPA, que lutou com a categoria pelo PCS, que mostrou todos os elementos e documentos para embasar nossas reivindicações, que tem levantado as principais bandeiras de luta dos bancários do Banpará, não afirmaria isso à toa. 

Pra quem começou a greve sem ACT e sem possibilidade de negociar cláusulas econômicas, saímos com o melhor possível, nesse contexto, nesse momento. Tirando a perda do tíquete extra, e isso não vai ficar assim, o acordo é bom.

Portanto, se temos motivos para nos irar, nos revoltar, e temos mesmo, porque não podemos, de forma alguma, aceitar essa perda absurda, também temos motivos para sair dessa greve de cabeça muito erguida, denunciando as atitudes do governador contra nós, armando novas estratégias de luta e buscando resgatar tudo o que nos é devido por conta do nosso trabalho, esforço e merecimento!

A greve acabou, mas não nossa luta! Estejamos atentos para os próximos passos e continuemos firmes, independentes e corajosos!

Vencemos uma parte da batalha, mas a guerra inteira ainda está por ser vencida. E haveremos de vencê-la.

UNIDOS SOMOS FORTES!




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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ASSEMBLÉIA APROVA A CONTRAPROPOSTA E ENCERRA A GREVE NO BANPARÁ

Após 23 dias de uma grande greve, os bancários e bancárias do Banpará conseguiram arrancar uma boa proposta do Banco (que, até o último momento, se manteve endurecido na mesa de negociação) e, com isso, aprovaram hoje, 26, em assembléia, o fim da greve no Banpará.

Sabemos que a responsabilidade direta desse endurecimento é do governo do Estado que resolveu colocar a mão na negociação do Banpará.

É bom lembrar, sempre, que o Banpará não recebe nenhum aporte do governo estadual, diferente dos Bancos públicos federais, que recebem aporte do governo federal. Ao contrário, o Banpará repassa, em dividendos, parte do lucro para o Estado, aliás, grande parte do lucro. Mais precisamente, a metade do lucro desde 2011: R$ 66 milhões ano passado e R$ 10 milhões no primeiro trimestre de 2012.

Muito bom também lembrar que esse lucro é construído pelo trabalho e a dedicação dos mesmos bancários que o governo prejudica com sua indevida e desastrosa intervenção na negociação salarial do Banpará. Por esse motivo, a assembléia aprovou, por unanimidade, uma moção de repúdio ao governo estadual.

A CORRETA ANTECIPAÇÃO DA GREVE
Antes da greve, iniciada no dia 4 de setembro, não tínhamos nada. O Banco se negava a negociar nossa Minuta e não havia ratificado nosso ACT. Entramos na data base sem Acordo específico vigente. Com a antecipação da greve conseguimos duas conquistas importantes: 

1) a abertura da mesa de negociação, e 

2) a ratificação do nosso ACT.

Vale reafirmar que sem nosso ACT teríamos somente as verbas da Convenção da Fenaban que são, em tudo, menores que as nossas, específicas.

NOSSA LUTA JAMAIS SE ENCERRA!
Somos guerreiros e guerreiras. Não nos rebaixamos, não fomos vencidos pelo medo, pelas ameaças, pelas chantagens, pelo assédio! E, por isso, o Banco teve que nos escutar, recuar, em grande medida o seu endurecimento, e vir para a negociação, de fato, no dia de hoje. Os bancários e bancárias do Banpará mostraram que são de luta e que, a qualquer momento, estão prontos para defender, novamente, seus direitos, interesses e conquistas.

A greve 2012 está encerrada, mas jamais se encerra nossa luta! Houve importantes conquistas, sim, mas o que não veio agora não está perdido para sempre, de jeito nenhum, porque não somos de desistir! Todo bom estrategista sabe que há momentos em que se recua um passo para avançar dois ou três lá na frente. Em nosso caso, avançamos alguns passos importantes e vamos avançar mais, com a força da nossa luta e da nossa união!

A proposta aprovada na assembléia, por ampla maioria, protegeu importantes conquistas do nosso ACT, garantiu a continuidade da nossa luta em momentos futuros e mostrou que a estratégia de antecipação da greve estava absolutamente correta, porque conseguimos foco no que era necessário.

A SÍNTESE DA CONTRAPROPOSTA APROVADA HOJE NA ASSEMBLÉIA

Reajuste do Piso - 8,5% para os cargos de nível médio e fundamental;

Reajuste de 8,5% - auxílio refeição, auxílio cesta alimentação, 13ª cesta alimentação;

Reajuste salarial - 7,5% para os cargos de nível superior e em todas as demais verbas salariais;

Reajuste de 7,5% - auxílio creche babá (filhos até 83 meses, auxílio creche/ auxílio babá (portadores de necessidades especiais), anuênio, abono atividade física;

Quebra de Caixa - R$ 300,00;

Comissão de Caixa - estudo para revisão em janeiro de 2013;

PLR - regra da Fenaban;

PLR adicional - mantida a regra dos anos anteriores (ACT 2011/2012);

Antecipação da PLR - regra da Fenaban;

PCS - manutenção do GT/PCS, aplicação do índice previsto entre os níveis a partir de 01/09/12, e análise para o desatrelamento das metas do PCS;

Licença prêmio - acréscimo de cinco dias, com possibilidade de conversão em pecúnia;

Descomissionamento - análise, no CRT, para definição de critérios para descomissionamentos;

Não demissão sem PAD - compromisso de discutir com as entidades a não demissão sem processo administrativo disciplinar - PAD;

Plano de Saúde - intermediação, sem custo para o Banco, para inclusão de ascendentes e filhos maiores de 24 anos no plano Unimed;

TODAS as demais cláusulas do ACT estão mantidas conforme a redação do ACT anterior.

Como podemos observar, com atenção, nosso acordo representa uma vitória no que é fundamental, principalmente se levarmos em conta o que tínhamos antes dessa greve ou o que poderia vir com um possível dissídio.

DAQUI PRA FRENTE
Este foi o acúmulo possível nesse momento, após 23 dias de greve e cinco mesas de negociação; quando a Contraf e a Fenaban fecharam os índices em mesa e todos os Bancos públicos, exceto o Banco da Amazônia, também estão saindo da greve amanhã. Nesse cenário, a aprovação da proposta pela assembléia, foi uma decisão inteligente, estrategicamente correta, que nos protegeu contra um possível dissídio, o que nos restringiria apenas à Convenção da Fenaban, com perdas muito maiores em todas as verbas, que são melhores em nosso Acordo Coletivo de Trabalho - ACT.

Agora é reorganizarmos nossa luta e nossa estratégia para conquistarmos o que ainda não veio. Como diz o poema que virou canção, "se muito vale o já feito, mais vale o que será!" Independência, coragem e firmeza de propósitos não nos faltam, muito menos vontade de lutar mais e sempre, por tudo o que nos é devido. Outros agostos e setembros virão! E, antes disso, muitas lutas e conquistas mais!

Parabenizamos, de todo o nosso coração, a cada bancário e bancária que lutou ombro a ombro nessa greve! A cada um que, como nós, acordou de madrugada para estar no piquete de convencimento, vibrou e ficou nervoso com o andamento das negociações, esperando as últimas notícias, conversando com os colegas, convencendo da justeza e necessidade da nossa luta! Como afirmamos sempre, é uma HONRA representá-los, bancários e bancárias do Banpará! Guerreiros da coragem!


Firmes na luta, ontem, hoje e sempre!


UNIDOS SOMOS FORTES!




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COM A INTENSIFICAÇÃO DA GREVE, BANCO CHAMA A MESA DE NEGOCIAÇÃO

Williams Silva, coordenador do Sintepp, Sindicato dos Trabalhadores em Educação,
 junto à Kátia Furtado, falando no ato da Matriz essa manhã.
 Na outra foto, Kátia, Cristina Quadros e Joventina Marques.

Matriz, Agência Centro e todas as unidades do Banpará paradas.

Com a força da greve, que se ampliou muito hoje, 26, a direção do Banpará acabou de chamar para logo mais, as 14h, a quinta mesa de negociação com as entidades. O Banco já compreendeu que não sairemos do nosso movimento consolidado sem uma proposta global que atenda às reais necessidades da categoria.


TUDO PARADO!
A adesão à greve, que já era muito forte desde o primeiro dia, agora, com a queda do interdito e do mandado de segurança do Banco, se tornou quase que 100%. Todas as unidades estão paradas, incluindo as Agências, Postos, Matriz, Sulog e Sutec. Entraram na Matriz apenas a diretoria e alguns superintendentes. Ninguém mais.

A MARAVILHOSA ASSEMBLÉIA DE ONTEM
A força da greve, a queda do interdito e a participativa e massiva assembléia de ontem a noite mostraram à direção do Banpará nossa enorme capacidade de mobilização e luta. Deixamos bem claro que não aceitaremos migalhas! Não sairemos de uma poderosa greve com trocados!

Na massiva assembléia do dia 25, Kátia Furtado, presidenta da AFBEPA, fala para mais de 150 bancários presentes. Unidos somos fortes!

"Nossa greve já conta com duas conquistas fundamentais: 1º, a abertura da mesa de negociação, porque antes da greve o Banco se negava a negociar; 2º a ratificação do nosso Acordo, porque antes da greve o Banco não havia ratificado o ACT. Agora, vamos garantir os avanços necessários naquilo que for o melhor para nós, e para proteger o que já temos conquistado!!!" Falou Kátia Furtado, da AFBEPA, na Assembléia, aos mais de 150 bancários presentes.

Queremos valorização no salário e no piso, porque é o que ficará de concreto, quando vier a aposentadoria. Também é fundamental que funções ainda não contempladas, como os caixas, tenham um indicativo firme de reajuste, assim como tiveram os tesoureiros, ano passado.

Queremos, também, resgatar algumas perdas no PCS e não aceitamos progressão condicionada ao cumprimento de metas! Somos contra as metas, mas se o Banco quiser implantar, que implante, é política de gestão da empresa. Combateremos e denunciaremos a abusividade das metas. Mas dentro do nosso PCS, metas, não!

A greve continua, e é cada vez mais forte e vitoriosa! Aguardamos que o Banco, finalmente, apresente uma proposta digna de ser colocada hoje em assembléia para os bancários. Vale lembrar que ontem a rebaixada mesa da Fenaban aprovou uma contraproposta global, assim como as mesas específicas dos demais Bancos públicos que, exceto o Banco da Amazônia, já estão negociando desde muito antes da greve.

TODOS E TODAS À ASSEMBLÉIA NO SINDICATO, HOJE, 17h30.


UNIDOS SOMOS FORTES!




terça-feira, 25 de setembro de 2012

REJEITADA EM MESA PELAS ENTIDADES A CONTRAPROPOSTA APRESENTADA PELO BANPARÁ.


Foi rejeitada na quarta mesa de negociação a contraproposta apresentada pelo Banco, que coloca a renovação do ACT na maioria das cláusulas, exceto no índice de reajuste e na PLR, onde o Banpará afirma seguir apenas as cláusulas da Convenção da Fenaban, o que significa a perda dos 2% a mais e do tíquete extra. 

O Banco continua afirmando que não vai avançar na negociação das cláusulas econômicas e não aceitamos essa limitação. Queremos discutir nossas reivindicações econômicas e garantir as conquistas necessárias para nossas vidas!

Temos uma grande vitória nesse momento que ressalta ainda mais a justeza e a legalidade da nossa greve, que é uma greve de consciência, de adesão, um movimento voluntário e forte: a queda do mandado se segurança do Banco!


Estamos na luta, até a vitória!

TODOS E TODAS NA ASSEMBLÉIA, AGORA, NO SINDICATO!

UNIDOS SOMOS FORTES!






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CAIU O MANDADO DE SEGURANÇA DO BANPARÁ! A GREVE CONTINUA!


Mais uma importante vitória da nossa greve: acabou de cair o mandado de segurança que o Banpará havia conseguido para garantia do livre acesso às unidades do Banco!

As entidades conseguiram provar que não havia impedimento de entrada de pessoas no Banpará durante a greve e a Juíza da 8ª Vara da Justiça do Trabalho derrubou o mandado que o Banco usou indevidamente para assediar, pressionar os bancários, incitar a população contra o legítimo movimento da categoria e atentar de todas as formas contra o direito de greve.

Nossa greve é legal, justa e a Justiça do Trabalho viu, claramente, que a adesão é massiva, que os bancários e bancárias não estão dispostos a aceitar migalhas e se dobrar aos injustos e abusivos ditames da direção do Banpará e do governo do Estado!

Parabéns a todos os grevistas de luta, de fé, de coragem!!! Vamos vencer!!! Agora é hora de crescer ainda mais e parar 100%!!!


Na luta, até a vitória!!!

UNIDOS SOMOS FORTES!!!







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RETOMADA DA QUARTA MESA HOJE, AS 14h. ASSEMBLÉIA NO SINDICATO HOJE, AS 17h. TODOS E TODAS LÁ!


A diretoria do Banpará convocou a retomada da mesa de negociação, suspensa ontem, as 18h, para hoje, as 14h. Está ocorrendo hoje a recuada e rebaixada mesa de negociação da Fenaban que não serve de parâmetro para nossas reivindicações.

Às 17h, haverá assembléia no Sindicato para que a categoria avalie e decida sobre a proposta que a direção do Banco vier a apresentar.

A greve está forte, a AFBEPA está mantendo sua posição de luta pelas cláusulas econômicas, da qual não abriremos mão. O Banco e o governo do Estado continuam endurecidos. 

A antecipação da greve já garantiu duas conquistas importantes:

1) O Banco ratificou nosso ACT, o que não havia ocorrido desde a entrega da Minuta, no dia 6 de agosto até o segundo dia de greve, 5 de setembro. Essa é uma conquista importante da antecipação da greve, porque entramos na data base, no dia 1° de setembro sem Acordo Coletivo de Trabalho específico vigente no Banpará, e estávamos apenas com as cláusulas da Convenção da Fenaban, em tudo menores que nosso Acordo Coletivo;

2) Conseguimos abrir a mesa de negociação, o que antes da antecipação da greve estava completamente travado. O Banco enviava comunicados ao Sindicato e à categoria dizendo que iria apenas aguardar o fechamento da mesa da Fenaban para debater somente as cláusulas sociais da nossa Minuta, e se negava a discutir nossas reivindicações econômicas. É importante ressaltar que quem, hoje, está dizendo que a greve foi precipitada, na assembléia defendeu essa estratégia do Banco, de aceitar as cláusulas econômicas da mesa recuada da Fenaban e discutir só cláusulas sociais. A diretoria do Banco é quem está dizendo que a greve foi precipitada e tem dirigente sindical repetindo esse discurso que é contrário aos nossos interesses! A decisão da assembléia do dia 29, que deflagrou a greve, tem que ser respeitada por quem perdeu sua proposta que era a de ficar mantendo a submissão à mesa recuada e rebaixada da Fenaban e à vontade do Banco!

Nesse momento nenhuma agência está aberta na capital. Os cashs estão lotados de aposentados que, com muita dificuldade e sem o atendimento necessário, tentam sacar seus proventos nos caixas eletrônicos, e a responsabilidade dessa situação é da direção do Banpará e do governo do Estado.

Nossa greve continua, cada vez mais forte!!! Com firmeza de propósitos, independência e coragem, haveremos de vencer!!!

Acompanhe as informações da greve no Banpará também pelo facebook e twitter da AFBEPA.



UNIDOS SOMOS FORTES!



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QUEREMOS PROPOSTAS QUE RESPONDAM ÀS REAIS NECESSIDADES DA CATEGORIA. HOJE TEM ASSEMBLÉIA!


A greve no Banpará continua forte e já possui duas importantes conquistas: desde o segundo dia, exatamente pela antecipação da greve, nosso Acordo Coletivo de Trabalho foi ratificado pelo Banco, e está em vigência até que um novo ACT seja assinado; e desde o segundo dia temos mesa de negociação no Banco, o que era negado. Antes da greve o Banpará sempre afirmava que iria aguardar apenas a proposta da Fenaban.

A mesa da Fenaban não é o mínimo parâmetro para nós. Muito menos qualquer acordo rebaixado em outro Banco. Nosso parâmetro é, sempre foi e sempre será: nosso ACT, nossa Minuta de Reivindicações e o poder da nossa forte greve.

Ontem 24, quando se iniciou o pagamento dos servidores do Estado, nenhuma agência na capital abriu, porque os gerentes sabiam dos riscos se decidissem abrir agências com número insuficiente de caixas e sem atendimento.

Na quarta mesa de negociação a proposta apresentada, após 7 horas de reunião com as entidades, foi insuficiente. Não corresponde aos justos e legítimos anseios da categoria, que sabe que:

1) Existe uma ata de reunião do Consad onde o Banco afirma que provisionou 13% para reajuste das verbas salariais;

2) O resultado do Banco, no semestre, mostra um crescimento além do esperado em todas as áreas, o que justifica a posição de melhor Banco estadual e quinto melhor Banco do País;

3) É justamente o trabalho, a dedicação e o empenho dos bancários que constroem esses recordes de lucros, esses resultados excelentes, essas posições de liderança no mercado;

4) Os argumentos do Banco para continuar endurecido na negociação estão caindo por terra;

5) Não é qualquer proposta humilhante, qualquer migalha, que tirará os bancários da greve, porque a categoria está firme, a grande maioria permanece fiel à luta, está garantindo a greve que é legal, justa e legítima!

Diante de tudo o que foi colocado acima, e se a direção do Banpará mantiver sua posição de não avançar nas propostas, nos resta levar à assembléia o que o Banco diz ser o seu limite na negociação, defender nossa posição que será sempre a da luta pelo que for o melhor para a categoria e colocar para que, democraticamente, os bancários e bancárias decidam.

A POSIÇÃO DA AFBEPA
A AFBEPA tem desempenhado um papel nessa greve que colocou o principal, o econômico, no centro da pauta:

a) Mostramos a ata de reunião do Consad onde o Banpará afirmou o provisionamento de 13% para reajuste das verbas salariais, ninguém mais mostrou;

b) Mostramos o excelente Resultado do semestre do Banco, ninguém mais mostrou;

c) Defendemos na assembléia e o tempo inteiro antes e durante a greve, a negociação das cláusulas econômicas, enquanto dirigentes do Sindicato aceitaram e defenderam a negociação apenas das cláusulas sociais, mais o que vier da Fenaban.

Falamos com a uníssona e soberana voz da categoria: não entramos em uma greve forte como essa para sairmos com migalhas!!! Que a direção do Banpará apresente contrapropostas à altura da força, do desempenho, do merecimento, da luta, da greve dos bancários!

Aguardamos que a direção do Banco convoque a retomada da quarta mesa de negociação para logo mais. 

Às 17h de hoje, 25, haverá assembléia no Sindicato. Todos e todas lá para avaliarmos e decidirmos sobre a proposta que virá hoje.


SEMPRE NA LUTA, 
UNIDOS SOMOS FORTES!




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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A GREVE CONTINUA!!!

A GREVE CONTINUA, ESTÁ CADA VEZ MAIS FORTE E SÓ ACEITAREMOS UMA PROPOSTA DIGNA DE SER NEGOCIADA À ALTURA DA FORÇA, DA CORAGEM, DA LUTA E DO MERECIMENTO DOS BANCÁRIOS E BANCÁRIAS DO BANPARÁ!


Nossas prioridades na negociação desse ano: 


PCS - Retirada total das metas/GED do nosso PCS; resgate do interstício de 5% entre os níveis; inclusão dos adoecidos; PROMOÇÃO no PCS para todos, na data-base.


13% DE REAJUSTE - queremos os 13% de reajuste nas verbas salariais que o Banco publicou que pode dar! 



PISO - equiparação ao piso do Dieese, de R$ 2.416,38, com reflexo em toda a tabela do PCS.


PLR - linear; inclusão dos adoecidos.


AUMENTO DE TODAS AS COMISSÕES!


CAIXAS e COORDENADORES DE PABS - aumento imediato nas comissões.


FUNCIONÁRIAS/OS do SAC - valorização imediata.


SEGURANÇA, SAÚDE E O FIM DO ASSÉDIO MORAL também são pontos fundamentais da nossa Minuta.


NÃO DEMISSÃO SEM PAD!





UNIDOS SOMOS FORTES, 
UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!

A GREVE CONTINUA! QUARTA MESA ESTÁ SUSPENSA. AMANHÃ TEM ASSEMBLÉIA.


Na quarta mesa de negociação que ocorreu hoje, 24, iniciada às 9h e suspensa às 18h, a proposta apresentada pela direção do Banpará, após muito debate com as entidades, ainda é insuficiente para ser levada à assembléia. 

A mesa deverá ser retomada amanhã, quando esperamos que a direção do Banco apresente uma proposta global, que contemple as necessidades da categoria. Amanhã, 25, às 17h, também ocorrerá assembléia deliberativa no Sindicato, para avaliar a proposta do Banpará e decidir os rumos da greve.

A direção do Banco e o governo do Estado precisam ter a responsabilidade de responder a altura às reivindicações dos bancários. Nesse momento, é necessária vontade política para superar o impasse. 

A greve continua! Chamamos à consciência os poucos colegas que estão cada vez mais isolados fazendo o jogo do Banco. Vamos aderir definitivamente à nossa greve: venham jogar no nosso time porque as conquistas que vierem, serão para todos. Vamos intensificar nossa luta!

Com independência, coragem e firmeza de propósitos, haveremos de vencer!

TODOS E TODAS À ASSEMBLÉIA NO SINDICATO, ÀS 17h.


UNIDOS SOMOS FORTES!




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domingo, 23 de setembro de 2012

AMANHÃ, 24, TODOS NA MATRIZ, 8h30, ACOMPANHANDO A NEGOCIAÇÃO ENTRE AS ENTIDADES E O BANPARÁ, ENVIANDO BOAS ENERGIAS PARA A REUNIÃO.


UNIDOS SOMOS FORTES!




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NOSSA NOTA NO BLOG DO BARATA

Agradecemos ao jornalista Augusto Barata, responsável por um dos blogues mais lidos do Pará e do Brasil, o Blog do Barata, que repercutiu nossa nota oficial referente à greve durante o pagamento dos servidores do Estado, o que é de total responsabilidade da direção do Banco e do governo estadual.

Abaixo, a apresentação que o jornalista faz de nossa nota e, em seguida, os dois links para acessar direto no blog do Barata, um dos nossos favoritos, na lista ao lado.

Leia e comente.O espaço é todo seu.
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SÁBADO, 22 DE SETEMBRO DE 2012


AFBEPA – Nota oficial justifica paralisação

        Diante da expectativa do pagamento dos servidores públicos municipais, previsto para esta próxima segunda-feira, 24, a Afbepa, a Associação dos Funcionários do Banpará, emitiu uma nota oficial, justificando a greve dos bancários. A nota embute a clara preocupação de minimizar a eventual irritação do conjunto dos servidores públicos estaduais, diante da paralisação, transferindo o ônus para o próprio governo.
        “Os servidores públicos encontrarão as agências e postos do Banpará fechados no pagamento dos salários, e a culpa é do governo do estado e da direção do banpará”, assinala a nota. E acrescenta, enfática: “Os bancários e bancárias do Banpará foram empurrados para a decisão da greve pela intransigência da direção do Banco e do governo estadual, o acionista majoritário, o dono do Banpará.”

Leia direto no Blog do Barata clicando aqui e aqui.
http://novoblogdobarata.blogspot.com.br/2012/09/afbepa-nota-oficial-justifica.html
http://novoblogdobarata.blogspot.com.br/2012/09/afbepa-nota-oficial-justifica.html




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SEGUNDA, 24, NEGOCIAÇÃO COM O BANCO, 8h30, NA MATRIZ. TODOS E TODAS LÁ!


A reunião de negociação entre as entidades e o Banpará que seria na sexta-feira, 21, não ocorreu; tampouco o Banco enviou a proposta como tinha se comprometido. No final da tarde de sexta enviou um ofício ao Sindicato dos Bancários chamando reunião para segunda-feira, 24, as 8h30, afirmando ter uma proposta para apresentar, capaz de tirar os bancários da greve. É o que desejamos.

Queremos crer que a direção do Banpará realmente tenha uma boa proposta a nos oferecer, capaz de ser defendida pelas entidades em assembléia. Nosso espírito é, sempre foi e sempre será, o espírito da boa fé na negociação e da vontade de chegarmos a um acordo factível, que contemple as principais necessidades dos bancários e bancárias do Banpará. Alertamos para a necessidade de sairmos da mesa de negociação com uma ata assinada pelas partes, para que nada nos seja subtraído, como no ano passado.

Estaremos, amanhã, 24, na mesa de negociação, e convidamos a todos os bancários e bancárias a estarem na porta da Matriz, às 8h30, para acompanharem vibrando em uníssono e enviando boas energias para a reunião.

A greve continua!




UNIDOS SOMOS FORTES!




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sábado, 22 de setembro de 2012

GREVISTAS, NA FEIRA DO LIVRO, RECEBERAM APOIO DA POPULAÇÃO





Em mais uma ação pacífica de greve, bancários e bancárias do Banpará marcaram presença ontem, 21, na abertura da Feira Panamazônica do Livro, no Hangar, para conversar com a população sobre a greve no Banpará e mostrar, a todos, os reais motivos do nosso movimento que, provavelmente, se estenderá até o pagamento dos servidores públicos estaduais, com as agências do Banpará fechadas, por culpa da intransigência da direção do Banco e do governo do Estado.

Em todos os momentos da greve, seja na Av. Presidente Vargas, nas demais vias por onde temos estado nos piquetes de convencimento, seja nas redes sociais, o apoio da sociedade é contagiante e estimulante. E foi assim na Feira do Livro: caminhando e conversando com as pessoas, formando rodas, entregando uma cópia do texto a cada um, respondendo a várias perguntas, o retorno sempre foi o apoio, dezenas de pessoas manifestaram solidariedade e deram depoimentos dizendo que, enquanto trabalhadores, ou servidoras e servidores públicos estaduais, municipais ou federais, concordam com a greve, acreditam no direito de lutar por melhorias de vidas para todos os trabalhadores.

Vejam a declaração de apoio que recebemos, ontem, por mensagem, no facebook:
"Como clientes todos devemos apoiar a grave do Banpará e todos os bancos, pois é uma situação muito dificil para nós consumidores que temos que esperar horas por atendimento nos bancos sendo que nunca todos os caixas estão funcionando e são os donos que não contratam mais pessoas, se aumentassem o número de funcionários com certeza o atendimento seria mais rápido. Por exemplo sempre que tenho que resolver alguma situação no BANCO DO BANPARÁ MOJU praticamente tenho que reservar o dia para fazer isso, demora horas se contratassem mais funcionários melhoraria e é justo as cláusulas de reivindicação dos bancários, mostra que eles não estão pensando só no economico mas tambem nos concumidores. APOIO TOTAL." (sic)




Todos ficaram impressionados ao lerem que o Banpará repassou ao governo do Estado, em 2011, R$ 66 milhões e, no primeiro trimestre de 2012, R$ 10 milhões! Algumas das perguntas mais recorrentes mostravam a seguinte dúvida: se o Banpará tem dinheiro para repassar tantos valores ao governo, como pode dizer que não tem dinheiro para reajustar dignamente os salários de seus funcionários? Outra questão bastante perguntada: o que deve estar sendo feito com todo esse dinheiro, porque obras, melhorias nos serviços públicos, isso não estamos vendo! A população aproveitou para culpar bastante o governador Jatene por ter privatizado a Celpa e assumido, com dinheiro público, as dívidas da empresa. Unanimidade em todas as falas: privatização, nunca mais!


 

 
Jô e Kátia aproveitaram para abraçar o nosso querido poeta Juraci Siqueira, um patrimônio vivo da cultura paraense, que declarou seu total e irrestrito apoio à greve dos bancários do Banpará!

Os grevistas deverão voltar à Feira do Livro e irão, também, ganhar as praças e demais eventos da cidade, para deixar claro de quem é a culpa pelos impasses da greve, criados pelo endurecimento da direção do Banpará e do governo estadual. O povo deve saber como esse governo está tratando trabalhadores que, com seu esforço, fazem do Banpará o melhor Banco estadual e o quinto melhor Banco do País.

Nossa greve continua e cada vez mais firme!

UNIDOS SOMOS FORTES!




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