quinta-feira, 29 de março de 2012


O ATO DE REPÚDIO ÀS ARBITRARIEDADES DA DIRETORIA DO BANPARÁ

  
 Marinor Brito e Kátia Furtado, na Presidente Vargas, sendo saudadas 
e saudando os bancários e bancárias que, das janelas, faziam sinal de apoio ao ato.


Ocorreu na manhã de hoje, 29/03, o Ato de Repúdio às arbitrariedades cometidas pela diretoria do Banpará contra os funcionários, ressaltadas no texto que segue, o conteúdo do boletim distribuído pelas entidades.

O Ato contou com a presença solidária da ex-senadora Marinor Brito e da AEBA, Associação de Empregados do Banco da Amazônia, na pessoa de seu dirigente Marlon George. O Dep. Estadual Edmilson Rodrigues justificou ausência no Ato e enviou votos de solidariedade, força e compromisso no apoio a mais essa luta dos bancários e bancárias do Banpará.

Desde as 8h, Kátia Furtado, Cristina Quadros e Marlon George se posicionaram na porta de entrada para conversar com os funcionários, ressaltando sempre a importância da luta 
por respeito diante das arbitrariedade. O apoio foi massivo.




Faixa da AFEBPA preparada para o ato, dando o recado à direção do Banpará.

Kátia Furtado falando aos bancários, clientes e transeuntes: 
defesa do Banpará é igual à defesa dos direitos e conquistas dos funcionários!

 
Marinor Brito manifestando total solidariedade ativa à luta dos bancários e bancárias do Banpará!"O Banpará é do povo, é dos funcionários que garantem, com seus esforços, 
os lucros desse patrimônio público! Ninguém tem o direito de jogar isso por terra! 
Estamos nessa luta!" ressaltou Marinor Brito.

Marlon George trazendo o apoio da AEBA e dos empregados do Banco da Amazônia 
à luta dos bancários do Banpará.

Kátia Furtado, Marinor Brito e Cristina Quadros conversaram com os bancários e bancárias 
em alguns setores da matriz, ressaltando a importância da mobilização, da coragem, 
da independência, da luta para garantir as conquistas e avançar ainda mais!



Kátia, Marinor e Cristina falaram aos clientes, valorizando o Banpará, 
reforçando a luta pelo fortalecimento do nosso Banco público e estadual.



NOTA CONJUNTA DE REPÚDIO ÀS ARBITRARIEDADES DA ATUAL DIRETORIA DO BANPARÁ


Desejamos o Banpará cada vez mais fortalecido para melhor atender aos interesses do povo do Pará. Lutamos para que seja um dos pilares de uma política de desenvolvimento que tenha como foco a inclusão social a partir da oferta do microcrédito para a geração de trabalho e renda a todas as famílias mais necessitadas, nos municípios mais longínquos, assim como nas periferias das grandes e médias cidades paraenses aonde os grandes bancos públicos e os bancos privados não chegam. Por isso o Banpará é necessário! Seu papel principal é ser um banco para o desenvolvimento social.

Principalmente pelo esforço e dedicação de seus funcionários, o Banpará é um banco saneado, fortalecido, que tem dado lucro ao povo paraense. Em 2011, praticamente a metade dos 124,9 milhões do lucro do Banpará, 60 milhões, foram repassados ao Estado para que sejam aplicados no bem comum da população paraense. Qual outro Banco repassaria a metade de seu lucro para o Estado? Por isso queremos o Banpará público, estadual e cada vez mais forte!

E por isso mesmo não aceitamos que a atual diretoria do Banpará desrespeite a Lei e a história do Banco. Nesta nota, denunciamos as arbitrariedades cometidas pela atual diretoria que afrontou direitos dos trabalhadores e jogou no lixo toda uma história de construção do Banpará.

Recentemente, um bancário foi demitido pela diretoria do Banpará sem justa causa e sem passar pelo julgamento do Comitê Disciplinar. Há vinte e cinco anos que os funcionários do Banpará conquistaram o Comitê Disciplinar, com representação do Banco e dos bancários, como o espaço interno para avaliar eventuais denúncias formuladas contra funcionários. Antes da dispensa, há outras penalidades cabíveis, dependendo da proporção da falta cometida.

A diretoria do Banpará, ao demitir o funcionário, jogou por terra vinte e cinco anos de história do Banpará onde todas as penalidades foram sugeridas no Comitê Disciplinar, e decididas pelo Presidente, que tem a palavra final, com cabimento de recurso. A decisão da diretoria foi arbitrária, equivocada e ilegal. Exigimos que a direção do Banpará volte atrás nessa decisão e reintegre o funcionário para avaliá-lo internamente no Comitê Disciplinar, caso seja necessário. Queremos nada mais nada menos que o cumprimento das formalidades legais e justas. Exigimos justiça social!

Destacamos também o clima de instabilidade organizacional instalado pela diretoria do Banpará que tem mexido com as vidas dos bancários como se fossem peças descartáveis em um tabuleiro de xadrez, exonerando funcionários brilhantes, competentes, capacitados que exercem suas funções há uma década ou mais, sem sequer conversar com os colegas dos setores ou ao menos com os funcionários diretamente atingidos. Foram descomissionamentos sem critério objetivo, decididos ao sabor do humor e da vontade. A impressão que passa é que as decisões são tomadas da noite para o dia, porque é assim que os bancários têm sido tratados: dormem na função e acordam exonerados e com a injusta pecha pública de terem cometido algum erro. Como as decisões são tomadas ao sabor do humor, ninguém sabe quem será a próxima vítima dessa diretoria.

Exigimos que a diretoria do Banpará trate os trabalhadores com respeito! Queremos as regras estabelecidas em toda relação saudável: diálogo e planejamento. Trabalhadores não são máquinas, são pessoas, são vidas que cuidam de outras vidas de familiares, de clientes. O tratamento desumano e ilegal tem causado adoecimentos. A racionalidade administrativa só existe, de fato, quando está equilibrada com bom senso e respeito às vidas dos subordinados. Sem isso, é tirania inaceitável!

ABAIXO AS ARBITRARIEDADES DA DIRETORIA DO BANPARÁ!

REINTEGRAÇÃO IMEDIATA DO FUNCIONÁRIO DISPENSADO!

ANULAÇÃO DE TODAS AS INJUSTAS PORTARIAS DE DESCOMISSIONAMENTOS!

RESPEITO, DIÁLOGO, PLANEJAMENTO!



AFBEPA – Associação dos Funcionários do Banpará
CONTRAF/CUT – Confederação dos Trabalhadores no Ramo Financeiro.
FETEC/CN – Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito / Centro-Norte
SEEB/PA – Sindicato dos Bancários do Pará




*

terça-feira, 27 de março de 2012

ATO UNIFICADO POR RESPEITO NO BANPARÁ




Denunciamos aqui no blog recentes desmandos e arbitrariedades no Banpará. Clicando aqui e aqui você pode reler os posts sobre a dispensa ilegal de um funcionário e sobre as exonerações injustificadas de colegas brilhantes em suas funções que, sem razão, explicação ou planejamento, foram simplesmente descartados pela diretoria do Banpará.

São fatos inadmissíveis que a A AFBEPA não aceitará, jamais! Por isso, em conjunto com o Sindicato dos Bancários, a Fetec/cn e a Contraf/Cut, estamos convocando o ato unificado por respeito e em repúdio às arbitrariedades e desmandos da diretoria do Banpará! Será na próxima quinta-feira, 29 de março, as 8h, na Matriz do Banco, na Presidente Vargas.

Vamos deixar bem claro à direção do Banco que os funcionários têm defesa! Que a direção do Banpará não conseguirá passar por cima de direitos adquiridos e consagrados em Acordos Coletivos, e que, por isso, terão que voltar atrás em decisões que desrespeitaram os trabalhadores e afrontaram as leis e a história do Banco!


Todos e todas ao ato unificado na Presidente Vargas, Matriz do Banpará. Quinta-feira, dia 29, as 8h.



UNIDOS SOMOS FORTES!






*

quinta-feira, 22 de março de 2012

22 DE MARÇO. DIA MUNDIAL DA ÁGUA. VIDA NOS RIOS DA AMAZÔNIA. PARE BELO MONTE!



Neste Dia Mundial da Água, queremos lembrar da importância do consumo consciente, porque a água é finita e o desperdício desse bem natural, que nos é dado por Deus, significa a nossa própria morte na face da terra. É impossível sobreviver sem água!

Por isso, queremos também clamar pela vida nos Rios da Amazônia! Exigimos: Dilma, Pare Belo Monte! Queremos o Rio Xingu Vivo Para Sempre!

Apenas cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água está sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Mesmo assim, o governo Dilma prossegue destruindo os rios da Amazônia. Agora é o Xingu. Amanhã será o Tapajós. No dia Mundial da Água, queremos defender a Vida nos Rios da Amazônia!

Água é Vida! Todos refletindo sobre a defesa, a preservação e os cuidados com a água!



*

22 DE MARÇO. "DE ÁGUA SOMOS"

O grande escritor, cronista e poeta uruguaio Eduardo Galeano, nos traz belas palavras sobre a importância da água em nossa vida. Clicando aqui, você lê direto no site do poeta. 
__________________

Março 22 - Dia da água.
Por Eduardo Galeano

"De água somos. Da água jorrou a vida. Os rios são o sangue que nutre a terra e estão feitos das células que nos pensam, das lágrimas que nos choram e da memória que nos recorda. A memória nos diz que os desertos de hoje foram os bosques de ontem, e que o mundo seco soube ser mundo molhado naqueles tempos remotos, quando a água e a terra eram de ninguém e de todos...

Os Filhos dos Dias."


Fonte: eduardogaleano.org





*

22 DE MARÇO. DIA MUNDIAL DA ÁGUA

segunda-feira, 19 de março de 2012

ARBITRARIEDADES INACEITÁVEIS E INEXPLICÁVEIS

Estão ocorrendo fatos preocupantes, que ameaçam a tranquilidade e o foco necessários ao bom desempenho dos funcionários do Banpará: trabalhadores competentes, exemplares, detentores de conhecimento acumulado em mais de dez anos de gerenciamento de setores - como nos casos dos engenheiros da Sulog; no caso da área de segurança e, mais recentemente, no caso da contabilidade do Banco - simplesmente foram retirados de suas funções sem explicação prévia aos colegas do setor e, sequer, ao próprio funcionário atingido.

Evidente que o Banco tem o poder de gestão e, por isso, pode alterar seus quadros como melhor entender. Não é isso o que está em discussão. A arbitrariedade está em exonerar trabalhadores reconhecidamente competentes sem diálogo antecipado, sem a devida preparação dos setores e um mínimo sinal de respeito a quem desempenhou com brilhantismo suas responsabilidades ao longo de mais de dez anos. Isso é uma afronta à história do Banpará, à história de cada setor, à história de cada funcionário.

A direção do Banpará precisa compreender que não somos máquinas! Somos seres humanos! Não se move as vidas das pessoas como se estivesse mexendo as peças em um tabuleiro de xadrez. A tão propalada racionalidade organizacional só existe, de fato, quando está equilibrada com bom senso e respeito humano às vidas dos subordinados. Sem isso, é apenas tirania e ausência de planejamento. Medidas como essas, dão a impressão de que as decisões são tomadas da noite para o dia, porque é assim que chegam aos funcionários: da noite para o dia.

Do ponto de vista legal, os funcionários com mais de dez anos na função têm o direito de incorporar a comissão ao salário. Recentemente a AFBEPA ganhou, em primeira e segunda instância, na Justiça do Trabalho, um caso em que o funcionário, um engenheiro do Banco, possuía mais de dez anos de comissão, mas havia um intervalo de poucos anos sem o recebimento dessa comissão. Mesmo assim o Juíz e o Tribunal entenderam, corretamente, que essa comissão já estava integrada à vida desse trabalhador e, por isso, concederam ganho de causa ao bancário.

A incorporação da comissão após dez anos é um direito e o Banco deveria poupar-se de litigar na Justiça sobre isso, desde já, incorporando-a ao salário de trabalhadores exonerados, nesse caso. Independente desse direito, o que ressaltamos são as indigestas, inexplicáveis e inaceitáveis medidas arbitrárias da direção contra os funcionários, contra os setores e contra o próprio clima organizacional no Banco.

Não à tirania. Sim ao diálogo. Sim ao planejamento. Sim ao respeito às vidas dos trabalhadores!

UNIDOS SOMOS FORTES!



*

NÃO ACEITAREMOS DEMISSÃO SUMÁRIA NO BANPARÁ!

A AFBEPA foi informada de que houve um demissão sumária no Banpará, exatamente na última sexta-feira, 16, enquanto eram capacitados os representantes dos funcionários nos comitês, inclusive no Comitê Disciplinar, para onde os processos produzidos na auditoria, referentes às falhas dos funcionários são levados, avaliados e remetidos ao presidente do Banco, que toma a última decisão.

O Banco não é obrigado a estabelecer procedimentos, a não ser os determinados na Lei. No entanto, uma vez estabelecidos os procedimentos, tais como a instauração de processos disciplinares para toda demissão, ele tem que seguir esses procedimentos. O Comitê Disciplinar existe há 25 anos no Banpará. É inadmissível este desrespeito à Lei e aos costumes já instituídos e consolidados no Banco.

"Vamos resgatar o direito deste funcionário que foi desrespeitado pelo Banco, que deveria ter seguido os procedimentos já existentes. A demissão pode, sim, ser anulada na Justiça do Trabalho." ressalta a advogada da AFBEPA, Dra. Valéria Fidélis.

"Essa arbitrariedade é inaceitável! Não pode haver dois pesos e duas medidas no Banco! Vamos lutar para resgatar a justiça ferida de morte pela Diretoria do Banpará!" afirma Kátia Furtado.


UNIDOS SOMOS FORTES!




*

EXCELENTE O CURSO DE FORMAÇÃO DOS REPRESENTANTES DOS FUNCIONÁRIOS NO BANPARÁ



 
O historiador Fernando Carneiro; Carlão, presidente da Contraf/Cut, Kátia Furtado 
e demais representantes dos funcionários nos Comitês do Banpará. 
Eleições diretas e capacitação. É assim que tem que ser!


Mesa de abertura: Carlos Cordeiro, presidente da Contraf/Cut, Kátia Furtado, presidenta da AFBEPA, 
Sérgio Trindade, vice-presidente do Sindicato e Vera Paoloni, representante da Fetec/cn.


Os representantes dos funcionários do Banpará eleitos para o Comitê de Relações Trabalhistas, Conselho de Segurança, Grupo de Trabalho do PCS e CAFBEP participaram, na última sexta-feira, 16, durante o dia inteiro, do curso de formação organizado conjuntamente pelas entidades: AFBEPA, Fetec/cn e Sindicato, para melhor capacitá-los na missão de defender os direitos, conquistas e interesses dos trabalhadores no Banpará.





 O presidente da Contraf/Cut, Carlos Cordeiro, saudou aos participantes e abriu os trabalhos com uma profunda análise da conjuntura, ressaltando a importância da tarefa dos representantes sempre robustecida pelo crescimento do conhecimento e da consciência que devem ter sobre os reais problemas nos locais de trabalho. 


 

 
Ainda pela manhã o historiador Fernando Carneiro trabalhou temas relativos ao conflito inerente à relação capital X trabalho, com importantes provocações no debate sobre ética de um amplo ponto de vista, abrangendo, inclusive, os adoecimentos emocionais a partir de posturas reconhecidamente antiéticas às quais os funcionários do Banpará são forçados, pelas metas, na venda de produtos a clientes que não tem condições financeiras de comprá-los.


 

Pela parte da tarde, a advogada trabalhista Dra. Mary Cohen conduziu o trabalho de leitura, avaliações e proposições aos regulamentos internos dos comitês, sempre abordando a defesa de classe enquanto trabalhadores.


 

“Este foi um momento de grande importância, porque nossa responsabilidade é imensa diante dos bancários do Banpará e dos demais Bancos. As decisões que tomamos, nossos votos nos comitês, repercutem na vida de cada colega do Banpará, mas também para toda a categoria bancária. Estamos bem preparados, e a AFBEPA está muito feliz por ter proposto essa atividade. Tomara os representantes nos outros Bancos também possam viver um momento como esse!” ressalta Kátia Furtado, Presidenta da AFBEPA.

Nossos agradecimentos a cada representante que se fez presente e contribuiu, e muito, com os trabalhos, com o rico debate, com o aprofundamento das questões. Novos momentos estarão sendo construídos. Vamos nos organizar cada vez mais para fazer valer nossos direitos, interesses de classe e conquistas.




UNIDOS SOMOS FORTES!



*

quinta-feira, 15 de março de 2012

16 DE MARÇO - FORMAÇÃO PARA REPRESENTANTES DOS FUNCIONÁRIOS NOS COMITÊS DO BANPARÁ

Amanhã ocorrerá a capacitação dos representantes dos funcionários do Banpará nos comitês, organizada conjuntamente pelas três entidades: AFBEPA, Sindicato dos Bancários e Fetec/cn.

Foi garantida a liberação de todos os representantes titulares e suplentes para participação no evento. Estarão presentes os representantes no GT/PCS, Comitês Disciplinar, Trabalhista e de Segurança e também os representantes dos funcionários na Cafbep. O representante eleito para o Conselho de Administração do Banco justificou antecipadamente a ausência por estar fora do Estado.

Acreditamos ser fundamental a participação de todos os eleitos, uma vez que a responsabilidade diante da categoria e do próprio Banco é muito grande. As entidades prepararam a programação que você confere a seguir:


PROGRAMAÇÃO DO CURSO DE FORMAÇÃO PARA REPRESENTANTES - BANPARÁ
 
DATA: 16.03.2012
LOCAL: Sindicato dos Bancários do Pará
ENDEREÇO: Rua 28 de Setembro, 1210 – Belém (PA)
  
08h30 – Início do credenciamento dos participantes
 
09h – Abertura
 
10h – Palestra sobre o tema “Relação Capital X Trabalho”, seguido de debates – Palestrante: Historiador Fernando Carneiro
 
12h – Almoço
 
14h – Aspectos Jurídicos da Representação dos trabalhadores nos Comitês Internos – Palestrante: Dra. Mary Cohen
 
15h30 - Leitura e discussão sobre os regulamentos de cada Comissão/Comitê/GT 
 
17h30 – Encerramento
 
 
 
 
*

quarta-feira, 14 de março de 2012

14 DE MARÇO - DIA NACIONAL DA POESIA. DRUMMOND - "MUNDO GRANDE".

Mundo Grande

Carlos Drummond de Andrade

Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
Por isso me grito,
Por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias: preciso de todos.

Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.

Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
Sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso num só peito de homem... sem que ele estale.

Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
Tão calma, não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
Tão calma! Vai inundando tudo...
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos - voltarão?

Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam).

Outrora escutei os anjos,
As sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.

Outrora viajei países imaginários, fáceis de habitar,
Ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.

Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e trouxeram a notícia de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.

Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
Entre a vida e o fogo,
Meu coração cresce dez metros e explode.
- Ó vida futura! Nós te criaremos.





*

PARE BELO MONTE! DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA AS BARRAGENS


Hoje é Dia Nacional de Luta Contra as Barragens, pelos Rios, pela Água e pela Vida! Dezenas de atos estarão ocorrendo em todo o país, mostrando ao governo que a sociedade não mais aceita calada os desmandos que destroem a natureza e a vida! A nível nacional, quem coordena o movimento é o histórico MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens, cujo endereço do site se encontra listado ao lado, na nossa lista de links. Aqui em Belém e Altamira, também à frente do movimento o combativo comitê Xingu Vivo, com sua coluna de corajosos lutadores em defesa da vida!

Essa luta é mais que necessária! Pra termos uma pálida idéia do que está colocado, são cinco as hidrelétricas planejadas pra Amazônia. Além de matarem o Xingu, com toda a vida que nele habita, já está pronto o EIA/RIMA, elaborado pelo IBAMA, antes mesmo do lançamento do edital, da Hidrelétrica do Tapajós. Quem não conhece a bela e cantada praia de Alter do Chão, que corra, pois irá ser alagada. Irá sumir com mais esse crime federal. 

Um detalhe: os Estudos de Impactos Ambientais e Relatórios de Impactos ao Meio Ambiente deveriam ser elaborados pelas empresas que farão as obras, mas foi assim também no caso de Belo Monte, quem fez o EIA/RIMA foi o IBAMA, antes mesmo de ser lançado o edital. Além de não realizar as oitivas para escutar as comunidades, outra ilegalidade cometida pelo governo federal, essa é uma das razões pelas quais os organismos internacionais estão condenando o governo brasileiro, como foi com a OIT que concluiu que a Convenção 169 sobre povos indígenas e tribais foi violada pelo governo federal no caso de Belo Monte. Sobre isso, leia aqui.

A chamada é para concentração no Ato da Educação, que será unificado com o Ato de Luta contra as Barragens, hoje às 9h, no CAN. A AFBEPA apóia integralmente essa luta em defesa da Amazônia, dos rios, dos povos originários, em defesa da Vida!


DILMA, PARE BELO MONTE!

UNIDOS SOMOS FORTES!



*





LUTA NACIONAL POR 10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO


Hoje, amanhã e depois, os trabalhadores em educação, estudantes e vários movimentos sociais estarão nas ruas lutando pelo Piso Nacional e por 10% do PIB no Plano Nacional de Educação. A luta é nobre, a causa é superior! Sem educação podemos até ser a 6ª potência do mundo, mas continuaremos a estar na 84ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano - IDH, que mede a qualidade de vida do povo de uma nação, mensurando dados da realidade tais como distribuição da riqueza, acesso e qualidade da saúde, educação, saneamento básico, natalidade, esperança de vida, entre outros.

A AFBEPA manifesta todo apoio e solidariedade ativa à luta dos trabalhadores em educação e de toda a sociedade, encabeçada pelo valoroso SINTEPP!


EDUCAÇÃO NÃO SE VENDE! 
SE DEFENDE!

UNIDOS, SOMOS FORTES!




*

sexta-feira, 9 de março de 2012

REUNIÃO COM O BANCO - SEM RESULTADOS EFETIVOS

Ocorreu, hoje, 9, entre 11h e 14h, a primeira mesa de negociação de 2012 entre as entidades representativas dos bancários e a direção do Banpará. Kátia Furtado, a Presidenta da AFBEPA, esteve internada durante o dia para fazer vários exames por conta de problemas de saúde manifestados ontem. Cristina Quadros, a vice-presidente, esteve em Salinas, acompanhada da advogada da Associação, Dra. Valéria Fidélis, prestando solidariedade ativa aos colegas no caso do assalto com sequestro. Por esses motivos, a AFBEPA se fez representar através da assessora política Ghyslaine Cunha. Pela Fetec/cn estava presente Vera Paoloni, Pelo Sindicato o vice-presidente, Sérgio Trindade e, pela Contraf, a presidente do Sindicato, Rosalina Amorim. O Banpará foi representado pela Diretora de Administração Márcia Maués, o assessor da Dirad, Edvaldo Caribé, e Thaís, assessora direta do Presidente.

Em sentido horário, aparecem na foto: Márcia Maués, 
Thaís, Ghyslaine Cunha, Vera Paoloni e Sérgio Trindade.

Desde novembro do ano passado a AFBEPA tem solicitado agenda com o Presidente do Banpará, considerando o compromisso do início de gestão do Presidente, que se comprometeu a conversar mensalmente com as entidades. No entanto, o mesmo não tem atendido as entidades em reunião.

A pauta solicitada foi cumprida, em parte, mas sem resultados efetivos na maioria das questões.


PONTO ELETRÔNICO - A Diretora administrativa informou que, ao contrário do que está acordado no ACT 2011/2012 (que já está acordado desde 2007, sem que o Banpará tenha cumprido esta cláusula), o Ponto Eletrônico não será implantado em todas as unidades do Banco até maio de 2012. Será implantado apenas na Matriz e em algumas agências. A Diretora não soube dizer quais agências. A AFBEPA e a Fetec/cn reivindicaram a necessidade imediata de implantação do Ponto Eletrônico primeiro em todas as agências da capital e interior, uma vez que são esses os locais mais problemáticos, inclusive com extrapolação da jornada de trabalho, muitas vezes sem o devido pagamento das horas extras. Mesmo assim, a Dirad manteve a posição de instalar o Ponto Eletrônico primeiro na Matriz.

As entidades solicitaram informações sobre os equipamentos, sistemas e cronograma de instalação, mas, adiantamos que, segundo o Acordo Coletivo de Trabalho, a implantação do Ponto Eletrônico deve ser feita em todas as unidades de trabalho e, a nosso ver, começando pelas agências e não pela Matriz.


HORAS EXTRAS NÃO PAGAS NAS AGÊNCIAS - A Diretora Administrativa do Banpará disse desconhecer esse desrespeito às Leis e à determinação direta e formal do Presidente em pagar todas as horas efetivamente trabalhadas. A AFBEPA relatou uma situação em que a folha de ponto foi rasgada e os colegas foram obrigados a assinar outra folha de ponto sem registro das horas extras. A Dirad ficou de avaliar essa situação e dar um retorno às entidades, deixando claro que não orientou nenhum gestor a cometer tal irregularidade.


GT/PCS - Imediata retomada dos trabalhos do GT/PCS com adequação do prazo de apresentação dos trabalhos para 120 dias, a contar da primeira reunião. Houve concordância do Banco.


SOBREAVISO -  As entidades colocaram as irregularidades quanto ao sobreaviso especialmente no que diz respeito à situação de insegurança a que os funcionários ficam expostos ao guardarem as chaves do Banco, e quanto ao não pagamento das horas extras efetivamente trabalhadas, quando há o deslocamento do funcionário para unidade do Banco. O Banco sugeriu que uma solução alternativa seja construída no Comitê de Segurança para a extinção do sobreaviso, e se comprometeu a atender os requerimentos de pagamentos de horas extras quando forem solicitadas pelos funcionários que se deslocarem ao local de trabalho, durante o sobreaviso.


COBRANÇA IRRAZOÁVEL DE VALORES DOS FUNCIONÁRIOS - A AFBEPA apresentou à Dirad pedido de reconsideração quanto a algumas decisões do comitê disciplinar que estão penalizando alguns funcionários do Banpará, de forma irrazoável, cobrando-lhes valores inadmissíveis tanto pela soma vultosa, quanto pelos motivos injustos, uma vez que esses funcionários não cometeram dolo, não há culpa e o risco do negócio é do Banco e não dos bancários em uma situação de falha ou má fé que não seja do funcionário. A Dirad sugeriu que se houve caso de decisão injusta, que se busque a justiça, uma vez que a direção do Banco não pode descumprir normativos.


Contratação de mais funcionários através de concurso público - A Diretora administrativa do Banpará reconheceu diante dos representantes dos funcionários que há unidades do Banco com deficiência de pessoal. Admitiu que há locais funcionando com estrutura insuficiente de pessoas e explicou que há dificuldades em remanejar funcionários para municípios mais longínquos. Disse, ainda, que nesses casos, há uma recontratação das metas nessas unidades e que eventuais falhas são consideradas em casos de julgamentos disciplinares.

Afirmou a Diretora que o Banpará fará concurso público para vagas estabelecidas e para cadastro de reserva. O edital deve ser publicado ainda em março, segundo a Diretora, que informou, ainda que o concurso não incluirá vaga para psicólogo, como foi acordado na mesa de negociação entre as entidades em outubro do ano passado.



AUMENTO DE TODAS AS COMISSÕES - A Dirad informou que foi concluído o estudo, mas não foi e nem será enviado às entidades. Informou ainda que se mostrou caro para o Banco. Este ponto consta da Ação Reclamatória apresentada na Justiça do Trabalho porque foi um dos três pontos acordados na mesa de negociação entre as entidades e o Banco, durante a Campanha Salarial 2011, que o Banco não cumpriu.



Plano Odontológico - O Banco informou que houve problemas técnicos na formulação do Termo de Referência que precisou ser adequado ao mercado local, considerando empresas que possam cobrir todo o território paraense na prestação do serviço. Informou, ainda, que o Termo de Referência já está em fase de conclusão. Segundo a Dirad, até o final de maio haverá um plano odontológico atendendo aos funcionários do Banpará. Pelo Acordo, o prazo já está estourado.


GED - A AFBEPA solicitou informações acerca do programa de gestão de desempenho que está sendo implantado no Banpará, inclusive com a possibilidade de integrar a equipe que monitora o GED, jamais para contratar as metas com os funcionários, mas para conhecer o programa por dentro, seus detalhes técnicos, suas avaliações, para melhor proteger os direitos e interesses dos bancários. A Dirad não aceitou de pronto a entrada das entidades na equipe do GED, mas sugeriu que fosse debatido por dentro do GT/PCS, o que a AFBEPA não aceita porque não queremos misturar o nosso PCS com o plano de metas do Banco.

Nova reunião ficou marcada para abril, com data ainda a ser definida.




*

(IN)SEGURANÇA BANCÁRIA - ASSALTO E SEQUESTRO NO PAB SALINAS

Hoje, por volta das 3h da madrugada, uma quadrilha com seis bandidos invadiram a casa do coordenador do Posto de Atendimento do Banpará em Salinas, vinculado à Agência Capanema, e renderam o bancário, sua esposa e seu filho, ainda bebê.

Após as ameaças de praxe, sequestraram o bancário e sua família e seguiram, em dois carros da quadrilha e mais o carro do bancário, na direção de Pirabas. A certa altura do caminho, já distante de Salinas, determinaram ao bancário que retornasse até o Posto do Banpará e consumasse o assalto, caso contrário, sua esposa e seu filho seriam assassinados.

O bancário retornou à Salinas e, ao chegar ao Posto tomou as providências para salva sua família das mãos dos bandidos. A polícia percebeu o movimento diferenciado na agência e tentou intervir quando o bancário já estava se dirigindo ao local combinado para fazer a entrega do dinheiro, porém, quando o bancário parou o carro para esperar a aproximação da viatura da polícia, um outro carro aproximou-se e os ocupantes o ameaçaram afirmando que se ele não levasse o dinheiro ao local combinado imediatamente, dentro de um mês receberia os cadáveres de sua esposa e de seu filho. Só então o bancário se deu conta que estava sendo seguido por um outro carro e outras pessoas, até então não inseridas no assalto e sequestro.

O assalto foi consumado. A esposa e o filho do bancário foram liberados próximo a Igarapé-açu. A Presidenta da AFBEPA, assim que soube do ocorrido, solicitou à vice-presidente, Cristina Quadros que se deslocasse até Salinas para dar o pronto apoio ao colega diretamente vitimado, sua família, e aos demais colegas do PAB também muito abalados. Cristina Quadros está em Salinas acompanhada da advogada da AFBEPA, Dra. Valéria Fidélis.

Não houve ferimentos físicos, mas o abalo emocional aé brutal! Cristina Quadros acompanhou a esposa e o bebê até local seguro e a advogada da AFBEPA está acompanhando o bancário durante o depoimentos na delegacia. Já está em Salinas a equipe especializada em assalto a banco da Segurança Pública. Até as 15h a equipe de segurança e saúde do Banpará ainda não tinha chegado ao município para providenciar os atendimentos médicos e psicológicos e a abertura da Comunicação por Acidente de Trabalho - CAT.

É absolutamente impossível para os bancários do Banpará continuarem a ser expostos, e suas famílias, a essa completa situação de insegurança onde todos aguardam ser a próxima vítima! Há de se ressaltar que nos últimos assaltos. inclusive nesse, o bancário estava no sobreaviso. Ou seja, as quadrilhas, no mapeamento minucioso que fazem das vidas dos bancários, sabem até quem está com a guarda das chaves para consumar o assalto. Basta! As vidas dos bancários e seus familiares valem mais que o lucro!

Diante dessa situação, fica ainda mais insustentável para o Banpará o atual quadro de cortes de despesas onde as quantidades de seguranças estão sendo cortados em cada agência e onde há um claro esvaziamento das áreas de segurança e saúde, cada vez mais sem estrutura, sem verbas e sem projetos estratégicos.

O problema da insegurança está beirando os níveis do descalabro dentro do Banpará! Urge que o Banco assuma de uma vez por todas a responsabilidade legal que lhe cabe enquanto empregador pelas vidas de seus funcionários e também dos familiares desses funcionários, atuando de forma preventiva e estratégica para proteger as vidas! 








*

ÀS MULHERES DO BANPARÁ, POR KÁTIA FURTADO


E para fechar com chave de ouro e pétalas de rosas vermelhas essa semana especial da Mulher, postamos um texto assinado pela Presidenta da AFBEPA, Kátia Furtado, e registros de parte da agenda feita, por ela, em visita às unidades do Banco para saudar as bancárias na quinta, 8 de março. A agenda, que seguiu pelas agências Palácio, Estrada Nova, Telégrafo, Nazaré, São Brás e pela Sulog, só foi interrompida porque Kátia passou mal e precisou ser internada, às pressas. Foi atendida e fez vários exames que continuam no dia de hoje. Ontem mesmo recebeu alta, está medicada e melhorando.

_____________________

"O dia 8 de março e toda a semana da Mulher é especial, para saudarmos essa luta na história da humanidade. Muitas mulheres lúcidas, corajosas e ousadas doaram suas vidas para conquistar liberdade, dignidade, respeito, cidadania, direitos para todas as mulheres e foi por isso que nos últimos 30 anos, a realidade social mudou muito e as leis avançaram. Mas ainda há muito a conquistar, sem dúvida. Mais igualdade de acesso e oportunidades, mais saúde, mais educação, mais proteção à integridade física e psicológica da mulher, mais respeito com relação às especificidades do universo feminino.

 

Há 80 anos a mulher conquistou o direito de votar. Um enorme avanço! Há algumas semanas, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a Lei Maria da Penha tem validade mesmo sem a denúncia da vítima. Outro enorme avanço, que será capaz, se Deus quiser, de abalar ainda mais as estruturas machistas e patriarcais de nossa sociedade.  Em briga de marido e mulher, agora podemos meter a colher, sim senhor!

No mundo do trabalho bancário, há muitas conquistas, frutos da luta, nos últimos dez anos para as mulheres, como, por exemplo, o aumento para 180 dias da licença-maternidade, mas ainda são percebidas discriminações de gênero. Recente pesquisa do Dieese mostra que as mulheres, apesar de terem mais escolaridade recebem, em média, 24% menos que os homens. Este é um dado preocupante que nos coloca diante de novos desafios relacionados à valorização da mulher e ao reconhecimento do potencial feminino, não em disputa com os homens, mas em condições de igualdade. É um absurdo que as mulheres ainda precisem se sujeitar a injustiças como essas! 

 

No Banpará, a realidade que afeta de modo crucial a todos, dificulta, particularmente, as nossas vidas enquanto mulheres. Muitas de nós somos mães, realizamos a dupla e a tripla jornada, quando chegamos a casa e temos ainda que cuidar dos afazeres domésticos e dar atenção aos filhos, o que fazemos com amor, mas já com os corpos cansados e a mente estressada. Tudo isso piora muito com a sobrejornada a que temos sido submetidas, quando saímos do Banco mais tarde do que o estipulado na jornada de trabalho. E, para completar, nem o direito legal às horas extras nos têm sido garantido!

Alguns cuidados importantes precisariam ser garantidos em todas as agências e postos, como banheiros específicos para mulheres, tempo para higienizações necessárias em períodos especiais, espaço próprio e tempo destinado à amamentação para as mulheres que precisam amamentar seus bebês para além dos dias de licença-maternidade, creches, dentre outras necessidades muito específicas do mundo feminino.

 

Por tudo isso, quero agradecer por ser mulher, por ter tido e ainda ter em minha vida a presença de tantas mulheres maravilhosas e me ensinar a crescer, a evoluir como pessoa e profissional, e quero, sobretudo, agradecer a essas mulheres guerreiras e vitoriosas do Banpará, que combinam dedicação e afeto, que sempre estão prontas a cuidar, a olhar de modo especial, a amparar. “Ai do mundo se não fora a vossa missão sublime”, diz a oração a Nossa Senhora. Assim eu digo a todas nós, mulheres, com todo o meu coração, Ai do mundo se fosse a nossa missão sublime!

Que possamos ser cada vez mais unidas e fortes, cada vez mais vitoriosas em nossas justas causas, cada vez mais respeitadas e valorizadas na sociedade, e em nosso trabalho!

Desejo, de todo o meu coração, que todo dia seja sempre um Feliz Dia de Luta Internacional da Mulher e cada querida bancária do Banpará!


Kátia Furtado
Presidenta da AFBEPA."




*

quarta-feira, 7 de março de 2012

8 DE MARÇO, O BELO CARTAZ DO XINGU VIVO





*

ANUVERSÁRIO DA MARINOR - CONVITE



Recebemos por e-mail e como o convite para o aniversário da ex-senadora Marinor Brito foi estendido a todos os funcionários e funcionárias do Banpará, compartilhamos aqui no nosso blog.

Será neste sábado,dia 10 de março, no Rancho, a partir de 12h, com uma feijoada e muito samba.




*

A LEI É MAIOR, E DEVE SER RESPEITADA, BANPARÁ!

Obedecendo a uma suposta ordem verbal da direção do Banpará, quase todas as administrações das agências estão efetivando cortes de direitos dos trabalhadores, em um claro e despropositado ataque à Legislação Trabalhista.
Como já é de conhecimento de toda a empresa, os trabalhadores caixas realizam horas extraordinárias quase todos os dias do mês, e nos dias de pagamento do funcionalismo público estadual, como também do INSS, devido a um maior número de pessoas procurarem as Unidades do Banpará para receberem os seus salários, pagarem suas contas ou utilizarem os produtos e serviços oferecidos, há uma necessidade dos caixas e do pessoal do atendimento prorrogar suas jornadas de trabalho.
Os trabalhadores que atuam diretamente no atendimento à clientela que busca junto ao Banco o seu leque de produtos e serviços, nesses dias, também enfrentam uma pesada rotina de trabalho, extrapolando as suas jornadas, mas nem por isto, lhes é dado o direito de assinar as horas extraordinárias realizadas e quiçá o prato de comida, que em algumas agências ainda continuam pagando, apenas para os caixas.
Para a AFBEPA, está ocorrendo uma exigência de hora extra, por conta de serviço inadiável, contudo, é imperioso que o Banco observe primeiro o que a Lei Celetista prevê em relação a prorrogação de jornada de trabalho para mulheres e homens, onde deve ser observado um intervalo para descanso de 15 minutos entre a jornada normal e a extraordinária.
Outro ponto importantíssimo é o pagamento das horas extraordinárias com o acréscimo do adicional de 50%, previstos na Constituição Federal vigente.
Esta AFBEPA verificou, in loco, que alguns gerentes, agindo de forma abusiva e em total violação aos ditames da Lei Trabalhista, estão rasgando as folhas de presenças dos funcionários que assinam as horas extraordinárias e determinando que se faça outra folha sem constar as devidas horas extras. Para esta AFBEPA é inaceitável e intolerável tal forma de proceder, principalmente porque a vida desse trabalhador está sendo exposta a uma situação gravosa, nociva a sua saúde, sem a devida contraprestação em dinheiro por parte do empregador; além do mais, essa postura visa falsear, para o mundo do direito, como se nesses locais de trabalho, nenhum funcionário fosse submetido à prorrogação de jornada, o que de fato ocorre.
Instados pela Associação, alguns gerentes informaram que irão compensar as horas extras, porém não sabem dizer quando e como estas horas serão compensadas, uma vez que, nas agências, o número de funcionários é insuficiente.
A Legislação é clara, se o empregado por motivo de necessidade imperiosa de serviço, precisar exceder a sua jornada, o empregador deverá pagar as horas excedidas com o respectivo adicional ou reduzir no dia seguinte a jornada de trabalho do empregado, in verbis:
   
"Art. 59. A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de duas, mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho.
§ 1º Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar, obrigatoriamente, a importância remuneração da hora suplementar, que será, pelo menos, 50% (cinqüenta por cento) superior à da hora normal.
§ 2º Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias." (meus grifos)

Sobre essa questão, é imperioso que a direção do Banpará faça cumprir as ordens formais dadas sobre esse tema, pois o procedimento gerencial nas Unidades de Trabalho se configura em um claro desrespeito as ordens emanadas da empresa Banpará, como também a Legislação Trabalhista vigente, o que acarreta passivo trabalhista ao Banco, assim como as penalidades legais, uma vez que esta Afbepa tem como demonstrar as horas extras realizadas pelos empregados.

Fato também denunciado por esta Associação é o corte de almoço para os funcionários o que, há anos, é costume o Banpará pagar. Apesar de atualmente em algumas Unidades de Trabalho haver observância do horário de entrada no local de trabalho, os funcionários têm as suas jornadas ao fim prorrogadas em função do grande volume de trabalho e de agências lotadas.

O que faz piorar a situação é que alguns gerentes no dia do pagamento do funcionalismo público pagam almoço para os caixas e não pagam para o pessoal do atendimento. Há também os que pagam apenas um (01) dia do pagamento e os que pagam todos os dias.

Decerto, é preciso manter o costume e pagar almoço para todos os funcionários nos dias de pagamento do funcionalismo público estadual. A meta é a valorização e não a discriminação ou corte de direitos.

Se para a direção do Banpará é necessário fazer contenção de despesas, que faça de outra forma, mas nunca em prejuízo dos direitos dos trabalhadores(as).

RESPEITO É BOM E TODOS GOSTAM!

A DIREÇÃO DA AFBEPA 




*