sábado, 27 de outubro de 2012

ELEIÇÕES EM BELÉM: QUAL É O SEU VOTO DE CLASSE?

Neste domingo, 28, os eleitores de Belém terão a grande responsabilidade de escolher, em eleição direta, o próximo prefeito da capital. Há apenas dois candidatos na disputa. 

A uma instituição de luta, que representa os funcionários do Banpará, no caso esta AFBEPA, não cabe "ter um candidato". Uma Associação não é uma pessoa, nem é sua diretoria, mas sim todos os seus associados. Porém, temos a plena clareza de que todas as decisões políticas, nas cidades, no Estado e no país, impactam em nossas vidas, como funcionários do Banpará e como cidadãos e, por isso, esta AFBEPA tem a obrigação de mostrar, pela ótica dos funcionários do Banco, quem é quem. Quem agiu a favor ou contra nossos interesses nos dois últimos anos, em nossas mais recentes lutas, na nossa última campanha salarial.

A disputa eleitoral em Belém está posicionada entre um candidato que:

Recebeu e assinou a 'Carta Compromisso em Defesa do Banpará', abrindo espaço, inclusive, para debater o retorno das contas da Prefeitura para o Banpará; 

Realizou a 'Sessão Especial em Defesa do Banpará', na ALEPA; 

Participou pessoalmente do 'Seminário em Defesa do Banpará', promovido pelas entidades no auditório do TRT; 

Tem apoiado todas as nossas lutas, seja com manifestações na Tribuna da ALEPA e correspondências ao presidente do Banpará, inclusive quando a Presidenta da AFBEPA teve, por duas vezes, ameaçada sua liberação para os trabalhos da Associação; 

Nas duas últimas campanhas salariais, e especialmente na última campanha salarial, em nossa greve de 23 dias, nos apoiou ativamente nas articulações diretas entre os demais deputados, para abrir mesas de negociação com o Banco; 

Foi eleito o deputado mais atuante na ALEPA, e é um arquiteto qualificado, mestre em planejamento urbano pelo Naea/UFPA e doutor em planejamento urbano pela USP, tendo defendido ambas as teses sobre a realidade e as necessárias mudanças para Belém; 

Sempre foi um defensor da democracia e das eleições diretas, e quando havia ditadura militar no Brasil, tinha seu nome indicado nas listas da repressão por ser um lutador, sindicalista, que fundou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará; 

Teve seu trabalho reconhecido em Belém porque quando foi prefeito criou o 'Sementes do Amanhã', projeto que retirou e deu escola e iniciação musical às antigas crianças catadoras do Lixão do Aurá; deu bolsa escola de um salário mínimo a mais de 800 famílias; criou a 'Escola Circo', que retirou das ruas centenas de crianças, dando também a bolsa escola; construiu 21 escolas públicas, construiu o Hospital do Guamá; implantou o Saúde da Família; construiu a Aldeia Cabana; construiu o Ver-O-Rio e o Memorial dos Povos; reformou o Ver-O-Peso; realizou o Orçamento Participativo e o Congresso da Cidade, oportunizando a participação popular nas decisões sobre as obras para cada rua, bairro e para toda a cidade, dentre tantas outras realizações bem conhecidas pela população.

O outro candidato se projetou como um representante das elites e, nessa condição, foi eleito várias vezes parlamentar, sem nunca ter trabalhado para sobreviver. Nunca foi um trabalhador. Nunca conheceu as agruras de lutar para ter um salário apertado no final do mês. Quando estudante, na UFPA, era ligado à ARENA, e depois ao PDS, sendo sempre um defensor da ditadura militar contra a democracia, contra as eleições diretas. 

Na condição de deputado federal é um dos que mais tem ausências registradas, em apenas 40 dias de sessão, porque se licenciou para concorrer à Prefeitura, teve 70% de ausências, como você pode confirmar lendo o site Congresso em Foco, e clicando aqui. Nunca apresentou emendas para cuidar dos problemas da cidade de Belém.

Apoiou o atual prefeito por três vezes, mas agora critica a situação caótica de Belém, como se não tivesse tido sempre o poder para melhorar nossa cidade.

É do partido que atualmente governa o Estado e que nada fez por Belém nesses dois últimos anos de mandato. Partido que valoriza a meritocracia, empurrando as metas abusivas em nossas vidas; que tem história de privatizar patrimônio público, que privatizou a Celpa e hoje temos o pior e mais caro serviço de energia elétrica do país; que trata mal os servidores públicos, endurecendo as negociações em todas as categorias, retirando direitos, forçando longas e desgastantes greves; que nos retirou o tíquete extra esse ano.

Diante dessas opções, absolutamente condizentes com as verdades dos fatos e das histórias de vida de cada candidato, desejamos que cada bancário e bancária do Banpará vote com consciência, analisando quem tem mais preparo, experiência positiva, compromisso com a nossa classe, porque somos trabalhadores, vivemos de salário, sabemos o quanto é duro pagar as contas no final do mês.

Que os ricos votem em seu candidato, é compreensível, mas que os trabalhadores e os pobres escolham o candidato dos ricos só é possível por conta da alienação, da dominação ideológica, da compra de votos e outras mazelas sociais produzidas pela ignorância que é mantida por esses mesmos ricos que querem se perpetuar no poder para continuar decidindo e usufruindo do dinheiro público para seus próprios interesses de classe.

Aos bancários e bancárias do Banpará, decidamos, também, pelo voto de classe, mas da nossa classe trabalhadora. E, após votar, vamos participar, defender nossas propostas, criticar quando necessário, mas isso só poderemos fazer em um governo democrático que permita a participação, que escute a população, que dialogue e não com um governo autoritário e impositivo.

No próximo domingo, um bom voto a todos e todas!


UNIDOS SOMOS FORTES!






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2 comentários:

Anônimo disse...

O que mais tem é alienado. dia desses, distribuiam panfletos pró-50, um pobre coitado referia-se ao candidato supra como ladrão. Então, vejam como a mente humana é muito difícil. Por isso que dizem o povo ter o que merece, que não deixa de ser mazoquista, pois sofre, mas está lá babando ovo. Fico pensando no arrocho que o funcionalismo municipal vai sofrer, caso a vitória tombe para o candidato do ditador tirano Jatene que, além de governar o estado, indiretamente dará as ordens ao subalterno na prefeitura. Esse governador que decepcionou a muitos dos seus eleitores, com esse nazismo barato contra o funcionalismo estadual e contra nós, bancários e bancárias do Banpará, cujo presidente foi indicação do candidato das elites à PMB. Paciência! Já se passaram 2.012 anos e o povo continuam não sabendo votar.

Anônimo disse...

É Belém, que jogou fora uma grande oportunidade de ter mais dignidade, obras, serviços, participação dos cidadãos. Nós, família BANPARÁ estamos penando na mão desses sanguessugas amarelos. Venceu uma grande mentira contra o povo. Mas nem tudo está perdido porque mais de 40% escolheram uma mudança, enquanto a maioria escolheu a enganação. O pior é que todos pagam e sofrem juntos.