terça-feira, 18 de outubro de 2011

BANCO DA AMAZÔNIA E CAIXA PERMANECEM EM GREVE

Ontem, em assembléia lotada, os bancários e bancárias do Banco da Amazônia e da Caixa decidiram dar continuidade à greve e lutar mais por melhores salários, condições de trabalho e de vida! É justo e correto. A greve está forte e as direções de bancos públicos podem e devem negociar à altura do movimento. PCS é pauta principal e, até agora, não há avanços. 


Detalhe: o acordo conquistado com a força da greve no Banpará, e aprovado em assembléia por ampla  maioria, está sendo considerado modelo para os bancos estaduais e regionais.




ESTRANHAS OCORRÊNCIAS
Ontem, mais um episódio de ataque à democracia foi praticado contra a AFBEPA. Na assembléia do Banco da Amazônia, no Sindicato, a presidenta da AFBEPA, Kátia Furtado foi convidada a falar pelos bancários e bancárias na plenária. Sílvio Kanner, presidente da AEBA, que não foi convidado a compor a mesa coordenadora da assembléia, pediu à presidente do Sindicato a inscrição de Kátia Furtado. Foi negada. A plenária lotada, então, começou a gritar exigindo o direito de manifestação de Kátia Furtado. Após um conflito desnecessário, e por força da vontade da categoria, Kátia Furtado pôde falar e manifestar solidariedade aos bancários e bancárias de outros bancos.


A assembléia ocorreu em clima de tumultuo, houve vaias a uma diretora do Sindicato e, finalmente, um diretor do Sindicato pegou o microfone e saiu correndo, para impedir a votação da participação da AEBA na mesa de negociação do Banco da Amazônia.


NOTA INCOMPREENSÍVEL
Na semana passada, o Sindicato postou em seu site uma nota despropositada, fazendo referências a ataques inexistentes por parte da AFBEPA. Sobre isso, temos apenas a esclarecer:


1) Postamos uma nota do Sindicato dos Bancários do Maranhão que foi à Justiça para garantir o direito de greve da categoria porque o governo Dilma mandou cortar o ponto dos grevistas do BB e da Caixa. Ao que sabemos, foi o único Sindicato no Brasil que tomou esta atitude corajosa e digna. Em nosso texto aqui no Blog, defendemos que o Sindicato do Pará e a Contraf fizessem o mesmo: garantissem o direito dos seus representados, o bancários; e cobramos o atrelamento político partidário, tanto que, até hoje, não há uma única palavra nos sites dessas entidades criticando a decisão equivocada, autoritária e antidemocrática da presidente Dilma, que intimida o legítimo direito à greve porque tira salário e sustento do trabalhador.


2) O Sindicato diz que já decidiu ir à Justiça para fazer o mesmo que foi feito no Maranhão. Já foi? O Sindicato dos Bancários do Pará entrou com a ação para garantir o direito de greve dos bancários? Pedimos, novamente, que o façam e publiquem para que possamos saber.


3) Percebemos que há uma certa dificuldade em aceitar uma crítica construtiva. Um pedido para que façam algo bom para a categoria, provoca reações descabidas, estranhas como essa nota e a decisão de impedir Kátia Furtado de falar em uma assembléia, mesmo quando essa é a vontade dos bancários e bancárias.


UNIDADE, SERENIDADE, MATURIDADE - OS DESAFIOS SÃO IMENSOS E A RESPONSABILIDADE É MAIOR
A caminhada conjunta das entidades nos momentos recentes: eleição do comitê disciplinar e campanha salarial, foi uma decisão democrática do Encontro dos Trabalhadores do Banpará e foi cumprida corretamente. Foi também uma experiência positiva, rica, e fundamental para as conquistas do nosso acordo, construído em mesa de negociação e aprovado em assembléia da categoria. Temos, ainda, muito a realizar de positivo, conjuntamente, em uma relação institucional madura, onde as entidades, independentes de partidos políticos, possam conviver com democracia, garantidos os direitos de crítica e autocrítica de ambas as partes, de forma qualificada e respeitosa. É preciso serenidade e firmeza de propósitos para mantermos a convivência, mesmo quando há divergências. E é preciso, sobretudo, espírito democrático para perceber o quanto é rica a diversidade de opiniões, idéias e propostas.


REDAÇÃO DO ACORDO COLETIVO
Agora, finda a greve, com a aprovação do acordo construído em mesa de negociação, há ainda a fase da redação, quando tudo, de fato, será garantido na palavra escrita, com as assinaturas que selam o acordo. Há determinados pontos que precisam ser garantidos na redação e, priorizando o interesse da categoria, temos que continuar unindo forças para garantir as conquistas. Por exemplo, é preciso clausular o aumento de todas as comissões até novembro, porque isso foi compromisso assumido pela direção do Banco na mesa de negociação. Outras duas questões que exigem uma intervenção conjunta: PCS, para superarmos as atuais pendências, e contratações de mais bancários através de concurso público, para superarmos o atual quadro de sobrecarga, desvios de função e adoecimento da categoria.


ELEIÇÃO DE TODOS OS REPRESENTANTES DOS FUNCIONÁRIOS
Também foi aprovado no Encontro e consta na Minuta e no Acordo, a eleição para todos os representantes dos funcionários em todos os comitês, conselhos e grupos paritários. E isso, depende apenas da vontade da direção do Sindicato dos Bancários. Já estão eleitos os representantes no Conselho de Administração, quando houve duas eleições (a primeira foi anulada sem motivo ainda justificado), e para o Comitê Disciplinar. Precisam ser realizadas, até dezembro, as eleições para o GT PCS, o Comitê Trabalhista e o Conselho de Segurança. Também há o acompanhamento do GED que as entidades devem fazer conjuntamente.


Portanto, diante dos verdadeiros ataques dos banqueiros, governos e direções de Bancos, conclamamos a  democrática unidade das classes trabalhadoras e das entidades que as representam. A intenção e o gesto da AFBEPA é para que continuemos a trabalhar juntos - AFBEPA, Sindicato, Fetec e Contraf/Cut, em prol da categoria, com lucidez, independência, coragem e firmeza de princípios sindicais em defesa dos trabalhadores. É o que acreditamos e queremos.


UNIDOS SOMOS FORTES!









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RETIFICAÇÃO
Logo cedo, este blog publicou a notícia de que o Movimento Sindical Bancário havia defendido a proposta de acordo apresentada pelo Banco da Amazônia. O correto é que, por unanimidade, a proposta foi rejeitada. A greve continua firme e forte no Banco da Amazônia. 









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3 comentários:

Anônimo disse...

E pensar que tudo corre às mil maravilhas, lá vem o rancor e a raiva do sindicato pela competência e combatividade da nossa guerreira Kátia. Amiga, ainda veremos vc na presidência desse sindicato, pode esperar.

AFBEPA disse...

Não publicaremos comentários que utilizem palavrões ou ofensas contra quem quer que seja. Críticas construtivas ou avaliações respeitosas são benvindas.
Muito obrigado.

Anônimo disse...

É preciso evoluir e aprender com a história, pois continuar desrespeitando o desejo coletivo leva a incompreensões e descrenças. Considerar o apelo da maioria em assembléias e conviver com as diversidades demonstra capacidade de liderar.
Para refletir.