sexta-feira, 17 de setembro de 2010

DIREÇÃO DO SINDICATO APAGA AS LUZES E CORRE DA ASSEMBLÉIA, PARA EVITAR QUE A CATEGORIA DECIDA OS RUMOS DA CAMPANHA SALARIAL

Este foi mais um lamentável e vergonhoso episódio protagonizado pela atual direção do sindicato dos bancários, que, em plena campanha salarial, decidiu convocar, em edital, uma assembléia "informativa", para, mais uma vez, manobrar e negar os direitos dos bancários. A direção do sindicato feriu de morte a democracia, quando negou o próprio caráter intrínseco da assembléia, a alma, o sentido de existência da assembléia, que é sua capacidade de deliberação, seu poder de decisão por parte dos que dela participam, com direito de votar. Se não tem poder de decisão, então já não é mais uma assembléia, é qualquer outra reunião, menos assembléia.


ASSEMBLÉIA "INFORMATIVA" - EXISTE ISSO?

Essa era uma das perguntas que fazia uma bancária do Banpará antes do início da assembléia. Inicialmente, é de se questionar por quais motivos uma direção sindical se vale de um edital para fazer questão de definir que a assembléia é apenas "informativa". O que leva uma direção sindical a se expor de tal maneira, a ponto de convocar uma assembléia de forma imprevista em qualquer documento legal, já que o Estatuto do Sindicato se refere a apenas dois tipos de assembléia: ordinária e extraordinária, mas nunca, na história do sindicalismo bancário paraense, foi convocada uma assembléia apenas "informativa".


UMA ASSEMBLÉIA, PARA SER ASSEMBLÉIA, DEVE TER GARANTIDO O PODER DE DECISÃO DE QUEM PARTICIPA, COM DIREITO A VOTO. É O ÓBVIO.


Claro que na pauta de qualquer assembléia, há o ponto inicial de informes, mas uma assembléia, para ser assembléia, não pode se encerrar apenas nos informes, isto é óbvio, até porque, hoje, com a internet, todos os informes estão disponíveis, inclusive os que foram repassados na assembléia
"informativa" pela direção sindical; tanto que nenhuma novidade foi dita, nada foi acrescentado ao que todos já sabem, porque leram no próprio site do sindicato. Então, para quê foi convocada essa assembléia "informativa"?


DIREÇÃO SINDICAL TEM MEDO DA CATEGORIA?


Ao tentar impedir a categoria de votar e decidir em sua assembléia, se valendo, para isso, do poder da caneta, os atuais diretores do sindicato revelam o grande temor que têm diante dos bancários e bancárias. Não seria por esse mesmo motivo que convocaram um encontro de aprovação de minuta num dia de segunda-feira, quando os bancários e bancárias estavam trabalhando e não poderiam mesmo participar? Ou que descumpriram o Estatuto do Sindicato não convocando a assembléia dos bancários do Banpará, solicitada em abaixo-assinado, e depois fecharam e lacraram os portões, e fugiram, impedindo a categoria de entrar no sindicato?


HAVIA DIRETOR SINDICAL ALCOOLIZADO, HAVIA DIRETORES RAIVOSOS, QUE GRITAVAM IMPROPÉRIOS CONTRA OS BANCÁRIOS...


A frustração da amplíssima maioria entre as dezenas de bancários e bancárias que se dirigiram hoje ao seu sindicato, e se depararam com diretores sindicais nervosos, raivosos e autoritários, só não foi menor que a vontade e a determinação de lutar por seus interesses, direitos e conquistas, enquanto bancários e bancárias, trabalhadores. Aliás, no quesito frustração, é de se registrar que havia diretor sindical alcoolizado que berrava com os bancários, havia diretor que afirmou que os bancários que ali estavam não garantiam greve nenhuma, mas queriam só "agitar", havia diretor que se valia de gritaria, de vaia, e todo tipo de descomposturas para tentar inviabilizar a assembléia "informativa"; e tudo porque, logo no começo da assembléia, logo após a leitura da "pauta" pela atual presidente do sindicato, Rosalina Amorim, que compartilhava a coordenação da mesa com Vera Paoloni, da Fetec e Alan Rodrigues, da Caixa, a bancária do Banpará e presidenta da AFBEPA, Kátia Furtado, pediu uma "questão de ordem". Este simples pedido: "questão de ordem", foi o suficiente para desmontar o palanque armado para manipular e subtrair os direitos dos bancários.


O PEDIDO DE QUESTÃO DE ORDEM, APOIADO PELA MAIORIA, ACABOU COM A FARSA ARMADA


Kátia Furtado pediu uma "questão de ordem", reivindicando que a assembléia, soberana que é, decidisse, ali mesmo, que seu caráter passaria a ser, naturalmente, deliberativo e não mais "informativo" como, equivocadamente, foi convocado em edital pela direção do sindicato. Pronto. Iniciou-se uma gritaria sem fim, não queriam deixar Kátia concluir sua "questão de ordem" e, a partir daí, o elenco de grosserias contra os bancários começou a ser despejado pela tropa de choque do sindicato, de triste conduta diante de todos.


COORDENADORES DA MESA ATROPELARAM, O TEMPO TODO, A VONTADE DA MAIORIA DOS BANCÁRIOS PRESENTES NA ASSEMBLÉIA


Inexplicavelmente, a coordenação da mesa, composta pelos três membros já citados, decidiu não votar a "questão de ordem" no momento em que foi apresentada, mas que a assembléia prosseguisse, sempre "do nada pra lugar nenhum", com as intervenções de quem já havia se inscrito. Porém, a maioria da assembléia queria votar a "questão de ordem" e, mesmo assim, a direção sindical, aos gritos e impropérios, sempre agredindo os bancários presentes, atropelou o que seria o encaminhamento correto, não sem antes permitir que um diretor do sindicato apresentasse e defendesse contra a questão de ordem apresentada por Kátia Furtado. Não é preciso ter anos de vivência sindical para saber que qualquer questão de ordem, por seu próprio caráter, precede as intervenções e decisões em uma assembléia. Se é uma questão de ordem, por respeito aos presentes, deve ser votada no início da assembléia, pelo menos sempre foi assim no movimento sindical, inclusive no movimento sindical bancário, inclusive no movimento sindical cutista, ao qual o sindicato dos bancários é filiado.


PARA NÃO VOTAR A QUESTÃO DE ORDEM, DIRETORA DO SINDICATO APAGA A LUZ, ENQUANTO OS COORDENADORES DA MESA, ROSALINA, VERA PAOLONI E ALAN, FOGEM, SAEM CORRENDO DA ASSEMBLÉIA.


Mas, mesmo após as dez intervenções dos que haviam se inscrito, os coordenadores da mesa, Rosalina Amorim, Vera Paoloni e Alan Rodrigues, se negavam a encaminhar a votação da "questão de ordem", e enquanto isso, a tropa de choque, bem orientada, gritava e ameaçava os bancários presentes. Os bancários pediam, em coro, "vota, vota, vota!" e a coordenação da mesa se mantinha atônita, sem tomar decisão alguma, até que uma diretora do sindicato apagou as luzes e a coordenação da mesa se retirou, às escuras, correndo, fugindo da assembléia. Quando as luzes se acenderam, a tropa de choque da direção sindical continuou gritando, agredindo, ameaçando os bancários presentes. Muitos saíram indignados, mas a maioria permaneceu no sindicato.


CATEGORIA SE MANTEVE NO SINDICATO, MESMO APÓS A SAÍDA DA DIREÇÃO SINDICAL E DECIDIU OS ENCAMINHAMENTOS PARA RESGATAR A DIGNIDADE AFRONTADA. DIREÇÃO SINDICAL SERÁ DENUNCIADA NO MPT.


Em dado momento, os bancários decidiram se reunir no fundo do espaço cultural, próximo ao balcão da lanchonete, para decidir o que fazer diante daquele triste fim da assembléia "informativa". A decepção, a frustração e até o sentimento de revolta, era visível. Mas os bancários e bancárias não se sentiram impotentes, pois estavam plenamente conscientes de seu poder e força para lutar enquanto trabalhadores.

Os mais de 60 bancários que permaneceram, tomaram, entre outras, a decisão de denunciar a atual direção do sindicato perante o Ministério Público do Trabalho, por agir em flagrante desrespeito aos interesses e direitos dos trabalhadores.


"QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME!"


A categoria está organizada e mobilizada e não mais aceitará as lamentáveis manobras dessa direção sindical. Se é verdadeiro o famoso ditado popular "quem não deve, não teme", então, por quais motivos, essa direção sindical tanto teme a categoria bancária?


NO SITE DO SINDICATO, O MENTIROSO RELATO DA ASSEMBLÉIA


A AFBEPA lamenta o ocorrido e se solidariza com os bancários e bancárias do Banpará e dos demais bancos, sempre levantando a bandeira da verdade, da luta pelo que é o melhor para uma categoria que tem sofrido com a violência, com as metas abusivas, com o assédio moral, com o adoecimento, com o rebaixamento de salário ao longo de décadas, e com a ausência de uma direção sindical atrelada aos governos e direções de bancos, que é capaz de trair e enganar a categoria, como fez tantas vezes nos últimos anos. Basta ver a postagem mentirosa que fizeram em seu site sobre a assembléia "informativa", como se nada demais houvesse ocorrido, como se os bancários que ali foram desrespeitados, nem existissem.


BANCÁRIOS E BANCÁRIAS ORGANIZADOS, COM O PODER SOBERANO ENQUANTO CATEGORIA, SABEREMOS DIRIGIR OS RUMOS DE NOSSA CAMPANHA SALARIAL!


O que a direção sindical está fazendo é inadmissível, e a AFBEPA envidará todos os esforços para resgatar a dignidade dos bancários e bancárias vilipendiados, nesta noite, por esses que se dizem "dirigentes sindicais". Estamos diante de um retrocesso, uma vergonha para a história do sindicalismo bancário. Mas, nós, enquanto categoria saberemos, com nossa força soberana, dirigir os rumos de nossa campanha salarial e de nossa luta por mais merecidos direitos e conquistas.



TODOS E TODAS À LUTA DA CATEGORIA BANCÁRIA!


NÃO AO ATRELAMENTO DA ATUAL DIREÇÃO SINDICAL AOS PARTIDOS, GOVERNOS E DIREÇÕES DE BANCOS!


PELA INDEPENDÊNCIA, SOBERANIA E CORAGEM DE LUTAR E VENCER DOS BANCÁRIOS E BANCÁRIAS!


UNIDOS, SOMOS FORTES!



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2 comentários:

Anônimo disse...

Foi lamentável a postura da mesa sindical,levando arruaceiros apenas para tumultuar a assembléia,gente sem escrúpulos,e que só olham para seu umbigo, partidários do governo atual,que por algum motivo não deixam os funcionários do BANPARA tomar seus caminhos,más desde já estou convocando toda a categoria do BANPARÁ,para ficar em estado de greve,antes da eleição iremos paralisar,e não somente no final de semana que antecede as eleições como quer o sindicato.
Vamos paralisar e forçar a um acordo digno para os Bancários do Banpará.
Esse episódio patrocinado pelo sindicato dos bancários,me lembrou episódios que ocorriam com os companheiros rodoviários em que na gestão passada,o antigo presidente,contratava e levava seguranças e pessoas apenas para fazer arruaça e impedir que a categoria reivindicasse os seus direito,más essa farsa caiu lá,assim como apartir de 03/10/2010,irá cair nesse sindicato sem escrúpulo.

ESTAMOS EM ESTADO DE GREVE.

Anônimo disse...

Foi uma vergonha tão grande. Parecia que não estávamos lidando com pessoas racionais, inteligentes, mas com animais e realmente um estava alcoolizado, o que já é um constume desse diretor, infelizmente. Eu estou simplesmente chocada com o que vi na sexta-feira em nosso sindicato e fiquei certa de que aquelas pessoas não tem posturas de diretores da nossa entidade. Inclusive, a presidenta foi muita grosseira em sua fala e indelicada. Também não soube conduzir corretamente a assembléia. Eu vi quem apagou as luzes e foi sim uma diretora nova, lamento que uma menina tão bonita, já esteja aprendendo tudo errado.
Colegas, temos qeu reforçar nossa asseociação e denunciar sim as coisas erradas que esses diretores do sindicato estão fazendo contra nós. Foi só um desabafo, mas eu concordo com a denúncia e acho que temos que fazer uma assembléia da AFBEPA. Não pode, Kátia?